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        <title>blog de celso machado</title>
        <description>El blog de celso machado</description>
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        <lastBuildDate>Sat, 14 Nov 2009 11:00:04 UT</lastBuildDate>
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            <title>celsomachado</title>
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            <title>As Línguas originais da Bíblia</title>
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            <description> &lt;strong&gt;As línguas originais da Bíblia               &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ANTIGO TESTAMENTO HEBRAICO&lt;br /&gt; &lt;/strong&gt;&lt;span class=&quot;textAlign textAlignCenter&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hebraico pertence ao grupo ocidental das línguas semíticas (a palavra semítica é derivada de Sem, um dos filhos de Noé), sendo muito próximo do ugarítico antigo (o termo ugarítico provém de Ugarit, capital de um pequeno reino ao norte da costa Síria, atual Ras Shamra). Poderíamos associá-lo também ao fenício e ao moabita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Antigo Testamento, o hebraico é conhecido como a língua de Canaã (Is 19:18), ou Judaica (2Rs 18:26; Is 36:11 e Nm 13:24). O termo hebraico ocorreu primeiramente em Ben-Sira, no ano 130 AC, aproximadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A raiz das línguas semíticas tem uma característica própria. É composta de três consoantes que agem como uma espécie de estrutura para as alterações das vogais. A inserção de um padrão vocálico estabelece um significado específico. Em kohen, por exemplo, em k-h-n encontramos a estrutura consonantal, e em o - e o padrão vocálico. A presença das vogais o - e especifica seu valor participial (ou seja, da natureza do particípio, uma forma nominal dos verbos). Assim, o termo kohen nos dá idéia de alguém que ministra, neste caso, um sacerdote. O hebraico logo começou a dispensar as terminações de caso, porém, alguns remanescentes ainda permaneceram. Seu sistema verbal apresentou uma esquematização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A representação hebraica é proveniente do semítico do norte, ou fenício. É composta de vinte e duas consoantes e escrita da direita para a esquerda, podendo ser utilizada também para representar números. Contém vários sons não encontrados nas línguas indo-européias. Exemplos: consoantes enfáticas (t. k (q), e s) e o ayin gutural (‘) que posteriormente foi transliterado em grego por gamma, como aconteceu na cidade de Gomorra (Gn 18:20). A forma de escrita conhecida Como Assíria (provavelmente ao invés de Siríaca), ou Quadrático, passou a ser utilizada antes de 200 AC. A tradição judaica de que fora Esdras quem a trouxe do exílio não tem base. Os sinais vocálicos não eram grafados, mas, como conseqüência de certas alterações fonéticas, alguns deles com w e y, surgiram. Tais letras então passaram a ser utilizadas em outros casos para representar vogais longas. Um sistema completo de vocalização, conhecido como Nestoriano, foi utilizado pelos escribas judeus provavelmente em 600 d.C. Três sistemas diferentes foram desenvolvidos: na Babilônia e Palestina os sinais eram colocados acima das consoantes (supralinear).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema comumente encontrado em nossas Bíblias hebraicas é conhecido como Tiberíades. Os sinais vocálicos (com exceção do o) foram colocados abaixo das consoantes (infralinear). Essa vocalização representa um importante estágio sincrônico em hebraico e é o produto de uma tradição altamente segura e confiável. Podemos constatar isso ao percebermos o cuidado na distinção originariamente obtida entre certas vogais presentes em verbos adjetivais e substantivais, nos quais as modificações de sua estrutura consonantal revelam suas formas primitivas. Há também um número de sinais de pontuação e de entonação extra-alfabéticos. Para o hebraico Bíblico, a pronúncia mais adotada é a sefardita (judeu-hispânico). Os escribas cuidadosamente evitaram alterar o texto consonantal. Onde julgavam haver um erro de transcrição ou onde uma palavra deveria ser melhor utilizada eles colocavam o que achavam ser correto ou preferível na margem, e as vogais dessa palavra seriam acrescentadas à palavra no texto (sobre o qual um pequeno círculo era freqüentemente colocado). As consoantes no texto passaram a ser conhecidas como ketiv (escrito), e as observações da margem. Os qeri (que deve ser lido).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hebraico não tem artigo indefinido. O artigo definido (ha) é prefixado ao nome. Seu uso difere em muitos detalhes do artigo definido em português. Por exemplo, os pronomes demonstrativos e os adjetivos o aceitam quando utilizados atribuitivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nomes em hebraico servem para distinguir gênero e número. O gênero é gramatical: quer sejam coisas animadas ou inanimadas. O feminino tem normalmente a terminação (-a). Certos nomes femininos não têm, entretanto, terminação, mas seu gênero é indicado pela concordância nominal ou verbal. O hebraico também possui uma terminação específica para o dual, utilizada principalmente para os membros do corpo que ocorrem em pares. Existem duas classes principais de verbos: aqueles com cognatos substantivos e aqueles com cognatos adjetivos. Em termos gerais, o verbo substantival é dinâmico, enquanto o adjetival é estático. O verbo indica primariamente o tipo de ação e especifica dois aspectos principais: a ação completa (perfectiva) e a incompleta (imperfectiva). Para a ação perfectiva, o elemento pronominal é sufixado; para a imperfectiva, prefixado. A terceira pessoa do singular é fundamental para a identificação de ambas. O hebraico tem um número significativo de formas verbais para categorias específicas de ação, tais como: iterativa, causativa, intensiva etc. Existe uma classe de verbos irregulares, nos quais as alterações são devidas ao aspecto fonético de um pequeno número de consoantes ou de semivogais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nomes são formados de muitas formas: por uma variedade de mutações vocálicas e pela presença ou ausência de certas consoantes. Quando as consoantes são utilizadas, elas são normalmente prefixadas. As consoantes mais utilizadas são o m e o t. O uso freqüente é feito tanto para o singular quanto para o plural, como resultado de que a terminação feminina é utilizada como uma espécie de terminação singular. Exemplo: se‘ar cabelo, saªrá. Formas sem desinências são comuns: tso’n, rebanho; tso’n ovedot, ovelha perdida, aqui ot indica o elemento que está faltando. O nome que precede um genitivo (caso de declinação em certas línguas) tem suas vogais reduzidas ao mínimo, e omite o artigo definido. O conjunto é tratado virtualmente como um composto inseparável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pronomes possessivos aparecem sufixados ao nome. Geralmente, os adjetivos têm uma forma particular de significado, o que limita o número de padrões vocálicos em seu uso. Eles podem ser utilizados predicativamente quando não têm a presença do artigo e precedem um nome, ou atribuitivamente quando acompanham um nome e recebem o artigo definido, se o nome o permitir. O adjetivo pode também receber o artigo definido e ser utilizado independentemente, tendo o valor de um substantivo. A comparação é feita por meio da preposição min, que significa desde, de que, no português, o equivalente é mais... do que. O grau máximo de uma quantidade não é freqüentemente usado. Exemplo: o bom, que seria o melhor. O superlativo é expresso por uma frase no singular acompanhada por uma forma plural. Exemplo: O Cântico dos Cânticos, ou seja, o melhor dos cânticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uso de numerais demonstra algumas particularidades. Um e dois concordam em gênero com o seu nome, mas de três a dez, não. Isto pode indicar uma introdução posterior ao gênero gramatical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sentença nominal, ou desprovida de verbo, em que o predicado consiste em um nome, um pronome ou adjetivo é freqüentemente usado. Normalmente suprimimos, na tradução, o verbo ser em alguns tempos. Exemplo: O servo de Abrão (sou) eu. Em sentenças com verbo finito a ordem das palavras geralmente segue a seqüência: verbo-sujeito-objeto. Muitas vezes o objeto direto determinado vem precedido pela partícula et. Se o objeto for um pronome, ele pode estar ligado à partícula acusativa, ou associado como uma forma enclítica ao verbo. Uma preposição e um sufixo pronominal que exerçam a função de objeto indireto normalmente precede o sujeito. Se houver urna extensão adverbial, ela normalmente seguirá o objeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aspecto mais significativo do estilo hebraico é o seu caráter sindético ou coordenativo, ou seja, o predomínio da conjunção coordenativa &amp;quot;e&amp;quot; e o uso escasso das conjunções subordinativas. Comparado com o português o estilo hebraico poderia ser menos abstrato, mas isso se deve ao caso de que os nossos termos para idéias abstratas não são totalmente naturais. Nas situações em que os judeus teriam originalmente uma associação concreta, nós teríamos dificuldade para assimilá-la. O hebraico, por exemplo, utiliza termos para atitudes físicas ao descrever estados psicológicos ou órgãos do corpo para estabelecer associações com atitudes psicológicas. É muito difícil para alguém familiarizado com a índole indo-européia dissociar sua idéia do significado básico; isto acontece quando uma obra está repleta de significados básicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas e as atividades da vida diária caracterizam as associações na língua hebraica. Assim, a língua hebraica tem um valor universal que não apresenta dificuldade de tradução. O hebraico utiliza figuras de retórica comuns, parábolas (II Sm 12), símiles, metáforas. Exemplos: estrela ou leão para herói, rocha para refúgio, luz para vida e para revelação Divina, e trevas para sofrimento e ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hebraico, em termos lingüísticos gerais, utiliza amplamente expressões antropomórficas, ou seja, a transferência ou adaptação de termos para partes do corpo humano e atividades humanas para o mundo inanimado e outras condições às quais elas não estão estritamente atribuídas. Essas expressões têm sua origem na metáfora e surgem por causa da extensão de significado, o que não deixa de ser um desvio aparentemente essencial presente na estrutura das línguas em geral. E isso ocorre freqüentemente em outras línguas semíticas. O acadiano se refere à quilha de um navio como a espinha dorsal, onde as costelas estão unidas. O hebraico fala a respeito da cabeça de um monte, a face da terra, o lábio (litoral) do mar, a boca da caverna, o curso da água (um verbo muitas vezes é utilizado com um significado de andar). Essas e muitas outras expressões têm obviamente se tornadas metáforas fossilizadas. Quando tais expressões são atribuídas às atividades ou atributos de Deus, seriam inadequadas do ponto de vista lingüístico interpretá-las em sentido literal ou valer-se delas para criar teorias associadas à matéria de fé, uma vez que elas refletem associações presentes na comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expressões elípticas, nas quais os conteúdos semânticos de uma frase repleta precisam ser subentendidos, são bastante comuns. A omissão pode ser uma forma verbal, como na elipse comum de um verbo finito após o famoso infinitivo absoluto, ou do objeto de um verbo como a omissão da voz após bradai (Is 40:2). Embora uma das referências mais antigas à mudança semântica ocorra no Antigo Testamento (I Sm 9:9), há, porém, pouca evidência de alteração no hebraico no decorrer dos séculos. Na natureza do caso, não seria fácil detectar palavras provenientes de línguas cognatas. Exemplo: hekal, do acádico ekallu, palácio, que, por sua vez, é proveniente do sumeriano egal, uma grande casa; argaman, púrpura, proveniente do itita. As diferenças mais acentuadas entre o hebraico e as outras línguas cognatas, devidas amplamente à ação de alteração semântica, tornam extremamente perigoso tentar uma abordagem etimológica para estabelecer o significado de muitas palavras hebraicas de pouca ocorrência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estilo literário marcante de muitas partes do Antigo Testamento poderia indicar a existência antiga de modelos literários ou de um grande estilo. Muito do que se tem escrito acerca das divergências no estilo hebraico é, na ausência de critérios adequados, desprovidos de valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que a influência do hebraico sobre o Novo Testamento não é tão extensiva quanto muitos eruditos têm sustentado. Todavia, ele tem deixado sua contribuição no vocabulário e sintaxe. Existem muitas palavras derivadas e provenientes de tradução. Exemplo: hilasterion, para a cobertura da arca, que no dia da expiação era aspergida com sangue, e a expressão como Bendita és tu entre (lit. em) as mulheres, onde o grego segue o hebraico no uso da preposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A influência do hebraico sobre a literatura européia é incalculável, embora isso se deva à influência da Vulgata. Entre muitas palavras provenientes do hebraico, merecem destaque as seguintes: sábado, Satã, siclo, jubileu, aleluia, aloé, mirra, amém etc. O uso de coração como sede das emoções, da vontade e da alma para pessoas é devido à influência das associações do hebraico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ANTIGO TESTAMENTO ARAMAÍCO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aramaico é uma língua cognata do hebraico. Ele é utilizado em Dn 2:4-7:28; Ed 4:8-6; 18; 7:12-26, Jr 10:11 e em duas palavras em Gn 31:47. Também é a língua dos Targuns (traduções aramaicas de partes do Antigo Testamento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A referência em II Reis 18:26 demonstra que realmente no tempo de Senaqueribe (705-681 AC) o aramaico era uma língua diplomática. No império Persa (550-450 AC) era a língua oficial. S. R. Driver afirmava que o aramaico de Daniel era o dialeto aramaico ocidental, sendo, portanto. tardio. Quando ele afirmou isso, não havia material relevante disponível. R. D. Wilson posteriormente, valendo-se de um material mais recente e relevante, esclareceu que a distinção entre o aramaico ocidental e o aramaico oriental não existia nos períodos pré-cristãos. Isso tem, desde então, sido amplamente confirmado por H. H. Schaeder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escrita é a mesma do hebraico e tem as mesmas características fonológicas. Os padrões vocálicos são mais atenuados e, em determinados casos, preserva mais sua forma primitiva. A alteração consonantal entre as duas línguas não apresenta uma regra rígida. Exemplo: o Heb z = Aram d, o Heb s = Aram t etc.&lt;br /&gt;O artigo definido é -a e sufixado ao seu nome. A relação genitiva pode ser expressa como em hebraico. O nome que precede o genitivo é reduzido, se possível, e o conjunto é considerado inseparável. O relacionamento é freqüentemente expresso por di, originalmente um pronome demonstrativo, assim hezwa di lelya significa visão da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como no hebraico, o nome tem singular, dual e plural. Existem dois gêneros: masculino e feminino. O feminino tem a terminação –a, mas muitos nomes femininos não apresentam indicação. Pronomes possessivos são sufixados ao nome.&lt;br /&gt;O verbo apresenta dois aspectos temporais: O perfectivo (ação completa) com elementos pronominais sufixados, e o imperfectivo (ação incompleta) com elementos pronominais prefixados. O particípio ativo é amplamente utilizado para expressar presente ou futuro. Existem aproximadamente oito formas verbais ou conjugações: forma primária com modificações para ativa, passiva e reflexiva; intensiva e causativa, caracterizadas por prefixos. Os verbos ser e estar (hawa) são utilizados extensivamente como auxiliares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sentença sem verbo é comum. Em sentenças verbais, tanto pode vir o verbo como o sujeito em primeiro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O NOVO TESTAMENTO GREGO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A língua utilizada para preservar os documentos do Novo Testamento foi o grego comum (koiné), amplamente difundida no oriente próximo e terras mediterrâneas nos períodos romanos. Espalhou-se por um vasto território devido às conquistas e propósitos de expressão cultural de Alexandre, o Grande, cujas colônias se encarregavam de difundir essa língua. Ela exerceu influência no vocabulário do Copta, do Judeu Aramaico, do Hebraico Rabínico e do Siríaco. Representando seu aspecto morfológico e sintático, é a combinação do Ático, do Jônico e dos dialetos do nordeste da Grécia, que no curso da história política grega, antes e depois das conquistas de Alexandre, o Grande, fundiram-se, dando origem, assim, a uma língua plenamente unificada com ligeiros traços de diferenciação dialetal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ancestral direta do Grego Bizantino e do Moderno, que têm recentemente sido utilizados para o esclarecimento de seu desenvolvimento e de suas formas normativas. Vários escritores do período românico esforçavam-se para atingir o ideal Ático, e então o dialeto fluente era obscurecido em suas obras (Dionisio de Halicarnasso, Crisóstomo, Luciano); e ainda aqueles que escreviam no koiné foram inevitavelmente influenciados por seus estilos literários (Polílio, Diodoro Sículos, Plutarco, Josefo). Para a língua do homem comum, podemos nos voltar às inscrições e aos papiros, sendo estes muito comuns no Egito e aqueles amplamente encontrados em uma vasta extensão geográfica. O Novo Testamento, juntamente com o Discursos de Epíteto, formam o principal monumento literário da língua do homem comum, como tipificado nas referências acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente após a descoberta de muitos papiros em Oxyrhyncus e em outros lugares pôde ser estabelecida uma ligação entre o Novo Testamento e o grego da vida diária. Após o exame deste vínculo, não podemos mais falar do grego Bíblico como um dialeto separado, mas simplesmente como o koiné, exemplificado em uma ampla exposição homogênea para o interesse teológico, mas representando um escopo lingüístico completamente vasto desde o Apocalipse até certos períodos altamente complexos da epístola aos Hebreus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O koiné é caracterizado pela perda ou atenuação de muitas sutilezas do período clássico e por um enfraquecimento geral das partículas, conjunções e o Aktionsart das conjugações verbais. Muitos exemplos dessa tendência à simplificação naturalmente variam no Novo Testamento, e muito mais ainda no amplo material disponível no grego profano. O dual desapareceu totalmente. O modo optativo raramente é utilizado e não segue as normas do ático clássico. A distinção entre o perfeito e o aoristo às vezes não é observada, uma característica refletida freqüentemente nas variantes textuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certas partículas, tais como, te, hos e ge são utilizadas como meros suplementos dispensáveis. Distinções entre preposições diferentes, exemplo: eis e en, hypo e apó são atenuadas, assim como o uso da mesma preposição (epi) com casos diferentes. No vocabulário, os verbos compostos substituem o simples, os temáticos substituem os não-temáticos, então surgem retroformações; enquanto no nome há uma nítida inclinação para se usar o diminutivo sem que haja a implicação da idéia de diminutivo. Do mesmo modo, o uso de determinadas conjunções, tais como: hina e me tem sido amplamente estendido. O padrão das cláusulas condicionais (tanto com ei ou com um relativo) perdeu suas nuances claramente definidas. Isto não implica que a língua estava em sua forma totalmente enfraquecida e desprovida de suas potencialidades e sutilezas, pois ainda era um instrumento claro e preciso de expressão. Isso deve ser reconhecido, na medida em que o desconhecimento desse fato pode comprometer o processo exegético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o período dos escritos do Novo Testamento, sob o domínio romano, o koiné expunha-se à influência do latim. Entretanto, esta influência manifesta-se principalmente no vocabulário e pode ser encontrada em duas formas: em palavras transliteradas (ex.: kenturion) e em frases traduzidas literalmente (ex.: to hikanon poiein = satisfacere). Alguns têm afirmado que a língua original do evangelho de Marcos tenha sido o latim, como algumas inscrições siríacas e um plausível caso afirmam. A tese, porém, não tem aceitação, uma vez que muito de sua evidência não apresenta paralelos em papiros nem no grego moderno. É de fato um axioma inalterável da erudição contemporânea neste campo que o que acontece em grego moderno seja o desenvolvimento de uma locução helenística natural, e sua utilização no Novo Testamento não possa ser o resultado de uma língua estrangeira sobre o grego do Novo Testamento. Latinismos ocorrem também em Mateus, Lucas e João.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HEBRAÍSMO NO NOVO TESTAMENTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há variação significativa de dialetos no koiné, conforme os relatos. Alguns frigianismos e egipcianismos são casos isolados. Encontramos, porém, semitismos no grego do Novo Testamento, ou seja, locuções anômalas que revelam uma latente influência do hebraico ou do aramaico. Estamos lidando, nessa esfera, com um problema extremamente sutil, pois é necessário discernirmos adequadamente o âmbito dessa influência. Muito do que parecia interessante para os estudiosos antigos hoje não é, uma vez que as descobertas dos papiros atestavam que o grego do Novo Testamento apresentava semelhanças com o grego comum. Entretanto, algumas características ainda o diferenciam, e o debate ainda persiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os hebraísmos têm sua origem principalmente na Septuaginta, a principal tradução do Antigo Testamento usado no período de formação do Novo Testamento grego. Sua influência sobre os escritores do Novo Testamento varia. Analisar essas variações também seria uma tarefa extremamente difícil, exceto no caso de fraseologia ou citação explícita. Isto devido à sua ocorrência na própria Septuaginta, que em algumas partes estão escritos em koiné idiomático, outras em razoável koiné literário; ao passo que o Pentateuco e outras passagens, devido a razões de reverência, aderem estritamente ao texto hebraico, ainda quando isto implique certa distorção das regras gramaticais do grego. Frases hebraicas são traduzidas literalmente, exemplo: pasa sarx, toda carne e, akrobystia, incircuncisão, enopion tou kyriou, diante do Senhor. Pronomes são amplamente utilizados, seguindo o uso hebraico. Várias características verbais do hebraico, especialmente o infinitivo absoluto, são traduzidas da forma mais literal para o grego, exemplo: neste caso pelo particípio pleonástico ou por um nome cognato no caso dativo. Várias formas preposicionais perifrásticas são empregadas para imitar o hebraico, exemplo: en meso, dia cheiros. Em alguns casos, isso representa simplesmente uma tendência também observada no grego popular daquele contexto em que se deu a elaboração da Septuaginta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CÉLEBRE QUESTÃO ARAMAÍCA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é mais delicada do que os hebraísmos, isso devido a muitos fatores. Primeiro, tem havido um debate considerável sobre o dialeto da língua aramaica que era utilizada, na qual os ditos de Jesus teriam sido preservados. No desfecho, o Targum Palestinense, as partes aramaicas do Talmude de Jerusalém, e as fontes aramaico-samaratinas seriam provavelmente o guia mais adequado, juntamente com o aramaico Bíblico e o siríaco palestinense cristão, como ferramentas auxiliares. Segundo, enquanto para os hebraísmos temos uma tradução do hebraico e do aramaico para o grego, não há nenhuma literatura significativa do aramaico comparável ao Antigo Testamento original. Terceiro, o número de características provenientes supostamente do aramaico (exemplo: assíndeto, parataxe e o uso extensivo de hina) são encontrados também no koiné, onde também há simplicidade de construção. Em virtude dessas dificuldades, devemos ser cautelosos. As hipóteses mais ambiciosas que afirmam que todos os evangelhos e partes de Atos sejam traduções do aramaico não têm ampla aceitação. A hipótese mais razoável para explicar o grego do Novo Testamento talvez seja o bilingüismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o Novo Testamento grego, apesar dos semitismos, na gramática, na sintaxe e no estilo, permanece essencialmente grego. Semanticamente, entretanto, devemos reconhecer que sua terminologia foi profundamente moldada pelo uso da Septuaginta. Esta compreensão tem auxiliado muito os exegetas e hermeneutas na esfera teológica. Nomes como C. H. Dodd, em seus livros The Bible and Greeks and Interpretation of the fourth Gospel, e Kittel, em seu Dicionário Teológico, são uma prova de que é necessário evitarmos os preconceitos para concluirmos adequadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, podemos dizer que o grego do Novo Testamento pode ser reconhecido como uma língua compreendida pelo povo, apresentando variações de estilo, devido a propósitos estilísticos, porém com ímpeto e vigor, com a finalidade de expressar nesses documentos uma mensagem que estabeleceria determinadas conexões com as Escrituras do Antigo Testamento - uma mensagem do Deus vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Vicente de Paula (Vicente de Paula dos Santos é consultor do ICP e acadêmico das línguas originais Bíblicas, com formação pela FFLCH – USP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Revista Defesa da Fé – ano 6, n.º 41 / dezembro/2001 - pags. 44 a 51, Instituto Cristão de Pesquisa (ICP).</description>
            <author>celsomachado</author>
            <pubDate>Fri, 30 May 2008 12:56:05 UT</pubDate>
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            <title>A Autorida da Vida - Watchman Nee</title>
            <link>http://es.netlog.com/celsomachado/blog/blogid=1730874</link>
            <description>&lt;span class=&quot;textAlign textAlignCenter&quot;&gt;A Autoridade da Vida &lt;br /&gt;Por: Watchman Nee&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Romanos 12 (v.4), no Corpo de Cristo “há muitos membros” – cada um com seu lugar e função particulares, pois Deus fez todos os membros diferentes um do outro. A pergunta que precisamos analisar é: como podem todos esses membros, com suas funções variadas, serem ajustados e ligados como um só Corpo”&lt;br /&gt;A Autoridade da Cabeça&lt;br /&gt;O primeiro princípio do viver no Corpo de Cristo é estar em sujeição à autoridade da Cabeça, visto que a própria existência do Corpo, com suas funções e atividades variadas, depende da autoridade.&lt;br /&gt;Sempre que a autoridade perde seu terreno em nós, o corpo é imediatamente paralisado. Aquela parte do corpo que é desobediente é a parte que experimenta a paralisia. O corpo que não se sujeita ao comando da cabeça é apenas um corpo paralisado. Onde existe a vida, existe autoridade. É inconcebível rejeitar a autoridade e ainda receber vida.&lt;br /&gt;Todos os que estão cheios de vida são obedientes à autoridade. Como, por exemplo, minha mão física pode ter vida e ao mesmo tempo resistir ao controle da cabeça?&lt;br /&gt;Minha mão está viva porque pode ser comandada pela cabeça. O próprio viver da mão significa que minha cabeça é capaz de dirigi-la e utilizá-la. O mesmo é verdadeiro com respeito ao relacionamento entre qualquer membro do Corpo de Cristo e a Cabeça. O primeiro princípio para cada membro que vive no Corpo de Cristo, portanto, é obedecer ao Senhor, que é a Cabeça. &lt;br /&gt;Se você e eu não formos tratados até chegar ao ponto de nos tornarmos obedientes, então o que sabemos sobre o Corpo é meramente doutrinário por natureza, e não um assunto de vida. Que bênção é ter Deus tratando nossa vida natural, fazendo com que estejamos em sujeição a Cristo, a Cabeça!&lt;br /&gt;Devemos buscar a obediência diariamente. Não só precisamos buscar oportunidades que nos façam avançar espiritualmente a fim de que nos tornemos santos e justos, mas também precisamos buscar diante de Deus cada oportunidade de obedecer, para que também aprendamos a obediência.&lt;br /&gt;A Autoridade dos Membros&lt;br /&gt;O segundo princípio do viver no Corpo é que nenhum membro tem qualquer autoridade, pois a autoridade está somente na Cabeça. Seria um sério erro se um membro alegasse possuir autoridade em si mesmo. Um membro não possui autoridade direta; ele tem apenas a autoridade que lhe foi delegada pela Cabeça. E essa autoridade não é apenas posicional, mas é totalmente decorrente da vida. Essa autoridade não vem por meio da nomeação, mas pelo ser. &lt;br /&gt;Se um membro não é um olho, o Corpo não pode estabelecê-lo como olho. Se não é mão, o Corpo não pode fazer dele mão pelo simples fato de nomeá-lo como tal. Um membro tem a autoridade de segurar ou de ver somente porque ele pode segurar ou ver. E visto que ele atua de acordo com essa norma, as pessoas recebem ajuda.&lt;br /&gt;É um erro muito estúpido se, em uma igreja, a autoridade está relacionada à posição e não à vida, se uma pessoa é nomeada por causa de sua posição social e não por sua espiritualidade. A Palavra de Deus claramente nos mostra que a autoridade está na vida, não na posição ou no histórico de alguém. A autoridade é estabelecida em uma pessoa em decorrência de seu viver, não por meio da nomeação. Essa pessoa, em sua vida pessoal e corporativa, experimentou tratamentos em questões práticas e aprendeu o que outras pessoas ainda estão por aprender. No Corpo de Cristo, toda autoridade procede da vida.&lt;br /&gt;Ainda que, em uma assembléia local, haja nomeações pela direção de Deus, ainda assim não devem ser feitas de acordo com a posição, mas de acordo com a vida. Quando a vida e a nomeação concordam, você deve se submeter; de outro modo, a vida cessará em você e você será deslocado do Corpo – significando com isso que você não se mantém ligado firmemente à Cabeça. Se existe algo errado entre você e outro irmão, você não pode dizer que tem um relacionamento normal com a Cabeça. Se fez mal a outro membro do Corpo, pode ser que você não esqueça de nenhum ensinamento e pode até continuar em sua obra de ministério como antes, porém você perdeu a Palavra da vida. &lt;br /&gt;Portanto, na Igreja, precisamos aprender a submetermo-nos uns aos outros. Se os membros não se submetem mutuamente, a vida mencionada em Romanos 8 não poderá se manifestar. Pelo contrário, os irmãos sentirão como se o ar lhes faltasse – dificilmente eles conseguirão prosseguir. Porém, aqueles que discernem o Corpo de Cristo consideram a submissão a mais jubilosa prática.</description>
            <author>celsomachado</author>
            <pubDate>Fri, 30 May 2008 12:53:32 UT</pubDate>
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        <item>
            <title>A corrente do Espírito</title>
            <link>http://es.netlog.com/celsomachado/blog/blogid=1730868</link>
            <description> &lt;span class=&quot;textAlign textAlignCenter&quot;&gt;A CORRENTE DO ESPIRITO&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos seres em constante movimento; portanto não  gostamos da inércia, sempre queremos estar em movimento; mas o que nos afeta é quando escolhemos os nossos próprios movimentos. &lt;br /&gt;Estamos sempre nos deslocando de um lado para o outro, vivemos em uma sociedade dentro da própria euforia.  Como filhos de Deus precisamos ter a revelação  que somos peregrinos numa jornada; e isto depende do caminho que tomamos. Será que seguimos o nosso próprio caminho?&lt;br /&gt;	Somente nos rendendo ao Senhor poderemos seguir o Seu caminho e na jornada Dele podemos conhecê-lo, sendo guiado pelo Seu Espírito e assim fazer parte do Seu propósito.&lt;br /&gt;	Assim como o Senhor, no início começa com algo, tão certo ao final, chegará a Sua consumação. &lt;br /&gt;Tomamos como exemplo o texto de Gn 2:10: “E saía um rio do Éden para regar o jardim e dali se dividia , repartindo-se em quatro braços”, vemos neste texto a menção pela primeira vez da palavra “rio” que no hebreu antigo é (nahar) ou (torrente, corrente), cuja raiz primitiva significa : “brilhar”. Encontramos também a última menção da palavra rio no livro de Ap.22:1 “Então me  mostrou  o rio  da água  da vida, brilhante  como  cristal , que sai  do trono de Deus e  do Cordeiro”.&lt;br /&gt;A corrente do Espirito não se trata aqui de um grupo  que se auto intitula possuir a direção do Epirito e nem tao pouco um ministério, e sim o proprio mover do Espirito Santo.&lt;br /&gt;Na narrativa de Gênesis capítulo 2 temos a  descrição de quatro braços (cabeça) de rios: Pison (aumento), Gion (irrompendo), Hiddkel (rápido) e por fim Eufrates (frutífero). Este rio do princípio ainda não revela a plenitude de vida  que o Senhor deseja manifestar no Seu supremo propósito. É apenas o começo de algo que vai culminar numa explosão de vida e vida abundante e sem fim; a vida eterna.&lt;br /&gt;	Esta vida vai aumentando (Pison) e seguindo sua jornada irrompendo (Gion) com sua própria rapidez (Hiddkel) e terminando com a plena frutificação (Eufrates).&lt;br /&gt;	 Em outra ocasião é mencionada a palavra rio em Gen.15:18  “Naquele mesmo dia  o SENHOR faz uma aliança  com Abrão , dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates”. &lt;br /&gt;	Podemos perceber que o Senhor deseja dar testemunho de Sua misericórdia e amor para com o homem. Nesta passagem vemos a aliança do Senhor com Abrão com  um marco inicial em um rio(nahar) e terminando em outro rio e percebemos que o Senhor tem no seu coração algo que vai mais além do que pedimos ou pensamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro de Êxodo uma criança é retirada do rio; ela recebe o nome de Moisés que significa “tirado”,  pela filha de Faraó.&lt;br /&gt;	Do rio Nilo, Moisés é retirado com vida, mas depois de 40 anos no deserto com o povo e em 42 jornadas, somente aquela geração nova com Josué e Calebe passam pela morte atravessando o Jordão e entram em Canaã. &lt;br /&gt;O mesmo rio que preserva a vida de Moisés ao ser retirado dele, mais tarde é ferido pelo cajado nas mãos de Moisés e em sangue, a morte toca os egípcios.&lt;br /&gt;	Nesta passagem a palavra “rio (y@‘or ) possui outro significado pois é uma palavra de origem egípcia e este rio é o Nilo.&lt;br /&gt;	Tudo ligado ao mundo gera morte, como diz a palavra: “O mundo jaz no maligno”; mas quando alguém é retirado do Nilo, este vem para vida, pois o Senhor mesmo nos transportou do reino das trevas para o reino do Filho do Seu amor. &lt;br /&gt;Grande é o Senhor! “Da pedra fez brotar torrentes, fez manar água como rios (nahar)”. Sal.78:16. “Fendeu a rocha, e dela brotaram águas que correram, qual torrente (nahar), pelo deserto”. Sal.105:41. A mesma palavra no original aparece novamente “rio”, ou seja: torrentes brilhantes.&lt;br /&gt;	Quando avançamos para o livro do profeta Ezequiel encontramos que neste período houve  um momento de densas trevas sobre o povo de Israel. A própria glória de Deus se move do templo e também da terra, e o Senhor deixa de ser chamado o Senhor da terra para ser chamado apenas de Senhor dos céus.&lt;br /&gt;	Quando chegamos no capítulo 36, a partir do verso 25 em diante, mais uma vez uma torrente aparece: uma torrente que purifica e restaura. A promessa de um coração novo, um espírito novo e a presença do Espírito do Senhor para dentro do homem e a possessão da terra tornando-se como o jardim do Édem. Ez.36:25,26,27,35.&lt;br /&gt;	Seguindo para o capítulo 37, passando pelo vale dos ossos secos; ali vemos somente  restauração, restauração e restauração.&lt;br /&gt;            No capítulo de Ezequiel 47:1-12 algo espantoso e tremendo acontece; em nenhuma outra passagem encontramos a menção da palavra “água”(mayim) tantas vezes.              &lt;br /&gt;	Águas, águas e águas! Até o dia de hoje ainda é um grande mistério para a própria ciência a natureza química desta substância inodora, incolor e insípida  que parece tão simples, mas com ligações extremamente complexas: duas moléculas de hidrogênio ligadas a uma molécula de oxigênio, sendo que 97% encontra-se nos oceanos e 3% como água doce. Uma combinação perfeita aos olhos do Senhor com Sua própria assinatura, demonstrando o testemunho e a tipológica marca da trindade demonstrado nos seus três estados.&lt;br /&gt;	Águas que fluem do limiar do templo. Águas que começam pelos artelhos a qual por  nossa impetuosidade ainda não impedem a nossa própria movimentação devido a pouca quantidade desta água viva em nossa vida.&lt;br /&gt;É como um copo de plástico frágil simbolizando o que somos em figura: quanto menos água no interior dele mais barulho ele faz; quanto menos do Espírito em nossas vidas, mais falamos, murmuramos e até  mesmo assumimos uma atitude de auto piedade. Ainda há muito barulho em nós pela pouca quantidade de água em nosso interior e, diante das crises, queremos contar para todos que estão ao nosso redor o quanto difícil tem sido, somos como vítimas das circuntâncias, uma posição completamente incrédula da nossa parte diante das nossas atitudes em relação as circunstâncias. &lt;br /&gt;No entanto quando esta água aumenta seu volume no  interior desse copo e recebe um determinado aperto com as mãos, este copo não emitirá som algum, e sim a água vai transbordar por ele. &lt;br /&gt;Assim também nós quando permitimos ser cheios do Espírito, rios de água viva fluirão do nosso interior; mesmo que a própria mão do Senhor nos aperte ou até mesmo a mão de outro; seja um irmão, seja quem for, por permissão do nosso Soberano Deus. E debaixo das pressões da vida nossas bocas se fecharão tal como o Senhor, como ovelha muda que seguiu o caminho do calvário para se derramar por nós. Conforme vai aumentando o volume começamos a transbordar, e Ele continua  nos enchendo, pois estas águas saem do limiar do Seu trono, não se esgotam.&lt;br /&gt;              Somente quando deixarmos sermos conduzidos por estas torrentes de águas, não poderemos atravessar por conta própria e sim permitir ser conduzido por estas águas e quem sabe até mesmo mergulhar nas profundezas de Cristo, “águas para nelas nadar”, como o rio Gion, “irrompendo” em vida.&lt;br /&gt;	 Quando essas águas tocam o Mar Morto temos uma explosão de vida em plenitude e então tudo o que está morto,vive, e desta forma podemos tomar a liberdade de mudar o nome para “O Mar Vivo”. Esta profecia se cumpre no milênio segundo o profeta Zacarias descreve “Naquele dia, também sucederá que correrão de Jerusalém águas vivas, metade delas para o mar  oriental e a outra metade, até ao mar ocidental; no verão e no inverno, sucederá isto”. Zac.14:8. &lt;br /&gt;Nesta parte vemos também que no milênio estas águas se repartirão em duas: uma para o mar oriental e outra para o mar ocidental, fato que na eternidade futura ocorrerá uma mudança, como poderemos ver mais adiante.&lt;br /&gt;	Podemos notar no livro de Esdras, após o altar ser restaurado, a celebração da festa dos tabernáculos. No livro de Neemias, quando Esdras lê a palavra de Deus, logo após a leitura, mais uma vez ela é celebrada, sempre nos trazendo a memória que o Senhor é a nossa provisão no deserto, aprendendo nesta jornada a depender somente Dele e procurando seguir a coluna de fogo e a coluna de fumaça, seguindo os Seus caminhos para aprender a conhecê-lo.33:13&lt;br /&gt;	E no evangelho de João tudo maravilhosamente é governado pela mão soberana do Senhor.&lt;br /&gt;           O homem sem Cristo sempre tenta atribuir como obra do acaso tudo que está ao redor, mas nada pode escapar ao controle do “Eu Sou o que Sou” (YHVH, JAVÉ), o Deus que faz as coisas acontecerem.&lt;br /&gt;	Agora temos a visão de um homem batizando ( João, o batista ) no rio Jordão (aquele que desce), pois este é o seu significado. Isto nos ensina o caminho da humilhação, a descida do Getsêmani (prensa do azeite).&lt;br /&gt;     	Por séculos e mais séculos o  rio Jordão vem descendo, passando pelo Mar da Galilélia e descendo mais e mais,  até tocar o Mar Morto, local que antes estava em uma planície chamada Arabá Ez.47:8, lugar que Ló escolheu pela concupisciência dos seus olhos. Gen.13:10. &lt;br /&gt;Mais tarde, sobre a ira de Deus este local é submergido, tornando-se a depressão mais baixa da terra com mais de 393 metros abaixo do nível do mar e com uma profundidade em toda sua extensão de 400 metros. Recentemente foram encontrados em escavações vestígios de cidades no seu interior (Sodoma e Gomorra); é como se o Senhor com os Seus pés desse uma forte pisada sobre a terra; e diante disso, toda aquela extensão de terra afundou.    &lt;br /&gt;Entretanto, mesmo na era presente este mesmo mar permanece morto, ainda que venha recebendo água doce por tantos séculos. &lt;br /&gt;Sabemos que no tempo determinado de Deus, aquelas águas que saem do trono, quando tocarem o Mar Morto, ele será restaurado como é mencionado no livro do profeta Zacarias e Ezequiel.&lt;br /&gt;No evangelho de João capítulo 7:37-38 “No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e clamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba”. “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios (plural) de água viva”. Aqui o Senhor Jesus sobe até o templo e no meio da festa, festa que tem no seu total oito dias, e começa a ensinar, e continua ensinando levantando a sua voz e clamando. Ele faz um chamado como um arauto na torre de vigia, anuciando a todos para que o conheçam e, novamente, pondo-se de pé clama em alta voz no último dia da festa. Que festa?: festa dos tabernáculos (Jo.7:2). Neste último dia, todos se reuniam para adorar a Deus e oferecer ofertas de alimentos. (Lev.23:33-36).&lt;br /&gt;O Senhor Jesus têm uma oferta para oferecer ao homem que ninguém no universo pode oferecer a não ser Ele mesmo.&lt;br /&gt;Neste clamor do Senhor “ ... fluirão rios de água viva.” , rios ligeiros e com sua rapidez impetuosa, leva-nos de volta a lembrança do Éden, nas correntes do rio Hiddkel (rápido). &lt;br /&gt;Deixar ser guiado pelo Senhor, com um novo nascimento, como nova criatura, crendo Nele, recebendo Dele como a nossa provisão, como a nossa única oferta.&lt;br /&gt;Não podemos levar nada para esta festa. Que oferta poderemos oferecer? Ele sim é o que leva  a oferta e nos oferece; claro que isso não isenta a nossa responsabilidade perante o Senhor de ouvir, crer e agir. &lt;br /&gt; Ele nos dá a benção da Sua presença em nós por meio do Seu Santo Espírito.&lt;br /&gt;Oh! Como precisamos ser guiados pelo Espírito, pois é Ele que nos conduz em toda  a verdade.&lt;br /&gt;Ser guiado pelo Espírito e receber vida Dele é repartir com outros esta mesma vida que recebemos.&lt;br /&gt;O propósito de Deus para com os Seus filhos é algo que em parte conhecemos, podemos tocar nesta realidade, mas, contudo, ainda não na sua totalidade; existe um até de Deus. Por isso a necessidade de sermos conduzidos pela mão de Deus.&lt;br /&gt;E finalmente, na última visão do apóstolo João, depois de contemplar a nova Jerusalém, ele tem o vislumbre de um rio(singular) da água da vida, não mais rios mas um único rio, “brilhante” como o cristal; eis aí não uma micro nem sequer uma nano fração de uma partícula deste fio de ouro que começa no livro de Gênesis e termina no livro de Apocalipse, pois trata-se das riquezas insondáveis e inescrutáveis de Cristo. “Então, me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro”. Ap.22.1&lt;br /&gt;Agora não mais quatro rios e tão pouco um que se divide em dois; apenas um rio que sai(tempo presente) do Trono de Deus e do Cordeiro.&lt;br /&gt;Em Ezequiel 47, no relato sobre os acontecimentos relacionados com o milênio, temos estações e a presença da luz solar; a água continua com o seu processo de evaporação, ainda exite depósitos de sal, e no livro de Zacarias toda nação que não vier adorar o Senhor justamente na festa do tabernáculos, sofrerão a disciplina da ausência de chuvas.&lt;br /&gt;Mas na eternidade futura, com o novo céu e uma nova Terra; e onde estiver o trono de Deus e do Cordeiro não haverá nescessidade de luz de lâmpada e tão pouco de luz solar pois o Senhor nos iluminará e veremos Ele face a face e nas nossas frontes teremos o Seu nome e reinaremos pelos séculos dos séculos.&lt;br /&gt;Podemos perceber o quanto é importante ser conduzidos pelo Espírito, pois assim como o Senhor conduz tudo através do Seu falar, pela Sua palavra, pois temos este testemunho  fiel e verdadeiro, quando tocamos na Sua palavra desde o começo até o fim.&lt;br /&gt;Esta corrente de vida, este fio de ouro, que começa em Gênesis e termina, e ao mesmo tempo começa ao final do livro de Apocalipse para um eternidade futura sem fim. Esta frase pode soar aos nossos ouvidos como uma figura de linguagem, mas na verdade é a pura realidade dos assuntos espirituais do Senhor.&lt;br /&gt; 	 Com isso vemos esta mesma corrente, clara e brilhante como o cristal, um único rio, o rio da vida, o mesmo que flui do nosso interior que no início vai aumentando (Pison), e irrompe (Gion) com toda a sua rapidez (Hiddkel) para finalmente chegar na plenitude de um frutificar (Eufrates) eterno.&lt;br /&gt;Ser conduzido pelo Espírito é abrir mão de qualquer movimento próprio, ou seja deixar de ser completamente independente, somente imóvel, inerte, não utilizando a nossa força mas sim morrendo para o ego, perdendo a vida da alma para poder ganhar a Cristo e ser luz e alimento para os homens para que o Senhor seja glorificado nos céus.&lt;br /&gt;Quando lemos o capítulo primeiro de Gênesis, no relato da criação, o Senhor Deus cria os céus (shamayim) no plural, e a Terra. Sabemos que havia um caos;  com a queda do homem mais uma vez, o caos retorna .  &lt;br /&gt;Mas na visão do apóstolo João, no final do livro de Apocalipse, ele vê o novo céu e a nova terra. Tomamos a liberdade que o Senhor nos concedeu de poder imaginar e meditar na obra de Sua mãos!&lt;br /&gt;Se no tempo presente, quando deslumbramos este céu e esta terra que estão debaixo do pecado, pois a criação geme, aguardando a revelação (apokalupsis) dos filhos de Deus, e com esta visão que temos diante dos nossos olhos, agora no presente, e no entanto nos maravilhamos com a mão criadora do Senhor, com todo o vislumbre do universo, das estrelas, galáxias, das cores da terra e de toda a sua beleza, ainda que esteja debaixo da ira de Deus; como não será este novo céu  e esta Terra nova, preparada para aqueles que o amam e isto tudo diante dos nossos olhos? &lt;br /&gt;Em 1 Cor. 2:9 “mas..., como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam”.&lt;br /&gt;	Ainda que por um momento estejamos nesta terra assolada, o Senhor com a Sua mão redentora e criadora, deixa sempre a sua impressão digital em toda a Sua obra, deixando para nós sempre Sua marca tipológica em toda Sua criação.&lt;br /&gt;	No ambiente marinho há algo maravilhoso, que nos ensina muito. &lt;br /&gt;No mar existem umas criaturas que recebem o nome de “seres planctônicos”. Estes seres não possuem movimentos próprios; e outros  recebem o nome de “seres pelágicos”; estes, por sua vez, possuem movimentos próprios.&lt;br /&gt; Em relação ao plâncton animais que não possuem movimentos próprios, eles se deixam serem conduzidos pelas correntes marinhas, poderíamos dizer que : “ são seres que vivem ao sabor das corrrentes marinhas”.&lt;br /&gt;Estas correntes podem conduzir o plâncton para qualquer lugar do planeta, para servir de alimento, no momento certo, para outros animais. Estes seres são a base da cadeia alimentar marinha. Se eles deixassem de existir, todo o ecossistema marinho morreria, todo o oceano entraria em colapso, e assim o próprio ambiente terrestre.&lt;br /&gt;Estes pequenos animais, desde o fitoplâncton, seguindo para o zooplâncton até pequenos crustáceos (camarões) como o Krill, que é um plâncton que é um alimento importante para uma determinada espécie de baleia que é um ser pelágico, chegando até os maiores, as medusas que também são um plâncton. &lt;br /&gt;No entanto, os menores o fitoplâncton, estes possuem um papel importantíssimo na cadeia alimentar pois são a base. Estes precisam da luz para sobreviver, ainda que alguns gêneros sejam facultativos&lt;br /&gt;Mesmo nos ambientes mais tenebrosos e profundos eles continuam a sua missão de se alimentarem da luz e servirem de alimento para outros seres.&lt;br /&gt;Não é na bonança ou na luz , mas nas densas trevas como diz o profeta Isaias “Porque eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos; mas sobre ti aparece resplendente o SENHOR, e a sua glória se vê sobre ti.” Is.60:2.&lt;br /&gt;Aos nossos olhos se a igreja deixar a terra, a própria Terra morre ; como o ambiente marinho sem a presença do plâncton, tudo  apodreceria  e morreria.&lt;br /&gt;Permanecer na terra é manter o testemunho do Senhor. Por isso que o apóstolo João viu aqueles que foram mortos por causa do testemunho de Cristo.&lt;br /&gt;O testemunho do Seu corpo que é a igreja, está na terra. &lt;br /&gt;Que a Sua vontade seja feita na terra assim como ela é feita nos céus! Desta maneira serviremos de alimento para outros, isto se deixarmos ser conduzidos pela poderosa corrente do Espírito Santo, não lutando contra Ele como se fôssemos seres pelágicos, que lutam contra as correntes, seres independentes que seguem o seu proprio caminho.&lt;br /&gt;Podemos tomar como exemplo o peixe. Percebemos que quando ele está morto a corrente o conduz; isto é verdade, mas no entanto ele apodrecerá com o tempo. Parece que ele está sendo conduzido mas, com o passar do tempo, a realidade do sabor e do odor logo provará o contrário e se revelará que não passa de uma atitude ilusória da nossa parte.&lt;br /&gt;Isto nos deixa uma lição de estarmos sempre lutando e resistindo o Espirito, pode ser tarde demais. Imagine morrer lutando e resitindo, até o Espírito do Senhor deixar de contender conosco!. Isso realmente pode se tornar uma grande tragédia na vida cristã.&lt;br /&gt; Quando observamos o plâncton, ele está morto em se tratando de lutar contra a corrente, todavia ele está vivo, ele tem sabor, tem aroma, quando ele é conduzido pela corrente; ele torna-se parte dela. &lt;br /&gt;Em figura, também temos o aroma de Cristo porque estamos Nele e Ele está em nós, então Ele se move em nós, pois  permitimos que o Espírito contenda conosco e nos leve para onde Ele quer.&lt;br /&gt;Assim falou o Senhor para Pedro em suas últimas palavras no evangelho de João.&lt;br /&gt;Quando somos conduzidos pelo Espírito, seja em qualquer profundidade, e debaixo de uma grande pressão, suportamos porque estamos na corrente, pertencemos e interagimos com ela, e não importa por mais escuro que esteja, a qualquer momento haverá uma explosão de luz.&lt;br /&gt;E disse Deus: “Haja luz e houve luz”.</description>
            <author>celsomachado</author>
            <pubDate>Fri, 30 May 2008 12:50:26 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>A escola de Cristo - Austin Sparks</title>
            <link>http://es.netlog.com/celsomachado/blog/blogid=1728443</link>
            <description> &lt;strong&gt;&lt;span class=&quot;textAlign textAlignCenter&quot;&gt;A ESCOLA DE CRISTO&lt;br /&gt;De Theodore Austin Sparks&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefácio da Terceira Edição Revisada.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ministração  contida  neste pequeno livro  foi escrita sobre a bigorna  de envolvimentos profundos  e drásticos  de Deus com o vaso. Não é apenas algo doutrinário; é  experimental. Somente aqueles que realmente querem se relacionar com Deus irão  suportar as dores requeridas para lê-lo. Para tanto, duas palavras de aviso podem ser úteis. Primeiramente, tente se lembrar de tudo, a fim de que  a palavra falada seja retida. As mensagens foram dadas em conferência, e o leitor deve tentar entrar no espírito dela, e se preocupar em ouvir, e não apenas em ler. No discurso, o mensageiro pode ver, pelas faces diante dele, onde a repetição ou ênfase, ou uma elucidação mais completa, é  necessária. Isto explica por que  muito daquilo não tem precisamente o caráter de uma produção literária. O discurso tem  as suas dificuldades para os leitores, mas também tem os seus valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, meu conselho é que não muito deveria ser lido de imediato. Quase  toda página requer que se reflita a respeito, e a fadiga pode simplesmente   prejudicar, se for lido muito sem uma meditação tranquila. De todos os livros que têm sido discutidos a partir deste ministério, este é o que eu recomendo, como aquele  que vai mais profundamente às raízes e fundações da nossa vida em Cristo, com Deus. Que Ele faça com que esta  leitura resulte em uma completa compreensão do significado de Cristo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 1 – O Fundamento da Educação Espiritual&lt;br /&gt;Ler: Eze 40:2-4; 43:10-11; Mat 3:17; 11:25-30; Jo.1:51; Luc 9:23; Efe. 4:20-21. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra básica  dos textos lidos, em  nosso propósito aqui, é Mateus 11.29 _  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendei de mim. O Apóstolo Paulo, de uma forma ligeiramente diferente, nos diz o que o Senhor Jesus quis significar: “Não aprendestes assim  Cristo”. Efé.4.20 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excluir uma palavra bem pequena faz toda a diferença e nos dá o verdadeiro sentido. O Senhor Jesus, enquanto estava aqui, pode  apenas fazer uma colocação na forma objetiva, pois o tempo subjetivo ainda não havia chegado, e assim Ele tinha que dizer,  “Aprendei de mim”. Quando o tempo subjetivo chegou, o Santo Espírito levou  o apóstolo a excluir a palavra  “de”, e a dizer apenas “aprender Cristo”. Estou  certo de que muitos de vocês irão discerner imediatamente  que há uma  falta  na grande maioria da Cristandade de hoje  -  há um tipo de imitação objetiva de Jesus que não leva a lugar algum, ao contrário da aprendizagem subjetiva de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, durante este breve espaço de tempo, estaremos  nos ocupando com a Escola de Cristo, escola para a  qual Ele trouxe os doze (discípulos), a quem escolheu  “para que estivessem com Ele, e para que Ele os enviasse.” (Marcos 3.14)   Eles foram os primeiros de todos os discípulos chamados, o que simplesmente significa que vieram sob disciplina. Antes de podermos ser apóstolos, isto é, pessoas enviadas, temos que ficar sob disciplina, para sermos ensinados, e isto de uma forma interior.  É para dentro dessa escola que todo aquele  que é nascido do alto é trazido, e é muito importante  que saibamos a natureza disso, que coisa é essa que vamos aprender, e quais os princípios da nossa educação espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O OBJETO DE NOSSA EDUCAÇÃO É PRIMEIRO APRESENTADO PLENAMENTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar nesta escola, a primeira coisa que o Espírito Santo, o grande  Mestre e Intérprete, faz para nós, se verdadeiramente fomos trazidos por Suas mãos, é nos mostrar  de forma plena  aquilo que realmente temos que  aprender, a fim de nos  apresentar o grande Objeto de nossa educação. Lemos essas passagens em Ezequiel, onde, penso eu, está a grande base sobre esta matéria. Em um dia quando a verdadeira expressão do ensino de Deus no meio de Seu povo tinha sido perdida, e o povo estava longe do toque Divino, em uma nação distante, o Espírito de Deus pôs a Sua mão sobre o profeta e o levou em Espírito nas visões de Deus de volta a Jerusalém, e o colocou sobre uma alta montanha, e e apresentou a ele um novo templo, de onde fluiria o rio da vida para os fins da terra. Então,  prosseguiu, mostrando tudo nos mínimos detalhes, e, após isso, instruiu o profeta a mostrar o templo para a casa de Israel, com vistas a causar um despertamento na vida  espiritual, em conformidade  com aquela grande, completa e detalhada revelação do ensino de  Deus, a fim de que todos eles pudessem, antes de tudo, ficarem humilhados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema sobre o templo de Ezequiel é bastante polêmico, se ele ainda irá ser estabelecido literalmente sobre a terra. Não iremos discutir sobre isso, mas sim  sobre algo do qual não podemos ter qualquer dúvida, de que tudo aquilo que Ezequiel viu tem a sua contrapartida e cumprimento espiritual na Igreja, que é o Corpo de Cristo. E o método de Deus para com o Seu povo, a fim de assegurar a total expressão de Seu ensino, é primeiramente  apresentar o Objeto: e isto Ele fez quando, no Jordão, rompeu dos céus e disse: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”. Ele apresentou e atestou aquele que era a completa, ampla e detalhada expressão do Seu ensino para o Seu povo. O apóstolo Paulo, em palavras familiares a nós, declarou expressamente o fato, “Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho” (Rom.8.29) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”  -  “Conformados à imagem de Seu Filho”.  Há a apresentação e o atestado  e a declaração do propósito Divino em relação a Ele. Portanto eu repito, o  primeiro passo do Espírito Santo é o de nos familiarizar com aquilo que está em vista, em nossa educação espiritual; principalmente que Ele precisa revelar Cristo em nós, e então, em seguida começar a obra de nos conformar a Cristo. Para aprender Cristo, primeiramente devemos ver Cristo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A MARCA PREEMINENTE DE UMA VIDA GOVERNADA PELO ESPÍRITO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A marca de uma vida governada pelo Espírito Santo é que tal vida está continuamente, e cada vez mais, ocupada com Cristo, que Cristo está se tornando cada vez maior, na medida que o tempo vai passando.  O efeito da obra do Espírito Santo em nós é o de nos trazer para a margem de um imenso  oceano, que se estende  muito além do nosso limite e daquilo que sentimos  -  Oh, a profundidade, a plenitude de Cristo! Se vivêssemos o maior tempo que um homem já viveu, ainda assim estaríamos apenas na beira desta vasta plenitude que é Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, isto de repente se torna um desafio para nós, antes de irmos mais longe. Isto não são apenas palavras. Não é apenas retórica; isto é verdade. Vamos perguntar logo aos nossos corações,  É isto verdade em nosso caso? É este o tipo de vida que conhecemos? Estamos chegando ao desespero nesse assunto? Isto é, vislumbramos tanto de Cristo que estamos rendidos, sem força, cientes de que jamais iremos alcançar isso tudo. Está além de nós, muito distante, embora estejamos seguindo nessa direção, cada vez mais. É isso verdade em sua experiência? Esta é a marca de uma vida governada pelo Santo Espírito. Cristo se torna cada vez maior na medida em que prosseguimos.  Se isto é verdade, bem, é o caminho da vida. Se você e eu já chegamos a um lugar que achamos que já conhecemos, então já temos alcançado tudo, já estamos realizados, e, a partir desse ponto as coisas ficam estáticas, então, podemos pensar que o Espírito Santo já cessou as Suas operações e que a vida ficou entediada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos tomar o exemplo de uma pessoa que nos foi dado, creio eu, entre os homens, para o propósito de mostrar os caminhos de Deus, o Apóstolo Paulo. As palavras que ele usa para definir e expressar o que lhe aconteceu  no início são estas: “Aprouve a Deus … revelar o Seu Filho em mim”. (Gál. 1.16) Agora, este  homem  trabalhou muito no ensino e na pregação. Ele trabalhou muito. Ele teve uma vida longa e abundante, não apenas no sentido de quantidade, mas na essência de vida que anulou todas as tentativas de medi-la. No final de sua longa e abundante  vida, este homem, que disse no início, “Aprouve a Deus…” revelar Seu Filho em mim”, está  expressando do fundo de seu coração, “que eu possa conhecê-Lo” (Fil.3.10); indicando seguramente que mesmo com a revelação inicial e com todas as revelações contínuas e subseqüentes; mesmo tendo sido arrebatado ao terceiro céu onde ouviu coisas inefáveis, mesmo com tudo isto, no final ele ainda não conhecia nada, comparado com aquilo que ainda havia para ser conhecido. Que eu possa conhecê-Lo! Esta é a essência de uma vida governada pelo Espírito Santo, e é isto que  irá nos livrar da morte, da estagnação, da inércia. É a obra do Espírito Santo na Escola de Cristo apresentar e manter Cristo em vista, em Sua grandeza. Assim, Deus, logo no início, revela Cristo, apresenta-O, atesta-O, e efetivamente diz, Este é aquele ao qual irei te conformar, à Sua imagem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, mas então, após a apresentação, as lições básicas começam. O Espírito Santo não fica satisfeito em apenas nos fazer uma grande apresentação: Ele vai começar uma obra real em relação àquela apresentação, e nós somos, sob Suas mãos, trazidos para duas ou três coisas básicas em nossa educação espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XXXXXXXX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O DESAFIO E O SIGNIFICADO DE UM CÉU ABERTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu objetivo, em cooperar com o Senhor, é o de tornar  tudo proeminentemente prático; e assim, aplicamos o desafio imediatamente perguntando: está o Espírito Santo dentro de você apresentando a plenitude de Deus em Seu Filho, de uma forma cada vez mais crescente? É este o tipo de sua vida espiritual? Se não for, então você tem algum exercício definido diante do Senhor sobre isso; há algo de errado. A unção assim o diz, e se isto não é o seu tipo de vida espiritual, há algo errado no seu caso em relação à unção. A Natanael o Senhor Jesus disse: “Daqui em diante você vai ver o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem”  Daqui em diante, naturalmente, era o tempo imediatamente à frente, os dias do Espírito Santo que estavam chegando em breve. Com um céu aberto você vê o que Deus quer dizer a respeito do Seu Filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele céu aberto para o Senhor Jesus era a unção. O Espírito descendo e subindo sobre Ele. Era a unção, é ela é a mesma para nós. O céu aberto é a unção do Espírito a partir do dia de Pentecoste  em diante, sobre Cristo dentro de nós. Oh, deixe-me fazer uma exortação. Não devemos apenas adicionar outras coisas tão rápido, mas devemos nos assegurar de que estamos certos sobre essas questões. O céu aberto imediatamente traz a revelação de Deus em Cristo para perto de você, tornando-a disponível, para que você não fique primeiramente  dependente  de bibliotecas, livros, referências e outras coisas mais. Ela está lá para você. Embora o Senhor possa usar aquelas coisas para enriquecê-lo, você tem o seu próprio céu aberto, o seu próprio caminho aberto, e não uma  redoma fechada sobre a sua cabeça. O Senhor Jesus está se tornando cada vez mais maravilhoso em seu coração, porque “Deus, que disse: Das trevas brilhará a luz, é quem brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo.” (2Cor. 4.6) Jesus  bem poderia ter desesperado deles, não soubesse Ele que era exatamente isto mesmo o que Ele estava causando neles. Entenda isto e terá algo muito útil. ‘Senhor, por que sou eu sempre pego em dificuldades, sempre cometendo erros? De alguma forma ou de outra, sempre falo ou faço a coisa errada, estou sempre do lado errado! De alguma forma eu nunca pareço seguir da maneira certa contigo; eu me desespero de nunca estar certo! E o Senhor diz: ‘Eu estou lhe ensinando, isso é tudo; deliberadamente, muito deliberadamente. Isto é exatamente o que estou trazendo para você ver. Até que você aprenda a lição, você não chegará absolutamente a  lugar algum. Quando você tiver aprendido completamente esta lição, então podemos começar uma obra construtiva, porém, no momento é necessário que você chegue num ponto onde reconheça que Eu sou completamente diferente de você. A diferença é tal que nós nos movemos em mundos completamente diferentes’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta mente humana comum, no seu melhor, é apenas uma simples  mente humana. A vontade humana, também é uma simples  vontade humana. Você jamais saberá o que está por detrás de suas próprias motivações até que o Espírito Santo faça a separação  bem lá no fundo do seu ser e lhe mostre. Você pode colocar os seus sentimentos e desejos nos termos mais devotos. Você pode, assim como Pedro, reagir à divina sugestão, “Se Eu não te lavar, você não tem parte comigo”, e dizer, “ Não apenas os meus pés, mas também as minhas mãos e minha cabeça”; mas é apenas o ego que vem à tona novamente __ minha benção. Eu quero a benção, e assim, ignoro tudo aquilo que o Senhor está tentando ensinar. ‘Estou tentando ensinar-lhe a se esvaziar’. Ele poderia ter dito, ‘e você está tomando cada uma de minhas sugestões para se promover, se realizar; e Eu estou tentando dizer, desista, deixe isso pra lá!’  Este ego vem com uma aparência  espiritual. O ego procura pela benção espiritual. Nós não sabemos o que está por trás. Temos que entrar em uma escola severa do Espírito que termina por nos mostrar que as nossas melhores intenções estão estragadas; nossas mais puras motivações são sujas diante dos olhos do Senhor; as coisas que pretendemos ser para Deus, em algum lugar lá em sua raiz, é egoísta. Nós não podemos produzir com esta natureza nada aceitável a Deus. Tudo o que poderá vir a Deus está  somente em Cristo, não em nós. E jamais estará, nesta vida, em nós como se fosse nosso. Será sempre a diferença entre Cristo e nós mesmos. Embora Ele esteja morando dentro de  nós, Ele e somente Ele é o objeto do prazer e da  satisfação Divina, e uma lição básica que você e eu temos que aprender nesta vida, sob o ensino, revelação e disciplina do Espírito Santo, é que Ele é diferente de nós: e que “essa diferença” é tudo. Esta é uma das duras lições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente é uma lição que este mundo se recusará a aprender. O mundo não irá aceitá-la. Isto vai diretamente contra todo o sistema do ensino do humanismo. __ a coisa maravilhosa que o homem é! Mas quando você alcançar o seu melhor, ainda haverá um abismo entre você e os princípios de Cristo que não pode ser unido por nenhuma ponte. Se você  alcançar o seu melhor, não terá experimentado Cristo. Isto é tudo, mas nós, talvez, dificilmente precisamos daquela ênfase. Muitos de nós temos aprendido alguma coisa. Porém vamos, enquanto sabemos isto por experiência, tomar o conforto que vem talvez de sabermos exatamente o que está acontecendo.  O que está o Senhor fazendo,  o que está fazendo o Espírito Santo conosco? Bem, basicamente, Ele está nos fazendo saber que nós somos uma coisa, e Cristo é outra. Esta é a lição mais importante a aprender, porque não pode haver nada construtivo até que tenhamos aprendido isso. A primeira coisa, portanto, é que o outro lado de Cristo está  em oposição  a nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A IMPOSSIBILIDADE DE ALCANÇARMOS  O PADRÃO DE DEUS POR NÓS MESMOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, em Segundo lugar, o Espírito Santo nos faz deparar face a face com a total impossibilidade de nós mesmos sermos aquilo por nossa própria capacidade. Como vê, Deus tem estabelecido um padrão; Deus tem mostrado o Seu modelo; Deus nos tem dado o Seu Objeto para a nossa conformidade e a próxima coisa contra a qual reagimos é a impossibilidade de sermos aquilo. Sim, de nós mesmos não é possível. Você ainda não aprendeu esta lição de desespero? Por que não ter um bom desespero e conseguir ter tudo resolvido?  Por que se desesperar por alguns dias? Porque você ainda está procurando ao redor por algo em algum lugar, algum retalho de bondade em você mesmo o qual possa apresentar a Deus, o qual irá agradá-lo, satisfazê-lo e corresponder às Suas exigencias. Você jamais irá encontrar. Aceite que “todas as nossas justiças são como trapos de imundícies”. Nossa justica, tudo aquilo que tenta ser tão justo, o Senhor diz disso tudo: “Trapos de imundícies!” Vamos aceitar isto de uma vez por todas. Se você estiver olhando  para a frente sobre o que estou falando, verá para o onde isto está levando. Isto nos leva à posição mais gloriosa. Leva aquele glorioso assunto mencionado pelo Senhor Jesus, naqueles dias antes que as coisas se tornassem interiores: “Aprendei de Mim… e encontrareis descanso para as vossas almas”.  Isto é tudo. Porém nunca encontraremos descanso para as nossas almas até que tenhamos primeiramente aprendido a total diferença entre Cristo e nós mesmos, e então a total impossibilidade de sermos como Ele por alguma coisa de possamos encontrar em nós mesmos, produzir ou fazer. Não está em nós, em nós mesmos. Assim, teria sido melhor termos o nosso último desespero em relação a nós mesmos. Essas duas coisas são básicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UMA EXORTAÇÃO FINAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A próxima coisa que o Espírito Santo irá fazer será começar a nos mostrar como isso se dá. Nós não iremos começar isso já de imediato, mas fiquemos cientes de que o Espírito Santo não pode fazer coisa alguma até que essas coisas sejam estabelecidas. Oh, Deus é muito zeloso por Seu Filho. Seu Filho passou através do fogo em relação a essa questão, tendo aceito a forma humana e uma vida de dependência, tendo voluntariamente se esvaziado a Si mesmo  de tudo aquilo que pudesse implicar que, a qualquer momento, Ele operasse de Si mesmo pela Deidade, para o Seu próprio  livramento, salvação, provisão, preservação; tendo se esvaziado a Si próprio de todo aquele direito e dito, Eu abro mão de todos os meus direitos e prerrogativas, e poderes da Deidade pelo momento presente, e aceito a posição do homem de total dependência de Deus como meu Pai; Eu experimento tudo o que todo homem tem que experimentar no nível humano! Ele experimentou tudo em todas as  áreas, em sua força e forma concentrada, e experimentou tudo sem ter cometido qualquer erro, na condição de  homem a favor do  homem, e retornou ao trono com o mérito de um completo triunfo sobre toda força que cada homem tem que enfrentar para satisfazer a Deus. Você acha  que, após tudo isso, Deus não irá levar em conta o Seu Filho e tudo aquilo que Ele fez em favor do homem, e irá dizer: apenas seja o seu melhor e isto me satisfará?  Oh, quanta  cegueira, em relação a Cristo,  em relação  a Deus, tem este cristianismo popular de hoje! Não, há apenas Um neste universo a respeito de quem Deus pode dizer de coração “nele eu tenho prazer”, e esse alguém é o Senhor Jesus Cristo. Se alguma vez você e eu recebermos este favor, será por causa de estarmos “em Cristo Jesus”, nunca em nós mesmos.  Quando o assunto em questão é aprendido, ou quando essa parte da educação é iniciada, então o Santo Espírito pode começar a obra de nos conformar à imagem do Filho de Deus. Bem, vimos as lições um e dois, sobre os discípulos. Através dos meses e anos, eles viram quão diferente Jesus era deles, e, então, chegaram a uma posição de desespero sobre essa matéria, como o Senhor planejou que fosse. O Senhor viu tudo de antemão. Ele não poderia evitar isso; não poderia livrá-los; Ele tinha que permitir que eles passassem por aquele caminho; e bem ao final, quando eles estavam fazendo os seus maiores protestos sobre a lealdade, fidelidade e resistência deles, e sobre o que eles estavam fazendo quando submetidos ao teste, Jesus disse a todos eles: “Vocês creem agora? Eis que a hora vem, e já é, na qual todos vocês se espalharão, cada um por si, e me deixarão sozinho” (Jo.16.31,32) E a um deles em particular Ele disse: “O galo não cantará até que você tenha me negado três vezes”. (Jo.13.38) O que você acha que aqueles homens sentiram  quando Jesus foi crucificado, e todos tinham fugido, deixando-O sozinho, e aquele outro, tendo-O negado?  Você não acha que as trevas do desespero entrou na alma deles? não apenas por causa da perda de perspectivas e expectativas, mas as trevas do desespero caíram sobre eles próprios. Sim, e Jesus tinha que permitir isso. Ele não poderia dar qualquer passo para evitar isso; era necessário. Era essencial. Nenhuma obra construtiva pode ser realizada até que tudo isso tenha avançado dentro de nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, tudo isso soa como algo terrível, mas deve ser encorajado! Afinal de contas, tudo isso de certa forma é construtivo. O que Deus está fazendo comigo? Ele está preparando um caminho para o Seu Filho; está limpando o terreno para enchê-lo da plenitude de Cristo. É isso o que Ele está fazendo. Ele fez isso com os discípulos, e o Pentecostes, bem como o período subsequente, foi a Sua resposta para o que aconteceu no dia quando Ele ressuscitou, a tudo o que aconteceu a eles. Você diz: Então Ele começou a Sua obra construtiva. Sim, Ele começou; após a Cruz e o Pentecoste, as coisas começaram a mudar interiormente, e a partir daí você começa a ver que Cristo está agora manifestado numa forma crescente nesses homens. Eles podem ter um longo caminho a seguir, mas você não pode deixar de ver que a fundação está colocada; foi dado o início. Há uma diferença, e a diferença não é tanto que eles são homens  necessariamente  transformados, mas sim que Cristo está agora dentro deles transcendendo o que eles são por natureza. Não é que eles se tornaram muito melhores, mas sim que Cristo se torna no interior um poder muito mais real. Isto é tudo por ora. Vamos agora curvar os nossos corações, e nos rendermos. É a Escola de Cristo. Eu sei quão desafiadora ela é, desafiando a este homem velho que morre com dificuldade, que se rende com grande dificuldade. Todo o nosso treinamento e ensino talvez tenha sido outro diferente disso. Nós temos vindo desta terrível herança do humanismo __ para ser o melhor que eu possa ser, para ser o meu melhor! Bem, você deve tomar o que estou dizendo no seu verdadeiro sentido, tal qual eu estou dizendo. Ninguém vai pensar que você pode caminhar de qualquer jeito, desleixadamente,  da pior maneira possível, simplesmente devido ao que tenho dito; você sabe do que estou falando. Com o nosso melhor jamais poderemos atravessar a fenda entre o homem e Jesus Cristo. Não, a fenda permanence, e a única maneira de passar por ela é morrer e ressuscitar da morte; mas isto, por ora, é uma outra questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 2 – Aprendendo a Verdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dizia, pois, Jesus aos judeus que nele creram: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Responderam-lhe: Somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém; como dizes tu: Sereis livres?  Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado.  Ora, o escravo não fica para sempre na casa; o filho fica para sempre.  Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” João 8.31-36 &lt;br /&gt;“Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira”. João 8.44&lt;br /&gt; “e vós não o conheceis; mas eu o conheço; e se disser que não o conheço, serei mentiroso como vós; mas eu o conheço, e guardo a sua palavra.” João 8.55&lt;br /&gt;“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” João 14.6 &lt;br /&gt; “a saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós.” João 14.7&lt;br /&gt;“Quando vier o Ajudador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que do Pai procede, esse dará testemunho de mim;” João 15.26 &lt;br /&gt;“Pois do céu é revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça.” Rom.1.18&lt;br /&gt; “pois trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura antes que ao Criador, que é bendito eternamente. Amém.” Rom.1.25&lt;br /&gt;“se é que o ouvistes, e nele fostes instruídos, conforme é a verdade em Jesus,” Efe.4.21&lt;br /&gt;“e a vos revestir do novo homem, que segundo Deus foi criado em verdadeira justiça e santidade.” Efe.4.24&lt;br /&gt;“Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro” Apo.3.7&lt;br /&gt;“Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus” Apo.3.14&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nossa meditação inicial, falávamos sobre a Escola de Cristo, e dizíamos que todo  verdadeiro filho de Deus é trazido para dentro dela pela mão do Espírito Santo, o Espírito da Unção, e que, uma vez lá, a primeira grande obra  do Espírito é a de apresentar Cristo ao nosso coração como o Objeto de Deus em todo o Seu tratamento para conosco. Assim, Cristo é primeiramente apresentado e atestado por Deus como sendo o Objeto do Seu prazer, e então, o Espírito Santo torna conhecido o propósito Divino em conexão com a revelação interior do Senhor Jesus, principalmente que devemos ser conformados à imagem do Filho de Deus. Falávamos ainda  sobre duas ou três lições básicas nessa Escola, coisas que delineam a nossa educação. Primeiramente, o Santo Espírito se utiliza do sofrimento  para fazer com que todos os que estão debaixo de disciplina ( pois é isso o significado de discípulo) conheçam por experiência, no íntimo de seus corações, a completa diferença entre Cristo e eles próprios. Então, Ele também trabalha para nos trazer  à uma situação na qual percebemos quão impossível é, a não ser por um milagre de Deus, que  por nós mesmos possamos ser como Cristo. E uma consequência disso é que esta experiência deve ser algo que está fora de nós mesmos, que é o próprio Deus fazendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, isto é tudo preliminar na Escola de Cristo, embora me pareça que esta educação preliminar continue até o fim dos nossos dias.  Seja como for, parece que ela se extende sobre boa parte de nossa vida, embora deve  haver um ponto alcançado que represente uma crise definitiva sobre esta questão, no qual uma fundação é colocada, e onde  essas três coisas são reconhecidas e aceitas, e nós não iremos muito longe até que isso ocorra. A pessoa que realmente começa a se mover  é aquela que tem alcançado o seu desespero final, e tem enxergado muito claramente, pela iluminação do Espírito Santo, que “não sou mais eu, mas Cristo” __ “Não é o que eu sou, O Senhor, mas o que Tu és, apenas isto pode ser o real descanso de minha alma”: O Teu amor, não o meu; a Tua Paz, não a minha; o Teu descanso, não o meu; o Teu Tudo, e não o meu; apenas a Ti! Esta é a fundação essencial do crescimento spiritual, do conhecimento spiritual, da educação spiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“EU SOU A VERDADE”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, nesta meditação, vamos olhar mais de perto  para o Senhor Jesus como o Objeto de Deus e padrão para a obra do Espírito Santo em nós, esta “diferença” que Ele representa, e temos lido inúmeras passagens, todas elas, como você percebeu, falando sobre a verdade. Seguramente aquelas passagens nos Evangelhos devem ter exercido um papel na educação dos discípulos. Em primeiro lugar houve uma afirmação ou declaração feita aos Judeus __ uma coisa tremenda para ser dita no ouvido daqueles discípulos. Havia Judeus que fizeram uma profissão de fé. O Senhor Jesus levanta a questão do discipulado com eles. Ele disse aqueles judeus que tinham credo nele (não quer dizer que eles tinham credo nele), “Se vocês permanecerem na minha palavra, então certamente sois meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Eles responderam imediatamente com um tom de queixa, “Somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguem”. Ele puxa essa questão sobre a  verdade, a verdade em relação a Si próprio. “Se pois o Filho vos libertar, verdadeiramente series livres”. “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” A questão sobre qual descendência eles pertenciam, e associada com isto a declaração “Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis  livres”. Você entende isto? Conhecer a verdade é conhecer o Filho. Liberdade pela verdade é pelo conhecimento Dele.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então para os Judeus __ presumo eu que da maneira mais violenta __ Ele disse essas palavras de força sem paralelos: “Vocês são filhos do diabo, e queries satisfazer a vontade de seu pai. Ele foi assassino desde o princípio, e nunca se firmou na verdade … ele é mentiroso e pai da mentira … quando ele fala a mentira, fala do que lhe é próprio”  Tremenda força de linguagem, e tudo sobre esta questão da verdade, a verdade ligada a Ele mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, quando você chega ao capítulo 14, Ele está a sós com os seus discípulos; e Felipe diz para Ele, “Senhor, mostra-nos o Pai, e isto nos basta”. Sua resposta é, “Há tanto tempo tenho estado convosco, e ainda não me conheceis, Felipe? Quem vê a Mim vê o Pai”. Uma outra questão na escola: “Senhor, não sabemos para onde vai; como saberemos o caminho?” “Eu sou o caminho, e a verdade …” Eu sou a verdade. A verdade não é uma coisa; a verdade é uma Pessoa. Bem, tudo isso está na Escola de Cristo, baseando sobre Cristo como a Verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei quão fortemente você é tocado sobre este assunto, mas o nosso objetivo certamente é que pudéssemos ser bastante sensibilizados a respeito dessas coisas. Como você se sente  sobre a importância de ter um verdadeiro fundamento? E finalmente, a característica suprema em um fundamento é a verdade, e isto deve ser verdadeiramente bem colocado. Esta fundação tem que levar a uma responsabilidade muito grande, não simplesmente uma reponsabilidade com o nosso bem estar e o nosso destino, não, mas a vindicação do próprio Deus. Por isso  deve ser absolutamente verdadeira, e cabe a nós  ter certeza plena de onde estamos; em outras palavras, colocarmos um fim em toda nossa imaginação, acabarmos de vez com tudo aquilo que não seja genuino  e totalmente verdadeiro em nossa posição. É justamente isto que iremos analizar um pouco neste momento. Tão grandes são as consequências que não podemos ter qualquer dúvida em nossa posição. É desta forma. Você e eu vamos encarar a Deus algum dia. Vamos encarar a Deus literalmente face a face na eternidade e, então, a questão será levantada: Falhou Deus em algum ponto conosco? Seremos capazes, em cada detalhe, de dizer, Senhor, Tu falhaste comigo; Tu não fostes verdadeiro para com a Tua Palavra? Tal posição é impensável, pois ninguem poderia ser capaz de fazer uma acusação como essa contra Deus, de ter qualquer questão a respeito da verdade de Deus, de Sua realidade, de Sua fidelidade. O Santo Espírito foi enviado como o Espírito da Verdade, a fim de nos guiar a toda Verdade, e isso para que não haja qualquer dúvida, ou o que seja, entre Deus e nós, quanto à Sua absoluta fidelidade, Sua Verdade para com Ele mesmo, e para com toda a Sua Palavra. O Espírito Santo foi enviado para isso. Se isto é verdade, então o Espírito Santo irá tratar com cada discípulo na Escola de Cristo, a fim de eliminar tudo aquilo que não for verdadeiro, que não for genuine, para fazer que tal discípulo se firme sobre uma fundação que possa permanecer diante de Deus no dia de Sua total e absoluta vindicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A NECESSIDADE DE UM FUNDAMENTO VERDADEIRO  30.08.06 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para que isso possa ser assim, você e eu, sob o ensino do Espírito Santo, temos que ser completamente tratados, e temos que chegar à uma posição onde estejamos perfeitamente ajustados diante de Deus, onde haja toda uma responsividade ao Espírito Santo, e nada em nós que O resista ou O recuse, mas onde estejamos perfeitamente abertos e prontos para as maiores consequências, onde o  Espírito Santo possa colocar o seu dedo sobre algo em nossas vidas que precise ser tratado ou ajustado. Ele está aqui para isso. E a única forma para que  tal obra seja possível de ser realizada por Ele em nós, é que devemos nos achar numa falsa posição, o que é difícil, muito difícil de nos vermos numa falsa posição, mesmo que seja apenas em certos pontos. Estamos vivendo num mundo falso, um mundo que está fundamentado sobre mentiras. Toda a constituição deste mundo é uma mentira; é a natureza do homem, embora muitos não saibam, e pensem que são verdadeiros. Estão tentando construir o mundo sobre uma base falsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, a minha ênfase agora é sobre a necessidade de uma posição verdadeira no que diz respeito a nós. Oh, para homens e mulheres nos quais a verdade de Cristo têm sido moldada e que irão seguir com Deus, não importa o que isso possa custar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quem habitará no monte do Senhor?” “Aquele que fala a verdade em seu coração … aquele que, embora jure com dano seu, não muda”;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;isto é, que toma a posição da verdade, mesmo que isso lhe custe caro. Nós somos influenciados por todos os tipos de falsas considerações, influenciados pelo que os outros irão pensar e dizer, especialmente aqueles que pertencem aos nossos círculos religiosos, de nossa tradição; e são elas falsas considerações e falsas influências. Elas amarram e impedem muitos homens e mulheres de seguirem corretamente com Deus no caminho da luz. A questão é que a posição é falsa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitaria você se eu lhe falasse que não há verdade em nós?  Esta é uma das coisas que vamos descobrir na medida em que o  Espírito Santo for tratando conosco, que não há realmente verdade em nossas mentes. Podemos estar muito convencidos, e podemos estar preparados para renunciar nossas vidas por causa de nossas  convicções e por tudo à prova por aquilo que acreditamos com todo o nosso ser o correto, ser a verdade, porém podemos estar completamente errados. Esse foi o caso de Saulo de Tarsus __&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu, na verdade, cuidara que devia praticar muitas coisas contra o nome de Jesus, o nazareno;” (Atos 26.9).  E ainda, “A hora vem onde todo aquele que vos matar irá pensar que está prestando um serviço a Deus”. (João 16.2);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tão zelosos por suas convicções __ Esta é a vontade de Deus! Vontade de Deus! __ convencidos de que é a vontade de Deus; alguns prontos para dar suas  próprias vidas por causa de suas convicções, e alguns prontos para tirar a vida de outras pessoas, por causa de suas convicções.  Quão longe iremos nós na força de nossas convicções e estarmos errados, completamente errados, tão errados quanto estávamos no início. Uma falsa convicção; e não há sequer uma mente humana que não chegue  à  esta situação.  Essas  sementes estão na natureza humana, em cada um de nós; na mente como convicção, no coração como desejo. Podemos pensar que os nossos desejos são perfeitamente puros e corretos, no entanto serem completamente falsos; e a mesma coisa também em relação à nossa vontade. Em nós, por natureza, não há qualquer verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIVENDO PELA VERDADE                    01.09.06 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos direto ao assunto. O que é um cristão? Será ele alguém que não era bem humorado, mas que agora se tornou  bem humorado; que não era muito afável, mas agora se tornou afável; que não era muito zeloso, mas que agora é bem zeloso; será uma pessoa com uma disposição diferente daquela sua anterior. Será esta a verdadeira definição de cristão? Dê-me um armário homeopático. Traga-me uma pessoa muito irritadiça. Dê-lhe uma dose de, o que eu poderia dizer? __ nux vomica; em duas ou três horas ele será uma pessoa bem humorada. Será ele um cristão? Dê-lhe algo mais; faça-o voltar ao que era antes. Foi ele salvo e teve uma recaída? As drogas podem mudar o temperamento do homem em algumas horas. De ser uma pessoa letárgica, desleixada e indiferente, você se torna vívido, enérgico, ativo; de ser miserável, descontente, infeliz, melancólico, desagradável, irritado, você se torna amigável, agradável, aliviado de toda aquela crise nervosa que o fazia agir daquela forma, e toda aquela digestão desordenada que fazia  de você uma pessoa de difícil convivência. Por um pouco de tempo, você conseguiu fazer um cristão com drogas! Você compreende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde está a verdade? Se a verdade a respeito da minha salvação reside na área dos meus sentimentos, no meu sistema digestivo, no meu sistema nervoso, eu vou ser um pobre cristão; porque isso irá mudar de dia para dia, conforme o tempo ou outra coisa qualquer. Oh não! A verdade; onde está a verdade? “ Não o que eu sou, mas o que Tu és” Eis aí onde a verdade está, “E conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”  Libertará do que?  Da escravidão! De qual escravidão? Satanás colocando suas cadeias de condenação sobre você, porque no dia de hoje você não está se sentindo bem. Você se sente mal em sua constituição, deprimido, sente a morte em derredor, sente-se irritado, e satã chega e diz, você não é um cristão! Belo cristão você é! E você se abate com isso. É isso verdade? É uma mentira! A única resposta para libertação e emancipação é, ‘Não é o que eu sou, é o que Ele é; Cristo permanence o mesmo. ‘Ele não é como eu, que muda de hora em hora, e dia após dia: Ele é diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoe-me ser tão forte em minha ênfase, mas eu realmente sinto que esta é a única forma de sermos salvos. Jesus diz: “Eu sou a Verdade”. O que é a Verdade? É para aí que apontam todos os argumentos de satanás, que é “um mentiroso e pai da mentira”. É isso que nos livra de nossa própria falsidade. Nós estamos carregados de contradições. Nós nunca poderemos garantir que iremos ficar com um mesmo pensamento por um longo tempo, que as nossas convicções nunca mudarão. Oh não, isto não está em nós, absolutamente; está em Cristo. Você vê em que falsa posição poderíamos estar se estivéssemos naquele outro nível de natureza. Que jogo o diabo poderia fazer conosco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou usando estas ilustrações para tentar chegar ao âmago dessa questão. O que é a verdade? Ela não é encontrada em nós. Nós não somos verdadeiros em nenhuma parte do nosso ser. Somente Cristo é a Verdade, e você e eu temos que aprender como viver em Cristo, e até que tenhamos aprendido isso, o Espírito Santo não pode fazer outra coisa. Talvez você esteja dizendo, não é um verdadeiro cristão menos mal humorado? Não há nenhuma diferença em absoluto? Não pode um cristão ficar irritado e tudo  mais? Eu não estou dizendo isso, também não estou lhe justificando por isso; estou dizendo que na Escola de Cristo, até que você e eu tenhamos aprendido a permanecer em Cristo pela fé, o Espírito Santo não possui terreno no qual trabalhar, a fim de nos trazer em conformidade com Cristo. Se vamos viver sobre uma base falsa de nós mesmos, o Espírito Santo deixa-nos sozinhos. Quando chegamos para viver por fé em Cristo, então o Santo Espírito pode entrar e gerar Cristo em nós, e nos ensinar a vitória, o domínio, e nos ensinar por livramento como não se tornar uma presa de bons ou de maus sentimentos em nós mesmos, mas a vivermos em um outro nível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(03.09.06)  Quero significar o seguinte, que você não dá importância aos seus sentimentos quando recorre a Cristo.Tome a irritabilidade, por exemplo. Alguns de vocês, naturalmente, podem nunca terem sofrido disso, absolutamente, mas os outros sabem que batalha é. Bem, vamos tomar esse caso como exemplo. Hoje nós nos sentimos assim, nervosos, pressionados e impacientes. O que vamos fazer a respeito? Vamos fazer disso a nossa vida cristã ou a negação de nossa vida cristã? Se formos para esse terreno, então satanás é sempre rápido em tirar proveito da situação e nos trazer para uma terrível escravidão e realmente matar a nossa vida spiritual. Mas se você tomar a posição, ‘Sim, assim é como me sinto hoje, esta é a minha enfermidade hoje, mas Senhor Jesus, Tu és diferente de mim, e eu simplesmente descanso em Ti, me apoio em Ti, seja a minha vida’, e você verá o que acontecerá. Você terá cortado o terreno do Diabo, e verá que há paz no fim da linha, e descansará, e, embora possa estar se sentindo mal em outra parte de você, porém no seu interior você está em descanso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inimigo é expulso do seu interior, ele não tem lugar lá. A paz de Deus é o árbitro no coração e na mente através de Cristo Jesus; a fortaleza está segura. O que satanás está sempre tentando fazer é entrar no espírito através do corpo ou da alma e capturar a fortaleza, o espírito, e trazê-lo para à escravidão. Mas nós podemos permanecer livres interiormente quando nos sentimos muito mal em nosso exterior. Isto é liberdade por meio da verdade. Esta é a verdade! Não é uma coisa, não é uma afirmação, mas uma Pessoa. É o que Cristo é, e Ele é completamente diferente do que nós somos. Bem, o Espírito Santo nos ensina, como o Espírito da Verdade, que ela está em Cristo, que é tudo. A solução é lidarmos com nós mesmos, ou com o próximo, ou com o mundo, de uma forma mental. Permaneça em Cristo e haverá descanso, paz, libertação.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não esqueça disso, se deixarmos o assunto com o Espírito Santo, Ele não vai permitir que fiquemos confundidos. Quero dizer que o Espírito Santo irá nos expor a nós mesmos. Ele irá nos descobrir e nos mostrar que verdadeiramente não há nada são em nós, nada em que possamos nos apoiar em nós mesmos, a fim de que Ele possa deixar claro que é somente em Cristo, o Filho de Deus, que há segurança, vida. Tenho uma sensação de incapacidade  em tentar  comunicar a você aquilo que eu tenho em meu coração. Tantas pessoas pensam que a vida espiritual, a vida de um filho de Deus, é uma questão de coisas. É uma coisa chamada de “a mensagem da cruz’.  É uma coisa chamada ‘santificação’. É uma coisa chamada ‘libertação’. É a coisa chamada ‘morte com Cristo’ __ apenas uma coisa. Elas estão tentando segurar essa coisa, mas não há libertação nisso, absolutamente.  Não funciona. ‘A coisa’  não funciona! Porque  tudo é uma questão de Pessoa, o Senhor Jesus, e o Espírito Santo nunca irá nos salvar por meio de uma “coisa”. Ele irá sempre nos trazer para a pessoa, e fazer de Cristo a base da nossa vida, de nossa libertação, de nosso tudo. Assim, a palavra é “Jesus Cristo” … que foi feito por nós sabedoria de Deus, justiça e santificação, e redenção” (1Cor.1.30) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A NECESSIDADE DE FÉ                         04.09.06              &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, devo concluir. A obra do Espírito Santo é a de nos conformar a Cristo, para  nos fazer tomar a forma de Cristo, para formar Cristo em nós; porém Cristo permanecerá sempre diferente daquilo que somos, sendo assim,  nunca cessará de ser um chamado  para a fé. Espera você alcançar um ponto nesta peregrinação terrestre onde a fé possa ser dispensada?  É uma falsa esperança. A fé será requerida tanto quanto sempre foi nos seus últimos momentos de vida, se não até mais do que antes. A fé é algo para toda a duração desta vida. Se isto é verdade, que em si mesma ela dispensa qualquer esperança de termos algo em nós mesmos.  Este foi o primeiro pecado de Adão; que escolha a dele, de não ter tudo em Deus, mas ter em si mesmo, em independência, a fim de se livrar da idéia de fé. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim ele pecou por incredulidade, e todos os pecados que vieram, uma vez que podem ser relacionados a ela  __ a incredulidade.  A fé é um grande fator de redenção, de salvação, de santificação, de glorificação; tudo é pela fé. Ela desfaz a obra do Diabo. E a fé simplesmente significa que nós somos colocados numa posição onde não obtemos nada por nós mesmos, mas sim em uma outra Pessoa, e podemos somente conhecê-lo e gozá-lo pela fé nessa outra Pessoa. Assim Gálatas 2.20 sempre vem com força renovada __ “Já estou crucificado com Cristo, e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim; e esta vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé  do Filho de Deus, o qual me amou e a Si mesmo se entregou por mim”. (ARV) Eu vivo a vida na carne pela fé no Filho de Deus. &lt;br /&gt;Que o Senhor revele a Sua Palavra para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendendo por Revelação _ Capítulo 3   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“e em visões de Deus me levou à terra de Israel, e me pôs sobre um monte muito alto, sobre o qual havia como que um edifício de cidade para a banda do sul. Levou-me, pois, para lá; e eis um homem cuja aparência era como a do bronze, tendo na mão um cordel de linho e uma cana de medir; e ele estava em pé na porta. E disse-me o homem: Filho do homem, vê com os teus olhos, e ouve com os teus ouvidos, e põe no teu coração tudo quanto eu te fizer ver; porque, para to mostrar foste tu aqui trazido. Anuncia pois à casa de Israel tudo quanto vires.”  Eze. 402-4&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tu pois, ó filho do homem, mostra aos da casa de Israel o templo, para que se envergonhem das suas iniqüidades; e meçam o modelo.&lt;br /&gt;E se eles se envergonharem de tudo quanto têm feito, faze-lhes saber a forma desta casa, a sua figura, as suas saídas e as suas entradas, e todas as suas formas; todas as suas ordenanças e todas as suas leis; escreve isto à vista deles, para que guardem toda a sua forma, e todas as suas ordenanças e as cumpram.” Eze.43.10,11&lt;br /&gt; “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens;” Jo.1.1-4&lt;br /&gt; “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.” Jo.1.14&lt;br /&gt; “E acrescentou: Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem”. Jo.1.51&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A RESPOSTA DE DEUS AO ESTADO DE DECLÍNIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos observado que, quando o propósito Divino, como representado pelo templo e por Jerusalem, foi esquecido e perdido, e a glória tinha ido embora, Ezequiel recebeu e foi levado a escrever uma visão de uma nova casa celestial, uma casa medida em cada detalhe e definida a partir do alto. Da mesma forma, quando a Igreja dos tempos do Novo Testamento tinha perdido sua pureza, verdade, poder e sua  característica e ordem celestial, e a glória inicial daqueles dias do Novo Testamento tinham desaparecidos, então João foi levado pelo Espírito a trazer a nova, maravilhosa e celestial apresentação espiritual, a pessoa do Senhor Jesus; aquela nova apresentação celestial de Cristo que temos no Evangelho de João, em suas cartas, e no Apocalipse: e devemos nos lembrar que o Evangelho escrito por João é, na escala do tempo, praticamente o último escrito do Novo Testamento. Talvez a real significação disso não tenha vindo sobre nós com a força e a impressão devida. Nós tomamos os Evangelhos da mesma ordem como estão arranjados em livros  no Novo Testamento, e imediatamente somos levados por eles de volta aos dias da vida do nosso Senhor sobre a terra, e do ponto de vista de tempo que é onde estamos quando lemos os evangelhos. Para nós, todo o restante do Novo Testamento ainda não existia quando estamos nos Evangelhos, tanto os escritos e a história que se seguiu, tudo é futuro. Isto, naturalmente, é inevitável; mas devemos remover a nós mesmos dessa posição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que o evangelho de João foi escrito? Foi ele escrito apenas como um registro da vida do Senhor Jesus aqui na terra, juntamente com dois ou três outros registros, para que a história do Senhor Jesus pudesse ser preservada? É isso? Para a grande maioria esta é a única finalidade. Os evangelhos são lidos com o propósito de se estudar a vida de Jesus enquanto Ele estava na terra. Isso pode ser muito bom, mas eu quero enfatizar muito fortemente que esta não é a principal intenção do Espírito Santo em ter inspirado a escrita dos evangelhos. E isto é particularmente visto no caso do evangelho de João, escrito muito tempo depois, no final de tudo; pois, quando João escreveu esses escritos finais, os outros apóstolos já estavam na glória. O evangelho de João foi escrito quando a Igreja do  Novo Testamento, como temos dito, tinha perdido sua forma original e poder, e vida spiritual, sua característica celestial e Divina ordem; escrito no meio de tais condições como estão delineadas nas mensagens para as igrejas da Ásia, no começo do Apocalipse, e que isto pode ser claramente inferido a partir das cartas. 07.07.06   vns&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual era o objeto em vista? Bem, apenas este: como João escreve, as coisas já não estão como estavam, não como Deus queria que estivessem; elas não mais representam os propósitos de Deus em e para o Seu povo. A ordem, a ordem celestial, tinha sido quebrada, e continuava sendo quebrada ainda mais. A natureza celestial tinha desaparecido e uma coisa  terrena está tomando forma no Cristianismo; a verdadeira vida está sendo perdida e a glória está indo embora. À esta situação Deus reage com uma nova revelação de Seu Filho, numa forma celestial e espiritual; pois os parâmetros  ou características de João são a “celestialidade” e espiritualidade. Não é isso verdade? Oh sim, aqui está uma nova revelação de Seu Filho. Mas que revelação! Não simplesmente e unicamente como Jesus de Nazaré, mas como o Filho do Homem, Filho de Deus; Deus revelado e manifestado em forma de homem, destituído da  eternidade com toda a plenitude da essência Divina, para que Seu povo pudesse vê-lo. Assim, devemos olhar através da ótica do Espírito Santo no Evangelho de João, e em seus outros escritos, e ver apenas  isto, que a forma de Deus recuperar, quando Seu total e original propósito tem sido perdido e que a revelação celestial tem desaparecido, e a glória celestial tem ficado reclusa, é mostrar novamente o Seu Filho; e não trazer você de volta para os princípios  da Igreja ou do Evangelho ou da doutrina, mas trazer Seu Filho para ser visto, trazer Cristo novamente em Seu  tremendo significado celestial e espiritual diante dos olhos do coração do Seu povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a resposta que é encontrada em João à essas condições que encontramos no Novo Testamento, as quais claramente mostram que a Igreja estava perdendo sua postura celestial, e todos os tipos de coisas estavam acontecendo, e a coisa toda estava ficando terrena. O que Deus poderia fazer? De que forma poderia Ele salvar o Seu propósito que parecia estar tão perigosamente perto de ser perdido? Ele mostra o Seu Filho novamente. Lembre-se de que a resposta de Deus é sempre em Seu Filho, para qualquer rebeldia. Esteja tal rebeldia no mundo, como aquela liderada pelo Anticristo (A resposta de Deus para o Anticristo será Cristo, com o esplendor de Sua Divina Glória), esteja ela na Igreja decadente e apóstata, a resposta de Deus estará em Seu Filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o significado das palavras introdutórias do livro do Apocalipse. A Igreja perdeu o seu lugar, a glória desapareceu, mas Deus interrompe com uma revelação do Seu Filho.&lt;br /&gt; “Eu sou … Aquele que vive, estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do inferno”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristo é apresentado, e então tudo é medido e julgado à luz daquele Homem Celestial, com a cana em sua mão. Isto realmente bastaria, se apenas víssemos aquilo, e o compreendêssemos. Tudo para Deus e para nós está ligado à revelação do Senhor Jesus.Oh, não será, como temos ditto, em tentar recuperar os fundamentos do Novo Testamento. Não será uma restauração da ordem do Novo Testamento. Não será nem mesmo uma reafirmação da verdade e da doutrina do Novo Testamento. Isso são apenas coisas, e elas podem ser usadas para montar uma moldura. A vida, a glória, não estão nessas coisas. Não, o caminho da Glória de Deus está em Seu Filho; o caminho da Vida de Deus está em Seu Filho; o caminho do poder de Deus está em Seu Filho; o caminho da natureza celestial de Deus está em Seu Filho. E isto é o que Deus está dizendo no evangelho de João, em poucas palavras. Está tudo em Seu Filho, e a necessidade, a única necessidade, está em ver o Filho, e se Deus abrir os seus olhos para que você veja o Filho, então tudo mais será consequências. Isto é o evangelho de João. “Como abriram-lhe os olhos?”  Quem fez isso? Como Ele fez isso? A resposta ou reação do homem à interrogação foi esta, em efeito: vocês estão me perguntando sobre a técnica das coisas; eu não sou capaz de dar a resposta; eu não sou capaz de explicar isto, mas eu tenho a realidade, e isso é que importa. “Uma coisa eu sei, que eu era cego, mas agora vejo.” É a luz da vida. “Nele estava a vida, e Ele era a luz dos homens…” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queremos ser capazes apenas de dar a técnica da verdade, e export e definer tudo. Isto não é a primeira coisa. A primeira coisa é, a vida produz a luz e isso está na revelação do Filho: e, se devo resumir tudo, então é __ primeiramente, Deus escondeu tudo sobre Si mesmo dentro de Seu Filho, e não é possível agora saber ou ter algo de Deus for a do Senhor Jesus, o Seu Filho. Deus assim estabeleceu; isto é final, é conclusivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CRISTO CONHECIDO SOMENTE POR REVELAÇÃO                  09.09.06 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Segundo lugar, não é possível ter ou conhecer coisa alguma de toda a plenitude que Deus escondeu em Seu Filho sem a revelação do Espírito Santo de uma forma interior. É um milagre feito pelo Espírito Santo no interior de todo homem e mulher, isso se eles tiverem que conhecer algo daquilo que Deus escondeu em Cristo. Isto novamente resume o Evangelho de João, pois lá, no centro, está um homem cego de nascença. Ele nunca tinha visto. E não é uma questão de restaurá-lo, mas sim de lhe dar visão. Esta é a primeira coisa. O mundo passou a ser absolutamente novo para aquele homem. Não importa o que ele deduzia, ou achava, ou imaginava, ou tinha sido descrito a ele, o fato de se ter visão vai ser algo como um novo começo. É um completo milagre produzir um mundo absolutamente novo, e toda a sua imaginação sobre como era aquele mundo e o que ele continha se mostrou completamente inadequada quando ele realmente conseguiu ver. Nada será visto, exceto pelo milagre produzido no interior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Deus escondeu tudo de Si mesmo em Seu Filho.&lt;br /&gt;(2) Ninguém pode conhecer coisa alguma sobre isso, exceto se for revelado. “Ninguém conhece o Filho, exceto o Pai, e ninguem conhece o Pai, exceto o Filho, e aquele a quem o Filho quiser reveler”. (Mat 11.27) A revelação somente pode vir por escolha do Filho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REVELAÇÃO LIGADA A SITUAÇÕES PRÁTICAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira coisa é essa. Deus sempre mantém a revelação de Si mesmo em Cristo ligada a situações práticas. Você e eu jamais podemos obter revelação que não esteja ligada à alguma necessidade. Não podemos obtê-la simplesmente como uma questão de informação. Informação não é revelação. Não podemos obtê-la por meio do estudo. Quando o Senhor deu o maná no deserto (tipo de Cristo como o pão do céu), Ele estipulou muito rigidamente que nenhum pedaço a mais do que o necessário para o dia fosse juntado, e que, se eles fossem além da medida do que era necessário, doença e morte viriam sobre eles. O princípio, a lei, do maná, é que Deus mantém a revelação de Si mesmo em Cristo associada a situações práticas de necessidade, e nós não iremos ter revelação como um mero ensino, doutrina, interpretação, teoria, ou qualquer coisa do tipo, o que significa que Deus irá colocar você e eu em situações onde somente a revelação de Cristo pode nos ajudar e nos salvar. Você observa que os apóstolos ganharam as suas revelações para a Igreja através de situações práticas. Eles nunca se reuniram numa Mesa-Redonda para desenhar um esquema de doutrina e prática para as igrejas. Eles saíam para o trabalho e se deparavam com situações desesperadoras, e no meio de tais situações que os pressionavam, geralmente até o desepero, eles tinham que ir até a presença de Deus e obter revelação. O Novo Testamento é o livro mais prático de todos, porque ele nasceu das situações de pressão. Podemos dizer que a revelação de Cristo nas emergencias é a forma de mantê-lo vivo. Você entende o que eu quero dizer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10.09.06  vns   Agora, então, por que o Senhor nos manteria em situações extremas, reais. O Senhor é contra nós nos lançarmos sobre linhas teóricas a respeito da verdade, nos lançarmos sobre linhas técnicas. Oh, vamos evitar a técnica como uma coisa em si mesma e reconhecer isto, que, embora o Novo Testamento tem em si uma técnica, nós não podemos simplesmente extrair essa técnica e aplicá-la. Temos que entrar nas situações do Novo Testamento, a fim de obter a revelação de Cristo  para conhecer aquela situação. Assim, o caminho do Espírito Santo para conosco é nos trazer para dentro de situações e condições vivas, reais, de necessidades, nos quais somente um conhecimento novo do Senhor Jesus pode ser nossa libertação, nossa salvação, nossa vida, e então nos dar, não uma revelação da verdade, mas a revelação da Pessoa, um novo conhecimento da Pessoa, para que possamos ver Cristo de alguma maneira que supre a nossa necessidade. Não estamos desenhando sobre “uma coisa”, mas sobre “Ele”. &lt;br /&gt;Ele é a Palavra. “No princípio era o Verbo”, e o significado desta designação é exatamente essa, que Deus se fez inteligível para nós numa Pessoa, não num livro. Deus não escreveu primeiramente um livro, embora tenhamos a Bíblia. Deus escreveu uma Pessoa. Em um de seus panfletos, Dr. A.B. Simpson traz esta ilustração, ou ilustra isto dessa forma. Ele diz que em uma ocasião ele viu a escrita da Constituição dos Estados Unidos, e ela foi escrita num pergaminho. Ele estava próximo a ela, e podia ler todos os detalhes da Constituição. Mas, como ele ficou atras daquele pergaminho, alguns metros afastado, tudo o que ele podia ver era a cabeça de George Washington no pergaminho. Então chegou mais perto novamente e viu que a Constituição tinha sido  escrita numa variedade gráfica tal que pudesse assumer a forma da cabeça de George Washington. É isso. Deus tem escrito a revelação de Si mesmo, mas esta escrita está na Pessoa de Seu Filho, a Cabeça do Senhor Jesus, e você não pode ter a constituição do céu, exceto na Pessoa, e a constituição do céu é a Pessoa em forma do Filho de Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é apenas uma afirmação de coisas. Eu acredito que você irá pegar o fato afirmado e ir ao Senhor Jesus com isto. Não peça por luz como uma coisa, peça pelo complete conhecimento do Senhor Jesus. Este é o caminho, pois este é a única forma  viva de conhecê-lo: e lembre-se, Deus sempre mantém o conhecimento de Si mesmo em Cristo ligado à situações práticas. Nós temos que estar na situação. O Espírito Santo irá nos trazer, se estivermos em Suas mãos, para dentro de situações que exigirão um novo conhecimento do Senhor. Isso é um lado. O outro lado é que, se estivermos numa situação que é muito difícil, então estamos numa posição ideal para pedir a revelação do Senhor.&lt;br /&gt;Quero, por alguns minutos, insistir neste ponto: temos o Evangelho de João aberto diante de nós, no primeiro capítulo. E notem que Deus está aqui retornando em relação à plenitude de Seu plano para o Seu povo, e o significado é este: Cristo é a plenitude da vontade de Deus para nós, e o Espírito Santo (representado pelo anjo em Ezequiel), veio com o objetivo e propósito expresso de nos dar e nos guiar a cada detalhe de Cristo, para que tenhamos uma expressão abrangente e detalhada da vontade de Deus em Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora perceba que em João 1 você tem a grande, nova e eterna apresentação: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”.   Veja mais: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós”.   Este é o plano Divino que veio da eternidade e que foi estabelecido entre nós de uma forma bem abrangente; todo o plano de Deus se resume em Seu Filho, o Eterno Propósito, e está centrado no meio dos homens na Pessoa de Cristo. E, então, você vai para o final do primeiro capítulo (e eu não estou abordando tudo o que há entre esses pontos) e tem por implicação algo que é muito maravilhoso, se você  reconhecer a sua significância. É a palavra dita a Natanael. É sempre interessante frisar que foi uma palavra dita a Natanael. Podemos perfeitamente concluir que esta palavra também fora dito a  Pedro, a Tiago ou João,  numa espécie de círculo mais íntimo. Mas, sendo Natanael, ele pertence a um círculo mais abrangente em relação a Cristo, e portanto aquilo que foi dito a ele  também é dito a qualquer pessoa. &lt;br /&gt;“Você irá ver o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BETEL __ A CASA DE DEUS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por implicação somos instintivamente levados por essas palavras de volta ao Velho Testamento, para o livro de Gênesis, e Jacó imediatamente vem à vista, e nos lembramos dele  em seu caminho entre dois pontos, quer dizer entre dois lugares, entre o céu e a terra; nem totalmente a terra e nem totalmente o céu, mas um ponto intermediário. Aquela noite, naquele lugar intermediário, em um local ao ar livre, ele deitou dormiu; e, eis que uma escada colocada na terra, cujo topo alcançava no céu, pela qual os anjos subiam e desciam, e acima da escada estava o Senhor; e o Senhor falou a ele. E Jacó acordou do seu sono, e disse: Certamente o Senhor está neste lugar, e eu não sabia; este não outro lugar senão a casa de Deus! E ele chamou aquele lugar de “Betel”, ou a Casa de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Senhor Jesus apropriadamente se utilizou dessa passagem e  aplicou-a a Si mesmo, em Suas palavras a Natanael, e, com efeito ou por implicação, disse: Eu sou Betel, a Casa de Deus; eu sou aquele não é totalmente da terra, embora esteja sobre ela,  nem totalmente do céu, em minha condição atual, embora ligado a ele; estou aqui entre o céu e a terra, o ponto de encontro de Deus com o homem, a Casa de Deus, em Quem Deus fala, em Quem Deus se revela __ Ele fala em Sua Casa; Ele se revela em Sua Casa __ Eu sou a Casa de Deus: a comunicação de Deus com este mundo está em Mim, e somente em Mim: “ninguem vai ao Pai senão por Mim”. Ele poderia bem ter ditto, embora não esteja registrado: o Pai não vai a ninguem, mas somente a Mim. É exatamente esta Casa de Deus, como representada por Cristo, que é a nossa reflexão, que nos leva ao testemunho prático em batismo: Jesus __ a Casa de Deus. Sabemos, naturalmente, que qualquer outra casa na Bíblia é apenas uma ilustração de Jesus. Seja ela o tabernáculo no deserto, ou o templo de Salomão, ou qualquer templo subsequente que teve a pretensão de desempenhar a mesma função, ou qualquer outra coisa que, em termos mais espirituais no Novo Testamento é chamado de Igreja, não é outra coisa além de Cristo, mas é Cristo. No pensamento de Deus é apenas Cristo, e não há nada mais do que Cristo, e nada além de Cristo, que é a Igreja ou a Casa de Deus.&lt;br /&gt;    O ponto que sentimos que o Senhor está procurando enfatizar nessas meditações é como Ele tem unido todas as coisas de uma forma final, conclusiva e exclusivamente, ao Seu Filho, e que não há nada para se ter de Deus exceto Cristo, e é pelo Espírito Santo que Cristo é revelado em nossos corações. Assim, o Senhor Jesus, sendo a Casa de Deus, cumpre cada função que foi estabelecida por meio de um tipo, nessas outras casas terrestres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você começa com o Santíssimo Lugar, o Santo dos Santos. Em Cristo está o Santíssimo Lugar, onde Deus verdadeiramente e pessoalmente habita, e tem sua morada. Deus está em Cristo, e em nenhum outro lugar Ele habita da mesma forma. É claro que o Pai faz morada em nós. Mas, amado, há uma diferença. O fato de o Pai vir fazer morada em nós não nos constitui em muitos Cristos. Não somos moradas de Deus no mesmo sentido que o Filho é. A diferença veremos em seguida. A habitação de Deus em Cristo é única, e o Santíssimo Lugar está Nele apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nele está o oráculo; isto é, a voz, a voz que fala com autoridade, e esta  autoridade é final. A autoridade final da voz de Deus está em Cristo, somente em Cristo. Os</description>
            <author>celsomachado</author>
            <pubDate>Thu, 29 May 2008 12:26:02 UT</pubDate>
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            <title>Monte de Sião</title>
            <link>http://es.netlog.com/celsomachado/blog/blogid=1728428</link>
            <description> &lt;span class=&quot;textAlign textAlignCenter&quot;&gt;Mas Temos Chegado Ao Monte Sião&lt;br /&gt;de T. Austin-Sparks &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefácio &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queridos irmãos e irmãs em Cristo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudações em nome de nosso Senhor Jesus! Novamente vimos até vocês colocar em suas mãos uma série de mensagens dadas por T. Austin-Sparks.  Novamente, estamos certos de que vocês irão fazer uma grande colheita espiritual  a partir dessas mensagens, compartilhadas numa conferência bíblica não muito tempo atrás. Nós as encontramos ainda frescas,  com o vigor do Espírito, e, essas mensagens são ‘sementes’ que foram deixadas, para serem plantadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor deve se colocar no lugar de alguém que está participando de uma conferência bíblica, e ler este volume a partir dessa posição privilegiada. Também, será de grande benefício para o leitor, antes de começar a ler este livro, ler Hebreus 1:1–2 e 12:18–29.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As marcas usadas na preservação dessas mensagens de fitas não foram usadas somente para corresponder às exigências gramaticais da língua inglesa, mas foram usadas, cremos nós, para facilitar a mensagem espiritual dada: nós não estávamos tão preocupados com a exatidão literária, mas estávamos sim orando ao Senhor, para que preservasse e passasse o conteúdo espiritual dessas mensagens, pela unção do Espírito santo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Alimento sólido”  foi, e é, dado nessas sessões onde “Sião estava reunido”.  Estamos certos de que houve muita convicção do Espírito Santo sobre essas palavras, enquanto foram compartilhadas entre o povo do Senhor, porque é uma mensagem de palavras fortes a respeito da tão necessária apreensão espiritual de Cristo. Há muito aqui para encorajar, para dar vigor, e para fortalecer o Corpo de Cristo enquanto caminha na verdade: “Temos chegado ao Monte de Sião.”  Mas, também, há muito “abalo” nessas mensagens: “um remover de coisas ...  como das coisas criadas”;  e, como nosso irmão disse aos irmãos na conferência, assim nós dizemos a todos os que lêem: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estejam prontos para as crises.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De seu irmão em Cristo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo  1 – As Crises dos nossos Tempos  &lt;br /&gt;Lembramos, ó Senhor, de que está escrito:  “Ele falou, e tudo foi feito; Ele ordenou, e tudo se estabeleceu”. Pelas palavras do Senhor os céus e a terra foram criados. Nossa oração, Senhor, é que Tu fales. Que a Tua Palavra seja o Teu ato. Não apenas palavras, Senhor, mas palavras de poder _ o Divino Decreto, pela Palavra tudo é feito. Que seja assim, nesse momento. No nome do Senhor Jesus, Amém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto que o Senhor colocou em meu coração para essa primeira sessão matinal é aquele que tem vindo a nós, e para o qual temos ido, pela vinda do Senhor Jesus. Para este momento presente, apenas quero lançar dois fragmentos da Escritura sobre os quais nos moveremos. O primeiro é encontrado no Velho Testamento, em primeira Crônicas, capítulo 12, verso 32:  “dos filhos de Isacar, duzentos de seus chefes, entendidos na ciência dos tempos para saberem o que Israel devia fazer, e todos os seus irmãos sob suas ordens.”  O segundo está no Novo Testamento, na carta aos Hebreus, capítulo um, verso 1 e 2:  “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho” Conhecimento dos tempos ... ao final desses tempos ... Deus tem falado no Seu  “no Filho” :  Você perceberá que essas escrituras e seus contextos  estão estabelecidos num tempo de crise e mudança, crises muito grandes, mudanças muito significativas. Na carta aos Hebreus, a referência ao fim de certos tempos, e a introdução de outros tempos representam uma tremenda crise, o que o Dr.  Campbell Morgan chamou de  “A Crise de Cristo”  Isto é o que está diante de nós agora: a crise de Cristo, a qual é, a crise das dispensações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, a Carta aos Hebreus nos traz para a crise do nosso próprio tempo. Traz-nos não apenas  para um grande e geral movimento, de um regime para outro, mas também para a aplicação específica  daquele movimento para o nosso próprio tempo. E, como está colocado na passagem em Crônicas, assim como nesta Carta aos Hebreus, a coisa importante não é apenas saber sobre uma mudança de tempos, de regime,  do agir de Deus, mas é ter entendimento do que é essa mudança. Penso que nós veremos que isso é de  conseqüência imensa, não apenas saber que há diferentes dispensações, diferentes modos do agir Soberano de Deus, mas é vitalmente importante para o povo de Deus entender a natureza dos tempos nos quais vivemos.  Eu me arriscaria a sugerir a você, no que diz respeito a Deus, que talvez a coisa mais importante para o momento é que o povo de Deus conheça a natureza do tempo no qual ele vive, entendendo que há uma tremenda confusão, e as complicações são imensas  na cristandade hoje. Muitas  pessoas não sabem onde estão. Muitos não sabem o que é certo, e o que não é certo; o que é verdade, e o que não é verdade, etc. E, repito, a coisa supremamente importante é ter conhecimento dos tempos, saber o que Israel deve fazer hoje. — saber o que os cristãos devem fazer hoje, por causa da natureza peculiar e particular do que Deus está fazendo agora. Penso que você irá concordar comigo de que isso é muito importante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas Escrituras, através de toda Bíblia, encontramos muitas crises, muitos movimentos  de uma crise, de uma posição, de uma ordem, para outra. Eu não vou mencioná-las, mas você sabe que a Bíblia está toda marcada por alcançar um ponto a partir do qual tudo assume um novo aspecto, um ponto que representa uma nova fase do movimento do agir de Deus. A Bíblia está cheia desse tipo de coisa. Deus se movendo, movendo-se por estágios, e cada estágio marcado por alguma crise. Quando usamos a palavra crise, queremos dizer que somos trazidos face a face perante algo de tremenda  significação, que vai governar todo o futuro e fazer toda diferença no futuro. &lt;br /&gt;Do lado Divino, essas crises  são movimentos para frente: elas representam o mover de Deus para frente. Do lado humano, elas são Deus se movendo para trás, porque as coisas se desviaram do lado humano. As coisas  se desviaram daquela linha direta de Deus, e outras coisas aconteceram, as quais Deus nunca desejou em Seu plano originou, e, uma vez que houve um desvio, surge uma crise que tem um duplo significado: Deus continua avançando, porém,  para poder avançar  Ele precisa trazer o Seu povo de volta para o ponto do qual partiram. Isto é exatamente onde nós estamos. Deus avança; Ele não desiste; Ele não é vencido; Ele não precisa revisar o Seu programa: Ele continua para frente. Mas do ponto de vista humano, ou do lado do Seu povo, Ele tem que puxá-los para trás e dizer: “Olhem aqui, vocês se desviaram da linha, vocês se desviaram da minha intenção, você têm que voltar para o ponto de onde partiram  e acertar novamente as coisas comigo. Eu estou prosseguindo; se vocês quiserem continuar, terão que voltar e se unirem comigo do ponto onde vocês se desviaram.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu penso que é perfeitamente  claro que os dois aspectos de qualquer crise são sempre esses; e a crise portanto, frequentemente, é a de deixar todo um regime ( o que eu tenho chamado de metodologia, ordem, desenvolvimento), deixá-lo completamente, deixando-o para trás e caminhar com Deus  tudo novamente, caminhar com Deus em um novo terreno, o qual  está completamente em conformidade com a Sua vontade. Essas são as coisas envolvidas nessas crises. Este é o método de Deus. Eu creio que Deus quer nos mostrar esta semana algo  da presente crise no Cristianismo, e, se isto parece muito objetivo, então vamos dizer simplesmente que o Senhor quer nos mostrar a presente crise, em sua vida e na minha, em relação ao Seu plano original. &lt;br /&gt;O VERDADEIRO DISCERNIMENTO ESPIRITUAL: CONHECER POR EXPERIÊNCIA&lt;br /&gt;Temos que incluir aqui que os homens realmente nunca aprendem alguma coisa teoricamente. Você não irá aprender algo por meio de volumes e mais volumes de palavras sendo despejadas sobre você  a partir deste púlpito durante esta semana. Então, você pode perguntar,  “Por que vir aqui; por que vocês nos falam?” Não, realmente você não irá aprender coisa alguma com tudo isto aqui: eu digo: aprender de fato. O homem realmente nunca aprende nada, exceto por meio da experiência. Saiba disso; sublinhe isso. Deus sabe disso, e esta  é a razão do porque Ele ser tão prático. É por isso  que  Ele irá investir anos e anos, séculos, três ou quatro milênios, levando isso em conta, de que os homens não aprendem nada por meio daquilo que lhes é falado: mas apenas por meio da experiência. Isto é, eles precisam ter uma história com Deus, sob as mãos de Deus, antes de aprenderem alguma coisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pensa que sabe alguma coisa? Como você sabe? Como você chegou a conhecer? Participando de conferências? — Não, pode haver uma terrível tragédia ao longo dessa linha. Sei de pessoas que tiveram os melhores ensinos por muitos e muitos anos, _ 20, 30, 40 —  as outras pessoas dificilmente poderiam ter tido mais ensino do que elas tiveram, porém ao final, desistiram de tudo. Elas sabiam tudo. Diziam: “Sabemos tudo. Você não pode nos falar mais nada além do que já sabemos.”  Assim, você pode vir aqui ano após ano e achar que sabe.  Bem, como você sabe? Deus sabe  que nós realmente não sabemos nada, a não ser por meio de uma história, por meio de uma experiência. Isto parece muito simples e elementar, mas precisamos chegar a esse ponto: estamos vindo  para este ponto de compreensão espiritual dos tempos, nossos tempos,  e saber “O que Israel deve fazer”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora devo chamar a atenção para  duas palavras gregas do Novo Testamento. Eu me esforcei em percorrer todo o Novo Testamento com essas duas palavras gregas; e eu tive uma surpresa, após alguns bons anos estudando o Novo Testamento, ao descobrir que  tinha um monte de anotações  cheio de referências sobre essas duas palavras, ambas traduzidas para o Inglês como a palavra  “conhecer”. Contudo, essas duas palavras Gregas são completamente diferentes, em dois campos inteiramente diferentes. Uma palavra significa “conhecer por meio de informação”.  Você  sabe porque alguém te disse. Você ouviu sobre aquilo, você leu a respeito, e é assim desta maneira que você sabe. A segunda palavra grega para “conhecer” é uma palavra inteiramente diferente que significa,  “você tem uma experiência pessoal  com aquilo” e você conhece algo porque aquilo operou algo em você  e se tornou parte de você.  É a sua história, sua experiência. É a sua vida _ é você. &lt;br /&gt;O Novo Testamento pode ser dividido por essas duas palavras. Por exemplo, “conhecer”:— “Esta é a vida eterna, que conheçam a Ti”,  não por informação, mas a palavra aqui é “experiência” — Ter uma experiência com Deus. — Isto é vida, é algo muito definido. Eu não devo discorrer sobre isso, mas apenas indicá-lo e salientá-lo, porque o nosso Novo Testamento está construído ao redor dessas duas palavras, as quais são dois diferentes tipos de conhecimento. E aqui nós estamos com Isacar que “tinha conhecimento do que Israel devia fazer”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, temos dito que a Bíblia está anotada por marcas de tempo, e que somos trazidos com o Novo Testamento para uma nova marca  de tempo ou crise. E tudo para você, para mim, para todo o povo de Deus, vai realmente depender se temos este discernimento espiritual, esta compreensão, este conhecimento espiritual, este segundo tipo de conhecimento do qual nos referimos _  do que Deus realmente está fazendo agora; o que Ele está trabalhando hoje; não em geral, mas em particular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, se apenas esta semana pudesse levar todos nós para esse tipo de discernimento, então isto seria mais do que uma conferência bíblica de palavras e ensino. Haverá tremendas questões que proporcionam uma crise. E deixe-me dizer de uma vez: Espero que você esteja aqui para uma crise; e espero que você esteja preparado para ser virado de cabeça para baixo, preparado para deixar todo um regime se Deus disser: “Basta com isso”,  e para realmente abraçar Seu atual método e se engajar nisso. Espero que esta seja a sua posição, porque você irá ser achado nisso, à medida em que prosseguirmos com esta importante questão e compreensão, especialmente e inclusive do que realmente aconteceu quando o Filho  de Deus, Jesus Cristo, entrou na história, quando Ele veio a este mundo. Estou convencido, caros amigos, que muitos e muitos cristãos hoje compreendem o que realmente aconteceu quando Jesus veio a este mundo, e é sobre isso que iremos gastar horas e horas, confiando que o Senhor nos abra o entendimento. &lt;br /&gt;Três Ciclos  (Fases)  em Relação a Cristo&lt;br /&gt;25.10.06  &lt;br /&gt;Como você vê, a vinda de Jesus Cristo a este mundo dividiu a história ao meio. De um lado foi dito: “Fim”, e do outro foi dito: “Começo”. Uma grande e imensa divisão está representada pela entrada na história de Jesus Cristo, e nós temos que entender esta divisão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem havido, naturalmente, três ciclos em relação a Cristo. Primeiramente, tem havido o ciclo histórico. Quando vim ao Senhor pela primeira vez, e fiquei interessado nas coisas de Cristo, foi o tempo quando tudo consistia do Jesus histórico. O Jesus da Palestina, o Jesus de Belém, de Nazaré, de Cafarnaum, de Jerusalém, Jesus do monte fora de Jerusalém, chamado Calvário, Jesus do Getesêmani, o Jesus dos três anos e meio, ou de trinta anos, _ o Jesus da história. Todo mundo estava interessado nisso: isto é o que nos atraía. Não há nada errado, naturalmente, com isso; isto é muito bom. Esta foi uma fase, e pode ser ainda a fase de alguns, mas então aconteceu uma mudança, e passamos para o que podemos chamar de a teologia ou doutrina de Cristo. Muito foi aprendido sobre a Pessoa de Cristo, o nascimento virginal, a Deidade, a Soberania, e tudo do que é chamado de ‘os fundamentos da fé em Cristo Jesus’. — a teologia e a doutrina de Cristo. E, opinião minha, que fase foi essa!  Que tremenda polêmica a Pessoa de Cristo tem sido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada de errado com essa segunda fase. Não há nada de errado em se ocupar com a Pessoa, a Deidade, a Filiação Eterna, tudo isso é muito bom, mas você precisa prosseguir, porque isso não é tudo. Sua teologia não irá valer quando você entrar no campo dos terríveis conflitos espirituais, quando sua fé for abalada desde a raiz. Você pode ficar comovido com tudo o que “conhece”. Mas isso não irá permanecer. O povo de Deus não irá resistir à última crise se apoiando na teologia, na doutrina cristã, embora isso possa ser fundamental. Mas não podem resistir apoiados apenas nisso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí estão as duas fases. Elas podem se dar simultaneamente, ou podem ser mais ou menos definidos como períodos. Contudo, há uma outra, uma terceira, que é a última, que é a suprema. É com esta fase que estaremos ocupados durante esta semana. É a fase espiritual. Assim, você pode ter a fase histórica e a  teológica sem, contudo, ter a espiritual; e embora você possa ter essas duas fases, porém, se não  tiver  a fase espiritual, então você não irá sobreviver. Você não tocou no coração da grande divisão, a grande mudança que aconteceu com a vinda de Jesus Cristo. É a vida espiritual de Cristo que importa, e não a histórica. É o entendimento espiritual de Cristo e não o teológico que interessa. Mas, se você não entender isto ainda, acompanhe-nos,  porque estaremos entrando nesse assunto na seqüência.&lt;br /&gt;A Revelação Espiritual de Jesus Cristo  Interiormente&lt;br /&gt;25.10.06 _ às 22:28&lt;br /&gt;Essas três fases são claramente reconhecidas, e nós temos chegado à última, à revelação espiritual de Jesus Cristo em nosso interior pelo Espírito santo _  Supremo, Absolutamente Essencial, Indispensável. Como dissemos: Deus, quando Ele se move, (e Ele está se movendo agora sobre esta linha, se você puder discernir isso) Ele se move para frente, mas agora Ele está se movendo para trás. E, se você puder se lembrar do que falamos anteriormente, verá quão verdade é  que Deus está se movendo para trás, a fim de poder avançar novamente. &lt;br /&gt;Sobre o que está baseado o Novo Testamento?  Na vida Histórica de Jesus? Não. Na vida teológica de Jesus? Não. Tudo isso está lá.  Isso é fundacional; contudo, a verdadeira raiz do cristianismo, esta nova dispensação, crise, e movimento, a real raiz do cristianismo está reunida nas palavras do apóstolo Paulo, que representa em si mesmo, em sua experiência, em sua história com Deus, a natureza desta dispensação; e nas palavras simples, mas profundas, resume tudo: “Aprouve a Deus,... revelar o Seu Filho em mim”. Isto é algo mais do que a experiência objetiva na estrada de Damasco.  Este foi o ponto decisivo na grande crise. Isto foi um impacto sobre Paulo de um significado que era pra iniciar, então, e se desdobrar pelo resto de sua vida. “Aprouve a Deus, ... revelar o Seu Filho a mim”. É isso. Não revelar Seu Filho para mim, mas em mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Paulo mais tarde escreveu foi citado aqui na última noite.  “Que o Deus do nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, lhes conceda um espírito de sabedoria e revelação no conhecimento (nossa segunda categoria de palavra, porém com um prefixo: no pleno conhecimento) Dele”. Um espírito de sabedoria e revelação no pleno conhecimento Dele, de Jesus Cristo. Isto é interior: no mais profundo do nosso ser, Deus nos fez ver, e ver o significado de seu Filho, Jesus Cristo. _ É daí que vem o cristianismo, o verdadeiro cristianismo, e qualquer coisa menos do que isso é um cristianismo  perigoso. Perigoso para o indivíduo em questão, e perigoso para a igreja. Isto é o que eu quero significar com crise espiritual, o aspecto espiritual, acima e além, é mais do que uma doutrina histórica ou teológica. O espiritual: a revelação de Jesus Cristo no interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente o Senhor Jesus pode fazer isto. Todos nós precisamos orar ao Pai da Glória para que Ele faça isso. Mas isto pode ser feito, e pode ser feito aqui. Pode ser feito, para que saiamos deste lugar dizendo: “Eu tenho visto”. Eu não posso mais ser a mesma pessoa. Todo um regime é deixado para trás, e uma ordem inteiramente nova chegou para mim. Eu saí de algo e entrei em outro, e estou vendo. Estou vendo Cristo. “Este é o ponto central, caros amigos, da mensagem que trago a vocês. &lt;br /&gt;O  Grande Divisor: A Cruz&lt;br /&gt;26.10.06           22.29hs&lt;br /&gt;A Bíblia está dividida em duas partes principais, o que chamamos de Velho Testamento e o Novo Testamento; mas, note, é mais do que uma divisão de livros _ Gênesis a Malaquias, compreendendo muitos livros, metade da Bíblia; e, de Mateus a Apocalipse, outros tantos livros, ficando assim a Bíblia  dividida em duas partes.  Oh, é muito mais do que uma divisão de livros. É uma grande divisão: uma divisão espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os quatro Evangelhos, _ o que eles realmente significam?  Primeiramente, eles introduzem uma Pessoa que em Si mesma é a crise, e que carrega e faz com que ocorra a crise, e muda a dispensação em sua totalidade.  Os Evangelhos introduzem a Pessoa que faz, e que é isso: esta é a crise de Cristo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você percebe, naturalmente, que todos os quatro Evangelhos, embora sejam diferentes nos detalhes do conteúdo, todos apontam diretamente para a cruz. Cada um deles tem esta característica em comum, não importa que haja outras diferenças, todos eles têm isto em comum: culminam na cruz. A Pessoa da crise é introduzida, e a crise em si é a crise da cruz. A Cruz é a crise da mudança que veio com a Pessoa.  E é para esta Pessoa que ela aponta: aqui está a Pessoa, aqui está a Sua vida e caminhada terrena, trabalho e ensino, mas nada disso pode ter valor algum para você enquanto a Cruz não for colocada sobre tudo isso. Você pode saber tudo o que há sobre a vida histórica e teológica de Jesus, mas nada irá acontecer até que tudo aquilo que está nos Evangelhos seja trazido para a Cruz, e  a Cruz realize a crise da Pessoa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado e a questão é que entre as duas divisões da Bíblia, entre o Velho Testamento e o Novo Testamento, lá está a Cruz. É exatamente lá que você tem que colocar a Cruz. Entre Malaquias e Mateus, no que diz respeito aos livros (e eu não estou falando da ordem cronológica da Bíblia, mas sobre o seu entendimento espiritual ), no que diz respeito aos livros, você tem que colocar a Cruz lá, —  porque de um lado da Cruz, tudo o que vem antes e vai até Malaquias, tudo de Gênesis a Malaquias  diz: “Não mais, não mais. Acabou! ”  E, então, daquele ponto em diante, de Mateus ao Apocalipse, esse lado da Cruz diz: “Sim, todas as coisas são novas!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu tivesse que ilustrar, desenharia uma grande Cruz com uma linha fina do topo ao fundo, não apenas desenharia esta linha sobre a Cruz, mas começaria desenhando a linha acima da Cruz, do céu através da Cruz  para o maligno, uma linha grossa — não há terra _  e então, de  um  lado da Cruz escreveria uma palavra, uma palavra grande e compreensível, “NÃO” tão grande quanto a Cruz. E do outro lado da Cruz, o lado da frente da Cruz, colocaria uma outra palavra, “MAS”.&lt;br /&gt;“Não”  —  “Mas”&lt;br /&gt;27.10.06	às 21:07 &lt;br /&gt;Agora, irmãos, como já dissemos anteriormente, adquirir esta experiência pode demorar  o resto de sua vida.  Como você pode ver, essas duas palavras governam todo o Novo Testamento; e, se você se interessar em fazer um estudo mais aprofundado e analítico do Novo Testamento a partir desta ótica, sublinhando cada ocorrência onde essas duas palavras são colocadas juntas, então terá uma imensa e nova compreensão(revelação) do significado de Cristo, e da diferença que Ele fez, da grande divisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “não” e o “mas” se aplica a tudo. Aplica-se ao início da história cristã no indivíduo. Abra o Evangelho de João. Onde você se encaixa?  “os quais nasceram, não do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.” Aqui está o seu grande   “Não”—“Mas”   já no início; e se eu prosseguisse em mostrar a você como isto se aplica a tudo no Novo Testamento [e nós estaremos falando sobre isso mais tarde, em suas particularidades] você veria a Cruz, com o seu grande divisor. Este é o grande “Não” de Deus _  ah, mas na ressurreição, e lembre-se de que a ressurreição é sempre positiva,  o “MAS” é  positivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra  “nem” é apenas uma outra palavra para “não”: “Porque em Cristo nem a circuncisão é alguma coisa, nem a incircuncisão, mas o ser uma nova criatura(criação)”—   “Não–Mas,”  e assim você poderia prosseguir. É maravilhoso como essas duas palavras abrem tudo e nos dão um “vislumbre”  daquilo que vem a nós, e  o que temos recebido com a vinda de Jesus Cristo. E aqui está a grande divisão _ com a Cruz situada entre os dois Testamentos, lá no final de Malaquias [o qual é um livro trágico, do fracasso de todas as coisas no passado] e, no início de Mateus, [que é um livro de esperança, de luz, de vida, de tudo novo]. Com esta divisão está o grande “MAS” de uma nova ordem de coisas: é o fim de um sistema e o começo de um outro completamente novo. A Cruz do Senhor Jesus escreveu essas duas palavras sobre toda a história coberta pela Bíblia. A Bíblia foi colocada para compreender a história humana, e a história humana está compreendida nessas duas palavras: “Não”–“Mas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, há algo aqui que devo dizer, e espero que seja muito proveitoso. A Cruz é uma coisa muito prática. Para  Deus, a Cruz não é uma doutrina, ou apenas uma doutrina, do caminho da salvação, do caminho da redenção. A Cruz não é apenas uma teologia de reparação, e todo esse tipo de doutrina; e ela certamente não é apenas algo histórico representado pelo crucifixo. A Cruz é algo extremamente prático para Deus, que veio para fazer real essa divisão; e, embora você possa saber tudo a respeito da mensagem da Cruz, (ou acredite assim o conheça), embora você possa estar cheio do ensino da Cruz, o teste real do conhecimento que você possui sobre a Cruz é onde esta divisão foi colocada em você, onde a Cruz resulta num abandono total de um regime, sistema ou ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, eu sei que você diz: “A Cruz significa que eu deixei o mundo e as coisas do mundo.”  Oh,  é tolice falar dessa maneira. Você realmente não sabe o que você tem que deixar para trás. Contudo, você irá aprender  debaixo das mãos de Deus o que a Cruz significa sobre a eliminação, o deixar de lado, cada vez mais de lado, daquilo que pertence à velha ordem. Nós estamos chegando a isso, em Hebreus. Estamos entrando nesta carta aos Hebreus, e você irá chegar a uma frase que você conhece: “Saiamos, pois  a Ele  fora do arraial, levando o Seu opróbrio”.  O que isso significa para você?  “fora do arraial”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leva bastante tempo para aprender o que isto significa, e isto significa passar por algumas experiências literalmente  terríveis  e devastadoras em nossa vida da alma. Esta é a obra da Cruz. Como você vê, a Cruz é algo tremendamente prático, que força uma passagem, tornando-a cada vez mais ampla, à medida em que prosseguimos; o fato é quanto mais nos movemos [queiramos ou não] para dentro de uma compreensão espiritual, e da apreensão do significado de Cristo, achamos-nos mais e mais sozinhos, no que diz respeito a muitos cristãos, e certamente no que diz respeito ao sistema tradicional do Cristianismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, para trazer esta introdução preparatória para mais perto, permita-me novamente voltar ao ponto inicial,  e dizer que o progresso na vida e o propósito de Deus depende do discernimento espiritual  [ao qual esta carta aos Hebreus tem a ver, em sua totalidade;  lembra o que ela diz?: “—“Saiamos ... ”— esta é uma das palavras chaves, frases chaves, de toda a carta.  “Saiamos pois — fiquemos atentos, prossigamos para a perfeição”].  O que estou dizendo é que o progresso na vida e propósito de Deus, para o indivíduo e para a igreja, depende  (e se você esquecer tudo mais, escreva isto) do discernimento espiritual, este tipo de conhecimento espiritual e entendimento, assim como da natureza desta grande mudança que veio com o Senhor Jesus. _ Discernimento _ !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecimento [Compreensão Espiritual] dos Tempos&lt;br /&gt;28.10.06, 09:26hs   &lt;br /&gt;Voltemos agora, por um instante, à nossa passagem do Velho Testamento em 1 Crônicas 12, para analisar o capítulo. É um novo movimento, uma crise, um ponto de virada. Davi está lá fora, no campo.  Ele se encontra numa área desabitada, numa caverna; e agora estão vindo a ele homens de diversas tribos, somente os mais valorosos, apenas alguns, uma espécie de remanescente de Israel, vindo a ele, fora no campo.  Neste capítulo estão descritas as várias características desses homens, homens valorosos, de coragem, de grande força, hábeis na arte da guerra, homens que estão engajados com toda a sua força, pois está escrito: “Esses vieram com um coração perfeito.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bem, aí estão todos esses homens, que  se ajuntam a Davi, que possuem essas qualidades todas; e, então, bem lá no meio do grupo estão os homens de Isacar, que tinham o conhecimento dos tempos, e conheciam o que Israel devia fazer. Bem no coração deste novo movimento de Deus, que é um movimento de reconquista, existe um contraste, uma coisa impressionante: “homens que tinham conhecimento dos tempos, para saber o que Israel devia fazer”  E eu me arrisco a sugerir que, apesar de toda a força daqueles outros homens, com todos os seus músculos, com toda a sua força física, porém  para os homens de Isacar estaria faltando algo que poderia prejudicar todo o movimento. Creio que isto está colocado lá para mostrar que, com tudo isso que está sendo feito,  (com tudo o que é correto e bem intencionado) a coisa que deve estar no coração de tudo é o conhecimento espiritual, o discernimento espiritual, _ homens que sabem qual o significado deste tempo; homens que têm conhecimento dos tempos e o que isto significa. &lt;br /&gt;Oh, isto não é algo que simplesmente está acontecendo, que os homens estão fazendo. Não, isto possui um significado _ um significado profundo, Divino; e aqueles homens compreenderam isso. Eles entenderam o significado do tempo presente; e porque haviam entendido, sabiam o que Israel deveria fazer. Você não sente que isso é importante? Que é vital?!  Bem, o que os homens de Isacar realmente entenderam?  O que foi isso que eles entenderam que Israel deveria fazer? Pare e reflita. Olhe para o contexto novamente. Naturalmente, é um contexto histórico em ilustração, mas é espiritual em princípio, e a resposta para aquilo nesta dispensação está na Carta aos Hebreus. Onde você lê isso em Hebreus?  “Havendo Deus antigamente falado de várias maneiras, hoje nos fala através do Seu Filho, o qual é o Herdeiro de todas as coisas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto nos trás de volta para o que Israel devia fazer, em relação a Davi, e porque eles deviam fazê-lo. Vamos a Davi. O escolhido de Deus; uma escolha soberana, uma eleição de Deus, um Rei escolhido por Deus, o princípio da autoridade celestial de Deus entre o povo de Deus _  Davi significa tudo isso. Aqueles homens sabiam que Israel devia voltar para Davi e colocá-lo no lugar para o qual ele tinha sido ungido por Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora isto é simples, em linguagem, mas não se esqueça que isto representava algo. Você ainda tem Saul vivo, ainda tem o antigo regime de Saul. Ele ainda não está morto, tem os seus quarenta anos de governo, e, palavra minha: ‘Que problemão para Israel!’  Quanto a Davi, ele é um homem de Deus, um homem ungido por Deus,  mas que não está ocupando  o seu lugar plenamente; está caminhando para isso; mas este é o método de Deus. Voltemos para a Carta aos Hebreus. Qual é o movimento, o último movimento, o movimento pleno, que abraça todas as partes, os fragmentos, e compreende tudo e que faz com que tudo seja final? — Plenitude e Finalidade são as palavras para descrever a Carta aos Hebreus: é um movimento de Cristo com uma compreensão espiritual do que Ele é, de quem Ele é, o que Ele representa no Universo de Deus _  é uma apreensão espiritual de Cristo. &lt;br /&gt;28.10.06  às 19:13  &lt;br /&gt;Oh, as palavras parecem tão completas, não parecem? Talvez a familiaridade roube delas um pouco da sua força, mas caro amigos, tudo para o Cristianismo, por destino, depende agora de uma adequada compreensão do significado de Jesus Cristo, na ordem Divina das coisas. E isto será devastador para todo um sistema, para o chamado sistema Cristão. Isto também é devastador para você e para mim. A coisa irá se desintegrar. Talvez você não entenda o que eu quero significar. Sim, vai haver um grande “NÃO” de Deus  escrito sobre todo o Sistema Cristão. E os homens, embora não sejam sábios quanto a isso, eles fortemente percebem, cada vez mais, que têm que fazer alguma coisa para manter o Cristianismo intacto. Acredito que todo o movimento ecumênico é um tremendo esforço para salvar o Cristianismo do colapso. O Conselho Mundial das Igrejas está para colocar o Cristianismo sobre uma bengala e salvar sua reputação. Os homens estão fazendo isso, estão fazendo um tremendo esforço, porque há aqueles que estão dizendo que o Cristianismo já teve o seu dia, e não mais significa alguma coisa. E você pode dizer que isto é infidelidade, que é apostasia, mas, caros irmãos, não cometam nenhum erro _ se vocês prosseguirem com Deus, chegarão a experiências espirituais  onde serão testados em cada ponto de suas vidas cristãs, para ver se ela realmente é válida, se irá suportar a situação, se vocês conseguirão passar adiante. Sim, nas coisas que vocês mais fortemente acreditam e pensam que conhecem bem, vocês serão testados. Não cometam nenhum engano sobre isso _ o tempo pode vir em suas vidas quando vocês serão tentados a questionar as realidades mais profundas de suas convicções do passado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há homens e mulheres que irão passar por isso hoje. Eu penso que alguns daqueles que gastaram longos anos na prisão, por causa de Cristo, e eu leio o que eles escreveram antes, e sou obrigado a dizer:  “Será que essas pessoas continuam crendo agora?”  Será que elas se apegam às suas convicções agora? Será que essas convicções estão fazendo com que elas consigam passar por esta experiência hoje? É uma afirmação tremenda que elas fizeram sobre a total suficiência de Cristo, e assim por diante, mas será que isso permitirá que eles consigam passar pela prova?”  Creio que elas  irão conseguir porque Ele é o Senhor, porque o coração está correto para com Ele; mas, observe, eu simplesmente digo que esta grande questão do real significado da nossa fé, de nosso cristianismo, será colocado à  prova. Será revelado, então, se é uma tradição cristã, se é uma doutrina cristã, se é uma teologia cristã, o sistema cristão geralmente aceito, ou se é Cristo!!  Seremos reduzidos a Cristo, seremos levados ao lugar onde vamos dizer:  “Tudo o que restou (após todo o meu aprendizado e ensino cristão, e obra cristã) foi o Senhor! Mas será isso uma posição fatal? — Absolutamente! Você sabe da velha mulher no navio, não sabe? Numa tremenda tempestade, ela olhou para o capitão e disse: “Capitão, vamos nós afundar? É o fim?” O Capitão respondeu: “Seria melhor que você orasse”.  E ela disse: “ Oh! Chegou a esse ponto?”  Sim, nós iremos naufragar sobre Cristo e, então, será descoberto  se estamos ou não debaixo do “Não” ou do “Mas”. &lt;br /&gt;Vamos orar... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, Senhor, Tu és quem interpreta, quem explica, e dá entendimento. Nossa reação a tudo isso é _ esta carne não pode. Nós, em nós mesmos não podemos. Sabemos disso, mas Tu és suficiente. Os nossos corações estão abertos para Ti. Senhor, nós confiamos, e estamos realmente voltados para Ti. Use este fraco ministério para nos dar interpretação de futuras experiências em Tuas operações conosco, os Teus caminhos misteriosos. Oh, Senhor, abra os nossos olhos e nos dê uma compreensão espiritual, nós pedimos em nome do Teu Filho, Amem.  &lt;br /&gt;Capítulo 2 _ Um Novo Israel &lt;br /&gt;30.10.06 às 12:10hs    &lt;br /&gt;Senhor, não como sendo  uma parte do nosso programa, mas do fundo de nossos corações falamos: “Parta o pão da vida para nós..”  Tu és o Pão da Vida. Dá-nos de Ti mesmo esta manhã.  Que possa haver uma real ministração de Cristo nesta hora. Envia o Teu Espírito, Senhor, de uma nova forma para nós. Abra os nossos olhos, para que possamos vê-Lo. Senhor, ouça esta oração por causa do Teu próprio nome. Amém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na carta aos Hebreus, no capítulo um, vamos ler novamente os versículos 1 e parte do 2:  &lt;br /&gt;“Havendo Deus antigamente falado de muitas maneira  aos nossos pais através dos  profetas, nesses últimos dias  nos tem falado por meio de Seu Filho, o qual é o herdeiro de todas as coisas...” &lt;br /&gt;O perigo que segue imediatamente paralelo à leitura que fazemos dessas palavras é o perigo da familiaridade. Quero dizer com isto  que, após mais de 60 anos de estar ativamente ministrando a palavra, portanto bastante familiarizado com as escrituras, essas palavras estão mais vivas e mais significativas hoje do que antes. E assim deve ser. O meu problema é que não espero viver o suficiente com essas palavras e com esta carta.  Num certo sentido, você deve não conhecer a sua Bíblia. Você deve, e nós devemos, ir à Bíblia a cada momento como se não a conhecêssemos. Eu não consigo comunicar para você a minha própria percepção disso. Apenas posso fazer uma afirmação como esta, quanto ao como deve ser. A dificuldade é  comunicar aquele senso de imensidão, de vitalidade, de urgência que está presente comigo nesta carta aos Hebreus. Ela deve vir a você desta forma, e é por isso que oramos: “Oh, envia-me o Teu Espírito, Senhor, para que Ele possa tocar os meus olhos e me fazer enxergar além desta  página sagrada.”  Além da página sagrada _ é para onde devemos olhar. Nós vemos a letra, a página, as palavras; nós as conhecemos. Elas nos são bastante familiares, mas é para algo que está além dessa escrita que temos que olhar. Que o Senhor nos ajude nesta manhã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, tendo repetido aquelas palavras no início desta carta, esperamos que você já tenha compreendido a significação  das palavras introdutórias, as quais são realmente uma compreensão de toda a carta, ou  a verdade que está nesta carta aos Hebreus. Espero que você tenha visto as duas coisas que compreendem esta carta. Em tempos passados, existiam fragmentos, pedaços, porções, aspectos, mas agora tudo aquilo  e muito mais está reunido junto, está compreendido, está completo.  Não há mais diferentes porções, não há mais diferentes tempos, não há mais diferentes maneiras, mas agora há  um tempo, uma maneira.”  Está tudo aqui. A plenitude já foi alcançada, e este é um outro tempo, o tempo subseqüente, o tempo final da plenitude. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, esta carta aos Hebreus, nos traz a última plenitude de todas as coisas no Filho, e não apenas a plenitude, mas a finalidade. Este é o tempo final, o fim, e não há mais nada além disto. É o fim de toda fala de Deus.  Deus, que falou por meio daquelas várias maneiras e  métodos, tem agora falado de forma completa e  final, não há mais nada além. Nós devemos ficar impressionados com isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que você procura, o que você está esperando, pelo que você está orando, mas Deus já têm dado tudo aquilo pelo qual você sempre orou ou pediu. É presente, é agora. Ele não tem mais revelação a dar, apenas aquilo que Ele já deu. Revelação, agora e a partir de agora, não é uma nova verdade, mas apenas a luz sobre a Verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria que você fosse agora ao capítulo 12 desta carta, apenas para  checar novamente às nossas palavras principais. Lembre-se do que dissemos ontem sobre as duas palavras abrangentes que estão presentes ao longo de todo o Novo Testamento. Capítulo 12, versiculo 18:  “Porque vocês não têm chegado...” — E então, no verso 22:  “Mas vocês têm chegado...”  —  Mas. Aqui nos versos 18 ao 21,  você tem uma compreensão de tudo. Tudo é  muito  abrangente; e tudo aquilo é decidido e  finalizado com a palavra “Não”  Então, com o verso 22, há uma introdução de uma outra grande ordem de coisas, maravilhosa, que está além de nossa  compreensão. &lt;br /&gt;Eu não estou exagerando, caros amigos, quando digo que poderíamos passar todo um ano sobre os versos 22 e demais. A plenitude e a profundidade é tão grande, porque compreende toda a Bíblia. É este grande divisor entre o “não” e o “mas”; e, como dissemos ontem, estamos já neste tempo, concernente ao advento de Cristo e a Sua Cruz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que você fará esta pergunta simples: “Quem é você?”  Imagino qual seria a sua resposta. Talvez você diga: “Bem, eu sou um filho de Deus. Sou um cristão.”  Oh, as respostas seriam várias. Assim agora, nesta manhã, conforme o Senhor nos capacitar, queremos focalizar sobre “quem somos”.  &lt;br /&gt;A Intervenção de Deus: um Ato Divino&lt;br /&gt;31.10.06, às 08:00hs            vns&lt;br /&gt;Aqui no capítulo 12, dentro destes versículos encontramos o grande divisor entre o “Não” e o “Mas”, o qual está  tão concentrado nesta única carta. Outras cartas são mais  genéricas, mas nesta carta, o significado particular é que tudo aquilo que fica dos dois lados da cruz está concentrado nesta carta aos Hebreus.  &lt;br /&gt;Você perceberá  [e eu não estou lidando com os detalhes desses versos, somente com as afirmações genéricas], você perceberá que sob este “não” _ “vocês não têm chegado ao ...”—  você tem a constituição da nação de Israel.  Você é levado ao monte Sinai, e, no Sinai  Israel foi constituído como nação. Eles eram um povo, uma multidão de pessoas comuns, uma multidão mista, até então; mas agora, aqui no Sinai, eles são constituídos na nação de Israel. Eles eram os hebreus que haviam sido agora transformados em Israel. Primeiro Hebreus, Judeus, agora Israel, uma nação. Eu sei que o nome Israel remonta para antes disso, quanto a pessoa. Remonta ao novo nome de Jacó e de sua família, mas aqui eles são constituídos em uma nação que saiu das nações, separado das nações, distinta entre as nações, uma nação chamada coletivamente de Israel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é algo novo na história, algo novo entre as nações, algo novo neste mundo.  É um ato de Deus, Deus agindo. Preciso tomar um tempo, a fim de  citar as Escrituras:  “Eu os tenho escolhido,”  diz o Senhor,  “Vocês são o meu povo,” o que implica dizer que “Vocês são o resultado da minha ação na história.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira palavra neste livro de Hebreus é “Deus”, e esta palavra sempre fica bem na cabeça de todo novo movimento de Deus. O que está escrito em Gênesis?  “No princípio Deus ... ”— É Deus em ação no princípio. É Deus tomando a iniciativa; e este povo de Israel é o resultado da intervenção de Deus na história deste mundo através de uma ação Divina; é a própria prerrogativa Divina, completamente e unicamente de Si mesmo. Deus na criação, um novo começo; isto está no Velho Testamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, você vem para o Novo Testamento, que, no Evangelho de João, começa: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”  — “No princípio Deus”!  — Este é um novo movimento. “Uma nova criação”  está aqui indicada,  e descrita com  exatidão.  “No princípio Deus criou ...homem”.  (Genesis 1:1, 26). Mas aqui em João uma nova humanidade, uma nova raça, é trazida à vista sob um “Não” e um “Mas”.  “Os quais nasceram NÃO do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, MAS de Deus”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não do sangue”?  No texto Grego, a palavra “sangue” está no plural. Por que no plural? Muito bem,  nós não iremos fazer aqui um ensaio apurado a fim de  provar a nossa teologia liberal, mas o Espírito Santo é sempre exato e correto, e Ele faz com que isto seja colocado numa forma que você quase não percebe, de modo que você não fica impressionado, e Ele coloca desta maneira:  “Não de sangues,”  não de José e Maria.  Isto é a mistura de sangue, não é?! Isto é a raça humana natural, ordinária, a mistura de sangues, de dois sexos.  “Não de sangues” — isto tem uma aplicação direta ao nascimento virginal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como povo de Deus, nós não nascemos dessa maneira. Você não nasceu um cristão. Você não nasceu naturalmente um filho de Deus. Você não herdou a vida Divina pelo nascimento natural. Mas nós “nascemos de Deus”. Nós somos um ato de Deus! É um ato Divino que produz uma nova raça, uma nova e diferente humanidade que não foi produzida pela vontade do homem, que não foi produzido pela linha natural, absolutamente,  “mas de Deus”  uma nova humanidade, uma raça espiritual. Não uma raça natural, absolutamente, mas uma raça espiritual. &lt;br /&gt;A Intervenção de Deus _ continuação&lt;br /&gt;01.11.06   às 19:10hs     &lt;br /&gt;Assim então, qual é a implicância tanto desta carta quanto do Novo Testamento, como um todo? Qual é? _ Um novo Israel, do qual esta carta está falando aos Hebreus: não aqueles hebreus da história, mas um novo Israel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que você deve perceber, se já não percebeu, _ é uma coisa muito simples, naturalmente, todos devem estar familiarizados com isso _  mas eu estou muito feliz em perceber que numa  tradução e interpretação mais recente  da Bíblia, chamada  “Amplificada” , seja onde for que o nome “Cristo” é mencionado  no Novo Testamento, esta versão une o nome e a palavra “Cristo” com “Messias”. Ela os coloca juntos: essas duas palavras se equivalem, pois, como você sabe,  “Messias”  está no  hebraico e “Cristo” no grego, significando a mesma coisa,  “O Ungido do Senhor”.  Mantenha sempre isto em mente. O Cristo é o Messias. O Messias da história  hebraica, tanto em conceito como em expectação, o Messias do antigo Israel é o Cristo do novo Israel. Um nome, um mesmo nome, um mesmo significado, mas que persistem até hoje; e assim, seja onde você ler a palavra “Cristo” em seu Novo Testamento, não se esqueça  do hífen, digo “Cristo_Messias”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impressiona mais quando lemos nesta versão: toda vez que você menciona “Cristo”, quer dizer “Messias”. Você entende o significado?  Você entende para onde isto nos leva? É um novo Israel por que é um “novo” Messias?  Está isto correto? É o Único Messias, é o antigo Messias; e aqui esta carta está dizendo que todas as esperanças, expectações e concepções de Israel em relação ao futuro Messias _  tudo o que Israel sempre associou com aquele nome do Futuro Messias, é tomado agora em Cristo, está compreendido em Cristo. Ele compreende e cumpre tudo, e vai além da concepção que o povo tinha a respeito; e, como veremos, além da sua aceitação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, é um novo Israel, não aquele  Israel limitado, com  mentalidade e concepções exclusivas. É muito maior do que tudo o que o antigo Israel já esperou, procurou e orou. De fato é muito maior, e nós iremos voltar a isto mais adiante. É o início de um novo Israel com o [e devo usar a palavra ‘novo’, embora ela não esteja completamente correta] “novo” Messias, o Cristo, o Ungido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dissemos, é um novo ato de Deus. O novo ato de Deus é o Messias, o Cristo; um novo ato de Deus é o novo Israel; e há dois fatores e aspectos dominantes neste novo Israel como ato de Deus. Há dois aspectos. O primeiro é a Ressurreição de Cristo, um ato único de Deus, porque a Ressurreição é um ato específico e peculiar de Deus na história. Deus ressuscitou a Cristo! Não é ressuscitação: é Ressurreição; e, naturalmente, Deus olhou e viu que não havia qualquer dúvida de que o Cristo tinha morrido, de que Ele estava morto. No que se refere ao Cristo como homem, estava Ele morto e sepultado. E, se alguém ficar numa sepultura por três noites, você tem toda a base para concluir que essa pessoa está morta. Muito bem! Não é ressuscitação, nem respiração boca a boca, nada disso! O Cristo está morto e somente Deus ... somente Deus e a intervenção de Deus pode fazer alguma coisa. É o agir de Deus na Ressurreição do Cristo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, então, o outro aspecto do agir de Deus é o Pentecoste. O Pentecoste foi uma ação de Deus. Foi Deus quem fez isso! É a intervenção de Deus através da Terceira Pessoa da Trindade; é a intervenção de Deus na história para trazer da morte uma nova raça. Desejo que toda pessoa que estiver realmente  interessada na palavra “Pentecoste” possa reconhecer realmente o que foi o “Pentecoste”. As pessoas limitam o Pentecoste a isso ou aquilo. O Senhor nos tirou desta concepção restrita. O Pentecoste é o ato de Deus que traz ao nascimento uma humanidade completamente nova. É Deus produzindo uma nova espécie de humanidade, única, diferente. É o agir de Deus! A Ressurreição e o Pentecoste são uma coisa só, como ato de Deus, primeiramente no Filho, e, então, nos filhos que vieram após. Isto é muito simples, eu sei, mas eu estou indo na direção do meu objeto. &lt;br /&gt;A Luz Crescente: _  Entendimento Crescente desta Nova Dispensação&lt;br /&gt;02.11.06   às 10:00hs &lt;br /&gt;Agora, então, você retorna ao Novo Testamento, começando com o Livro de Atos, e o que encontra neste livro?  Um gradual  derramar de luz sobre os apóstolos (sim, sobre os apóstolos) e sobre os cristãos a respeito do que tinha acontecido, do qual era o significado de Cristo. É um amanhecer, são os primeiros raios de luz de um novo dia surgindo no horizonte e se projetando no céu, e em suas consciências, mostrando  que alguma coisa está acontecendo.  Observe, no começo, eles ainda subiam ao templo, seguiam as ordenanças do templo, o ritual do templo, a hora de oração do templo.  Eles ainda continuavam indo lá, mas algo está acontecendo, algo está se espalhando no céu deles,  e tudo aquilo começa a desaparecer gradualmente.  Eles começam a perder aquele vínculo. Começam a perder aquela mentalidade. Reúnem-se nas casas; reúnem-se onde podem: Não mais no templo. Não, não é algo que aconteceu de repente. Digo que é a aurora do significado de um novo dia. É tão real, tão claro; eles não colocam isto dentro de um sistema de ensino e dizem: “Vocês devem sair dessa denominação. Vocês devem sair desse sistema. Vocês devem abandonar essas coisas.”  Não, isto simplesmente acontece. Alguma coisa está acontecendo, e eles se vêem fora. E notem isto que vou dizer: primeiramente, não é uma separação física. Não, primeiramente é uma separação interior. Vou colocar desta maneira: eles se viram fora antes de realmente terem saído. Eles descobriram que não mais pertenciam aquilo. Ninguém nunca lhes disse que tinham que deixar suas denominações, suas igrejas, suas missões, suas organizações. Não, alguma coisa tinha acontecido no interior deles. &lt;br /&gt;Você sabe, na velha criação, Deus começou do exterior: na nova criação, sempre começa do lado de dentro, e nesta nova dispensação você simplesmente se encontra em algum lugar, talvez onde jamais pretendesse estar. Pedro nunca teve a intenção de estar na casa de Cornélio. Ele lutou e argüiu com o Senhor sobre a casa de Cornélio: “Não, Senhor, isto não.” Muito bem, Pedro, o que aconteceu a você? Você não sabe o que aconteceu a você? Você vai saber, e Pedro soube. Ele irá escrever mais tarde sobre a casa espiritual de Deus. Você entende o que eu quero dizer? Algo surgiu, irrompeu.  É um novo dia, e a aurora chegou, e a luz está aumentando, crescendo. Este é o primeiro movimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos, se apeguem a isto. Isto é uma coisa orgânica. É um movimento de vida no interior. Não é nada “legalista”: “Você deve” ou “você não deve” _  “Você deve deixar isso, a fim de vir para a plenitude de Deus.”  Não. Não é nada disso. Digo, permaneça onde está até não poder mais, por sua própria vida, por sua própria caminhada com Deus, por seu próprio conhecimento do Santo Espírito em seu interior. Permaneça, Permaneça.  “Saia desse ‘ismo’, pois isto é perigoso. Não foi assim que aconteceu  aos apóstolos. Aconteceu no interior. É o caminho do Espírito Santo, é a iniciativa de Deus, é o ato de Deus, o resplendor de uma nova consciência que “algo está acontecendo comigo, porque está acontecendo dentro de mim”. Eu sei o que isso significa. Eu já tive crises como essa. Eu tive crises assim quando soube que algo tinha acontecido para criar uma divisão, e  “Agora, Senhor, o que devo fazer? Se eu tomar alguma iniciativa, veja o que irá acontecer”.  E assim, eu permaneci, e, sobre um falso pretexto continuei. Ao final de alguns meses, eu me achei da seguinte forma — Não estava mais ali.  “Não, não é aqui que estou encontrando o Senhor. Não há vida aqui,”  e eu voltei para o Senhor  e disse:  “Senhor, o que devo fazer?” Ele respondeu: “Alguns meses atrás, Eu tirei você em espírito. Agora talvez você terá que sair fisicamente.”  Oh, não coloque um ensino sobre isto. Não se agarre a isto, cristalizando-o numa doutrina. É um movimento espiritual, porque esta é uma dispensação espiritual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto começou, como eu disse, no início do livro de Atos, e antes de percorrer esse livro, o que irá você encontrar? Você irá encontrar que a luz cresceu e cresceu.  A revelação crescente daquilo que aconteceu, do que significou a Ressurreição de Cristo e o advento do Espírito Santo. É uma revelação crescente não de algo novo, como uma coisa, mas do que estava no início, na raiz das coisas. &lt;br /&gt;03.10.06  às 1700hs    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, Deus está se movendo (por assim dizer) para trás, a fim de se mover para frente; e você tem esta revelação crescente debaixo dessas duas palavras_ “Não—Mas.”— Isto é algo interior: “Não_Mas”  O Dia está avançando. Ele irá chegar à sua gloriosa consumação quando o que aconteceu no princípio  for encontrado na consumação da  “Nova Jerusalém, descendo do alto” — a síntese desse algo novo que aconteceu com a vinda do Senhor Jesus.  E nós estaremos voltando a isto em Hebreus mais tarde. Mas você está marcando o caminho, a luz crescente, que transforma a mentalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, eu tenho todo o  Novo Testamento em mente enquanto estou falando. A Luz crescente _ aumentando a compreensão do que esta nova dispensação significa: a luz crescendo do lado de dentro.  Você terá muitas, muitas afirmações exatas na luz crescente que tem crescido desde o dia quando Paulo teve Cristo revelado nele. Paulo não teve essa revelação de uma vez. Como ele diz, era “a luz crescente”.  Ela crescia o tempo todo, e ele finalmente dirá:  “A Jerusalém que é de baixo é escrava. Lançai fora a escrava”. Não aquela Jerusalém,  “mas  a Jerusalém que é de cima que é nossa mãe.”  Você percebe a linguagem, e o que ela significa?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra-se sobre o que é a carta aos gálatas?  Não é sobre esse contraste entre o “Não” e o “Mas”?: “Porque em Cristo nem a circuncisão é alguma coisa, nem a incircuncisão, mas o ser uma nova criação.” E não é impressionante que exatamente ao final desta carta, em Gálatas  6:16, Paulo use esta frase significante: “o Israel de Deus,” todo o Israel de Deus, o novo Israel? Sim, e isto lança luz sobre a carta toda. Como você vê, um Israel se foi; o antigo Israel se foi. Este é o argumento da carta, e isto é o porquê de Paulo ter entrado em problema. Este é o porquê de esta carta ser tal qual um campo de batalha.  Porque não é mais Israel, mas um outro com seu quartel general na Jerusalém de cima, e seu lugar de nascimento acima, um Israel inteiramente novo. Caros amigos, este é um ponto muito vital em nossa consideração, ou naquilo que o Senhor está dizendo a nós — devemos reconhecer as novas dimensões de Deus nisso, que agora entrou para o lado do “Mas”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual foi a tragédia do antigo Israel? Naturalmente, a tragédia do antigo Israel, finalmente, foi a  sua rejeição.  “O Reino de Deus será tirado de vós, e será dado a uma nação que dê os seus frutos.”  Isto aconteceu! E permanece assim nos dias de hoje. O Reino dos Céus foi removido deles. A tragédia de Israel  é que eles estão rejeitados nesta dispensação, ou do movimento dispensacional de Deus. Isto tem permanecido assim por dois mil anos. Quantos anos mais nós não sabemos, provavelmente, não por muito tempo. Mas deixemos Israel de lado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vou impressionar-lhe  bastante: deixe Israel sozinho pelo tempo presente. Você apenas irá entrar numa terrível confusão se entrar nesse terreno com um toque terreno nessas coisas. Alguns de nós temos vivido através de certas coisas _  lembramos o  Kaiser (perdoe-me, isto não é um ataque a alguma nação ou povo) mas nos lembramos do Kaiser indo a Jerusalém e tendo uma porta derrubada no muro de Jerusalém, de modo que ele nunca entrou por meio de qualquer dos portões antigos daquela cidade. Não, mas por causa de quem ele achava que era, uma nova porta teve que ser aberta no muro para ele. E algumas pessoas encaixaram isto nas profecias e disseram:  “Portanto, o Kaiser é ... o Messias!?” Muito bem, era ele o Messias? E quando o General  Allenby entrou em Jerusalém e pôs fim a  lei Turca, a escola profética se apoiou nisso, trouxe isso para o campo terreno e disse: “O fim do tempo dos gentios chegou.” Quanto tempo atrás foi isso? Foi isso o fim?  E então houve um caro homem de Deus que se envolveu nesse tipo de coisa e foi da Bélgica a Roma para ver  Mussolini, a fim de lhe dizer:  “Você é o último César a reconstituir o Império Romano.”  E, baseado nisso, Mussolini mandou fazer uma estátua sua como sendo o último César, e colocou um mapa delineando o Império Romano reavivado, com dez reinos, atrás de sua estátua. O último César do Império Romano reavivado? Precisamos falar mais alguma coisa? Como você vê, você  age desta maneira e isso leva à confusão; se você  vir para o campo terreno. Deixa isso de lado, e veja o que Deus está fazendo, e Deus está fazendo algo espiritual, não algo temporal. &lt;br /&gt;04.10.06              &lt;br /&gt;Eu poderia tomar uma hora, para ampliar mais a última frase, “não uma coisa temporal.”  Você vê que nos atos soberanos de Deus Ele está  agora confundindo e derrubando  todas as representações temporais sobre Seu Reino Celestial! Os homens estão tentando estabelecer igrejas locais, baseando-se na ordem do Novo Testamento. Você nunca teve mais confusão nas igrejas locais do que nos dias de hoje. Eles estão tentando estabelecer coisas, constituir coisas, movimentos cristãos, instituições cristãs, organizações cristãs, e eles estão todos em confusão e não sabem o que fazer uns com os outros. Você pode pensar que isto é um exagero, mas você entende o que quero dizer?  — Deus está derrubando toda representação temporal, a fim de ter uma expressão espiritual de Cristo! Este é o âmago daquilo que estou falando, e isto é o que temos aqui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, como  estava dizendo, devemos reconhecer as dimensões espirituais daquilo que chegou com Cristo e disto ao qual chegamos.  As dimensões espirituais foram desviadas da tragédia de Israel, pois  Israel foi colocado de lado nesta dispensação. Por que? Você já se perguntou por que Israel  foi colocado de lado? A resposta está em uma palavra _  esclusivismo. &lt;br /&gt;“Nós somos o povo.  A verdade começa e termina conosco.  Você nunca será capaz  de chegar a algum lugar com Deus se você não se circuncidar. Exceto se você for circuncidado, não poderá ser salvo. As nações são cães, estão sujas.  [Pobre Jonas! O pobre Jonas foi apanhado nisso.] Nós somos a nação. Nós somos o princípio e o fim da palavra de Deus. Você tem que vir para o nosso lado, ou então estará fora.”  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exclusivismo— Deus nunca pretendeu significar que, quando tirou Israel das nações, fez dele um povo distinto, constituindo-o como o Seu próprio povo peculiar. Ele nunca pretendeu isso. Ele apenas quis plantá-lo nas nações, a fim de mostrar a elas que Deus Ele é, QUE GRANDE DEUS ELE É;  e isto surpreendeu e chocou a Jonas, o fato de que  Deus pudesse alguma vez pensar em misericórdia em relação a alguém fora de Israel, que Deus pudesse pensar em misericórdia sobre Nínive. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim você tem esse exclusivismo ao longo de todo o caminho, e este é o problema no Novo Testamento em relação ao Senhor Jesus: é o exclusivismo do judaísmo; este é o campo de batalha. A batalha na vida do apóstolo Paulo era este.  Ele estava derrubando esta parede do exclusivismo judaico, e todos os seus sofrimentos eram por causa disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este Novo Israel é muito maior do que o velho Israel por causa de Cristo, e este Messias é muito maior do que aquele conceito que os judeus tinham sobre o Messias. Temos que reconhecer as imensas dimensões do novo Israel e resistir ao exclusivismo, no que diz respeito a Cristo, da mesma forma como resistiríamos à uma praga. Não estou falando sobre as verdades fundamentais e da personalidade de Cristo; estou falando sobre a grandeza desta Pessoa que é apresentada em Hebreus: “Deus, .. nestes últimos dias tem falado por meio de Seu Filho, a quem constituiu como Herdeiro de todas as coisas... .”  Uma parte exclusiva?  — Não, “de todas as coisas.”  Esta é grande palavra de Paulo o tempo todo: “todas as coisas, ...todas as coisas, ...todas as coisas,”  e ao final,  “para convergir tudo em Cristo.”  Não estou falando de universalismo. Estou falando sobre o último terreno e esfera de Deus, onde não restará nada a não ser Cristo. O resto irá ficar totalmente de fora; seja lá o que isto signifique; ficará fora, e não dentro.  “Ficarão de fora...”— Esta é a última palavra do Apocalipse,  “Ficarão de fora os cães, (e assim por diante), e todo aquele que ama e pratica a mentira.”  O que é falso, isto ficará de fora. &lt;br /&gt;O Significado de Filiação: Cristo é Superior&lt;br /&gt;04.10.06, às 18:00hs      &lt;br /&gt;Agora, qual é o conceito principal aqui nesta carta, logo no início?  É que Deus tem falado nesses últimos dias  “no Filho”.   Qual o significado do Filho ou da filiação?  — Significa sempre plenitude! A plenitude do Pai está no Filho, Divinamente concebido. O Filho é a plenitude do Pai: O Primogênito é a plenitude  e  assume tudo que é  e está no Pai. Plenitude! Então, como dissemos, filiação é algo  final, conclusivo; e então, quanto à esta carta aos Hebreus, quanto à revelação plena da filiação, como revelada aqui,  e nos primeiros capítulos, particularmente, é superioridade! Usando esta palavra em seu sentido próprio, é superioridade. Você percebe a superioridade do Filho, “constituído Herdeiro de todas as coisas”? Você também percebe aqui o catálogo de coisas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUPERIOR a Moisés.  Superior a Josué. Se Josué lhes tivesse dado descanso, não haveria outro descanso: ele não fez, portanto, ele nunca alcançou o fim. Mas este, o Filho, é superior a Moisés e a Josué.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUPERIOR aos anjos.  Aos anjos? Sim, superior aos anjos, e pense sobre os ministros angelicais ao longo de toda a Bíblia,  seus ministérios, suas visitações, livramentos, atividades. Um anjo  em uma noite, por um sopro varreu completamente um exército que sitiava Jerusalém, apenas um anjo. Pense que tudo aquilo era mediado pelos anjos. Esta carta fala sobre os anjos que ministravam no Velho Pacto. Sim, o Filho é superior aos anjos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUPERIOR a Arão e todo o seu sacerdócio.  Todo aquele sistema está debaixo do “Não”. Esta carta diz que havia um tabernáculo. Tempo passado. Houve um tabernáculo e havia o Santo dos Santos, e havia o Lugar Santo. Cristo é superior a tudo isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUPERIOR ao antigo pacto, e esta carta trata com o velho pacto e “os dias futuros”, citando Jeremias 31:31, “...Eis que dias vêm, diz o Senhor, em que farei uma aliança nova .”  Esta carta tem muito a falar sobre o novo pacto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUPERIOR a todos os sacrifícios, milhões e milhões de sacrifícios ao longo das gerações, e o rio e o  oceano de sangue daqueles animais, por vários séculos.  Quão vasto! Apenas um único Sacrifício, apenas um derramar de sangue, Superior a tudo mais,  Superior a centenas de anos de sacrifícios e derramamento de sangue, e este único Sacrifício, este único derramar de sangue, é Superior a tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÃO—MAS.   É a isto que temos chegado, e esta é a substância da carta aos Hebreus. Quão grande, então, é a filiação em Cristo! Quão mais vasto do que qualquer expressão histórica ou tradicional, representação, sistema, ordem, metodologia.— É isto o que temos alcançado em Cristo! &lt;br /&gt;A Busca pelo Direito de Permanecer com Deus&lt;br /&gt;05.10.06     às 07:00HS         &lt;br /&gt;Agora  devo encerrar, mas primeiro permita-me perguntar: Qual é o assunto mais importante de tudo isso? Podemos nós trazer tudo o que dissemos, e tudo quanto pode ser dito, sintetizando-o em algo que esteja incluído e compreendido em apenas  um único assunto? Podemos, e embora eu não saiba a respeito de você  (você pode ter as mesmas dúvidas que eu sobre algumas traduções, novas traduções do Novo Testamento), mas eu realmente agradeço a Deus por esta versão Amplificada. Sim, porque neste ponto específico ela tem ajudado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como você vê, eu estudei teologia. Estudei a Doutrina Cristã. Conheço as doutrinas da Graça. Conheço as Cartas aos Romanos. Penso que conheço: de qualquer forma, estou muito bem familiarizado com aquilo que lá está, e do que os teólogos e doutrinadores têm dito a respeito. E quando você menciona a carta  aos Romanos, naturalmente, Lutero e todo o resto  nos vêm à mente com suas frases: “justificados pela fé,”  —“justificados ... pela fé”   Oh,  eu digo a vocês, amigos,  a teologia me torna uma pessoa fria. Isto pode não acontecer com você. Pode significar mais pra você, mas para mim, como alguém que tem lidado com toda essa teologia e sistema doutrinário do Cristianismo, e assim por diante, é algo terrivelmente cansativo. A teologia é algo bastante cansativa, você sabe,  (uma coisa morta, eu penso), mas aqui esta versão Amplificada chegou para me resgatar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu ouvi e li a palavra “justiça,” o que ela significava? Bem, no Velho Testamento, o símbolo de justiça é  o bronze. Bronze? Oh, quão duro é o bronze, eu não estou interessado em “bronze”.  Você está acompanhando o que estou querendo dizer?  E isso é o que esta palavra veio a significar para mim, até mesmo no Novo Testamento.  Oh, um</description>
            <author>celsomachado</author>
            <pubDate>Thu, 29 May 2008 12:13:20 UT</pubDate>
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            <title>Betanias</title>
            <link>http://es.netlog.com/celsomachado/blog/blogid=1728425</link>
            <description> &lt;span class=&quot;textAlign textAlignCenter&quot;&gt;Betania&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El pensamiento del Señor para su Iglesia&lt;br /&gt;T. Austin-Sparks&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;«Y dejándolos, salió fuera de la ciudad, a Betania, y posó allí» (Mateo 21:17).&lt;br /&gt;El aposento alto del primer capítulo de los Hechos está relacionado con Betania, «la casa de los higos», y Betania con el aposento alto. Vamos a tomar este pensamiento y, si el Señor nos ayuda, vamos a llevarlo hasta su plenitud. Lo que está ante nosotros es el deseo del Señor de tener al final lo que tuvo al principio – tener en su pueblo, espiritualmente, lo que él constituyó por su propia presencia al principio. Y si me pidieran que resumiera en una palabra lo que siento es el objetivo del Señor, debo decir, hablando simbólicamente, que es ‘Betania’. Porque Betania, a mi entender, corresponde totalmente al pensamiento del Señor. Él quiere tener las cosas sobre la base de Betania, constituidas según Betania, y quiere tener su Iglesia universal representada localmente por ‘Betania’. Ahora veremos siete pasajes donde Betania es mencionada.&lt;br /&gt;El Señor reconocido y recibido&lt;br /&gt;Lucas 10:38: «Aconteció que yendo de camino, entró en una aldea (no se olvide que estas aldeas representan iglesias locales); y una mujer llamada Marta le recibió en su casa (ahora usted sabe de quién era la casa, quién era la cabeza de esa casa). Esta tenía una hermana que se llamaba María, la cual, sentándose a los pies de Jesús, oía su palabra. Pero Marta se preocupaba con muchos quehaceres, y acercándose, dijo...»&lt;br /&gt;En esta primera mención de Betania, tenemos una o dos cosas que en principio representan esa iglesia, esa casa en la cual el Señor tiene puesto su corazón. Y me tomo inmediatamente de esta palabra: «Y una mujer llamada Marta le recibió en su casa». La palabra «recibió» es la clave de todo, y representa precisamente aquello que hace la gran diferencia.&lt;br /&gt;Recordemos que con respecto a la venida del Señor desde la gloria a esta tierra, se dijo: «A lo suyo vino, y los suyos no le recibieron» (Juan 1:11). Él dijo de sí mismo: «Las zorras tienen guaridas, y las aves de los cielos nidos; mas el Hijo del Hombre no tiene donde recostar la cabeza» (Lucas 9:58). Si entendiéramos su real significado, cuando reflexionamos acerca de quién se dice lo primero, y quién está diciendo lo segundo, quedaríamos atónitos. He aquí el Creador de todo, el Dueño de todo, el Señor del cielo y de la tierra; quien tiene el mayor derecho a todo más que cualquier otro ser en el universo; el Señor para el cual y a través del cual fueron hechas todas las cosas. Él vino, y no tenía dónde recostar su cabeza en el mundo de su creación, en el mismísimo ambiente donde todos sus derechos son soberanos. No fue recibido; y aun, como una real expresión de la actitud de su propio pueblo, él lo denunció, diciendo: «Éste es el heredero; venid, matémosle, y apoderémonos de su heredad. Y tomándole, le echaron fuera de la viña...» (Mateo 21:38,39). &lt;br /&gt;Pero aquí leemos: «Y una mujer llamada Marta le recibió...». «Mi iglesia». Su iglesia, su casa espiritual, es el lugar donde él es recibido con gozo y donde encuentra su reposo. Este es su lugar, su lugar en un mundo que lo rechaza; el lugar donde él es reconocido. ¿Nota usted que, cuando las iglesias son dispersadas sobre la faz de la tierra, este es siempre el principio de una iglesia? Ellos «reciben» la palabra. Pentecostés fue eso: «Así que, los que recibieron su palabra...» (Hechos 2:41). Este es el principio de la iglesia – así es en todo lugar. Es una percepción espiritual, expresada en un corazón receptivo. Esta es la primera cosa que caracteriza a su iglesia: el recibirlo. Es darle a él su debido lugar, el lugar de honor. &lt;br /&gt;Ahora, eso puede parecer muy simple, pero representa mucho para el Señor, y nos lleva bastante adelante, porque representa muchísimo más que una visita pasajera del Señor en nuestro medio. Representa más bien que el Señor ha encontrado por fin una base, un terreno donde permanecer, una posición que le provee lo necesario para que él pueda asegurar sus derechos en el universo.&lt;br /&gt;Y es por eso que el Señor ha querido tener aquí a su iglesia repartida en muchas asambleas locales, sobre toda la faz de la tierra. Ellas son testimonio de sus derechos soberanos, en un mundo donde esos derechos son disputados y negados. Ellas están aquí para proclamar: ‘Sí, suyos son los derechos supremos en este mundo, no los derechos del usurpador’, y mantienen ese testimonio. Cuando él regrese, ellas serán el medio, el instrumento para recuperar esos derechos que se le han disputado y de los cuales él ha sido despojado. Recibir al Señor significa algo que abarca muchas cosas. Él volverá a los suyos porque ya los posee.&lt;br /&gt;Ahora ustedes entienden por qué el diablo siempre está intentando destruir, si es posible, la expresión local de la iglesia, que está viviendo en unión y compañerismo celestial con él. Satanás lo hace porque ellas representan los derechos del Señor – y con su presencia están todo el tiempo disputando al usurpador tales derechos. El arca del testimonio está allí; y mientras está allí en nombre del Señor, el usurpador no puede tener el control universal. El diablo sabe que eso representa que su reino es derrotado, y que es amenazado, y ello es una espina constante para él en su costado. Y así, si es posible, él querrá apagarlo, romperlo, dividirlo, hará todo lo posible para librarse de esa expresión local que está por Cristo y en la cual está Cristo. Eso es por lo cual la iglesia ha de ser localmente representada; por lo que cada creyente ha de estar aquí en la tierra: una posición para el Señor en esta tierra, un testimonio de su soberano señorío y derecho. Recibir al Señor le proporciona a él tal posición y tal testimonio. &lt;br /&gt;Así vemos cómo el primer asunto en relación a Betania es de suma importancia. Representa un principio de tremendo valor. La Iglesia se constituye, para empezar, en el simple principio de que Cristo ha encontrado un lugar: en medio de toda una gama de rechazamientos, él ha encontrado un lugar. &lt;br /&gt;La satisfacción de su corazón &lt;br /&gt;Ahora continuamos con el pasaje: «...le recibió en su casa. Esta tenía una hermana que se llamaba María, la cual sentándose a los pies de Jesús, oía su palabra». Literalmente, las palabras son: «quien se sentó a los pies de Jesús y continuaba escuchando su palabra». Eso fue lo que irritó a Marta: ella continuaba escuchando. Lo que Marta realmente dijo al Señor estaba en el mismo tiempo verbal. Cuando ella vino al Señor, dijo: «¿No te da cuidado que mi hermana continúe dejándome servir sola?». «¡Continúa dejándome!» –porque ella «continuó escuchando».&lt;br /&gt;¿Qué significa esto? Que al Señor debe proveérsele aquello que él más desea, que es la satisfacción de su corazón. El corazón del Señor encontró satisfacción en lo que María hizo. Este es el verdadero significado de Betania. &lt;br /&gt;Si vamos a Mateo 21, encontramos la historia de la higuera. Jesús va desde Jerusalén a Betania; él ha estado en Jerusalén y ha visto las cosas en el templo. Su corazón se ha dolido con la agonía del desengaño. Él ha observado todas las cosas, pero no ha dicho nada, y ha regresado a Betania. Por la mañana, cuando va de camino, tiene hambre, y viendo una higuera, se acerca para ver si tiene frutos. Pero no encuentra ninguno, y dice, «Nunca jamás nazca de ti fruto». Cuando vuelven, los discípulos le hacen notar que la higuera está marchita y muerta. &lt;br /&gt;Ahora, esa higuera, como sabemos, se refería a Jerusalén, y es un tipo del Judaísmo de aquel tiempo. El desengaño del corazón que el Señor había encontrado en el templo se equipara con el desengaño al venir hambriento a la higuera y no encontrar frutos; ambas cosas son una. Ese orden de cosas, entonces, queda fuera de su esfera de interés; el judaísmo queda fuera por el resto del siglo. «Nunca jamás nazca de ti fruto» (Gr. «hasta el siglo»). No puede satisfacerlo, por tanto, queda fuera; es un árbol marchito que no le proporciona nada al Señor. &lt;br /&gt;Pero mientras aquel desengaño del corazón se siente tan agudamente, y es registrado de esa forma por él, va a Betania. Betania quiere decir «la casa de los higos.» Ni en el templo, ni en Jerusalén encuentra el Señor su satisfacción, sino en Betania. Es por eso que él siempre iba allí. La satisfacción de su corazón no estaba ahora en el frío, inanimado y formal sistema religioso vigente, sino en la atmósfera viva, cálida y palpitante de la casa de Betania. Él siempre supo que, aunque sus palabras eran rechazadas en Jerusalén, ellas eran aceptadas y oídas ávidamente allí, y habría siempre alguien que ‘continuaría escuchando’. &lt;br /&gt;Me impresiona Hechos 2, donde dice que, después de Pentecostés, los que creyeron «perseveraban en la doctrina de los apóstoles» (vs.42). Como ven, allí comenzó la iglesia, y ésa es su característica: «perseveraban en la doctrina de los apóstoles». Estamos tan acostumbrados a esas palabras que ellas no parecen transmitirnos mucho. ¿Soportarían ustedes una manera práctica de ilustrarlo? &lt;br /&gt;En estas páginas se están diciendo ciertas cosas. Ahora usted las leerá, y seguirá su camino, y tal vez las recordará por un tiempo; o quizás por un rato se acuerde de Betania. La mención de Betania le recordará algo –ciertas cosas que usted ha leído. Usted puede hablar de este mensaje como un mensaje más o menos bueno, interesante, o algo así. ¡Pero qué diferencia hay entre eso y salir y ‘perseverar en la doctrina’! Usted mismo debe interpretar esto, y decirse a sí mismo: ‘¿Qué significa para mí perseverar en esto?’.&lt;br /&gt;La palabra real es ‘perseverar’. «Perseveraban en la doctrina de los apóstoles». Hay total diferencia entre persistir en la enseñanza, y marcharse diciendo: ‘Creo que fue un mensaje muy bueno’. Perseverar representa la aplicación práctica, positiva, del corazón de la verdad, y eso constituye la iglesia del Señor; es donde lo que viene de él es recibido y donde el corazón entero, la vida entera, se da a él. &lt;br /&gt;Y eso fue probablemente lo que a Marta no le gustó. María entretanto se abandonó a él, se dio a él; y eso era lo que el Señor buscaba. Me pregunto cuál sería el resultado si nosotros tomamos esa actitud hacia cada palabra de verdad divina que nos llega. Cuando pienso en las montañas de verdad que han sido construidas, no puedo dejar de preguntar: ¿Cuál es el porcentaje de verdadera aplicación de esa verdad por parte de aquellos que la oyen? Fue porque ellos tomaron tal actitud práctica al principio hacia las cosas que oyeron, y perseveraron en ellas, que hubo tal efectividad. Ellos no se marcharon diciendo: ‘¡Qué maravilloso sermón predicó Pedro hoy!’ No, ellos perseveraron en la enseñanza de los apóstoles. &lt;br /&gt;Eso es lo que el Señor desea. Es lo que satisface su corazón. María se sentó a sus pies y continuó escuchando su palabra, y eso satisfizo el corazón del Señor cuando todo lo demás lo defraudó. La satisfacción de su corazón debe ser un rasgo de la vida de su pueblo; y la satisfacción del corazón suyo es simplemente esto, que nos apropiemos de su palabra, que la estimemos debidamente, la consideremos como la cosa suprema. La iglesia debe ser «la casa de los higos» para el Señor.&lt;br /&gt;Una cuestión de proporción&lt;br /&gt;Miremos ahora a Marta. «Pero Marta se preocupaba con muchos quehaceres, y acercándose, dijo...». El griego es muy fuerte aquí. Si ella hubiera dicho todo lo que estaba en su mente, habría dicho al Señor: ‘Tú eres el responsable por esto, tú cooperas con esto, y depende de ti ponerle atajo’. Es lo que está implícito en las palabras originales. Había estado guardando esto, y por fin, incapaz de contenerse por más tiempo, vino a él y estalló: «Señor, ¿no te da cuidado que mi hermana me deje servir sola? Dile, pues, que me ayude». &lt;br /&gt;Ahora, quiero que ustedes capten la fuerza de la situación, y ello les ayudará a estar cerca de Marta. Debemos entender la tendencia y la posición de ella. La frase «se preocupaba con muchos quehaceres», apenas nos transmite lo que era realmente la situación. Pienso que de la traducción recibimos una impresión muy imperfecta de cómo eran exactamente las cosas. La palabra griega aquí significa «estaba distraída», o «tiraba en diferentes direcciones». Probablemente en su cara mostraba su ansiedad. ¿Y cuál era esa ansiedad? Muchos quehaceres de la casa, quizás muchos platos; preocupaciones de todo tipo. Y el Señor le dijo: ‘Marta, tú estás molesta por toda clase de consideraciones secundarias; tomas más de lo que puedes manejar. Pero hay una sola cosa que es verdaderamente necesaria’. &lt;br /&gt;¿Están empezando a entender la situación ahora? Simplemente era necesario un ajuste de cosas por parte de Marta, para que lo más importante tuviera su lugar. No era que al Señor no le simpatizara que Marta estuviera preparándoles comida, sino que él vio que este afán doméstico era para ella cosa trabajosa y abarcante, que se salía completamente de toda proporción, que la llevaba a poner las cosas más esenciales en un lugar inferior. &lt;br /&gt;Sí; una comida puede ser buena, pero ojalá pongamos las cosas en su correcta proporción. Que las cosas temporales no sobrepasen lo espiritual. No estemos tan ansiosos y entretenidos en las cosas pasajeras de tal modo que las cosas espirituales sean eclipsadas. Porque lo único que mantiene todas las otras cosas en su lugar correcto es lo que viene de los labios del Señor.&lt;br /&gt;Vean, es una cuestión de proporción, es una cuestión de dónde se está poniendo el mayor énfasis. Es una cuestión de si usted está permitiendo que las cosas de esta vida lo absorban, lo ocupen, y lo rodeen con ansiedad, de tal manera que las cosas mayores no estén teniendo su oportunidad. Creo que todos concordamos en que no tendríamos ninguna disputa con el Maestro acerca de María cuando vemos las cosas de este modo. &lt;br /&gt;Esa era la situación completa. En la casa de Dios, por sobre todos nuestros asuntos, por sobre todas nuestras miles de febriles actividades de obra cristiana –la única cosa que importa es llegar a conocer al Señor, y darle una oportunidad a él para darse a conocer. A menudo, hay febriles actividades en lo que se llama ‘la iglesia’, que excluyen la voz del Señor, lo dejan fuera; es todo lo que estamos haciendo, y así él no tiene ocasión para hablar. El lugar que lo satisface es el lugar que se ajusta a las cosas supremas. &lt;br /&gt;Bien, hasta aquí Marta.&lt;br /&gt;El perfume de gran precio derramado&lt;br /&gt;Ahora vayamos a la cuarta cosa, en Mateo 26:6-13. Se trata de la misma aldea, y ahora es el pasaje de la mujer con «un vaso de alabastro de perfume de gran precio». Este incidente nos habla en primera instancia del reconocimiento del valor del Señor Jesús. Todos los que vieron, dijeron: ‘Él no vale la pena’. eso es lo que se concluyó: ‘Él no vale la pena’. Por supuesto ellos no habrían dicho eso, pero se implica. Ella, sin embargo, reconoció su valor –él valía el ‘gran precio’. Era la gran preciosidad de Cristo que estaba a la vista aquí, como algo reconocido. Eso, pienso, es el asunto principal. Este es un rasgo de Betania, un rasgo del aposento alto, un rasgo de «Mi iglesia». es un rasgo de la asamblea del Señor, un rasgo del pueblo que está en su propio corazón: el reconocimiento de su preciosidad, su valor supereminente, de manera que no haya nada demasiado costoso para ponerlo a sus pies. «Para vosotros, pues, los que creéis, él es precioso –es la preciosidad» (1 Pedro 2:7).&lt;br /&gt;Esa es la causa que hace a su iglesia de gran valor para él, que allí su valor se reconoce, y él es apreciado y estimado cada vez más en su verdadero valor. Eso debe marcar a la casa del Señor. Es un rasgo que debe ser desarrollado cada vez más. Es una cosa a la que debemos atender, que tengamos un diligente y siempre creciente reconocimiento de la preciosidad y valor del Señor Jesús. ¡Oh, cuán diferente es esto del sistema de iglesia meramente formal! Nosotros apenas podemos decir que allí se aprecie el mérito y el valor del Señor Jesús. Allí donde está esa estimación, usted tiene la iglesia; donde no está, con todo lo que se pueda ver de adornada y elaborada presentación, no está la iglesia, no es el lugar de su deleite. &lt;br /&gt;Pienso que hay algo más aquí. El quebrantamiento del vaso permite mostrar la preciosidad del perfume. Es ‘el vaso de barro frágil’ que, estando roto, hace posible la manifestación y expresión de las glorias de Cristo. Mientras ese frasco está entero, fuerte, y sano, si usted lo mira, tal vez diga de él: ‘Ése es un bonito jarrón, una maravillosa pieza de alabastro’ –pero usted no está llegando a lo que está en el secreto. Nosotros podemos considerar a los hombres con intelectos espléndidos, hombres muy bien presentados, predicadores maravillosos, etc., –ocupados con el vaso, el jarrón– y lo demás estar sellado, estar escondido; pero cuando el jarrón se quiebra y es desparramado, entonces usted llega al secreto del tabernáculo que contiene la gloria de Cristo. &lt;br /&gt;Vemos esto en Pablo. Supongo que Saulo de Tarso era intelectual, moral y religiosamente una maravillosa pieza de alabastro. Él mismo nos cuenta que así fue; nos habla de todo aquello en lo que podía gloriarse y que los hombres veían y sin duda alababan; pero él fue quebrado y ya no es más Saulo, y ya no es más Pablo, sino es la belleza y gloria de Cristo. Es la fragancia de Cristo, manifestada cuando el vaso es quebrado. &lt;br /&gt;Amados, es así en nuestra experiencia. Se ha permitido a la iglesia, la verdadera iglesia, el ser quebrada, y quebrada de nuevo; lo mismo a los miembros individualmente. ¿No se ha probado a través de la historia que, para la iglesia y para el individuo, la ruptura, el ser quebrado, su desparramar y sus heridas, han provocado una expresión de las glorias de Cristo de una manera maravillosa? Ha sido precisamente así. Nosotros pasamos por una nueva experiencia de ser quebrantados; a veces lo ponemos de otra forma y decimos que estamos siendo llevados más profundamente a la muerte de Cristo, entrando en una experiencia renovada de la Cruz: sin embargo, como queramos decirlo, siempre significa la ruptura del vaso - pero créanme, amados, eso significa una más plena expresión y conocimiento de la gloria de Cristo, y nos traerá a una nueva apreciación de él. Descubriremos más de él en el tiempo de nuestro quebrantamiento. Y en la misma forma la iglesia atraviesa el camino de la Cruz, pero por esa ruptura viene a apreciar más el valor del Señor Jesús.&lt;br /&gt;El poder de su resurrección&lt;br /&gt;Pasamos a Juan, al muy conocido capítulo 11. Aquí vemos de nuevo a Betania, y en esta ocasión tenemos ante nosotros la resurrección de Lázaro. No pasaremos por todos los detalles de la historia, sino simplemente vamos a una conclusión al final. Betania, en este caso, es la esfera de la manifestación del poder de la resurrección, de la vida de resurrección. Hay muchas otras cosas aquí. Hay una maravillosa expresión de amor y de comunión en este capítulo. Lejos de Betania, el Señor dijo a sus discípulos: «Nuestro amigo Lázaro duerme». No «mi amigo», sino «nuestro amigo». Véanlo, eso es comunión. «Y amaba Jesús a Marta, y su hermana y a Lázaro». eso es amor. Todos éstos son rasgos de Betania; pero el rasgo que resalta aquí es la manifestación del poder de su resurrección, la vida de resurrección. &lt;br /&gt;Y de nuevo aquí Betania es una ilustración de la iglesia que él está edificando. Sabemos esto por Efesios, ‘la epístola de la Iglesia’, como solemos llamarla. Muy pronto llegamos aquí al lugar donde se nos dice que «nos dio vida juntamente con Cristo» (Efesios. 2:5). La iglesia es el vaso en el cual es desplegado el poder de su resurrección; y aquí de nuevo no sólo testificamos del hecho, de la doctrina, sino tenemos que aplicar la prueba, que la iglesia según la mente del Señor es aquella en que se despliega el poder de su resurrección y de su vida. &lt;br /&gt;Hemos de reconocer que el objetivo de nuestra existencia como iglesia, como su Cuerpo, es que él pueda desplegar en nosotros el poder de su resurrección y su vida. Al reconocer esto, concordaremos con el Señor en que hemos de consagrarnos a él. Allí termina nuestra responsabilidad; si brota de nuestro corazón, el Señor iniciará su obra.&lt;br /&gt;Nosotros no podremos resucitarnos a nosotros mismos como tampoco podemos autocrucificarnos, pero hemos de reconocer que los tratos del Señor con nosotros tienen el propósito de desplegar el poder de su resurrección, para lo cual muy frecuentemente él tiene que permitir que las cosas lleguen más allá de lo que todo el poder humano pueda remediar o evitar, de permitir que las cosas vayan tan lejos que no haya otro poder en todo el universo capaz de hacer algo para salvar la situación. Él permitirá obrar a la muerte, a la desintegración, para que así nada, nada en el universo sea de algún provecho, excepto el poder de su resurrección. &lt;br /&gt;Vendremos a la posición donde vino Abraham, quien es el gran tipo de la fe que precede a la confirmación de la resurrección: «...al considerar su cuerpo, que estaba ya como muerto» (Romanos 4:19). Esa es la frase usada por el apóstol en relación a Abraham: «ya como muerto.» Y Pablo mismo lo probó: «Pero tuvimos en nosotros mismos sentencia de muerte, para que no confiásemos en nosotros mismos, sino en Dios que resucita a los muertos» (2ª Corintios 1:9). Los hombres pueden hacer cualquier cosa en el reino de la creación, pero ellos son impotentes cuando la muerte se hace presente. La resurrección es el acto de Dios, y solamente de Dios. Los hombres pueden hacer muchas cosas mientras tienen vida, pero cuando no hay vida es sólo Dios quien puede hacer algo. Y Dios permitirá a su iglesia y sus miembros en todos los tiempos entrar en situaciones que están más allá de la ayuda humana, para que él pueda manifestarse a sí mismo donde ningún hombre tenga ocasión para gloriarse. &lt;br /&gt;Así, el Señor Jesús dijo: «Esta enfermedad no es para muerte, sino para la gloria de Dios, para que el Hijo de Dios sea glorificado por ella». ¡Glorificado! Nos hemos ocupado de la marcha de las cosas; es decir, en la línea de la desesperanza humana, pero cuánto tardamos en aceptar que puede haber un resultado. Cuando las cosas llegan a una situación desesperada, nos ofuscamos y pensamos que todo ha salido mal. ¡Eso puede ser lo correcto para el Señor! Oh, sí, es desesperado; hay desesperanza y horror; no obstante, esa misma situación proveerá al Señor una suprema oportunidad para levantar un testimonio suyo de primera importancia; a saber, el punto de salida. Y esa salida de su parte será el buen resultado.&lt;br /&gt;Cuando por fin, en la eternidad, leamos la historia de la iglesia que es su Cuerpo, y veamos todo lo que realmente transcurrió, tendremos que confesar que ninguna institución humana, ninguna obra humana, podría haber sobrevivido, podría haber pasado a través de todo lo que los santos experimentaron, si no fuese por Él. Cuando es entendido a la luz de eternidad y medido según las verdaderas normas espirituales, diremos que ninguno sino el Dios Todopoderoso podría conseguirlo: que indudablemente ha llegado a ser el medio de expresión de «la supereminente grandeza de su poder» (Efesios 1.19); y eso es decir bastante. Si «la supereminente grandeza de su poder» es necesaria en esto, ello nos habla acerca de lo mucho de que tuvimos que ser librados.&lt;br /&gt;De eso trata la resurrección; como usted sabe, las palabras allí se conectan con esto: «la supereminente grandeza de su poder para con nosotros los que creemos, según la operación del poder de su fuerza, la cual operó en Cristo, resucitándolo de los muertos» (Efesios 1:19,20). eso es «para nosotros los que creemos». ahora, la iglesia, el testimonio de Betania, es ser un testimonio del poder de su resurrección, y si sus métodos con nosotros lo hacen necesario, entonces animémonos y confortémonos con el hecho de que somos una verdadera expresión de lo que él desea de su iglesia. &lt;br /&gt;Celebrando su victoria&lt;br /&gt;Pasamos del capítulo 11 al capítulo 12 de Juan. «Seis días antes de la pascua, vino Jesús a Betania, donde estaba Lázaro, el que había estado muerto, y a quien había resucitado de los muertos. Y le hicieron allí una cena; y Marta servía...» (ella no había entendido, de las palabras del Señor, que ese servicio estaba mal; ella todavía está sirviendo, pero está bien ahora); «...y Lázaro era uno de los que estaban sentados a la mesa con él. Entonces María tomó una libra de perfume de nardo puro, de mucho precio, y ungió los pies de Jesús, y los enjugó con sus cabellos; y la casa se llenó del olor del perfume». &lt;br /&gt;Aquí tenemos la fiesta, y la fiesta tiene varios elementos. Uno, representado por María y su acción, lo cual nos habla de adoración. Nuevamente, es la apreciación de Cristo que está a la vista. Eso es adoración. La adoración –según el pensamiento de Dios– es simplemente la valoración del Señor Jesús; llevando a la presencia de Dios el dulce aroma de un corazón que aprecia a su Hijo. Eso puede parecer simple, pero la adoración en su más pura esencia es lo que nosotros pensamos del Señor Jesús, expresado al Padre. La iglesia existe para esto. Betania habla de esto. &lt;br /&gt;Marta servía, pero ahora es un servicio hecho en la proporción adecuada. Todavía está sirviendo, pero no hay ningún reproche ahora. Ya no hay ansiedad en su rostro; ella no está afanada en sus quehaceres: está sirviendo en una casa de resurrección. Aquí es un servicio proporcionado y el servicio en la casa de Dios es realmente según su pensamiento cuando el servicio es en comunión con, y en correcta proporción a, la adoración. Ahora hay ajuste entre las hermanas. Antes estaban en discordia, porque las cosas estaban desproporcionadas y fuera de lugar; ahora el ajuste ha sido hecho y ellas se entienden bien. Eso es servicio proporcionado. &lt;br /&gt;Lázaro estaba sentado a la mesa, y por supuesto esto representa el principio de la vida de resurrección. Eso, de nuevo, es una marca de la casa espiritual del Señor. Tenemos, pues, adoración, servicio proporcionado y vida de resurrección. &lt;br /&gt;Sí, pero siempre hay alguna cosa siniestra rondando: «¿por qué no fue este perfume vendido por trescientos denarios, y dado a los pobres?». cuando usted tiene la iglesia así como el Señor la quiere, siempre se encontrará que el diablo está acechando muy cerca. Y esto mismo puede significar una buena recomendación de la Iglesia, pues cualquier cosa sobre la que el diablo no mire celosamente, no será aquello que satisfaga el corazón del Señor. Siempre ha sido así. Simplemente empiece a conseguir algo conforme al corazón del Señor, y hallará una cosa siniestra que empieza a rondar con la intención de destruir esa adoración, a desviar esa apreciación del Señor. Eso se vuelve un rasgo propio de la iglesia misma, que el diablo ponga su mirada celosamente en lo que el Señor está consiguiendo, y lo pretenda para sí mismo. &lt;br /&gt;Como usted ve, la iglesia es quien le brinda al Señor Jesús aquello que le pertenece legítimamente, y que desde tiempos inmemoriales el diablo ha intentado robar, y lo hará en la Iglesia si puede, porque la Iglesia es aquello en lo cual el Señor consigue lo que satisface su corazón en Cristo.&lt;br /&gt;Afuera y arriba&lt;br /&gt;Terminemos subrayando la última cosa en Lucas 24:50-52. «Y los sacó fuera hasta Betania: y alzando sus manos, los bendijo. Y aconteció que bendiciéndolos, se separó de ellos, y fue llevado arriba al cielo. Ellos, después de haberle adorado, volvieron a Jerusalén con gran gozo». &lt;br /&gt;Tres expresiones: «los sacó», «los bendijo», «fue llevado arriba». Salieron fuera con el Señor a su lugar de separación, bajo su bendición y unidos con él en el cielo. Para usar las palabras de Pablo, «...nos hizo sentar en los lugares celestiales con Cristo Jesús». eso es Betania, esa es la Iglesia, es lo que el Señor quiere tener hoy en la vida de los suyos. &lt;br /&gt;Vuelvan a repasar una vez más lo relativo a Betania y permítanle a su corazón ejercitarse en estas cosas, y esfuércese para que el Señor tenga en usted estos rasgos que son conforme a su pensamiento. Y lo que hagamos individualmente, busquemos también hacerlo en comunión en las iglesias locales a las que estamos vinculados, de tal manera que seamos verdaderas Betanias, la expresión aldeana de la gran ciudad de Dios, la Jerusalén celestial.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;(Trad.: Mario Contreras y Andrew Web&lt;img class=&quot;smiley&quot; src=&quot;http://v.netlogstatic.com/v4.00/2410//s/i/smilies/cool.gif&quot; alt=&quot;:)&quot; /&gt;.</description>
            <author>celsomachado</author>
            <pubDate>Thu, 29 May 2008 12:09:26 UT</pubDate>
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            <title>A Síndrome dos sinais</title>
            <link>http://es.netlog.com/celsomachado/blog/blogid=1728418</link>
            <description> [center&lt;strong&gt;]A síndrome dos sinais&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mat.12:38-40 “Então alguns escribas e fariseus disseram: Mestre, queremos ver algum milagre feito por ti. Ele, porém, replicou: Uma geração má e adúltera pede um sinal; e nenhum sinal se lhe dará, senão o do profeta Jonas. Pois assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do homem estará três dias e três noites no coração da terra.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a triste realidade dos nossos dias. Uma geração religiosa em busca de sinais e maravilhas; sinais estes que o próprio tempo reserva na manifestação do filho da perdição, pois, se são os sinais que motivam a  fé, então seremos testemhunhas oculares de um laço que cairá sobre todos os moradores da terra.&lt;br /&gt;Esta necessidade vã em busca de sinais é bem retratada  quando o povo de Israel experimentou a tristeza de ter a carne saindo pelos seus narizes.&lt;br /&gt;O povo de Israel presenciou sinais e prodígios feitos pelo Senhor inúmeras vezes, mas bastava uma pequena prova, e logo esqueciam completamente do Senhor; pois o que importava para eles era o conforto do Egito.&lt;br /&gt;Se o Filho do homem não tinha aonde reclinar a Sua cabeça, o que realmente queremos para nós?.&lt;br /&gt;Sempre nessa natureza caída, os homens vão buscar os seus próprios interesses, e, com isso, mergulhar numa profunda idolatria do ego, assim como Jó que pôde entender a sua real situação diante do Senhor e confessar sua abominação, palavra intimamente ligada a outra que é “idolatria” . &lt;br /&gt;Se são ídolos, então o povo de Israel é mergulhado em Babilônia com seus milhares de ídolos.&lt;br /&gt;São sinais? O exemplo se repitirá. &lt;br /&gt;Graças ao Senhor por Sua palavra pois, o apóstolo Paulo, em sua  primeira carta aos Coríntios declara: “Ora estas coisas lhes aconteciam como figuras, e foram escritas para advertência de nós outros, a quem os fins dos séculos têm chegado.” I Co.10:11&lt;br /&gt;Quantos filhos de Deus que somente conseguem dar crédito a pessoa do Senhor  através dos sinais! Quanta propaganda feita por homens que colocam os sinais acima do poder da vida ressurreta!&lt;br /&gt;O evangelho de Mateus apresenta o Senhor Jesus como Rei, e, de certa forma, encontramos passagens que demonstram a operação de feitos miraculosos. Todavia aquela geração colocava as manifestações sobrenaturais acima da autoridade do único e verdadeiro messias .&lt;br /&gt;Até mesmo o próprio João, o Batista, enviou dois dos seus discípulos para argüir se o Senhor era mesmo o Cristo. Em um momento de dura prova ele fraqueja e, nesse momento de tribulação, ele necessita de uma evidência para dar suporte a sua fé. No mesmo instante o Senhor opera alguns sinais e responde: &lt;br /&gt;  “os cegos vêem”, Primeira menção, um contexto fisico em contraste com o espiritual; temos visão física mas, e quanto a nossa visão espiritual?&lt;br /&gt;Segunda: “os coxos andam”. E nós? andamos atrás de que ou de quem? &lt;br /&gt;Terceira: “os leprosos ficam limpos”. E quanto a nossa purificação?&lt;br /&gt;Quarta: “os surdos ouvem”. Fato evidente  nas cartas que foram enviadas as 07 igrejas da Ásia. Um fato muito sério e real nos nossos dias: ouvidos tapados, ouvidos incircuncisos e a ausência marcante da unção de Deus, que é o colapso do cristianismo atual.&lt;br /&gt;Quinta: “os mortos são ressuscitados”. Completa ausência de uma vida de ressurreição.&lt;br /&gt;Sexta:“evangelho sendo anunciado aos pobres”. Este outro ponto define a tragédia do evangelho que vem sendo pregado nos nossos dias com a falta evidente do testemunho de Cristo e ainda, uma ênfase nesse evangelho iniqüo da prosperidade que tanto tem se proliferado com a semelhança daqueles gafanhotos devoradores retratado no livro de Joel, tragando tudo que vêem pela frente.&lt;br /&gt;Mas graças ao Senhor por Suas promessas em Joel 2:23 “Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, e regozijai-vos em Jeová vosso Deus; porque ele vos dá em justa medida a chuva temporã e vos faz descer a chuva, a temporã e a serôdia, no primeiro mês”.&lt;br /&gt;Por isso o maior milagre de Cristo em nossas vidas primeiramente é receber Dele visão espiritual para podermos andar em Sua presença; e na presença Daquele que é Santo, ficamos purificados e os nossos ouvidos são abertos para Sua voz e a vida de ressurreição penetra em nosso ser com todo o poder e assim podemos manifestar o verdadeiro testemunho de Cristo. Este é o verdadeiro sinal, uma vida com testemunho.&lt;br /&gt;A luz é para ser manifestada para os homens verem as boas obras, para que o Pai seja glorificado nos céus primeiramente, pois na terra Ele tem homens que receberam Dele dádivas, talentos e dons. Por isso somos responsáveis, pois todos haveremos de prestar contas daquilo que recebemos Dele.&lt;br /&gt;Este é o maior sinal de vidas convertidas a Cristo, não conversões psicológicas mas sim vidas ressurretas demonstrando o que tem aprendido na prática e não na teoria. &lt;br /&gt;           Outro fato marcante em nossos dias é a presença de pregadores de púlpito; sequer se envolvem com os problemas existentes, e nem mesmo se relacionam com os santos. &lt;br /&gt;           Sim, somente com visão espiritual a igreja estará apta para discernir  e ser restituída de todo tempo perdido com  brinquedos e assim poder, em realidade, andar na presença do Senhor, numa vida prática e procurar ser um sacerdócio santo, limpo e purificado, no exercício da ministração dos sacrifícios que são espirituais. Somente assim o Senhor receberá por meio de Cristo a glória e, desta forma, o exercício sacerdotal segue o seu curso com o sangue tocando o lóbulo da orelha direita. &lt;br /&gt;            Só assim podemos ouvir o Senhor e a vida de ressurreição é manifestada ao mundo e a proclamação do evangelho têm o seu fundamento específico: “Cristo”!&lt;br /&gt;Se observarmos as escrituras, um fato marcante é a abundante graça que havia em todos os irmãos nos primeiros passos da igreja, graça esta abundante porque possuíam um só coração e uma só alma e tinham tudo em comum.&lt;br /&gt;A busca por sinais para confirmar a nossa fé pode tremendamente afetar a nossa vida cristã.&lt;br /&gt; Não estamos aqui para anular os prodígios, todavia o que qualificava e qualifica  um ministério verdadeiro não são poderes miraculosos, conhecimento bíblico, eloquência ou ministrações para saciar ouvidos que precisam ser coçados. Tanta palavra e tanta falta de realidade. Hoje temos pregadores que mais parecem matemáticos  profundos nas suas teorias, e nesse emaranhado filosófico de cálculos e mais cálculos burlam o que é verdadeiramnete espiritual, construindo os assuntos mais absurdos, distraindo a igreja  do verdadeiro foco, fazendo com que ela  perca o alvo, fugindo completamente da simplicidade que há em Cristo. &lt;br /&gt;O que a igreja necessita são de “homens cheios do Espírito Santo...”. Estevão era um deles e sabemos muito bem o que o Senhor fazia pelas suas mãos e também não podemos esquecer o preço que ele pagou com a sua própria vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, esta é a palavra : “testemunho” que em sua raiz é “martírio”.&lt;br /&gt;Oh! Como gostamos de citar Hebreus 11 “os heróis da fé”; realmente são heróis da fé, mas uma fé que não foi motivada por sinais e sim por testemunho, palavra esta que governa todo o texto.&lt;br /&gt;Foi pela fé que os antigos alcançaram bom testemunho, começa o escritor.&lt;br /&gt;Abel alcançou testemunho diante de Deus e Ele mesmo é o único que pode dar testemunho.&lt;br /&gt;Ah! O Deus que dá testemunho da Sua própria obra em nossas vidas! Não precisamos nos preocupar, basta descansar Nele.&lt;br /&gt;           E o que diremos de Enoque, aquele que foi trasladado e não foi achado?.        &lt;br /&gt;          Alguém procura por ele; assim é o mundo busca o que é verdadeiro quando já é tarde demais. Então Deus tem o Seu agrado em Enoque pois alcançou testemunho diante Dele e por este testemunho foi trasladado.&lt;br /&gt;E termina dizendo que todos eles alcançaram testemunho pela sua fé, todavia não alcançaram a promessa.&lt;br /&gt;Será que alguém gostaria de ser lançado em um lugar cujo significado do nome é  “meu destruidor”? Este é o nome de Patmos. Que cenário! Um velhinho jogado em um lugar que é para destruir, mas destruir o que em João?.Ainda falta algo?.&lt;br /&gt; Quando vemos João chorando porque não havia ninguém nem no céu, na terra ou debaixo da terra para abrir o livro e romper os sete selos então podemos entender o quão frágeis ainda nós somos. &lt;br /&gt;João está em Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho.&lt;br /&gt;Naquele momento espetacular onde encontramos a apoteose de Deus, na qual o propósito eterno de Deus é descurtinado diante da criação.&lt;br /&gt; Diante daquela situação, por um pequeno momento, João esquece que existe  alguém que é digno de abrir o livro, pois foi proclamado que nem no céu, na terra ou debaixo da terra pode abrir ou até mesmo nem sequer olhar . &lt;br /&gt;No entanto existe alguém que está acima de tudo e sobre tudo, é Ele que está acima do firmamento, sobre as cabeças de criaturas terríveis que fogem a nossa imaginação: os querubins. &lt;br /&gt;Quando os querubins, no livro de Ezequiel, olham sobre as suas cabeças vêem um trono sobre o firmamento e o Filho do homen está assentado nele. Ele está acima dos céus dos céus.&lt;br /&gt;É o Senhor Jesus, como cordeiro ensanguentado que abre e rompe os sete selos.&lt;br /&gt;João não precisa mais chorar, chegará o dia em que será tirado dos nossos olhos toda lágrima e não haverá mais morte, pranto, choro e dor.&lt;br /&gt;Quanto a isso não sabemos quantos querem pagar o preço do anonimato; assim como as estacas do tabernáculo; são as únicas peças que não aparecem. Todavia sem elas  o tabernáculo não poderia ser sustentado; simples estacas mas são feitas de bronze, o material que representa a justiça de Deus.&lt;br /&gt;Quantos não tentarão usar o argumento dos sinais sem o testemunho diante do Senhor no Seu tribunal alegando que expulsaram demônios, que curaram e até profetizaram em nome do Senhor e terão que enfrentar a dura realidade da resposta solene do Senhor: “Eu nao vos conheço”, ou seja, no literal “Vocês nunca tiveram intimidade comigo”. &lt;br /&gt;A ausência da profunda intimidade com o Senhor desqualifica completamente aquilo que fazemos; todavia  o conteúdo permanece, ainda que seja em uma talha de purificação. O objeto é impróprio para armazenar vinho, não foi feito para isso, era usado para a purificação dos judeus em seus ritos. &lt;br /&gt;Isso é o que somos; uma estrutura de ritos e cerimoniais. Como gostamos do formalismo, como enfatizamos tanto a evidência de sinais e não devemos também esquecer de uma busca desenfreada por sabedoria.&lt;br /&gt;Deveríamos tão somente dar a devida atenção ao uníco de valor em nós, que é a pessoa bendita do Espírito Santo. O que Ele realiza  tem a Sua aprovação. Mas quanto ao vaso, está a responsabilidade do relacionamento íntimo.&lt;br /&gt;Em outra passagem bíblica os discípulos estão atravessando o mar da Galiléia de uma banda para outra, a uma distância de menos de 15 kilômetros. Uma tempestade vêm sobre eles e naquele momento de prova, pois se passaram horas e todavia não tinham chegado nem na metade do caminho. É evidente que qualquer um naquela situação estaria clamando em oração para cessar a tempestade; e o evangelho de Marcos relata  que o Senhor vinha sobre as águas. Um prodígio e tanto para os nossos olhos! É nessa hora de prova que o Senhor permite revelar  qual é o nosso ângulo de visão. Se perdemos a visão correta Dele, começamos a ver fantasmas em tudo; surge um desequilíbrio místico, começamos a buscar sinais em tudo. &lt;br /&gt;As provas, muita das vezes, revela o nosso campo de visão, que pode estar  turvo e embaçado. Já não distinguimos se são homens ou árvores, se é o Senhor ou um fantasma, pois estamos passando muito tempo crendo apenas em um Cristo de milagres e esquecemos que Ele é Rei, servindo como escravo, e é Deus, sendo Filho do homem.&lt;br /&gt;E o Senhor vendo a tempestade sobre os discípulos tem o desejo de passar adiante deles.&lt;br /&gt;Oh! Quanto necessitamos aprender a confiar Nele, mesmo sobre uma dura tempestade, mesmo que não haja sinal algum, mesmo que Ele não esteja no barco, ou esteja dentro dele. Ele tem o controle de tudo, e o desejo  Dele é que possamos enfrentar as provas sabendo que Ele vai a frente, mesmo que em algumas situações, seja no vale da sombra da morte. O pastor das ovelhas nunca vai atrás como se estivesse empurrando as ovelhas. Ele sempre conduz indo a frente de tudo, com a Sua vara e o cajado para nos proteger das feras deste mundo; não estamos sozinhos, e no Seu profundo amor e paciência, Ele retorna, entra no barco e então acalma a tempestade.&lt;br /&gt;Quando não reconhecemos o Nosso Senhor, nestes momentos de prova, perdemos a oportunidade de avançar em um estágio importante da nossa vida cristã.&lt;br /&gt;Até quando estaremos atrás dos sinais, de profetas, profecias e outras coisas mais que anulam o senhorio de Cristo?&lt;br /&gt;Parece que damos mais importância ao milagre da água transformada em vinho na qual ja não distinguimos mais se o vinho é bom ou não, pois estamos debaixo de uma embriaguês de conhecimento sem prática, anulando o Único que é dono e superior ao próprio milagre.&lt;br /&gt;Por outro lado encontramos também homens na posição do noivo das bodas de Caná que tomam para si toda a glória do milagre do vinho, com o seu silêncio diante da pergunta do mestre sala.&lt;br /&gt;O Senhor Jesus enfatiza em Mateus que muitos falsos cristãos e profetas fariam sinais e maravilhas e que se fosse possível, enganariam até os escolhidos.&lt;br /&gt;A questão é se vivemos pelos sinais ou tão somente vivemos em busca de uma realidade espiritual profunda com o Senhor para que, nos momentos de crise, possamos tão somente confiar Nele, pelo que  Ele é e não pelo que Ele possa fazer.&lt;br /&gt;Se Ele não faz, não importa. Ele continua sendo o mesmo.&lt;br /&gt;Quando o Senhor estava no horto, Pedro retira a sua espada e corta a orelha de Malco, todavia o Senhor fala que se quizesse bastava pedir uma legião de anjos e que tudo estaria resolvido. Imagine você: apenas um anjo fez um destruição terrível no arraial dos filisteus, quanto mais uma legião!&lt;br /&gt;Nao são os sinais que devem  governar a nossa vida, e sim Cristo, o nosso testemunho.&lt;br /&gt;Haverá momentos em nossa vida que deveremos nos calar diante das situações e procurar descansar tão somente Nele.&lt;br /&gt;Imagina se Paulo em Filipos reivindica sua cidadania romana. Por certo ele não seria preso. Mas ele não reivindicou pois era sujeito ao governo do Espírito Santo que sabia muito bem o que tinha em Filipos. No seu silêncio, juntamente com Silas são presos e açoitados, e quando estão louvando ao Senhor um grande tremor de terra abala as estruturas da prisão e acontece algo mais importante do que aquele poderoso sinal: temos a conversão do carcereiro e sua família. Nasce ali a igreja em Filipos. Quão grandemente abençoados somos hoje pelo silêncio de Paulo. Temos a carta aos Filipenses.&lt;br /&gt;Somente em outra ocasião Paulo usa o direito de sua cidadania.&lt;br /&gt;Há momentos que devemos nos calar e outros que devemos falar.&lt;br /&gt;Necessitamos de uma vida governada pelo Espírito Santo.&lt;br /&gt;Apenas um sinal, diz o Senhor referindo-se ao profeta Jonas.&lt;br /&gt;Jonas tem a sua jornada no ventre de um grande peixe, mas o Senhor tem a Sua jornada nas entranhas da terra experimentando a morte.&lt;br /&gt;E Ele, sendo Deus, passa pela morte, aguardando o chamado celeste do Pai para a ressurreição.&lt;br /&gt;Este é o maior sinal: “vida ressurreta”.&lt;br /&gt;Que o Senhor tenha misericórdia de nós!</description>
            <author>celsomachado</author>
            <pubDate>Thu, 29 May 2008 12:05:45 UT</pubDate>
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            <title>A centralidade -   Cristo</title>
            <link>http://es.netlog.com/celsomachado/blog/blogid=1728415</link>
            <description>A CENTRALIDADE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C R I S T O&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos aspectos cruciais em relação ao testemunho da igreja em uma localidade é permanecer com os seus olhos voltados para a Pessoa do Senhor Jesus Cristo, tendo-o como ponto central de toda realidade espiritual.&lt;br /&gt;Existem vários aspectos que trazem danos para a igreja, a saber:&lt;br /&gt;Quando a igreja assume uma posição reivindicando sobre si a base, já está completamente desqualificada como aquela que mantém o testemunho de um candeeiro para cada localidade. Não podemos dar testemunho de nós mesmos, o Espírito Santo é o único que pode dar tal testemunho.&lt;br /&gt;Também outro aspecto que afeta grandemente a igreja é a postura de absorver e focalizar apenas um único ministério ou pessoa, colocando às vezes essa determinada pessoa ou ministério no topo da pirâmide, ou até mesmo esse próprio indivíduo assume essa posição “piramidal”, e, com isso, uma posição ministerialista.&lt;br /&gt;Outro aspecto observado é a ênfase em determinadas doutrinas, às vezes até copiando formas e traços culturais de outras culturas, excluindo assim, a liberdade que o Senhor proporcionou para que a igreja expresse a multiforme (multicolorido) sabedoria de Deus a principados e potestades nas regiões celestes.&lt;br /&gt;Existe também o risco de mantermos uma posição doutrinária adquirida no início da caminhada e procurar introduzi-la para dentro da igreja. &lt;br /&gt;Se um determinado grupo no passado estava completamente envolvido nos dons carismáticos ou se negligenciavam, e agora procuram permanecer com o testemunho da igreja na localidade, todavia mantém esta mesma postura, isso também esta fora da centralidade. Se o assunto é salvação eterna ou não eterna, pré-arrebatamento, meso e pós e tantos outros assuntos doutrinários, continua permanecendo em assuntos periféricos, esquecendo completamente da centralidade do assunto -  Cristo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando lemos na palavra de Deus a passagem das bodas de Caná aonde temos o primeiro milagre do Senhor registrado, podemos observar as seguintes pessoas presentes naquela festa:&lt;br /&gt;- os convidados, os discípulos, a mãe de Jesus, os serventes, o mestre de cerimônia e o noivo, e o mais importante convidado que é ignorado, mas que é o verdadeiro noivo o melhor vinho , a água da vida  , o mestre, o discípulo e o servo do Pai o Senhor Jesus.&lt;br /&gt;É normal nos determos no milagre da transformação da água em vinho, se olharmos do ponto de vista do mestre de cerimônia, ainda mais neste tempo da teologia moderna que não passa de uma teologia completamente humana.&lt;br /&gt;Observamos que o mestre de cerimônias fica impressionado com a postura do noivo por manter o melhor vinho até aquele momento!&lt;br /&gt;Outros ficam mais impressionados com o vaso do que com o vinho, e acabam louvando o vaso por conter um vinho tão bom, esquecendo-se realmente de onde procede aquele vinho.&lt;br /&gt;E outros com o melhor do vinho e não com Aquele que é o dono do poder transformador da água em vinho. &lt;br /&gt;Também temos aqueles que desfrutam do melhor vinho, mas com o passar do tempo já não distinguem mais se o vinho é o do início ou se é do final da festa. Bebem e se satisfazem desde que lhe agradem e possam sentir uma profunda massagem nos seus egos.&lt;br /&gt;No entanto a mensagem da cruz fica completamente deixada de lado, porque a mesma afeta a vida da alma esmagando e aniquilando o ego como um trator  passando por cima de tudo. Isso incomoda demais nossa alma não tratada; porque gostamos dos nossos brinquedos e até de pirulitos e balas e brigamos por eles. Ao renunciar o trabalho da cruz  nos afastamos completamente do alvo – Cristo! &lt;br /&gt;Quanto ao noivo, todavia permanece calado ao comentário do mestre sala, assumindo e tomando sobre si a glória e o milagre  Daquele que é o único dono e o provedor do vinho melhor .Que o Senhor tenha misericórdia de nós, e nos guarde.&lt;br /&gt;Graças a Deus por aqueles que servem como escravos ao Seu Senhor, pois sabem muito bem quem é o dono do vinho, assim como os serventes sabiam.&lt;br /&gt; Todavia os discípulos ainda não compreendiam sequer a missão do Senhor Jesus.&lt;br /&gt;            A questão não é o milagre de transformar água em vinho, não é o noivo, a mãe de Jesus, mas Aquele que possui todas as coisas, pois é Dele o poder transformador. Muitos estão atrás dos milagres, dos homens e de tantos outros assuntos considerados  periféricos. &lt;br /&gt; Oh! Como necessitamos manter os nossos olhos na pessoa do Senhor Jesus!&lt;br /&gt;Na passagem da transfiguração do Senhor, quando Pedro, João e Tiago caíram por terra Ele se abaixa e os toca com suas mãos.Que atitude magnífica! Quanto precisamos aprender Dele, Sua mansidão e Sua humildade. E eles erguendo os seus olhos para o alto a ninguém viram a não ser o Senhor Jesus.&lt;br /&gt;Na ilha de Patmos o Senhor volta a assumir a mesma postura em relação ao apóstolo João, quando este cai por terra como um morto. Mais uma vez Ele se abaixa e estende a sua mão e o toca, dizendo “Não temais...&lt;br /&gt;Existe uma cadeira de estudo da biologia chamada  “Citologia” , ciência que se detém no estudo das células. Quando se estuda a diferenciação de uma célula sadia por uma célula em um estado de anormalidade, existe uma maneira técnica e apropriada de se distinguir uma célula em sua condição normal para anormal isso através de uma metodologia de coloração, que muitos conhecem como “Papanicolau”.&lt;br /&gt;Usando vários corantes podemos identificar alguns critérios assim definidos por uma determinada coloração no interior da estrutura celular ou até  anomalias no contorno da membrana celular (camada que envolve a célula ) ,ou nuclear , e também a sua forma. Podendo apenas começar por um simples processo de inflamação celular. Se não for tratado este processo, com o passar do tempo ele passa para outro processo mais adiantado, ou seja para o de  “deformidade celular “ chamado de neoplasia , e com isso não sendo tratado passa para  um grau mais elevado e grave de deformidade celular alcançando uma condição do estágio mais avançado o de  “ malignidade “ celular.&lt;br /&gt;      Nosso corpo é formado por células; elas possuem uma proteção em volta chamada membrana celular uma camada lipoprotéica (óleo) .Muito tipológico.&lt;br /&gt;No seu interior temos um núcleo e outras organelas. São estruturas microscópicas que só podem ser visualizadas por um aparelho chamado microscópico capaz de aumentar milhares de vezes.   &lt;br /&gt;No entanto, uma das características mais importante que determina uma normalidade celular é quando o núcleo está no seu local correto, ou seja, no “centro” da célula.Também muito tipológico! Como o Senhor criador deixa Sua impressão “digital” em toda a Sua criação. Ele é tremendo.&lt;br /&gt;Quando determinados agentes ou corpos estranhos penetram no interior da célula devido a uma falha na proteção da membrana, (falha esta que começou a partir da queda do homem).&lt;br /&gt;Esta membrana esta composta de uma camada lipoprotéica vulgarmente falando (gordura, óleo, azeite), mas que em outra oportunidade poderemos falar com mais detalhes acerca deste assunto tipológico protetor.&lt;br /&gt;O assunto em questão é que devido a essa penetração deste agente estranho ao ambiente celular este começa a interferir na centralidade do núcleo afetando de tal maneira e com isso deslocando-o para a periferia da célula.&lt;br /&gt;Se o assunto não é tratado logo, a condição vai piorando cada vez mais, passando de uma condição “inflamatória” mais leve, para uma condição chamada pré-maligna e por fim maligna.&lt;br /&gt;Agora chegamos ao clímax do assunto. Quando este núcleo permanece muito tempo na periferia, ele começa a deformar-se assumindo algumas formas estranhas e estas formas poderão classificar o estado de malignidade desta célula.&lt;br /&gt;O primeiro estágio é a forma de uma ameba, chamada de  “ forma nuclear amebóide”.&lt;br /&gt; O segundo começa a tomar a forma de uma aranha “forma aracnídea” e por final a pior de todas a formas “forma de uma serpente”, que os citologistas procuram amenizar usando um termos mais leve “ forma de girino” que de girino não tem nenhuma semelhança, quando olhamos pela ocular do microscópio. Esta mais para forma de serpente do que de girino.&lt;br /&gt; Diante de tal aspecto tão tipológico o Senhor deseja nos ensinar através do Seu ato criador, deixando claro a Sua assinatura em toda a Sua obra , procurando nos deixar bem claro a importância da centralidade. Cristo!&lt;br /&gt; Podemos observar o quanto é grave e perigoso centralizarmos qualquer assunto que não seja a pessoa do Senhor Jesus.  &lt;br /&gt;Se a centralidade não for em Cristo e sim em assuntos periféricos como doutrinas, pessoas, ministérios e outros, tomando o lugar do Senhor, a malignidade penetra com toda a sua força e com isso temos uma “célula cancerosa” em seu alto grau de malignidade, podendo se espalhar para as demais células deformando e matando tudo que encontra pela frente, trazendo consigo assim a morte do corpo.&lt;br /&gt;Creio que temos presenciado este assunto através dos tempos na igreja que é o corpo de Cristo e Ele a cabeça.&lt;br /&gt;	Que o Senhor tenha misericórdia de nós e nos perdoe diante de tanta desolação a nossa frente. Queremos nos arrepender. Que o Senhor nos ajude!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E, erguendo eles os olhos, não viram a ninguém senão a Jesus somente”.&lt;br /&gt;                                                                                               Mat. 17:8</description>
            <author>celsomachado</author>
            <pubDate>Thu, 29 May 2008 12:03:32 UT</pubDate>
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