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  • A MENSAGEM À IGREJA EM TIATIRA

    MENSAGEM À IGREJA EM TIATIRA

    “E escreve ao anjo da igreja em Tiatira: O Filho de Deus, o que tem olhos como chama de fogo, e pés semelhantes ao bronze polido, diz isto”. Apocalipse 2:18.

    Uma misteriosa Babilônia.

    Vamos ao Livro do Apocalipse capítulo 2, versículo 18. Estamos chegando com a ajuda do Senhor a Sua mensagem à igreja em Tiatira; isto é, Tiatira foi uma igreja histórica daquela época do Senhor Jesus, do apóstolo João, do Ásia Menor, o que hoje se chama Turquia. Subindo de Éfeso, passando por Esmirna, por Pérgamo, e agora tomamos a direção de Pérgamo para o sudeste, descendo um pouquinho obliquamente desde o norte de Anatólia ou Turquia para o sudeste, uns 32 quilômetros; não é tão longe de Pérgamo; ali estava a cidade histórica de Tiatira onde se deram umas condições sumamente dolorosas ao coração do Senhor e que devem sê-lo também ao coração nosso. Quiçá não tenha uma carta que reflita mais até onde pode cair a igreja, inclusive para provar o que são as profundidades de Satanás; no entanto, o Senhor Jesus a segue tratando de Igreja e segue sendo fiel e segue falando e dando saída; é profunda esta carta. Esta carta a Tiatira representa a maior descida na história da Igreja; se olhamos o que se costuma chamar “a idade das trevas”, eras da escuridão ou do obscurantismo, e não obscurantismo em relação com o chamado iluminismo, senão obscurantismo relativo à espiritualidade, com Cristo; porque hoje em dia algumas pessoas usam a palavra obscurantismo a partir da posição do chamado iluminismo e do racionalismo, mas eu não uso a palavra obscurantismo desde o iluminismo, senão desde a espiritualidade, desde a palavra de Deus. A nenhuma destas sete igreja, o Senhor falou tanto. Se você compara quantos versículos falou a Éfeso - sete; a Esmirna, uma igreja que estava em plena perseguição - quatro; a Pérgamo falou também poucos; depois vocês podem comparar, mas em Tiatira falou com uma dúzia de versículos; é a igreja que Ele mais fala, a que mais dirige Suas palavras; e no entanto, a igreja que caiu em maior profundeza. Antes de ler a mensagem a Tiatira, eu gostaria que lêssemos uma passagem que nos ilustra este processo das igrejas em descida, como depois também relativo à restauração. A igreja foi descendo desde Éfeso por Esmirna até Pérgamo e por Pérgamo até Tiatira; e depois começou a ser restaurada pouco a pouco desde Sardes, Filadélfia até os vencedores de Laodicéia. Laodicéia em si é uma igreja contra a qual o Senhor tem muitas queixas, mas há vencedores sobre essa situação. Para entender esse processo de decadência e restauração da igreja, vamos ao livro de Joel, vamos ler ali algumas expressões do Espírito Santo por este profeta. Primeiramente vamos ao capítulo 1; vou ler desde o versículo 2. Estas palavras foram ditas primeiramente pelo Senhor a Israel; isto aconteceu inicialmente com Israel, antes de serem levados cativos a Babilônia, e depois foram livrados de Babilônia, e regressaram à Jerusalém; mas vocês recordam que no Novo Testamento também há uma misteriosa Babilônia da qual sai e muda para uma Jerusalém celestial. A história de Israel é tipológica; assim que quando vemos esta profecia, tem um primeiro sentido primário gramático-histórico em relação a Israel e num segundo sentido, alegórico ou tipológico em relação à igreja.

    Então vamos vê nos dois sentidos. Joel 1:2: “2Ouvi isto, anciãos, e escutai todos os moradores da terra. Aconteceu isto em vossos dias, ou nos dias de vossos pais?” Que boa pergunta. Que é o que aconteceu nos dias passados e que está acontecendo em nossos dias? É uma pergunta do Espírito. O Espírito nos pergunta sobre o que aconteceu no povo e diz aqui: “3Disto contareis a vossos filhos, e vossos filhos a seus filhos, e seus filhos à outra geração”. Deus diz que isto contaremos; Deus quer que ponhamos atenção ao sentido da história, da intervenção de Deus, também do diabo e na nossa história.

    A árvore comida pela praga

    Então diz assim: “4O que deixou o gafanhoto cortador comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador comeu-o o gafanhoto destruidor”; ou seja que estamos vendo uma degradação de uma árvore; essa árvore representa ao povo do Senhor, mas primeiro vem uma larva; deixaste teu primeiro amor, as obras dos nicolaítas, e começou essa larva, essa lagarta, a comer primeiro as folhinhas; mas diz: o que deixou a lagarta... A lagarta é a primeira etapa, a larva que começa a comer. Diz: o que ficou da lagarta comeu o migrador; depois já estamos vendo que em Esmirna aparece algo assim que se chama “a sinagoga de Satanás”; no meio da perseguição começa a comer mais e depois diz: “o que ficou do migrador comeu o devorador”; esse é outro animalzinho, já vemos em Pérgamo, que ao que antes era feitos, obras, dos Nicolaítas em Éfeso, sinagoga de Satanás em Esmirna, é doutrina de Balaão e doutrina dos nicolaítas em Pérgamo; e por fim diz: “e o destruidor comeu o que do devorador tinha ficado”; ou seja, o ataque de Satanás contra a árvore do Senhor. Ele disse que Ele era uma árvore e nós éramos os ramos dessa árvore. Ele disse: “Eu sou a videira, vocês os ramos” (João 15:5). Quando o estavam levando à cruz, as mulheres de Jerusalém choravam por Ele, e Ele disse: “28Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, senão chorai por vocês mesmas e por vossos filhos. 31Porque se com a árvore verde fazem estas coisas, o que se fará com o seco?” (Lucas 23:28,31). A árvore verde é a vida divina em toda sua preciosa manifestação; agora, Ele tinha que se manifestar na Igreja; nós somos os ramos da vida do Senhor, mas há um ataque de Satanás contra a Igreja, uma luta; bem como o Senhor foi morto na cruz, mas depois pela vida divina ressuscitou, assim também a vida divina que foi dada à Igreja é atacada por Satanás até levar à Igreja às profundidades de Satanás, como vamos ver aqui; no entanto, como o Senhor ressuscitou, começa então a restaurar e a recuperar a parte de Deus na Igreja até vencer. Os últimos vencedores serão vencedores de tudo; mas antes teve um processo de degradação até que o destruidor comeu o que deixou o devorador, que tinha comido o que deixou o migrador; que tinha comido o que deixou a lagarta. Já em Tiatira vemos a condição de máxima decadência da Igreja. O Senhor em vez de ficar calado foi a ela que Ele mais falou, reconheceu nela algumas coisas boas e lhe fez notório, os graves erros.

    Crítica textual

    Agora sim, vamos ler a mensagem a Tiatira de uma só vez para ter em conta os detalhes textuais, tendo revisado isto, porque cada vez o reviso para que os irmãos o conheçam, mas o importante é o texto. Depois voltamos ao texto sobre nossos passos. Leiamos primeiro de uma só vez a mensagem do Senhor para ter tudo presente ao seguir comentando.“18E escreve ao anjo da igreja em Tiatira: O Filho de Deus, o que tem olhos como chama de fogo, e pés semelhantes ao bronze polido, diz isto: 19Eu conheço tuas obras, e amor, e fé, e serviço, e tua paciência, e que tuas últimas obras são mais numerosas do que as primeiras. 20Mas tenho contra ti...” Esse “umas poucas coisas” mal alguns manuscritos o dizem, não todos; os mais antigos não o dizem, mas resulta que no grego não soa como bem entendido; então alguns escribas agregaram uma palavrinha que ali se traduz em três palavras como para fazê-lo mais gramatical. “Tenho contra ti: que toleras que essa mulher Jezabel”; alguns manuscritos não dizem: “essa”, senão “tua mulher Jezabel”. Uns dizem: “essa”, outros dizem “tua”, e ao comparar uns manuscritos com outros fica difícil decidir qual dos dois será o original. Se a alguns pareceu muito forte chamá-la “tua mulher” e lhe puseram “essa” ou foi ao contrário que dizia “essa” e o quiseram personalizar e disseram: “tua”. Os eruditos não sabem por qual dos dois tipos de manuscritos decidir, assim que deixo para que vocês decidam. Eu penso que ainda que seja uma ou outra coisa, terá muito o que dizer. “Tenho contra ti que essa (ou tua) mulher Jezabel, que se diz profetisa, ensine e seduza a meus servos a fornicar e a comer coisas sacrificadas aos ídolos. 21E lhe dei tempo para que se arrependa, mas não quer arrepender-se de sua fornicação. 22Tenho aqui, eu a jogo em cama, e em grande tribulação aos que com ela adulteram, se não se arrependerem das obras dela. 23E a seus filhos ferirei de morte, e todas as igrejas saberão que eu sou o que vasculha os rins e o coração; (claro, a palavra “mente” era mais entendível, mas o que disse Deus foi “rins”, ou seja, o mais profundo de teu ser; aqui dentro estão os rins. Os rins e o coração, disse o Senhor) e vos darei a cada um segundo vossas obras. 24Mas a vocês e aos demais que estão em Tiatira, a quantos não têm essa doutrina, e não conheceram o que eles chamam as profundidades de Satanás, eu vos digo: Não vos imporei outro ônus; 25mas o que tendes, retende-o até que eu venha. 26Ao que vencer e guardar minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações, 27e as regerá com vara de ferro, e serão quebradas como vaso do oleiro, como eu também a recebi de meu Pai; 28e lhe darei a estrela da manhã. 29O que tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas”.

    Esta igreja de Tiatira é a primeira igreja à qual o Senhor apela primeiro aos vencedores. Até aqui o Senhor tinha apelado à igreja inteira. O que tem ouvido ouça o que o Espírito diz às igrejas; apela, chama a todas as igrejas e depois menciona aos vencedores. Depois a partir daqui, Tiatira, o Senhor começa a apelar primeiro aos vencedores; a igreja chegou a uma condição tão degradada que o Senhor tem que chamar a vencedores. Não sei se vocês se deram conta de que aparecem vários níveis de pessoas em Tiatira. Por um lado, o Senhor elogia as coisas boas, e por outro lado, repreende as coisas gravíssimas; e, no entanto, o Senhor a todos esses que levam o nome de cristão, que se dizem Seu povo, Ele fala a todos eles.

    Sacrifício contínuo

    Você encontra coisas muito preciosas como as que aparecem ali no primeiro versículo; diz: “Eu conheço tuas obras, e amor, e fé, e serviço, e tua paciência, e que tuas últimas obras são mais do que as primeiras”. Isto é um grande incentivo e é um incentivo por muitas coisas e o Senhor não iria dizer isso, se isso não existisse. Tanto na Tiatira histórica como no período da história da Igreja que profeticamente está representado pela mensagem a Tiatira, porque estas sete igrejas são tipologias proféticas, ou seja, essas igrejas históricas, o Senhor está falando a essas igrejas históricas e por essas igrejas históricas Ele está profetizando, porque este livro é uma profecia do princípio ao fim. Então temos que o interpretar não só historicamente, senão também profeticamente. Teve uma Tiatira histórica. A palavra Tiatira quer dizer: “sacrifício contínuo”; a palavra “tisiastério”, que é de onde vêm as raízes da palavra Tiatira, quer dizer o altar do incenso, o altar do louvor; então a palavra Tiatira significa “sacrifício contínuo”. Alguns, por causa da presença de Jezabel nesta profecia, chamaram-lhe “mulher dominante”; por causa de Jezabel então relacionaram Tiatira com mulher dominante, mas no grego é “sacrifício contínuo”. Nessa época foi quando se estabeleceu a missa como um sacrifício repetido e onde os alimentos, a farinha, o elemento água misturado com a farinha ou o azeite, o elemento veio (hóstia), foram adorados com adoração latréutica (excelência de Deus e submissão dos homens), como se fosse Deus mesmo, por causa de uma doutrina que surgiu na idade média, que é a doutrina da transubstanciação, com a qual se dizia que os elementos se convertiam na carne e no sangue de Cristo; então como tem que se adorar a Deus e adorá-lo em Cristo, eles então adoraram a hóstia, adoraram a farinha, adoraram o vinho, como se fora a Deus mesmo; isso sucedeu nessa época; e esse sacrifício constante de adoração, quando se levanta, isso é o que quer dizer a missa, um sacrifício contínuo; não o sacrifício único de Cristo que foi feito uma vez para sempre, senão continuado; então chegou a considerar-se um sacrifício contínuo, incessante e isso é o que significa Tiatira.

    Pano de fundo geográfico e histórico

    Agora, Tiatira era uma cidade que se caracterizava pelas pinturas; inclusive a palavra pintura e Tiatira têm uma relação. Vocês recordam que a primeira convertida de Tiatira foi Lídia; ela era uma vendedora de púrpura de Tiatira, somente que nesse momento estava em Filipos, porque ela, ainda que fosse de Tiatira, comerciava a partir de Tiatira; o que faziam em Tiatira era produzir tintura. Tinha uma raiz de uma planta que eles utilizavam e produziam umas tintas púrpuras e escarlatas, e eles faziam umas telas e as tingiam; esse era o principal negócio de Tiatira. Tiatira também está relacionada com Tiro, pois devido à localização geográfica de Tiatira, e devido ao comércio com Tiro, chegou a ser uma cidade importante, ainda que não tão poderosa como Pérgamo, como Esmirna e como Éfeso em outros assuntos. Tiatira chegou a ser forte no aspecto comercial e no aspecto militar. Por que no aspecto militar? Porque depois de Esmirna, Pérgamo, vinha Tiatira que estava fazendo limite entre o reino de Lisímaco que era para o norte e o de Selêuco que era para o sul; então ficava numa situação fronteiriça; e fixem-se no curioso da localização geográfica de Tiatira. Tiatira tem uma história de mudança constante de governo; há inconstância. Agora estava governando um determinado império, mas como ela ficava em zona fronteiriça, as vezes o outro império prevalecia, então dominava a Tiatira. Tiatira estava num vaivém constante; as vezes reinava o rei de Pérgamo; as vezes reinavam os descendentes de Selêuco, depois reinava outra vez Roma; ou seja que Tiatira estava sempre sob diferentes governos; estava como dizer num vaivém e era um lugar forte quanto a comércio, igual a Tiro. Vocês sabem que Jezabel era filha do rei de Tiro, e vocês sabem a quem se chama espiritualmente o rei de Tiro na Bíblia? Ao diabo. Se vocês quiserem ver, vamos a Ezequiel capítulo 28 e vocês vão dar conta de que por trás do rei de Tiro, o rei físico, estava o rei espiritual, os governadores das trevas deste século. Ezequiel capítulo 28, mostrando que o verdadeiro rei de Tiro não era o fantoche que aparecia como político, senão o espírito de Satanás mesmo que manejava. Vamos vê-lo em Ezequiel 28, e isto o menciono por causa da relação com Tiro e com Jezabel e a relação com o comércio e com Tiatira também. Agora, o que era que se vendia em Tiatira? Vendia telas de púrpura e de carmesim; a púrpura é o que veste o chamado purpurado que é o colégio episcopal, e o escarlata é do colégio cardenalicio; e justamente, isso aparece ali em Tiatira; e Lídia era vendedora das telas; mas essas telas se usavam para essas posições de honra no império romano que depois passaram a ser de honra nas hierarquias romano-papistas.Ezequiel 28:12: “12Filho de homem, levanta lamentações sobre o rei de Tiro”. O que vai falar aqui é de Satanás, porque Satanás é o verdadeiro rei espiritual que maneja ao rei de Tiro; é o personagem que expressa esse tipo de governo, que é a personalidade espiritual, o caráter de Satanás. O Senhor, ao identificar a Satanás por detrás deste rei de Tiro, já fala diretamente ao que está detrás. Fala ao que está detrás, e diz assim: “o rei de Tiro, e diz: Assim disse Jeová, o Senhor: Tu eras o selo da perfeição, cheio de sabedoria e acabamento de formosura. 13No Éden, no horto de Deus estiveste; de toda pedra preciosa era tua vestimenta; de rubi, topázio, diamante, crisólito, cornalina, jaspe, lazulita, turquesa, berilo; de ouro eram feitos os teus pingentes e as tuas lantejoulas.; os primores de teus tamboriles e flautas estiveram preparados para ti no dia de tua criação. 14Tu, querubim da guarda”. Agora vemos quem era o verdadeiro rei de Tiro; não era o fantoche senão o títere, o querubim. O rei físico era o fantoche, o títere era o querubim; por isso Paulo fala em Efésios dos governadores das trevas deste mundo; por isso em Daniel 10, o príncipe de Pérsia, títere, aparecia representado no príncipe da Pérsia natural. O príncipe de Grécia, títere, o espírito principado demoníaco, influenciava o império grego; aqui vemos o que influenciava o governo de Tiro, o comércio e tudo isso, era o mesmo querubim rebelde, o mesmo Satanás.

    Pés semelhantes ao bronze polido

    Vamos outra vez a Apocalipse 2 para seguir a mensagem a Tiatira; mas temos que ver tudo o que implica a palavra Tiatira, a história de Tiatira, como isso tem uma influência e como isso tem também uma tipologia. A igreja em Tiatira é a igreja numa situação muito difícil; nós lemos em Joel para mostrar até onde se degradou a igreja; e ainda o Senhor a segue chamando igreja. O Senhor diz: Escreve ao anjo da igreja em Tiatira, e diz que alguns chegaram às profundidades de Satanás; isso não aparece em Éfeso, nem em Esmirna, Pérgamo, Sardes, Filadélfia, e nem em Laodicéia; as profundidades de Satanás aparecem somente em Tiatira; e, no entanto, o Senhor a chama “a igreja” e é um candeeiro, e de ouro; mas isso por causa dos vencedores. Vamos ler ali muito lentamente. Como se apresenta o Senhor ao anjo da igreja em Tiatira e à igreja? “O Filho de Deus”; lá eles tinham o culto de Apolo e o culto de uma Sibila, e aqui diz: “O Filho de Deus, o que tem olhos como chama de fogo”; ou seja, o que penetra até o mais profundo, e por isso diz: o que vasculha os rins e o coração, os olhos como chama de fogo. E diz mais: “e pés semelhantes ao bronze polido”; que era uma das coisas que se produzia em Tiatira. Em Tiatira se produzia o bronze polido obtido com ligas de metais que se produzia justamente em Tiatira; faziam escudos de bronze polido, de maneira que as pessoas de Tiatira sabia o que era esse metal e o Senhor se mostra a eles como o que tem os pés de bronze polido; como quem diz: vocês conhecem o processo para que este metal aparece; e eu tenho pés disso, eu passei pelo forno, eu passei pelo juízo, eu vasculho todas as coisas. O pecado é juízo em mim; aqui é onde mais pecado se apresenta; então Ele se apresenta como o que julga o pecado, o que vasculha os rins e o coração; aqui diz “a mente”, mas o Senhor disse: os rins, nefrus, de onde vem a palavra nefritis, ou seja, inflamação dos rins. Essa é a palavra que o Senhor Jesus usou. O que vasculha os nefrus, os rins e o coração. “Olhos como chama de fogo, e seus pés semelhantes ao bronze polido”; é o Senhor que julga o pecado. Como o problema de Tiatira era pecado até o mais profundo, o Senhor se apresenta como o que julga o pecado e o que passou pelo juízo do pecado; é muito profundo. O Senhor faz as duas coisas: por um lado, o juízo do pecado; por isso ele trata com o pecado e por isso ele vai castigar. Diz: “eu a lanço em cama”, etc. “e a seus filhos ferirei de morte”. Ele é o Senhor que julga o pecado, os mais profundos pecados. Se se arrependerem podem ser livres. Por isso Ele diz: dei-lhes tempo para que se arrependesse; ou seja que o Senhor pode solucionar, se se arrependerem. Como é misericordioso o Senhor! Não só julga o pecado, senão que Ele sofreu pelo pecado para nos livrar do mais profundo pecado; e ainda das profundezas de Satanás o Senhor pode livrar porque Ele é o que tem pés como bronze polido; Ele foi até o Hades, o Seol, e tomou as chaves do inferno e da morte. Então fala aos que são fiéis em Tiatira. Pois apesar da situação tão terrível em que eles se encontravam, ainda assim tinha gente fiel; este período da igreja corresponde à chamada idade média; ou seja, mais ou menos depois do período patrístico. Depois de Constantino esse período patrístico representa a era de Pérgamo. Depois começou o que se chamou a pornocracia, o governo de papas corruptos, de papisas de Roma; até de mulheres, a papisa Joana, que era uma mulher disfarçada de papa e se chamava “João VIII” e era uma papisa; bem como aparece uma Jezabel nesses tempos de pornocracia papal, aparece uma mulher chamada Marosia e outra pessoa chamada Lucrecia Borja, das que vocês ouviram umas barbaridades que sucediam lá no papado, e todas essas prostituições e coisas; compravam o papado por meio de dinheiro, nomeavam a um menino de oito anos de cardeal porque com o posto de cardeal tinha se muitos benefícios que todos os Estados tinham que pagar; e teve papas até de onze anos, e teve papas filhos de papas, uma coisa terrível; ou seja, a igreja e o chamado cristianismo chegou à mais profunda degradação na idade média; inclusive teve papas como um dos Silvestres de quem dizem que foi mago negro; teve vários papas que foram acusados de bruxaria, outros de assassinato, de incesto; muitas coisas se deram; por isso se fala das profundidades de Satanás; isso se viu na história, na idade média, a idade das trevas, século VIII, século IX, século X, século XI, século XII, século XIII, século XIV, século XV; foram os séculos do pior tipo de gente que se dizia cristã, fazendo as piores coisas e se diziam cristãos.

    Um remanescente fiel

    No entanto, no meio de todo esse sistema, tinha gente santa que não estava nessa posição, mas que tolerava a Jezabel dizer-se o que não era, mas mantinham fidelidade; pessoas como Francisco de Assis, como Bernardo de Claraval, como os pré-reformadores anteriores à Reforma que a vez passada mencionei, como Arnaldo de Brescia, como Jerônimo Savonarola, como Pierre de Bruise, como Henrique de Lausana; estes foram líderes que estiveram subterraneamente sendo fiéis ao Senhor, ensinando a palavra, como também foram John Hus, John Wicleff; todos esses grandes homens de Deus tiveram que se enfrentar a todo esse sistema. Então o Senhor a um grupo fala de ser fiel; a esses diz o Senhor: “Conheço tuas obras, e amor, e fé, e serviço, e tua paciência, e que tuas ultimas obras são mais do que as primeiras. Mas tenho umas poucas coisas contra ti”; aqui está o que o Senhor desaprovava: “que toleras”. Fixa-te, tu vês muitos desses grandes homens santos, como São Francisco de Assis, no entanto, ele mesmo aceitava o papado, aceitava esse sistema, ainda que ele era um santo. Eu lhes contei uma vez a história como ele foi e pediu permissão ao papa Julio II para que se lhe permitisse fazer uma ordem para obedecer o evangelho; pedia permissão ao papa para obedecer o evangelho. O papa, como viu que a Pierre de Bruise e Pedro Valdo e os valdenses não lhes tinham dada permissão e eles tinham feito as coisas a sua maneira, então ele politicamente lhe deu permissão de obedecer o evangelho e aí surgiu a ordem dos franciscanos descalços que se vestiam com túnicas, sempre se amarravam com um cordão e somente comiam o que lhes davam; por isso os chamaram mendicantes, que foram os que evitaram que se perdesse a Europa para o cristianismo; porque se não tivesse tido a reação destes homens, era tal a maldade que tinha nos altos clérigos, que as pessoas teriam tornado ateias, se não tivesse esses grupinho que estavam ali; como dizer, os que não tinham essa doutrina que eles chamam as profundidades de Satanás; ou seja que teve alguns que foram fiéis, mas muitos dos que eram fiéis ao Senhor aceitavam a doutrina nicolaíta, aceitavam o catolicismo, aceitavam a hierarquia papal anti-bíblica; uns não, uns si; então o que o Senhor diz à igreja? “Tenho contra ti que toleras...”; ou seja, que há coisas que o Senhor não quer que toleremos na igreja, e o Senhor nos cobra.

    A Jezabel histórica e a espiritual

    Fixem-se em que o Senhor não falou com Jezabel; Ele queria que seus representantes, os que andam em Seu Espírito, fossem os que declarassem o que era Jezabel; mas eles a toleraram; então o Senhor diz: “tenho contra ti que toleras que essa mulher”; outros dizem “tua mulher Jezabel, que se diz profetisa”; não que fora, mas que se diz profetisa: “ensine e seduza a meus servos a fornicar e a comer coisas sacrificadas aos ídolos”. Aqui aparece primeiro uma Jezabel histórica, uma mulher chamada Jezabel ou que foi chamada pelo Senhor Jezabel para recordar quem era a Jezabel antiga; já teve uma Jezabel no passado. Quem era a Jezabel do passado nos tempos de Elias? Era a filha do rei de Tiro, uma mulher pagã, adoradora de Baal, adoradora de Astarté, que se casou com o rei Acabe em Samaria e que instaurou o culto a Baal, o culto a Astarté em Israel e perseguiu aos profetas de Deus, e o último que ficou foi Elias e também o procurava para matá-lo e jurou que mataria a Elias; disse-lhe: te matarei; e foi quando Elias teve que fugir ao Sinai caminhando tremendamente e depois teve que voltar outra vez. Essa mulher Jezabel era uma pagã, mas era uma pagã que estava em autoridade sobre o povo de Deus, era a esposa do rei Acabe e exerceu autoridade e impôs sua religião sobre o povo de Deus. Quando o Senhor utiliza esse nome, Ele está fazendo alusão a essa situação; a situação que teve em Israel em tempos de Acabe, quando uma mulher pagã, feiticeira, filha do rei de Tiro, que vocês sabem era o fantoche principal de Satanás nesse tempo, assuntos de comércio, ela se dizia profetisa; não que fora profetisa, mas dizia ser. A quem está comparando Jezabel? À grande prostituta que lemos da vez passada em Apocalipse 17, e que está comparando com esta Jezabel; é a pornocracia papal da idade média que se dizia ser como diz em Apocalipse 18; olhem o que diz essa mulher, Babilônia, a grande Roma; diz no verso 7: “Quanto a si mesma se glorificou e viveu em deleites, dai-lhe em igual medida tormento e pranto; porque diz em seu coração; eu estou sentada como rainha, e não sou viúva, e não verei pranto”. Isso é o que ela diz que está sentada como rainha, não sou viúva e não verei pranto. Ela pretende ser algo, ela não é uma profetisa de Deus, é falsa, não nasceu de novo, ela é pagã, ela não deve ser tolerada pela igreja, mas a igreja estava tolerando a essa mulher Jezabel, que se dizia profetisa, exercia autoridade sobre os servos de Deus, seduzia aos servos de Deus a fornicar e a comer coisas sacrificadas aos ídolos. A fornicação material qualifica a fornicação espiritual; a mistura da palavra de Deus com o paganismo, com o assunto do nepotismo, do dinheiro, dos parentes, da corrupção; tudo isso está qualificado em Jezabel.. Jezabel qualifica à igreja católica romana da idade média, da época do obscurantismo; é a que, quando leres estas palavras, não há outra que possa ser identificada como ela. É que talvez vocês não leram a história, mas tinha épocas onde inclusive até os cadáveres se desenterravam. Um papa desenterrava o cadáver do outro para tirar do cadáver os dedos da bênção e depois o atiravam no Tibre e desfaziam as ordenações eclesiásticas que tinha feito o papa anterior; às vezes tinha três papas brigando entre si. O que chegou a fazer o cristianismo foram coisas terríveis. Da grande prostituta Ele diz que está saciada com o sangue dos servos; instaurou a inquisição, a tortura; torturas terríveis eram feitas. A uma pessoa que estava sendo queimada lhe punham uma estátua da virgem no nariz, diga: salve rainha; o pobre morrendo lá, metiam-lhe a estátua de Maria pelo nariz para que invocasse a Maria, em vez de invocar a Cristo. Se vocês lessem o que foram realmente esses anos terríveis, que até os mesmos historiadores católicos o reconhecem. Nos Anais de Baronio, ali está toda esta história que estou contando e os mesmos o reconhecem; teve uma degradação: o gafanhoto comeu o que restava; teve aí seiva nas raízes para que depois brotasse, alguns clandestinos, perseguidos, como aqueles que mencionei que fizeram algo. Mas aparece Jezabel qualificando essa época, uma posição de governo, aquela grande prostituta, Roma, Babilônia, Jezabel, que se diz profetisa; isto é, pretende falar em nome de Deus e as pessoas a toleravam, inclusive os servos, muitos a toleravam, como mencionei Francisco de Assis, Bernardo de Claraval, eles toleravam o romanismo; foram homens fiéis, mas o Senhor disse: tenho contra ti que toleras esta mulher que se diz... o que dizia ela? Falar em nome de Deus, ser profetisa, que mais? Ensinava, mas o que ensinava? Idolatria e fornicação espiritual e material; então aí está retratada perfeitamente a pornocracia papal dos séculos médios; está perfeitamente profetizado; Jezabel que se diz profetisa e ensina a meus servos; o Senhor reconhece que servos seus estão enganados por esta rainha pagã que reina sobre o povo de Deus, que diz ser profetisa e ensina aos servos do Senhor. “E lhe dei tempo para que se arrependa”; olhem como é o Senhor, “dei-lhe tempo”. Sabem quanto durou essa época? Como mil anos durou o período de Tiatira, porque o período patrístico começa a passar para o período da idade média mais ou menos desde os anos 500 até o 1500, porque surgiu a Reforma; já a reforma é outra época que é a que segue: Sardes; mas como durou mil anos e por isso alguns católicos dizem que esse é o milênio, porque eles reinaram sobre os reis durante esses mil anos, então dizem que esse é o milênio; mas foi uma farsa do milênio, um pseudo-milênio, porque reinaram de forma terrível, não mártires, senão torturadores.“21E lhe dei tempo”; aí está o período que mais durou de todos estes períodos, é Tiatira; no período da igreja o que mais durou, era um cristianismo que o Senhor lhe permitiu séculos e séculos, para ver se se arrependia, mas não quis arrepender-se; o Senhor várias vezes a levou a arrepender-se; quantos concílios procurando reformar essa situação escandalosa e nada, sempre a justificavam. Qualquer que estude a história do catolicismo, a história dos concílios, dá-se conta de que muitas vezes se quis reformar e nunca foi possível. “Dei-lhe tempo”; foi o período mais longo de todos; o Senhor fala doze versículos, permite quase mil anos. “Dei-lhe tempo para que se arrependa, mas não quer arrepender-se de sua fornicação. Eis que Eu a arrojo em cama”; esta palavra cama no grego é clinen, de onde vem a palavra clínica; é cama de doença, arrojo-a em clínica; em cama, mas de clínica, leito de doença, leito de morte, leito de dor; ela tinha fornicado em sua cama, agora em sua cama vai sofrer as dores, na mesma cama onde ela fornicou; ali nessa mesma cama vai sofrer as dores.

    Juízo à grande prostituta

    Vamos ver um pouco de Apocalipse aqui; depois voltaremos com mais detalhe, mas para adiantar este aspecto, vejamos o que diz da grande prostituta no capítulo 17:16: “E os dez chifres que viste na besta, estes aborrecerão à prostituta”. Ela tinha fornicado com os reis da terra; sempre os núncios estão como os enviados dos embaixadores; sempre o protocolo mais elevado é o do Vaticano; inclusive até mesmo aos Presidentes é ordenado sair de costas e não de frente; e alguns lhe beijam o anel e tudo; fornicando com os reis da terra, sempre. Agora, o que vai acontecer? “Estes aborrecerão à prostituta, e a deixarão desolada e nua; e devorarão suas carnes, e a queimarão com fogo”. É possível, que num próximo conclave para eleger um novo papa ou num próximo concílio, que venham a colocar uma terrível bomba no Vaticano; não uma bomba dessas pequenas, senão uma grande; porque diz que a grande prostituta será devorada, consumida com fogo; esse é o juízo que Deus tem para ela; é muito provável que isso possa suceder. Já muitas vezes teve ataques ao Vaticano, mas aqui diz: será consumida com fogo; não será um incêndio somente, senão será consumida; a queimarão com fogo. Agora, isso não diz que procederá de Bin Laden, senão destes dez que têm o plano do anticristo. Diz que Deus pôs em seus corações o exercer o que Ele quis, pôr-se de acordo e dar seu reino à besta, até que se cumpram as palavras de Deus. Esses reinos europeus darão a autoridade ao anticristo, à besta; mas como não pode vir a besta enquanto não for tirada Roma, então ela será queimada, a prostituta, que é Roma, com fogo, e então virá o anticristo; isso era o que dizia Paulo aos Tessalonicenses.

    Sabemos quem o detém até agora, até que seja tirado do meio; o império romano; não podia vir o império do anticristo, enquanto estivesse o romano; e não pode prosperar nem a besta, nem o anticristo, até que estes dez reinos queimem a Roma, a prostituta. João diz que a prostituta é Roma. Diz, essa mulher é a cidade que reina sobre os reis da terra, e essa era Roma, não nos equivoquemos; Roma é a grande prostituta, é a Jezabel que fornica com os reis da terra; inclusive servos de Deus, gente que quer servir ao Senhor, mas lhe dão posições na hierarquia e vão dando posições nos bancos: o Banco Ambrosiano, o Banco Vaticano, e uma série de coisas que não dá tempo para contar; demorar-me-ia muito a dizer esses dados. No entanto, vão-se corrompendo; ensina a meus servos a fornicar, e a comer coisas sacrificadas aos ídolos; a idolatria, o paganismo se misturou no cristianismo desde essas posições, desde Roma; isso está profetizado e se cumpriu tal como Deus disse: dei-lhe tempo, quanto tempo? E não quiseram arrepender-se: “Eis que Eu a arrojo em cama”, em clínica, em doença, “e em grande tribulação”. Recorde-se que o Senhor à igreja em Tiatira fala de sua segunda vinda. “25Mas o que tens, (fala aos fiéis) retém até que eu venha”. Que quer dizer: “até que eu venha”? Quer dizer que quando o Senhor vier terá os vencedores de Tiatira que serão recompensados. Quer dizer que o estado de Tiatira, o catolicismo romano, representado em Tiatira, continuará até a vinda de Cristo, porque o Senhor diz aos vencedores para que retenham o que têm até que Ele venha. Quando o Senhor vier, encontrará muita gente no estado de Tiatira. Muitas pessoas católico-romana, alguns ainda em seus negócios, vaticanos, etc., até com narcotráfico e com suicídio de banqueiros, e a pugna dos maçons e o opus-dei por controlar ao Vaticano; todas essas coisas, até que o Senhor venha, porque a grande prostituta será julgada pelo Senhor de duas maneiras: uma maneira, queimada com fogo; outra, o terremoto; o Senhor se lembrará de Babilônia e produzirá um terremoto mundial; o terremoto mundial que falamos aos irmãos. Diz a Bíblia que é por que o Senhor se lembra das fornicações de Babilônia; isso é o que produzirá o terremoto; isso o diz a sétima taça, que é esse terremoto mundial. “22Eis que Eu a lanço em cama, e em grande tribulação aos que com ela adulteram“; os que adulteram com a prostituta em ecumenismo, os que se metem nessas coisas, adulteram com ela; servos do Senhor misturados com ao Vaticano e seus negócios; entrarão em grande tribulação; aí diz, arrojo-os em grande tribulação aos que adulteram com ela. Temos que ter cuidado, não é mesmo irmãos? Não há que adulterar com Jezabel, porque então nos toca grande tribulação. “Se não se arrependerem de suas obras”. Aqui mostra que ela é a que faz essas obras, e que convida ao ecumenismo, faz os grandes negócios e é a que convida ao Vaticano aos pastores, também aos bruxos, também aos muçulmanos e aos rabinos, e lhes manda a passagem, dá-lhes dinheiro, “as obras dela”, ela é a líder. Por isso diz: aos que com ela adulteram, os arrojarei em grande tribulação; a ela em cama e a eles em grande tribulação; “se não se arrependerem de suas obras”. Há que se arrepender das obras de Jezabel, das obras da grande prostituta. “E a seus filhos”; a Jezabel histórica teve filhos naturais, mas a Jezabel espiritual, do período de Tiatira, a grande prostituta, tem filhos espirituais, tem seguidores, tem muitos cardeais, muitos arcebispos, muitos bispos, muitos padres e muitas freiras e pessoas que a segue: “E a seus filhos”, estes são os filhos da grande prostituta: “a seus filhos ferirei de morte”; por isso o Senhor disse: “Saí dela povo meu, para que não participes de seus pecados e não recebais parte de suas pragas”; as pragas são as sete taças da ira; vêm contra a grande prostituta; e se os filhos de Deus, do povo de Deus, não saírem de Babilônia, então sobre eles virão as pragas e essas pragas é a morte. “23E a seus filhos ferirei de morte e todas as igrejas saberão...”; quando virem o castigo de Deus a estas pessoas, “todas as igrejas saberão que eu sou o que vasculha os rins e o coração, e vos darei a cada um segundo vossas obras”. Agora, quer dizer que só teve essa perversidade? Não, teve gente fiel, aqui estão os fiéis, aqui está o remanescente, aqui estão aqueles cristãos que nessa época terrível tiveram que estar em clandestinidade, protestando, ensinando e sendo perseguidos: “Mas a vocês e aos demais que estão em Tiatira”; aqui vemos três níveis: vocês, que é a igreja em geral, a do meio; Jezabel, que é com a que estão fornicando, e os demais que estão em Tiatira, mas que são fiéis. São três níveis: vocês e os demais; tinha falado de Jezabel e seus filhos, que eles o toleram; ainda que não participam, toleram-na; não devem tolerá-la. “A vocês e aos demais que estão em Tiatira, a quantos não têm essa doutrina”. O ensino de fornicação e idolatria e de profecia da Jezabel que pretende ser algo, pretende falar em nome de Deus, diz: eu sou rainha, enriqueci-me, não verei pranto, não serei viúva. Os que não têm essa doutrina. Teve nessa época de Tiatira, nas cidades da idade média, pessoas que não foram romanista, que não foram papista, e o Senhor aqui está nomeando: “os demais que estão em Tiatira”, não eles, os demais que estão em Tiatira e não têm essa doutrina, “e não conheceram o que eles chamam de as profundezas de Satanás”. Para que o Senhor Jesus fale isso, Ele que conhece tudo o que se faz em segredo e para que Ele chegue a dizer que teve pessoas que falavam das profundezas de Satanás, mas teve alguns que não souberam disso, a esses que ignoraram isso, o Senhor os aprova. O Senhor diz: “e não conheceram o que eles chamam as profundezas de Satanás, eu vos digo: Não vos imporei outro ônus; mas o que tendes, retende-o até que eu venha.” Agora, qual era a situação destes vencedores? Clandestinidade, perseguição, a inquisição; então a estes que não estavam nos postos de poder, estes que eram perseguidos e clandestinos, a estes diz o Senhor: “Ao que vencer e guardar minhas obras”, as do Senhor; não é fazer o que passa na nossa cabeça, senão o que o Senhor tem preparado para Ele fazer conosco e nós com Ele. “Guardar minhas obras”; nós temos que guardar Suas obras, o que Ele preparou de antemão para Ele fazer conosco e nós com Ele; se o guardamos, se não deixamos que se perca essa oportunidade, senão que entendamos que isso preparou o Senhor para fazê-lo conosco e nós o fazermos com Ele, “E guardar minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações”; porque eles eram os perseguidos, os degradados, os clandestinos; “lhe darei autoridade”; agora a que dizia ser, irá para a cama de tribulação e fogo; aqui diz: “lhe darei autoridade sobre as nações, e as regerá com vara de ferro, e serão quebradas como o vaso do oleiro, como eu também a recebi de meu Pai”; como recebi autoridade das nações? Diz o Senhor: caminhando meu caminho; se vocês caminham meu caminho estreito, esta será vossa recompensa: autoridade sobre as nações, mas não só uma autoridade, sem mim, senão com este complemento: “e”, é o complemento, porque não se pode ter autoridade sem este complemento: “e lhe darei a estrela da manhã”; agora Jesus, vocês sabem que Ele mesmo se identificou a si mesmo como a estrela da manhã, ali em Apocalipse 22:16; o Senhor Jesus diz: “Eu Jesus enviei meu anjo para vos dar depoimento destas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a linhagem de Davi, a estrela resplandecente da manhã”. Agora, o Senhor é também o sol de justiça, mas por que não diz: lhe darei o sol de justiça? Porque o sol da justiça é quando Ele vier em Sua segunda vinda; mas antes que o Senhor venha em sua segunda vinda, Ele é a estrela da manhã. Ele é o que nos alumia na escuridão; estas pessoas foram as que tiveram que viver nos tempos escuros; então o Senhor será a luz dos vencedores nos tempos do obscurantismo, nos tempos das trevas. “Lhe darei a estrela da manhã”. Eu me darei a eles para alumiá-los na escuridão. Não só quando Ele vier, esse é o sol de justiça. Ele poderia apresentar-se de outra maneira, mas se apresentou como a estrela da manhã, o que alumia nas idades escuras, na escuridão. Por isso é que a alguns dos servos do Senhor, que foram servos de Deus antes da época da reforma, chamam-lhe por esse nome. Nos livros de história da Igreja, John Wicleff era chamado de o luzeiro da manhã ou a estrela da Reforma; antes de vir a época da Reforma, teve pré-reformadores que fizeram esse trabalho. O Senhor a esses vencedores lhes dará Seu próprio ser, mas neste sentido: “lhe darei a estrela da manhã”, autoridade e a estrela da manhã; e a que diz estar em autoridade, irá para cama em tribulação e morte, e os que estavam sendo perseguidos e clandestinos, mantendo um testemunho em meio às dificuldades, o Senhor não lhes adicionará mais ônus. “Lhe darei a estrela da manhã. O que tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas”. A nós nos diz isto o Espírito; não só a essa época. O que disse a essa época, o que disse a outras igrejas, diz a nós; temos que aprender do sentimento do Senhor a respeito destas coisas. Vamos orar e dar graças ao Senhor.

    Continua com: Mensagem à igreja em Sardes.

  • A MENSAGEM À IGREJA EM PÉRGAMO

    A MENSAGEM À IGREJA EM PÉRGAMO

    “E escreve ao anjo da igreja em Pérgamo: O que tem a espada aguda de dois fios, diz isto”. Apocalipse 2:12.

    Detalhes da crítica textual

    Vamos abrir a palavra do Senhor no Livro do Apocalipse 2:12 a 17, na mensagem correspondente à igreja em Pérgamo. Mensagem do Senhor Jesus à igreja em Pérgamo; portanto, do Espírito às igrejas; a todos nós. Vou fazer a primeira leitura de uma só vez como costumamos fazê-la e também para ter em conta os detalhes da crítica textual baseados nos manuscritos mais antigos. Então vou ler o capítulo 2 desde o verso 12 até terminar a mensagem a Pérgamo:
    “12E escreve ao anjo da igreja em Pérgamo: O que tem a espada aguda de dois fios diz isto: “13Eu conheço onde moras”, (a palavra “tuas obras” não aparece nos manuscritos mais antigos, senão somente em alguns; parece que a intenção de alguns escribas era igualar a saudação em todas as igrejas, mas nos manuscritos mais antigos diz:). “12Eu conheço onde moras, onde está o trono de Satanás; mas reténs meu nome e não negaste minha fé, nem ainda nos dias em que Antipas minha testemunha fiel foi morto entre vocês, onde mora Satanás”. A palavra “nem ainda”, sim é original, mas ainda há discussões porque alguns manuscritos não a têm; porque a palavra “ainda,” ais no idioma grego, é similar à terminação ais da palavra anterior; então alguns escribas ao ver um ais, pensaram que já tinham escrito o segundo ais e a saltaram, mas em outros manuscritos aparece; aqui no Textus Receptus, que é no que se baseia a tradução Reina e Valera, está correto essa passagem: “nem ainda nos dias em que Antipas minha testemunha fiel foi morto entre vocês, onde mora Satanás. 14Mas tenho umas poucas coisas contra ti: que tens aí aos que retêm a doutrina de Balaão, que ensinava a Balaque a pôr tropeço ante os filhos de Israel, a comer de coisas sacrificadas aos ídolos, e a cometer fornicação. 15E também tens os que retêm a doutrina dos nicolaítas”. A expressão “a que eu aborreço” prove da mensagem a Éfeso onde é autêntica em todos os manuscritos; alguns escribas posteriores igualaram a expressão e a agregaram também a Pérgamo, mas não está nos manuscritos mais antigos. “16Por tanto, arrepende-te, pois se não virei a ti cedo, e brigarei contra eles com a espada de minha boca. 17O que tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer, darei do maná escondido”. A palavra “a comer”, é um arranjo, um enfeite que alguns escribas fizeram posteriormente; não está em todos os manuscritos. “E lhe darei uma pedrinha branca e na pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguem conhece senão aquele que o recebe”. Que mensagem tremenda é esse! Tanto à Pérgamo histórica, como ao período da Igreja que se corresponde com a mensagem a Pérgamo.

    Apanhado histórico

    Vamos primeiro falar um pouquinho da cidade de Pérgamo para ter uma visão histórica. Pérgamo ficava a menos de 100 quilômetros ao norte de Esmirna, na mesma linha que de baixo para cima vai de Éfeso a Esmirna e Pérgamo; e depois volta para o oriente, para Tiatira, e depois vai baixando outra vez para o sul.

    Então Pérgamo também é uma cidade antiga, também foi uma cidade importante do império romano; mas o mais terrível é que na cidade de Pérgamo existia um acúmulo de cultos pagãos, maior do que existia em outras cidades; ali se adorava a muitos deuses, mas o do principal santuário era o de Asclépio ou Esculápio; é o mesmo nome; quando vocês o lerem na história: Asclépio, refere-se a Esculápio; é o mesmo. Esculápio era o deus serpente; e uma mulher chamada Nicágora, que era como uma espécie de bruxa, feiticeira, trouxe à cidade de Pérgamo uma tremenda serpente e foi entronizada na cidade de Pérgamo; mas para um lado da cidade de Pérgamo, tem um morro alto; e esse morro era cheio de templos e de altares às diferentes divindades, e ali estava o altar a Asclépio, ou seja a Esculápio, ou seja à serpente. Até hoje em dia, médicos e farmacêuticos, não sei se os dentistas também, têm um símbolo de uma serpente enrolada; umas são com duas cabeças, outros com uma cabeça chegando a beber de uma taça; vocês o vêem no escudo dessas carreiras; essa serpente é Esculápio, porque lá iam celebrar culto à serpente e a ser curados pela serpente; então se adorava à mesma serpente Esculápio; por isso o Senhor diz: “onde está o trono de Satanás”. Esse altar de Pérgamo depois foi roubado, porque realmente muitos dos países ocidentais roubaram os monumentos antigos do Egito, Arábia, Turquia, e os levaram a seus museus; ao de Londres ou ao do Louvre em Paris; no caso do altar de Pérgamo, ele foi levado a Berlim e hoje está no museu de Berlim; o altar do trono de Satanás foi levado a Berlim.

    Depois o ocultismo nazista usou muito dessas coisas; vocês sabem que os nazistas foram ocultistas; estavam vinculados com a ordem de Thule, vinculados com os Iluminatis, através de Rudolph Hess, que se suicidou em Spandau; um dos mais famosos, e muito ocultismo; até hoje em dia se publicam aqui na Colômbia muitos livros de ocultismo nazista: “O cordão dourado”, “Kundalini”; todas essas coisas do ocultismo são muito comuns na Colômbia; gente anti-semita também há aqui na Colômbia; por isso há que se contar essas histórias. Em Berlim está esse altar de Pérgamo; ou seja, que lá se adorava a Satanás diretamente, e tinha outras deidades nesse morro onde estava aquele altar. Por isso é que o Senhor diz: “Eu sei onde moras, onde está o trono de Satanás, mas reténs meu nome”. Hoje em dia, a cidade de Pérgamo já não existe, foi totalmente varrida; como lhes disse da vez passada, somente há duas cidades destas sete que estão em pé, e são justamente aquelas às que o Senhor não lhes reprovou nada, que são Esmirna, que hoje em dia é a cidade de Izmir, e Filadélfia; estas duas cidades estão em pé hoje; as demais não existem.

    Pérgamo não existe; abaixo do lugar onde ficava Pérgamo que era um planalto, há um vilarejo que recorda o nome de Pérgamo e que se chama Bérgama; hoje em dia existe um vilarejo, uma aldeia, perto de onde era Pérgamo, que se chama Bérgama. Agora vamos ver no sentido profético.

    A fortaleza de Tróia

    A raiz pergus quer dizer: fortaleza ou torre alta, porque era como a fortaleza; sabem de que cidade? De Tróia; a fortaleza da cidade de Tróia era Pérgamo, Pérgus; a antiga Tróia que vocês conhecem, pelas guerras de Tróia, ou de Homero e todas aquelas coisas; então a fortaleza dessa cidade que se chamava Pérgus, é Pérgamo. Ali, pois, em Pérgamo, estava a doutrina de Esculápio, ou seja, do mesmo diabo, e ali também se formou a escola de Pérgamo.
    Teve uma escola famosa que se chamou a Escola de Pérgamo que foi uma escola que tomou a linha neoplatônico; o neoplatonismo teve essa escola filosófica que foi muito importante em Pérgamo, e dessa escola surgiu nada menos que Juliano o apóstata; não sei se vocês sabem quem era Juliano o apóstata. A pessoa que fundou essa escola foi Edésio da Capadócia, mas era também um discípulo de um personagem ocultista do passado; não sei se vocês ouviram falar de Orfeu, tudo o que é o ocultismo de Orfeu e dos babilônios; o ocultismo babilônio dos caldeus o trouxe a Grécia um homem que se chamou Jámblico; Jámblico foi o que passou as teurgias caldeias à mitologia grega e à filosofia grega; e um discípulo de Jámblico, Edésio, era o que trazia toda essa linha de Orfeu e de outros de antes.

    Aglaofamus foi um personagem que trouxe de Egito a Grécia os mistérios Órficus e Jámblicos trouxe os mistérios caldeus e um discípulo de Jámblico cujo nome é Edésio foi o que fundou em Pérgamo esta famosa Escola de Pérgamo; ou seja, o ocultismo; a vertente ocultista passou por Pérgamo e dessa escola foi que surgiu esse imperador romano chamado Juliano o apóstata, que foi um imperador descendente de Constantino, que se chamou o apóstata porque quis restituir o paganismo depois de que as perseguições imperiais, pelo constantinismo, tinham passado. O tempo das perseguições corresponde a Esmirna; depois veio o tempo do período de Constantino e uma paganizacão do cristianismo e uma cristianização pagã do império que corresponde a Pérgamo; no entanto teve um descendente de Constantino que era desta Escola de Pérgamo. Quis refutar o cristianismo e reviver de novo o paganismo; inclusive quiseram levantar de novo à Babilônia e não puderam, porque uns raios e relâmpagos apareceram e não puderam restaurar a Babilônia, mas queriam restaurar Babilônia. Teve outro famoso neoplatônico também da Escola de Pérgamo que se chamou Salustio, o famoso Salustio; há obras clássicas de Salustio; era dessa linha de Pérgamo. Agora, à igreja em Pérgamo, como vemos aqui, lhes aparece o Senhor contando alguns detalhes que vamos ver agora melhor sobre o nicolaismo, sobre o balaismo. A história diz que a igreja histórica de Pérgamo cedeu ao gnosticismo; desgraçadamente cedeu ao gnosticismo; o gnosticismo conseguiu vencer aos que não se mantiveram fiéis e se misturaram com o gnosticismo.

    Muito casado

    Vejamos agora, parte por parte, a mensagem a Pérgamo no sentido histórico, e depois no sentido profético; então comecemos pelo princípio: “Escreve ao anjo da igreja em Pérgamo”. A palavra Pérgamo, que é aquela cidade histórica, tem um sentido etimológico que vem de per, que quer dizer muito; em química, por exemplo, fala-se de hiperclorito de tal coisa; a raiz per quer dizer muito. Soluço é pouco, per é muito. Gamo vem da palavra casamento; por exemplo, poligamia quer dizer casado com muitas mulheres; bem como uma mulher casada com muitos homens, poliandría. A palavra gameta, parte feminina das plantas. Então Pérgamo quer dizer: muito casado. O Senhor nesta mensagem à igreja está dizendo que está numa condição muito misturada e que Ele vai descrever aqui a seguir; mas já ao mencionar a palavra Pérgamo e escolher a Pérgamo para projetar a profecia, o Senhor está dizendo que é uma época de mistura. Sucedeu que Satanás não pôde vencer à igreja em muitos séculos de perseguições; a primeira geração dos primeiros apóstolos, com Nero e passando por todos aqueles 10 imperadores perseguidores, que da vez passada recordamos, terminando com Diocleciano, que foi o pior perseguidor, cuja perseguição durou dez anos e que se propôs acabar com o Cristianismo e queimar os livros sagrados; Satanás não pôde destruir o Cristianismo através da perseguição; provou-o muitas vezes e de muitas maneiras; então Satanás mudou de tática. Se não podia destruir o Cristianismo com perseguição, agora ia abrir-lhe as portas do mundo, as portas do Estado; ia permitir que o Cristianismo escalasse posições altas na sociedade. Os que antes eram os templos pagãos iam ser postos em mãos dos cristãos, e Satanás começou a misturar o cristianismo com o paganismo, com o poder, com a política, com o clero, com a classe alta, a elite, e começou a paganizacão do cristianismo; e esse período de paganizacão é o que está representado nesta igreja de Pérgamo, a igreja histórica e a igreja profética de Pérgamo, no período a partir do edital de Nantes com Constantino.

    Casal idólatra

    O imperador Constantino era um pagão, um adorador do sol invicto e de Mitra. O mitraísmo era uma religião muito comum no império romano; então este imperador teve uma experiência: ele viu uma cruz no céu e uma voz que lhe disse: com este sinal vencerás. A partir daí, ele começou a aprovar o Cristianismo; a partir daí Constantino venceu a Majencio, venceu a Licinio, que eram seus rivais no império; e ele chegou a tomar o poder do império romano e ditou o edital de tolerância, no qual o Cristianismo já não era perseguido, porque desde Nero até Diocleciano o Cristianismo era proibido. Ser cristão era um delito; não era roubar, matar, simplesmente ser cristão. Agora Constantino ditou a tolerância e depois entrou na moda o Cristianismo, ficou na moda entre os pagãos, e muitos começaram a aceitar o Cristianismo, ou pelo menos, a moda do Cristianismo. Uma coisa é nascer de novo e outra coisa é a moda; então teve cristãos legítimos a quem o Senhor mesmo reconhece, mas também teve uma paganizacão. Por exemplo, estava a estátua de Júpiter olímpico com um raio na mão, então lhe tiraram o raio e o chamaram São Pedro; então agora as pessoas vai a Roma e beija o pé da estátua de Júpiter Olímpico, dizendo que ele é São Pedro; já tem o pé agastado; ou seja, paganizando. Às coisas pagãs foram dando nomes cristãos. A antiga Semirámis, mulher de Nirode que deificou a Nirode e chegou a chamar-se “a rainha do céu” no paganismo antigo babilônico, e que foi a origem de Isis, de Izuara, de Astarté, de Astarote, que até hoje em dia se chama a rainha do céu, foi mudada para Maria; mas Maria, quando você lê no Novo Testamento, era muito singela, muito humilde; mas você via que tinha uma adoração à rainha do céu que depois foi sendo dada a Maria. A Maria foi dada uma adoração como se dava a Deus, e há muitas pessoas que quase adoram mais a Maria do que a Deus e à Cristo. Se você menciona a Deus, imediatamente mencionam a Maria como para pô-la no mesmo plano de Deus; isso foi uma paganizacão a partir dessa época, quando começou em Éfeso a ser engrandecida porque era uma adoração pagã que já existia; então como foi tirado o paganismo, tinha que tomar as festas pagãs.

    O Cristianismo e a religião babilônica

    Tinha a festa do sol invicto, então disseram: Como vamos acabar com as festas destas pessoas? Já faz tempo estão celebrando estas festas. Vamos dizer que Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, vamos celebrar o natal; então a festa do sol invicto é a festa que hoje em dia é o natal. Realmente Jesus não nasceu em dezembro, senão em outubro, ora, hoje se adora como se fosse o natal, porque era a festa do sol invicto que celebrava Constantino, como também muitas outras festas. Por exemplo, existiam as virgens vestais que eram as que cuidavam do fogo sagrado; então a algumas virgens, era proibido casar, ter relações; elas tinham que observar o celibato obrigatoriamente; então começou o celibato obrigatório e começaram as freiras e os monges, tomando algo cristão misturado com algo pagão para ir adaptando o cristão ao pagão, de maneira que o Cristianismo se tingia de paganismo e o paganismo de Cristianismo; isso é o que quer dizer Pérgamo: muito casado, muito misturado; eu estou sintetizando as coisas porque só podemos ver nos princípios gerais, mas se vocês querem ver enriquecimento disso, há muitos livros onde essas coisas se explicam com muito detalhe.

    Por exemplo, recomendo-lhes o livro “As Duas Babilônias” de Alexander Hislop, onde mostra que a Babilônia pagã se infiltrou no Cristianismo e como o pagão se misturou com o cristão.

    Também outra obra de Ralph Woodrow que se chama “Babilônia a religião dos mistérios”; é outra obra onde isso está ilustrado de uma maneira muito boa. Há outra obra que não a recomendo, mas a menciono, de Madame Blavasky, onde ela demonstra a identidade dos símbolos maçônicos e católicos. Terrível! Mostrando como isso vem do paganismo antigo e como chegam a ser similares, parecidos, e as vezes, idênticos. Isto só para ilustrar o que quer dizer Pérgamo; a situação de Satanás, já não usando a perseguição, senão usando a mistura, usando o ecleticismo, a mistura.

    A espada de dois fios

    Com essa situação, como tem que se apresentar o Senhor? O que tem a espada de dois fios haver com isto? Ante uma situação de mistura o Senhor tinha que apresentar como o que tinha a espada. Esmirna estava em perseguição, então Ele se apresentou como o que esteve morto e viveu. Mas de outra forma, Pérgamo estava em mistura, então Ele se apresentou naquilo que Pérgamo precisava. Que precisava Pérgamo? O que tem a espada de dois gumes, e que penetra até separar o alma e o espírito, as juntas e os ligamentos e discerne as intenções e os pensamentos do coração, como diz claramente ali em Hebreus 4:12. Ali o Senhor tem que separar o que é de Deus, do que é do homem, o que é do diabo; o que é santo do que é profano; o que é precioso do que é vil; o que é do Espírito do que é do alma; o que é da carne, o que é celestial do que é terrenal, o que é diabólico, porque tudo estava misturado; então como tem que se apresentar o Senhor quando a igreja está misturada? Qual é a necessidade da igreja? A palavra do Senhor que separa o que é sim do que não é; o verdadeiro do falso; essa era a necessidade de Pérgamo e assim se apresenta o Senhor: o que tem a espada de dois fios diz isto.

    Sumo pontífice de Roma

    Então começa o Senhor a dizer..., claro, o Senhor compreende por que Pérgamo é Pérgamo. Então Ele começa dizendo-lhe: “Eu conheço onde moras”; claro, é que em Pérgamo estava o trono de Satanás, “onde está o trono de Satanás”. Eu conheço onde moras, eu sei onde estás; estás no ambiente de maior ecleticismo, de maior paganismo, da filosofia pagã, do culto a Esculápio, etc. O Senhor conhece, eu conheço onde moras, onde está o trono de Satanás. Veja que o sumo sacerdócio babilônico que se transladava de sumo pontífice babilônico em sumo pontífice, porque o título “sumo pontífice” vem de Babilônia, então, quando o rei Atalo III de Pérgamo, porque ele era de Pérgamo, ele cedeu o reino de Pérgamo e parte da linha onde ele exercia autoridade, cedeu-o ao império romano; então os imperadores romanos assumiram o direito sobre Pérgamo e assumiram o sumo pontificado. Então o sumo pontífice de Babilônia, na época de Ciro venceu a Babilônia, os sumos sacerdotes de Babilônia fugiram para Pérgamo e estabeleceram o culto de Esculápio em Pérgamo. Então quanto Atalo III entregou Pérgamo ao Império Romano, o sumo sacerdócio babilônico que estava em Pérgamo passou ao César de Roma; então o César de Roma passou a ser chamado de o sumo pontífice, com as mesmas vestimentas que são usadas ainda hoje; que diz Apocalipses 17 da grande prostituta, que podemos ler ali. Depois veremos isso com mais detalhe, agora só para ilustrar.

    A grande prostituta

    Apocalipse 17:1: “1Veio então um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo dizendo-me: Vêem cá, e te mostrarei a sentença contra a grande prostituta, a que está sentada sobre muitas águas; 2com a qual fornicaram os reis da terra, e os moradores da terra se têm embriagado com o vinho de sua fornicação. 3E me levou no Espírito ao deserto; e vi a uma mulher sentada sobre uma besta escarlata cheia de nomes de blasfêmia, que tinha sete cabeças e dez chifres”. E fixem-se aqui, as vestimentas que usavam nessa época é a mesma que se usa ainda hoje em Roma. E diz: “4E a mulher estava vestida de púrpura e escarlata, e enfeitada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas, e tinha na mão um cálice de ouro cheio de abominações e da imundícia de sua fornicação; 5e em sua frente um nome escrito em mistério: Babilônia a grande, a mãe das prostitutas e das abominações da terra”.

    Agora, se vocês querem ver quem é esta Babilônia no tempo de João, diz João no capítulo 17, verso 18: “E a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra”. Quem reinava sobre os reinos da terra quando João vivia? Roma era o império romano; então esta grande prostituta era Roma. Do sumo pontificado babilônico passou aos césares de Roma, e João está dizendo: Olhem-na, veste-se de púrpura, veste-se de escarlata, enfeita-se com ouro, pedras preciosas, tem um cálice de ouro, fornica com os reis da terra. É Roma, diz João; ainda não tinha existido já o papado; era o império romano quando João o assinalou, mas sucedeu que como o sumo pontificado de Babilônia por Pérgamo chegou a Roma, quando Constantino aceitou o Cristianismo, no entanto, seguiu sendo o sacerdote do paganismo; ainda Constantino exerceu os dois sacerdócios, porque ele usava a religião como instrumento da política endinheirada do império.

    Depois morreu Constantino e seus filhos continuaram com o sacerdócio e seguiram sendo sumos pontífices até que um dos descendentes de Constantino, da idade média, que se chamou Graciano, o imperador Graciano sentiu-se muito incomodado ao ser chamando de sumo pontífice e renunciou ao título de sumo pontífice. Eles já tinham mudado de Roma para Constantinopla. Quando Graciano recusou o título de sumo pontífice, então o bispo Damaso de Roma, que está na lista dos Papas, assumiu o título, e desde aí foram inclusive adotando as mesmas vestimentas, essa mitra em forma de peixe que era a cabeça do peixe dos sacerdotes babilônicos e as mesmas vestimentas; até hoje vestem com púrpura; o colégio episcopal é púrpura, o cardenalicio é escarlata, com ouro, pedras preciosas; ou seja, está perfeitamente identificada na Bíblia.

    Morando onde mora Satanás

    Então, realmente, a palavra de Deus nos mostra que teve uma paganizacão do Cristianismo primitivo; como Satanás não pôde destruí-los com perseguição, misturou o paganismo; o que era bíblico, começou a tirá-lo, e o que era pagão começou a pô-lo; então em vez de confiar na palavra do Senhor, na Bíblia, começaram a confiar no sumo pontífice e aí se apartaram da palavra de Deus; no entanto, seguem-se chamando cristãos; então o que diz o Senhor? Diz: “Eu conheço onde moras, onde está o trono de Satanás; mas reténs meu nome”; seguem sendo chamados de cristãos; então eu me faço responsável, já que te chamas por meu nome, então eu tenho que te falar, eu tenho que assumir a responsabilidade já que te dizes que acreditas em mim, então eu vou tratar de falar-te e corrigir-te, porque eu repreendo e corrijo aos que amo. Ao que não é filho legítimo, não se reprende, ao bastardo não se corrige; ao próprio se corrige. Diz mais: “E não negaste minha fé”; se tu vês qual era a fé daquele período do concílio de Nicéia e os seguintes concílios de Constantinopla e da Calcedônia, era uma fé cristológica correta. “Não negaste minha fé”; aí se vê que a doutrina e o fundamento cristológico, foi correto; o concílio de Nicéia começou com Constantino, mas o que ele proclamou? A divindade de Cristo. Depois o Concílio de Constantinopla: a divindade do Espírito Santo. O concílio da Calcedônia: as duas naturezas: divina e humana da pessoa de Cristo; ou seja, que foi correto quanto ao nome e a fé do Senhor Jesus; nesse sentido, o Senhor ainda diz que está em Pérgamo, aonde mora Satanás, e vai repreender ainda outras coisas; reconhece que é cristão, que não negou Seu nome e que guardou Sua fé.

    O depoimento de Antipas

    Por isso diz: “e não negaste minha fé”, e diz: “nem ainda nos dias em que Antipas minha testemunha fiel foi morto entre vocês, onde mora Satanás.” Ou seja, na Pérgamo histórico, teve uma perseguição histórica e teve um nome histórico em Pérgamo que era o mesmo que dizer: o bispo de Pérgamo que se chamava Antipas. Há um irmão primitivo, que se chama Simão Metafrastes; ele traz notícias de Antipas de Pérgamo, aquele Antipas antigo. Ele diz que foi um homem de Deus, muito usado por Deus em Pérgamo, e que foi perseguido pelos sacerdotes satanistas de Esculápio, e que eles fabricaram um boi de bronze e o colocaram para ser cozido dentro desse boi e lá ele ficou orando e adorando a Deus enquanto era cozinhado; e morreu adorando e louvando ao Senhor.
    Essa é a história de Antipas de Pérgamo, como a conta Simão Metafrastes. Há também outras notícias a respeito de um livro antigo que se chamava “Os Atos de Antipas”, mas realmente se perdeu, não sobreviveu até hoje, não se encontrou mais; existiu um livro “Atos de Antipas”. Andreas de Cesarea e Arastos mencionam esse livro; então foi um personagem histórico, do qual algumas notícias ficaram na antiga Pérgamo e na história primitiva. Este foi um mártir de Cristo e este mártir histórico da cidade de Pérgamo qualifica aos que foram fiéis no meio dessa situação de mistura; ainda que tivesse mistura tiveram alguns que foram fiéis e foram perseguidos. A palavra Antipas tem uma dupla etimologia grega que é anti que quer dizer: na contramão de, e pas que quer dizer: tudo, de onde vem panteísmo. Antipas, pois, quer dizer: na contramão de tudo; ou seja, que Antipas não aceitou essa condição e esteve na contramão dela, como se diz de muitos fiéis que, inclusive, quando viram a mezcolanza, foram ao deserto. Aí viveram os monges do deserto, e alguns foram mortos, foram perseguidos. Antipas qualifica a esses cristãos fiéis.

    Outras testemunhas

    Agora, a palavra Antipas é uma contração da palavra Antípater, bem como Silvano se contrai em Silas, Epafrodito se contrai em Epafras; assim Antipater se contrai em Antipas, mas Antípater é contra o papado; isso é o que quer dizer Antípater, contra o pai que se chama o pai dos pais; ou seja que Antipas foi como dizer o primeiro anti-papa, o primeiro que não esteve de acordo com a mistura do Cristianismo com o paganismo, o primeiro que foi fiel, mas foi perseguido; é o início daqueles remanescentes que tiveram que passar ao longo da história da igreja depois dos períodos quando a política e a religião cresceram na idade média, a idade escura; ou seja, o que depois veremos em Tiatira; teve sempre uma corrente subterrânea que manteve a fidelidade a Deus e aos textos sagrados e não esteve submetida ao sistema; por exemplo, o caso de Arnaldo de Breschia, Pierre de Bruise, Henrique de Lausana, o caso de Pedro Valdo e os valdenses; mas todos eles tinham já desde antes esta tipo de pensamento; o mais antigo deles é Cláudio de Turín. Cláudio de Turín é desta época, antes de passar a Tiatira propriamente dita.

    Então, está muito bem profeticamente descrito o período desde Constantino até que surgiu o papado definitivo; ainda aqui era um processo do paganismo, ainda não tinha o papa como o teve depois; só Nicolau I foi o que depois a se mesmo colocou a coroa do céu, do purgatório e da terra, mas isso foi muito depois. Antes, o centro do Cristianismo não estava em Roma, senão que tinha vários patriarcas como o de Constantinopla, como o de Jerusalém, como o de Éfeso, como o de Alexandria, o de Antioquia, que são os que até hoje se chamam ortodoxos, lá no Oriente, que não aceitam o primado do papa; ou seja, um papa em cima deles, senão como era na antigüidade, todos iguais. Então, aqui está perfeitamente descrito esse período histórico da igreja.

    A doutrina de Balaão

    Agora fala o Senhor: “Mas tenho umas poucas coisas contra ti.” Aqui me chama a atenção que o Senhor diga: “poucas coisas”; não que seja pouca coisa, senão que as coisas são poucas; não tenho muito, mas o que tenho é definido são duas coisas que o Senhor não aprova duas coisas principais que Ele menciona aqui e são estas: “que tens aí aos que retêm a doutrina de Balaão, que ensinava a Balaque a pôr tropeço ante os filhos de Israel, a comer de coisas sacrificadas aos ídolos, e a cometer fornicação.” Quando estudamos o Livro das Jornadas e chegamos à jornada 42 (estudo feito com a igreja da Colômbia e transcrito; também do Gino), a dos Campos de Moabe, ali estivemos olhando a história de Balaão, em Números desde o capítulo 22; ali se nos conta tudo relativo à Balaão; agora, por causa do tempo, não podemos ler tudo, mas vocês em sua casa, depois, podem ler; somente fazemos menção de Números capítulo 22: O anjo e o asno de Balaão; no capítulo 23 Balaão abençoa a Israel; no capítulo 24: Profecias de Balaão; no capítulo 25 Israel vai a Baalpeor.

    Na Bíblia se fala da doutrina de Balaão, do erro de Balaão e do caminho de Balaão. Fala em Apocalipse da doutrina de Balaão e em 2ª a Pedro e na epístola de Judas, do erro de Balaão e do caminho de Balaão; estas coisas estão relacionadas, ainda que não são o mesmo. A história de Balaão está aqui em Números desde o capítulo 22 até o 25. Ele era um profeta que tinha dons proféticos, e inclusive as profecias de Balaão aparecem na Bíblia e se cumpriram; ali onde diz: Profecias de Balaão, ele profetizou não só a respeito de Israel ele profetizou a respeito dos cananeus, dos assírios, e essas profecias tiveram cumprimento; inclusive no século passado, no século XX, uma missão holandesa de arqueologia em Peniel, Galaad, descobriu umas advertências de Balaão escritas num mural, e eu as incluí no livro Sefer Gitaim; ali os irmãos as têm. Balaão era um profeta que profetizava coisas verdadeiras e se cumpriam as palavras de Balaão; inclusive varias das profecias de Balaão estão registradas na Bíblia como da parte de Deus; inclusive sobre aquela estrela que surgiria de Jacó; uma profecia cristológica aparece precisamente nas profecias de Balaão; ou seja que Balaão tinha um apelo, tinha um dom, mas ele foi impuro, seus motivos eram impuros; ele queria a riqueza que se oferecia e queria as honras.

    Balaque prometeu a Balaão, honras e riquezas, e ainda que ele ao princípio aparentasse, um não, eu não posso falar senão o que Deus me diga, ele fez toda a cortesia necessária para parecer um verdadeiro profeta, mas em seu coração ele amava o lucro.

    O erro de Balaão

    O Novo Testamento pelo Espírito Santo diz que o erro de Balaão foi que ele amou o lucro da mentira, ele misturou as coisas de Deus com outras coisas; misturou o amor ao dinheiro, o amor à fama; e justamente, nesse ambiente de Pérgamo, quando Satanás começava a oferecer o mundo à igreja para distraí-la, ali está retratado Balaão, perfeitamente. Então Balaão disse: vou ver que me volta a dizer Deus, como se Deus fosse mudar de opinião; aí se demonstra que ele queria ir e receber esses presentes, e receber essas coisas; então Balaão se foi, só que o anjo o resistiu e quando ia amaldiçoar, Deus lhe mudava a maldição e tinha que abençoar porque Deus não lhe deixava amaldiçoar, senão que mudava a maldição em bênção, porque Deus tinha abençoado a Seu povo e disse “Meu povo”. Olhem em que contexto o diz Deus e como o Espírito nos fala também para este tempo. Deus disse: Quão formosas são tuas tendas, oh Jacó, tuas habitações, oh Israel!” Não há iniqüidade em Jacó; ou seja, Deus via a seu povo através da expiação e disse: um povo que não será contado entre as gentes.

    Um banquete ecumênico

    O povo do Senhor é um povo separado, um povo próprio de Deus que o mundo não conta com ele, e isso o disse justamente por meio de Balaão; mas então Balaão criou uma maneira para que o povo fosse amaldiçoado; não se podia amaldiçoar ao povo diretamente, mas sim misturar. Se Deus aborrecia o paganismo e o tipo de vida daquelas nações pagãs, os moabitas e todos aqueles, então Balaão inventou um banquete ecumênico no qual se misturava o povo de Deus com o povo que não era de Deus e celebravam juntos; claro que ali se movia dinheiro, ali se movia a elite, e então Balaão fez essa festa; e disse a Balaque que fizesse uma festa e convidasse aos israelitas. Os israelitas foram à festa e começaram a fornicar na festa, a embebedar-se e a adorar ídolos, a comer coisas sacrificadas aos ídolos. É a idolatria misturada com a verdade da palavra de Deus.

    Balaão provocou idolatria; olhem o que diz que ensinava Balaão, capítulo 2, verso 14: “Balaão, que ensinava a Balaque a pôr tropeço ante os filhos de Israel, a comer de coisas sacrificadas aos ídolos e a cometer fornicação”. A idolatria e a mistura com o paganismo foi a doutrina de Balaão; isto é, o ecumenismo; pessoas que querem dinheiro, andar de braços dados com as pessoas da classe alta, aparecer por lá no Vaticano, ou nesses lugares elevados, então não se mantêm fiéis à verdade, à Palavra, senão que cedem e depois querem guiar ao povo a isso mesmo; guiar ao povo ao banquete de Baal-peor, ao banquete da mistura, guiar ao povo ao ecumenismo. A unidade do corpo de Cristo é uma coisa muito diferente do ecumenismo. O ecumenismo é pôr numa mesma panela: sapos, cobras, asteriscos, exclamações, como se desenham; isso não é a unidade do corpo de Cristo, ao misturar ali vudu com islamismo, com animismo, com judaísmo, com budismo, com ateísmo, com rosa cruz e com Cristianismo; isso não, isso é eclecticismo, isso é ecumenismo falso, esse é o banquete de Baal-peor, esse é o tropeço, a arapuca; então o Senhor nos fala no contexto de Balaão; o Senhor diz que Seu povo é um povo que não será contado entre as gentes, separado para Deus; é fiel a Cristo e à palavra do Senhor. Há que deixar as pessoa impuras no seu lado e seguir com o Senhor, por outro lado. A espada separa o precioso do vil, o santo do comum e do mundano.

    Denúncia do nicolaismo

    Não somente tinha o Balaãoismo, como também o nicolaismo, que já tinha sido denunciado suas práticas em Éfeso e que agora em Pérgamo, eram mais do que fatos, era uma doutrina. Então diz: “E também tens aos que retêm a doutrina dos nicolaítas”. Em Éfeso tinha dito: “que eu aborreço” e que o escriba a adicionou também aqui. O nicolaismo já era doutrina em Pérgamo; tanto a imundícia da parte histórica que estivemos estudando, a parte histórica do nicolaismo histórico e no sentido profético etimológico: conquistador dos laicos, esse clericalismo que começou a subir, que o Senhor aborrecia em Éfeso; no entanto, em Pérgamo foi tolerado e foi aceita a doutrina nicolaíta, ou seja que os fatos, as atitudes, foram justificando, e quando foram justificando, ficaram comum e normal, e se tornou em doutrina; depois tornou instituição e se institucionalizou a conquista do laicado tirando os direitos do sacerdócio ao laicado e assumindo-o um clericado exclusivo; dizendo que só eles tinha a validez. Conquistar: Nicolau, conquistar os laicos, ao laicado; esse clericalismo foi ocorrendo desde Constantino; aí foi quando começou esse processo e se justificou; por isso se chama doutrina dos nicolaítas.

    No aspecto histórico foi também um ramo gnóstico que prevaleceu em Pérgamo e destruiu a igreja em Pérgamo; então a cidade foi destruída também. No aspecto profético se mostra todo esse desenvolvimento dessa hierarquia que não existia em sua singeleza, no evangelho primitivo, mas que depois vemos na história da Igreja; chega ao ponto do papa exigir ter autoridade para nomear os reis, os imperadores; de tal maneira que se um imperador não se submetia ao papa, o papa liberava os súbditos da obediência ao imperador e por isso todos os imperadores tremiam; isso não aconteceu de um dia para o outro; teve um processo que começou a desenvolver precisamente neste período que se chama Pérgamo, a igreja católica antiga.

    Não tolerar aos que retêm a doutrina

    Diz agora o Senhor: “16Por tanto, arrepende-te”. Notem, aqui o Senhor não está dizendo a Balaão que se arrependa, nem aos nicolaítas que se arrependam, senão à igreja, aos cristãos que têm a doutrina de Balaão; não que a tenham eles, senão que toleram aos que a têm; fixem no que disse no verso 14: “Mas tenho umas poucas coisas contra ti: que tens aí aos que retêm a doutrina de Balaão”. O Senhor não está repreendendo aos da doutrina de Balaão, esses são pagãos; mas aos cristãos, os que reconhecem Seu nome e não negam Sua fé; no entanto, estão tolerando isso: tenho contra ti que tens aí, não deves tê-los, não deves permitir isso no meio de ti, sendo cristãos, tolerastes esse tipo de ecleticismo com o paganismo e essa tipo de clericalismo e de nicolaismo. Muitos cristãos legítimos, santos verdadeiros, toleravam esse sistema; inclusive, grandes homens de Deus que Deus usou em muitas coisas, você vê elementos pagãos, ainda em suas coisas. Por isso Ele esta dizendo: reténs isto aí e isto o tenho contra ti: “E também tens aos que retêm a doutrina dos nicolaítas”. O Senhor fala aos mais próximos; tu não a tens, mas reténs aos outros como se isso não fora nada mau. Um pouco de fermento leveda toda a massa. Senhor, tu não aceitas isso. Então diz: “Por tanto, arrepende-te”; ou seja, há que se arrepender de ter entre nós os que retêm a doutrina de Balaão e a doutrina dos nicolaítas. Há que se arrepender. Arrepender-se quer dizer: reconhecer que isso está mau e não o admitir em nosso meio. Não ser indiferente quando alguém está querendo é política, dinheiro; nada, manter distância. Um povo que não será contado entre as gentes.

    A intervenção do Senhor

    Então diz: “pois se não, virei a ti cedo”. O Senhor não se demora em intervir, e diz como vai intervir. Eu sei o que vou fazer: “Virei a ti cedo, e brigarei contra eles”. Notem, não diz contra ti, porque tu és minha igreja, tu estás suportando isso, mas eu não vou suportar; se tu continuas suportando, então eu vou ter que vir com a espada de minha boca contra eles, vêem? Mas o Senhor quer que nós façamos as coisas para que Ele não tenha que intervir; se não intervimos, Ele intervém. E diz: “e brigarei contra eles com a espada de minha boca”. O que era que se avizinhava depois do período de Pérgamo? Uma guerra entre os que eram instrumentos da palavra do Senhor e os que mantiveram essa questão misturada; tiveram que receber o depoimento dos fiéis, dos que denunciavam o clericalismo, o amor às riquezas e todo esse montão de clericalismo que tinha; sempre teve cristãos que usaram a palavra de Deus e brigaram contra eles. Virei e brigarei; aqui o Senhor usa aquele remanescente pequeno, aquele remanescente como Antipas para brigar. E diz mais: “O que tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas“. O Senhor fala a todas as igrejas. “Ao que vencer, darei do maná escondido”. Qual era o maná escondido? Quando os israelitas recolhiam o maná, Deus tinha dito que recolhessem só o que iam comer nesse dia porque no outro dia estaria estragado, decompunha-se. Quando alguém recolhia para o outro dia, ele se descompunha; no entanto, Deus disse a Arão que recolhesse um pouco de maná e o pusesse na urna, no arca do pacto, que esse maná não se corromperia, senão que esse maná estaria dentro da arca para memória da vitória de Deus; ou seja, Deus os libertou de Egito e lhes deu a comer pão do céu. O Senhor nos libertou do mundo e nos deu a comer Cristo; Cristo é o verdadeiro maná; ou seja, o maná incorruptível representa o Cristo ressuscitado; ao que vencer, isto é, ao que deixe de viver na carne misturado, o que se separar a viver por mim, “lhe darei do maná escondido”, ou seja, a vida fruto da ressurreição; a vida ressuscitada é para aqueles que se separam para Deus, aqueles que andam no Espírito, vivem a vida de ressurreição, alimentam-se da ressurreição e obviamente ressuscitarão com Cristo. O que comer de mim, Eu ressuscitarei no último dia.

    O galardão em Pérgamo

    Mas não somente o Senhor promete o maná escondido. O diz também. “e”, ou seja, que aqui o galardão é duplo: “lhe darei uma pedrinha branca e na pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguem conhece senão aquele que o recebe”. Que interessante a pedrinha branca! Na antigüidade se votava com pedrinhas brancas ou pretas. Por exemplo, aos juízes se apresentava um caso de um criminoso e fazia seu juízo; depois de examinar tudo, então vinham aqueles juízes e votavam; então o que votava a favor, positivamente, punha uma pedrinha branca: é inocente; o que votava na contramão, punha uma pedrinha preta: é culpado. Se tinha, por exemplo, sete juízes e cinco pedrinhas eram pretas, era culpada.

    Agora, o Senhor nos diz que nos dará uma pedrinha branca é como quem diz: eu voto por tua aprovação, eu te declaro inocente; se vences te declaro inocente e te declaro herdeiro; mas não somente a pedrinha branca, porque a pedrinha branca ainda é muito impessoal. O Senhor porá na pedrinha branca que cada vencedor dará Sua aprovação, lhe porá um nome novo que ninguém conhece, senão o que o recebe; esse é o nome novo da pessoa. Um dos galardões é que terás o nome definitivo com o qual Deus te conheceu, porque conheceremos como fomos conhecidos; agora nós estamos em processo. Um dia, se seguirmos com o Senhor, e formos vencedores, e amadurecermos em Cristo, um dia seremos o que Ele sabia que íamos ser; esse dia Ele nos porá um nome que corresponde com o que nós somos.

    Uma relação pessoal

    Olhem, irmãos, o fato que ninguém conheça esse nome, quer dizer que a relação de Deus com cada pessoa é muito especial; Deus não tem relações em série, como dizer, Deus não nos fez como sabões, todos iguais; saem, e vão nos cortando e todos são iguais; não, cada pessoa é específica, cada pessoa tem uma história especial com Deus, cada pessoa tem uma personalidade específica, cada pessoa tem um lugar específico no plano de Deus, algo irrepetível; não há ninguém repetido; para o Senhor todos são irrepetíveis; por isso ninguém, senão Ele mesmo conhecerá sua verdadeira identidade, a que o Senhor conhece. Eu te dou um nome. O nome na Bíblia representa o que a pessoa é; esse nome vai dizer o que você significa para o Senhor; você especificamente, teu lugar, porque Ele tem relação com outros, mas Ele te criou a ti para teres uma relação específica contigo, irrepetível; você é especial para Deus; se você consegue vencer e consegue aquilo que Ele planejou, então Deus te dirá qual é o nome que diz o que tu significas para Ele. A pedrinha branca da aprovação de Deus vem com teu próprio nome, como quem diz: tu és para mim isto, eu te criei para isto, a ninguém mais fiz para isto. Quem tinha que fazer isto era você, tu o fizeste e és para mim isto, e ninguém mais o saberá, por que? Porque nossa relação é íntima e pessoal.
    Nós conhecemos algumas coisas uns de outros, mas há algo que é só do Senhor e nós, porque essa é tua identidade, irrepetível, com uma relação irrepetível que Deus tem. Por isso, não é suficiente que tenha muitos que se salvem; é necessário que cada um se salve e seja vencedor. Alguém que falte é um esvaziamento, como dizia o irmão Rick Joyner: Se estão todos os filhos na mesa, cada um é especial; não porque está este vai suprir o lugar do outro; eu quero que também este venha, porque este é assim, este tem este temperamento, este outro, este outro e aqui está a cadeira vazia; não importa que as outras cadeiras estejam cheias, esta está vazia, esta há que ser cheia e quando se encher, este significa para ti isto, a este se encomenda isto, àquele lhe encomendas outra coisa; com cada um ten uma relação especial; e essa relação, esse significado teu para o Senhor, esse nome que expressa tua posição irrepetível no coração de Deus estará nesse nome; porque isso é que na Bíblia é o nome, dizer quem é para ti.

    Por isso as vezes Deus mudava o nome das pessoas; antes Jacó era um enganador; o dia que Jacó foi honesto, venceu, então Deus lhe disse: já não vais chamar mais Jacó, agora vais chamar Israel; agora o nome Israel era o que Jacó tinha chegado a ser; bem como lhe mudou o nome a Jacó por Israel, a Simão por Pedro, assim vai fazer contigo; agora enquanto, eu sou Gino, tu és Jimena, tu és Marlene, tu és Jorge, tu és Angelita, cada um é cada um; mas quando chegares a ser o que Deus esperava que tu fosses e expressar o que Deus esperava de ti e vencesse, esse dia Deus te dirá quem és tu eternamente e definitivamente. Aí não serás mais Jacó, senão Israel; aí Deus te dará um nome de vencedor: “Ao que vencer lhe darei uma pedrinha branca”, ou seja, um voto de reconhecimento, uma bola positiva, amém? mas com teu próprio nome, que só tu e o Senhor conhecem, ninguém mais; quer dizer, tua relação irrepetível com Deus, teu lugar especial e por toda a eternidade, no reino de Deus. Que precioso isto! O que vencer darei isto. Amém! O Senhor nos abençoe, irmãos. Vamos agradecer ao Senhor.

    Continua com: Mensagem à igreja em Tiatira.

  • A MENSAGEM À IGREJA EM ESMIRNA

    MENSAGEM À IGREJA EM ESMIRNA

    “E escreve ao anjo da igreja em Esmirna: O primeiro e o último, o que esteve morto e tornou a viver, diz isto”. Apocalipse 2:8.

    Conheço tua tribulação, mas tu és rico

    Vamos, irmãos, ao livro do Apocalipse 2: 8 a 11. É a porção correspondente à mensagem do Senhor Jesus pelo apóstolo João, dirigido ao anjo da igreja em Esmirna. O Senhor nos concede esta nova oportunidade de voltar a refrescar nossos corações com esta palavra; voltar a considerar. Confiamos que o Espírito possa aumentar nossa luz a respeito desta palavra que lemos; as vezes pensamos que vimos tudo e de repente o Senhor nos alumia mais; assim que tenhamos alguém coração aberto ao Senhor; que o Senhor realmente nos fale. Irmãos, se o Senhor não nos falar, não nos tocar quando lemos Sua Palavra, somos daqueles que não têm ouvido para ouvir. Ter ouvido para ouvir é ser tocado quando a Palavra do Senhor nos chega. É triste quando a palavra do Senhor passa longe e não nos toca; somente quando a palavra do Senhor nos toca é que ela tem efeito positivo, efeito espiritual, efeito transformador. A Palavra ouvida sem nos tocar não nos transforma, mas o espírito da Palavra nos transforma. Para que a Palavra do Senhor nos toque, devemos tomá-la como do Senhor, nos abrir a ela e pedir ao Senhor que nos toque hoje, agora, com Sua Palavra; aí o Senhor nos tocará. Vocês se deram conta de que as vezes, na televisão, fazem propagandas onde o boneco toca a tela para que as pessoas se apercebam e não siga sem perceber; porque as vezes alguém segue como inerte e quando tocam o sino, alguém diz: bom, aí vem é alguma propaganda; prestem atenção à propaganda que vou mostrar; e assim também nós lemos a Palavra da mesma forma como quando vemos televisão; temos que ter nossa tela tocada para que não sigamos de longo, mas para que sejamos tocados. Estes dois capítulos, o 2 e o 3 de Apocalipse, são a Palavra do mesmo Senhor à igreja. O Senhor em dois capítulos diz à igreja o que tem que dizer, o que é suficiente para que a igreja avance, para que a igreja caminhe.

    Aqui nesta passagem, o Senhor diz algo para a igreja que sofre. A igreja as vezes não sofre, as vezes está rica, não tem necessidade de nada, como é o caso de Laodicéia, e não sabe que é pobre. De outra forma, aqui se passa ao contrário; ela vive pobreza, ela vive tribulação, ela vive blasfêmia de outros, ela vive ataques do diabo, e no entanto o Senhor diz que ela é rica. Então, irmãos, vamos ler direto a Apocalipse 2:8 a 11, e depois voltaremos sobre nossos passos para mastigar, para digerir o que lemos. Diz o Senhor Jesus: “8E escreve ao anjo da igreja em Esmirna: O primeiro e o último, o que esteve morto e viveu, diz isto”. O verso 9 eu vou ler conforme aos manuscritos mais antigos, então vou saltar a parte que diz: “tuas obras”, que só aparece em manuscritos tardios; certos escribas quiseram uniformizar todas as saudações, então as uniformizaram; mas os manuscritos mais antigos dizem assim: “9Eu conheço tua tribulação, e tua pobreza (mas tu és rico)”; e isso quem o diz é o Senhor Jesus, que consolador é! Irmãos em tribulação e irmãos em pobreza e o que o Senhor lhes diz: “tu és rico”, como quem diz, não sabes o que tens e o que tenho preparado para ti; “teu és rico” e já, considera-o já; não, serás, “(és rico), e a blasfêmia...”. “9Eu conheço tua tribulação, e tua pobreza e a blasfêmia dos que se dizem ser judeus, e não o são, senão sinagoga de Satanás.” Esta expressão forte é da boca do Senhor Jesus; quem fala aqui é o Senhor Jesus. “10Não temas em nada (no grego diz: “nada temas”) o que vais padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vocês no cárcere, para que sejais provados, e tereis tribulação por dez dias. Se fiel até a morte, e eu te darei a coroa da vida. 11O que tem ouvido ouça o que o Espírito diz às igrejas. O que vencer, não sofrerá dano da segunda morte”. É até aqui a mensagem direta do Senhor Jesus à igreja em Esmirna.

    Localização e apanhado histórico de Esmirna

    Esmirna era uma cidade que ficava quase a 100 quilômetros, ou alguém pouco menos, ao norte de Éfeso; também era próxima à costa da península Anatolia, o que é hoje Turquia sobre o mar Egeu; 58, 60, 70 quilômetros para o norte, estava Esmirna, entre Éfeso e Pérgamo. Pérgamo ficava mais ou menos à mesma distância de Esmirna do que Éfeso, mas para o norte; Éfeso para o sul; Esmirna também era alguém porto; ou seja, estava também cerca de alguém vale onde outro rio desembocava da mesma maneira como Éfeso, a cidade para o sul; uma cidade bastante antiga e misteriosa, porque várias vezes se levantou das cinzas, muitas vezes foi arrasada e no entanto, não ficou arrasada como ficou Éfeso, como ficou Laodicéia. Inclusive Alexandre Magno, quando morreu, seu reino foi dividido em quatro, quatro generais; a alguém deles, a Lisímaco correspondeu essa porção do império de Alexandre Magno, o que hoje é Turquia; de maneira que Lisímaco levantou das cinzas outra vez à cidade de Esmirna que tinha sido destruída.É curioso que quando olhamos estas cidades das sete igrejas do Ásia Menor: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia, somente aquelas duas cidades onde estava a igreja à qual o Senhor não reprovou nada, somente essas duas cidades sobrevivem até o dia de hoje; nenhuma das outras cidades existe hoje, nem Éfeso, nem Pérgamo, nem Tiatira, nem Sardes, nem Laodicéia. Laodicéia foi varrida totalmente por alguém grande terremoto e nunca mais voltou a ser levantada; a todas aquelas igrejas às quais o Senhor as repreendeu, se não se arrependerem, não só desapareceram, senão que as cidades desapareceram; essas cidades não existem hoje.Mas Esmirna é uma das principais cidades que existe hoje em Turquia; chama-se Izmir; Izmir é o nome dessa grande cidade cerca de Istambul, alguém pouco mais para o sul, e existe hoje como uma grande cidade; o Senhor conservou essa cidade. Várias vezes foi perseguida; essa cidade também foi presenteada por Atalo, que foi alguém dos reis que reinou em Pérgamo e que doou uma porção de terra da península Anatolia, o que hoje é Turquia, e que era a Ásia Menor; a doou a Roma; de maneira que Esmirna passou a ser de Roma; e então, como Esmirna ficava na terminação de alguém caminho que vinha desde o Oriente, que chegava até aí para depois passar para Europa, então, quando se vinha da Europa, a primeira cidade grande em importância à que se chegava, e desde onde saía influência ao resto da Ásia Menor, era Esmirna.

    Perseguição em Esmirna

    Este rei, pois, outorgou o governo desta região e especialmente como cidade mais importante a Esmirna; depois este lugar foi transferido a Pérgamo, mas num determinado tempo foi Esmirna; sucedeu uma coisa: o Estado romano pedia que a lealdade deles fosse demonstrada adorando ao imperador; de maneira que por ser Esmirna alguém lugar importante, justamente, em Esmirna, não nas outras cidades, mas sim em Esmirna, estabeleceu-se o templo ao imperador e se estabeleceu a adoração do imperador. Imaginem que coisa tremendamente difícil tocou à igreja na cidade de Esmirna, porque lá, se tu não adoravas ao César, se não sacrificavas adiante do César, dizendo: ¡Ave César! César é o kirios, é o Senhor, então eras considerado traidor do Estado, traidor da pátria; então ali em Esmirna começou uma perseguição terrível porque, ainda que os irmãos davam ao César o que era do César, o César estava pedindo mais do que lhe correspondia, estava pedindo o que correspondia a Deus, estava pedindo a primeira lealdade e adoração.Os cristãos sempre são leais à autoridade, e a reconhecem como posta por Deus, mas não podem ir além do que Deus diz, não podem adorar ídolos e muito menos a homens que apodrecem e se tornam vermes, como se fossem Deus. Então, os cristãos não adoraram ao César, e justamente lá em Esmirna se desatou uma perseguição onde muitíssimos irmãos morreram; os cristãos eram considerados como se fossem ateus, porque não acreditavam nos deuses do politeísmo romano. Policarpo era líder da igreja em Esmirna, no tempo quando o apóstolo João escreveu esta carta de parte do Senhor Jesus. João estava na ilha de Patmos e o Senhor lhe disse que escrevesse essa carta e a enviasse às sete igrejas; de maneira que quando João em vida enviou a carta a Esmirna, quem estava à frente da igreja em Esmirna, era alguém discípulo de João, era Policarpo; Policarpo recebeu essa carta de maneira direta; e aos pés de Policarpo estava Irineu, que é também alguém personagem importante da igreja em Esmirna. Depois que morreu Policarpo que foi martirizado, então teve outro homem de Deus chamado Pionio de Esmirna, que esteve assumindo a direção por parte do Senhor da igreja em Esmirna e também foi terrivelmente martirizado; em Esmirna muitos cristãos morreram. Os irmãos de Esmirna escreveram um documento que, se tivermos tempo, vou ler sobre o martírio de Policarpo, mas ao final quando terminemos, pelo menos 10 minutos ou 15, se tivermos tempo.

    A Deidade em serviço para morte

    Não devemos interpretar a mensagem a Esmirna somente no sentido histórico. Esta mensagem foi primeiramente, historicamente, de João a Esmirna, em mãos de Policarpo; no primeiro sentido gramático-histórico, esta carta foi dirigida à Esmirna da Ásia Menor; e nesse primeiro sentido histórico, os dez dias da perseguição foram 10 dias de vinte e quatro horas que se cumpriram na história da igreja em Esmirna, a Esmirna local; mas também devemos entender que este livro não é somente uma carta a uma igreja histórica, senão que é uma profecia; ou seja que essa igreja histórica, as condições em que ela vivia, serviam de profecia, de modelo, projetava uma profecia para aquele período dos mártires na história da igreja. A palavra Esmirna etimologicamente quer dizer: “amargura”, o mesmo que a palavra “Mara”. Quando estivemos vendo as jornadas, vimos a palavra “Mara”. A palavra Mara é em grego, mas inclusive tem raízes parecidas. Mara também se traduz para: “Morra”, se traduz também para “Mirra”. Vocês recordam da mirra; eram umas plantinhas das quais se tirava uma essência, para fazer um perfume com o qual se embalsamava aos mortos, era um perfume que se usava para que o cheiro da morte fosse vencido pelo perfume; ou seja, a mirra é o perfume que vence a morte; essa é a mirra. Ao Senhor Jesus, quando era menino, os magos de Anatolia (porque no grego, o que se traduz Oriente, diz Anatolia), trouxeram-lhe três coisas: ouro, incenso e mirra; como dizendo: o ouro representando a divindade; o incenso representando o sacerdócio, o serviço, e a mirra representando a morte; como dizendo que eles reconheciam ao rei dos judeus como a deidade em serviço para morte. Essa foi a vinda do Senhor Jesus: Emanuel, Deus conosco. O Senhor se fez homem para salvar-nos morrendo; a deidade em serviço para morte. Ouro, incenso e mirra. Em Cantares vocês vêem que a esposa diz que seu amado é para ela como alguém molho de mirra que repousa entre seus seios; ou seja, que Cristo é mirra no coração da amada. Aquela que é a igreja, que ama ao Senhor, tem o Senhor em seu coração como uma cruz vivente.

    Quando alguém vive no Espírito, negando-se a si mesmo, esse alguém vive com esse molhinho de mirra entre os peitos. Se alguém anda na carne, no eu, sem negar-se a si mesmo, esse alguém não é como uma esposa amada; o Senhor anda por Seu lado e esse alguém anda por outro; mas a amada não anda longe do Senhor, senão que segue ao Senhor na cruz, segue ao Senhor na negação de si mesmo. Constantemente o Senhor permite que à nossa vida cheguem assuntos, as vezes pequenos, as vezes grandes, as vezes médios, as vezes inesperados, as vezes bem esperados, dificilmente esperados; as vezes sem que nos demos conta pela direita, as vezes pela esquerda, as vezes por detrás, as vezes de frente; todos esses casos são permissão do Senhor para conduzir-nos à cruz; Ele quer dar-nos uma nova oportunidade de negar-nos a nós mesmos; não devemos considerar as moléstias como moléstias, senão como oportunidades que o Senhor nos está dando nesse dia para negar-nos a nós mesmos; isto é, para carregar a nosso amado como alguém molhinho de mirra entre nossos peitos. Diz a palavra do Senhor em Cantares: “Meu amado é para mim como alguém molhinho de mirra, que repousa entre meus peitos” (Cnt. 1:13); ou seja, a morte a si mesmo, a morte sacrificial, mas não a morte, senão o cheiro do perfume, a fragrância que vence a morte. A mirra é a fragrância que vence a morte; aí está a morte, mas a mirra vence a morte; ou seja, a vida de ressurreição no Espírito é a fragrância da mirra que vence a morte. Então, a igreja em Esmirna, é a igreja na fragrância que vence a morte. A palavra Esmirna vem também de Mirna, também de mirra, morra, Mara, também a palavra Marta e Mirta; todas essas palavras estão relacionadas: Marta, morra, Mirta, mirra, Mara, mirna e Esmirna; todas essas palavras estão relacionadas e significam isso: a amargura, o sofrimento, mas não alguém sofrimento sem sentido, senão o sofrimento que desprende a fragrância que vence a morte. Esmirna é mirra, é o perfume que vence a morte; é por isso que os mortos eram embalsamados com mirra; foi por isso que quando as mulheres foram embalsamar ao Senhor Jesus, entre as espécies que levavam, levavam mirra; claro que o Senhor se lhes adiantou e não o puderam ungir; só Maria Madalena, quando Ele estava ainda vivo, pôde O ungir; Jesus disse: antecipou-se a ungir meu corpo para a sepultura.

    O período dos mártires

    Então, Esmirna, além de ser essa igreja histórica, representa, na história da Igreja, o período específico dos mártires; vocês sabem que a história cristã teve o período apostólico, que está representado e continuado por Éfeso; então depois vieram aquelas perseguições que teve no século I, no século II e no século III e até começos do século IV; todo esse período foi de grandes perseguições; teve muitas perseguições pequenas, mas comandadas, como dizê-lo assim, desde o Estado romano, desde o César, em dez grandes perseguições; a pior foi a última, a de Diocleciano que durou dez anos; ou seja que o que ali (em Esmirna) foi dez dias, no período histórico foram dez anos e dez perseguições; ou seja que o Senhor está falando em forma profética quando líamos ali dos dez dias. Então, depois desse período apostólico, vem o período dos mártires, a era dos mártires, depois seguida pelos outros períodos da igreja, de Constantino, depois o edital de tolerância; teve a mistura do cristianismo com o paganismo, com o Estado; depois vem o absolutismo medieval, depois a época da Reforma, a época dos irmãos e das missões e a época contemporânea; esses períodos da história cristã, da Igreja cristã, estão profetizados pelo Senhor Jesus, e cada período se corresponde com a situação que vivia cada uma destas igrejas, a qual projetava profecia de parte do Senhor. Tinha muitas outras igrejas. Cerca de Laodicéia estava Colossos; aí perto estava também Hierápolis, estava Filomélia, estava Magnésia, estava Nicéia, estava Calcedônia; todas essas eram igrejas que tinha, mas o Senhor escolheu sete, e cada uma dessas sete vivia uma situação por meio da qual o Senhor estava profetizando e estava falando, não só a essa igreja, senão pelo Espírito a todas as igrejas e profetizando o que viria. A segunda igreja mencionada foi Esmirna e o segundo período da história da igreja foi a era dos mártires; e há uma perfeita concordância entre a era dos mártires e a mensagem a Esmirna.Voltemos a ler alguém pouquinho a mensagem a Esmirna. O Senhor sabe como se apresenta a cada igreja, já o dissemos; o Senhor se apresenta a cada igreja segundo o que a igreja precisa. Se tu precisas ser pastoreado, Ele se apresenta como o Pastor; se estás perdido e precisas ser salvo, ele se apresenta como o Salvador; mas as vezes se apresenta como o Senhor; as vezes como o Mestre, segundo o que se precise. Aqui a igreja está passando por uma situação terrível e vai passar mais ainda; então o Senhor se apresenta como o primeiro e o último, o que esteve morto e viveu; isso é o que precisa a igreja que está em perseguição, reconhecer do Senhor Jesus. A igreja deve vê-lo como o Primeiro; Ele é a fonte de todas as coisas, nada existe sem Sua vontade, nem sequer uma folha de uma árvore se move sem que Deus o queira, e o Primeiro, aquele por quem Deus criou todas as coisas, aquele que tem que dar inclusive permissão ao diabo, porque o diabo não atuaria sem permissão; o diabo queria provar a Pedro e o Senhor lhe disse: Simão, Simão, Satanás te pediu para ser joeirado; não podia joeirá-lo sem permissão; então o Senhor, numa situação tão terrível, quando parece que tudo está na nossa contramão, porque não só tinha tortura, tinha também despojo, tinha também fome, tinha divisão das famílias, destruição; a perseguição é algo terrível: fogo, espada, despojo e cativeiro; é terrível a perseguição; então o Senhor se apresenta à igreja como o Primeiro, o Senhor fala à igreja como o que tem o controle de todas as coisas; e não só como o Primeiro, porque na história humana há alguns que subiram, mas foram abaixados; o Senhor não só é o Primeiro, Ele também é o Último; Ele é o Último, Ele é o que tem a última palavra; a Ele não se escapa nada, Ele é o Primeiro e Ele é o Último; o Princípio e o Fim; o Alfa e a Ômega; então, a igreja em perseguição tem que ver isto. Sempre que estamos numa situação difícil, não é porque Deus não o tenha permitido, ou porque o diabo se desprendeu da mão de Deus e nos agarrou d surpresa em algum descuido; Deus dormiu, então o diabo nos pôs uma armadilha; não é assim; devemos saber isto, que há alguém Soberano que é o que permite, o que põe reis, o que tira reis, o que faz o dia bom e também o dia da adversidade; o que diz: Eu firo e Eu saro; e como diz em Lamentações: “Por que se lamenta o homem vivente? Lamente-se o homem em seu pecado” (Lm. 3:39). Terá algum mal na cidade, o qual Jeová não tenha feito?” (Am. 3:6). Ou seja que Deus se apresenta como o Soberano, como o que dirige tudo, o que permite inclusive aos demônios fazer até certo ponto algo, mas só até certo ponto.

    Ao Senhor não se escapam as coisas; as coisas podem escapar a algum chefe guerrilheiro ou paramilitar que parece que governa, mas as frentes militares fazem o que querem por seu lado; com o Senhor não sucede isso, ao Senhor nenhuma frente se lhe escapa o controle. Mas o Senhor diz: dez dias e são dez dias. Tenho aqui que o diabo fará isto; o Senhor poderia dizer: diabo, não o faças; mas o Senhor diz: fará isto e diz porquê, para que sejais provados. Deus explica para que permite os problemas, para que sejais provados. Deus não nos evita o ser provados, Deus nos prova, Deus quer que nosso amor, nossa fidelidade seja provada e por isso as vezes permite dias de adversidade; a igreja deve saber isto, e quando o estiver vivendo deve lembrar-se, Senhor, tu és o Primeiro e o Último, mas adiciona mais: eu estive morto; o que esteve morto e viveu diz isto; o que fala é alguém que tem autoridade para pedir-nos que sejamos fiéis até a morte porque Ele foi fiel até a morte; parecia que tinha sido abandonado.

    Esteve morto e reviveu

    Hoje dizem, se você se envolver com Cristo, vai ser crucificado, como que dizendo para não se meter com Cristo; mas o Senhor sim, Ele se deu, porque se não, ninguém se salvaria, e Ele disse: ninguém me tira a vida, senão que eu de mim mesmo a dou; tenho poder para dá-la e tenho poder para voltar a tomá-la; e a deu; por isso diz: eu estive morto; como quem diz, eu não peço a vocês que façam algo que eu não fiz; eu passei primeiro, eu sei o que é isso e eu estou em vocês para lhes ajudar a passar por isto; eu passei primeiro, eu estive morto, mas estou aqui e vivo pelos séculos dos séculos. Eu tenho as chaves do Hades e da morte. Ele é o que tem o controle; portanto, Ele pode colocar-nos numa situação que não agrada a carne, mas que agrada ao espírito. É necessário que através de muitas tribulações entremos no reino de Deus; e essa palavra “muitas” e “necessário”, é delicada, mas é palavra de Deus. “É necessário que através de muitas tribulações entremos no reino de Deus” (Atos. 14:22). Como diz: “Porque é justo para com Deus que ele dê em paga tribulação aos que vos atribulam” (2 Ts. 1:6); e também diz que nós estamos demonstrando que somos dignos do reino pelo qual padecemos; “se padecemos com Ele, também reinaremos com Ele”. Eu penso que quando estivermos na glória, o que mais vai nos alegrar é ter estado dispostos a caminhar com o Senhor pelo caminho mais difícil e mais estreito; quando estivermos no mais difícil, lembrar que essa é a base para desfrutarmos com Cristo do mais glorioso. Se não nos lembramos de que Ele é o Primeiro, que Ele é o Último, que estamos sendo provados e que temos que sair gracioso em união com Ele dessa prova; podemos fraquejar, mas Ele fala isto para que não fraquejemos; há que ter em conta tudo isto para não fraquejar nos momentos difíceis. Ele tem o controle, Ele me está provando, mas Ele viveu para ajudar-me, Ele vive e porque Ele vive, eu vivo, e eu sei que isto que é tão difícil vai produzir fruto de glória. Como diz Paulo: “Porque esta leve e momentânea tribulação, produz em nós alguém eterno peso de glória” (2 Co. 4:17). Isso é o que procura o Senhor e Ele quer impressionar-nos profundamente com suas mensagens, porque Ele sabe o que nos espera; o tempo final não é tempo fácil, é tempo de dificuldades, e se nos enganamos, irmãos, vamos ser surpresos; mas Deus não quer que sejamos surpresos. “Lembrai-vos que já vo-lo tinha dito antes”, diz o Senhor. “Vem a hora quando qualquer que vos matar, pensará que rende serviço a Deus”. “Todos os que quiserem viver piedosamente em Cristo Jesus padecerão perseguição” (2 Tm. 3:12). “Bem aventurados os que padecem perseguição por causa da justiça (e todas as classes de coisas que faça a chamada “justiça” contra nós, diz o Senhor), porque deles é o reino dos céus” (Mt. 5:10). Grande é vosso galardão nos céus; por isso é que diz à igreja: tu és rico, porque grande é teu galardão.

    O Senhor conhece nossa tribulação

    Diz no verso 9: “eu conheço tua tribulação”; que bom que o Senhor diga isso: “conheço tua tribulação”. Irmãos, os manuscritos mais antigos dizem: “eu conheço tua tribulação”; não diz: “eu conheço tuas obras”. Claro, o escriba disse: Bom, mas aqui disse: eu conheço tuas obras, ali também, ali também; bom, claro que foi alguém erro de João, do Espírito Santo, então vamos homogeneizar as coisas e colocou: “conheço tuas obras”. Isso dizem os manuscritos recentes, mas o Senhor não se põe a falar-nos de obras quando estamos em perseguição; não, Ele não. Porque é que quando estamos em problemas, estamos em aperto, pensamos que Ele não sabe, pensamos que Ele não ouve, mas Ele diz: “Eu conheço tua tribulação e tua pobreza”. Alguém pensa: Senhor, mas não me atingiu; Senhor, está tudo tão apertado. “Eu conheço”; ah! Então algo o Senhor está fazendo; se Ele conhece e ainda não o tira é porque é necessário e é para o bem. Quando o Senhor diz. “eu conheço”, é para que não tenhamos esse sentimento de abandono. Senhor, mas estou em tribulação, estou em pobreza. Eu conheço. Alguém irmão, como ele o disse publicamente, eu vou dizer publicamente. O irmão Ariel, vocês o conhecem. Uma vez ele nos contou que ele pedia a Deus e pedia e pedia; parecia que o Senhor não lhe ouvia. Senhor, mas tu não me ouves, Senhor, mas tu não me ouves; e o Senhor falou com voz audível: “Eu não sou surdo”. O ele olhou e não tinha ninguém por perto; isso passou a Ariel, ele nos contou essa experiência. O Senhor não é surdo e o Senhor nos ama. Fixem-se no que estava pensando e dizendo Jó; e no entanto, que era o que Deus dizia de Jó? Satanás, viste a meu servo Jó, que não há outro como ele na terra? Isso era o que Deus pensava e sentia de Jó, mas Jó, como estava em problemas, se lhe morreram os filhos, perdeu os bens, perdeu a saúde, os amigos, a esposa, quiseram que se suicidasse, que amaldiçoasse a Deus, terrível caso! Ele não sabia o que lhe passava, e ele calculava segundo o que vivia subjetivamente e pensava que Deus tinha sido injusto com ele; dizia alguém montão de coisas e no entanto depois disse: Eu falava o que não entendia; depois entendeu; para que o Senhor inspirou o livro de Jó? Para dar-nos ânimo; Ele sabe, como diz a Escritura: “O homem nasce para a aflição” (Jó 5:7); isso está escrito: O homem nasce para a aflição. Não viemos a esta terra a passar férias, viemos para vencer e conhecer a glória de Deus; para isso viemos; não somente para passar férias; então há que saber isso: que o homem nasce para a aflição. Jesus disse: “No mundo tereis aflição; mas confiai, eu venci ao mundo” (Jo. 16:33); isso é o que diz aqui: Confiai em mim, eu venci o mundo. Então Ele diz: Conheço tua tribulação; não penses que Deus não sabe onde te aperta o sapato, não sabe quanto te falta; Ele sabe. “Conheço teu tribulação e tua pobreza, (mas tu és rico)”; ainda em tribulação tu és rico, ainda em pobreza és rico; e Deus diz que ele sim sabe de verdadeira riqueza. E diz: “e conheço a blasfêmia...”. alguém diz: Senhor, não te dás conta do que me estão fazendo? Sim me dou conta. As vezes nos fazem coisas: Conheço. “Conheço a blasfêmia dos que se dizem ser judeus, e não o são”; ou seja, tinha pessoas que para fazer-se grandes sobre os demais, diziam alguém pouco de si mesmos que não era; somente para merecer preeminência, merecer honra, para manipular, para controlar; então diziam ser judeus e não o eram. O que era o que eles verdade eram? Sinagoga de Satanás. É terrível! Porque as sinagogas eram de Deus; nas sinagogas se reuniam os judeus para adorar a Deus; mas estas pessoas chegaram a aborrecer tanto aos cristãos que em suas próprias sinagogas se fizeram instrumentos de Satanás e blasfemavam contra o Senhor, contra a verdade e contra os santos; mas o Senhor diz: “eu conheço”. O permites? Sim, o Senhor o permite, mas o conhece. Esta mensagem é para que saibamos: Ele é o Primeiro, é o Último, esteve morto mas vive, e conhece a tribulação e a pobreza e nos considera ricos. Conhece a blasfêmia e depois diz: “Não temas em nada”, nada temas; “não temas em nada” traduz aqui bem a versão Reina e Valera. Não temas em nada. Ai Senhor! porque quando alguém está frente à tribulação, frente à morte, frente ao despojo, frente à pobreza, frente à tortura, frente à perseguição, frente à desagregação da família, frente à clandestinidade, nas catacumbas como os cristãos dessa época, tu não temas; o Senhor no meio dessa situação diz: “não temas”. Alguém diz: Senhor, mas tira-me o problema e não temo; não, no meio de tudo, não temas. Alguém diz: Ui! Por fim já tenho o salário seguro, a conta corrente segura; mataram a Tirofijo, mataram ao Macaco Jojoy, mataram ao das AUC; não, não é isso; o Senhor diz: não temas, no meio dos problemas. Diz: “Em nada temas o que vais padecer”. Vais padecer; não temas o que vais padecer; ou seja que o temor aumenta o padecimento. O temor as vezes é pior que o padecimento; alguém vê que vão aplicar-lhe alguma injeção e grita, e desmaia, e depois e um furinho de nada, mas o susto era terrível, verdade? O temor. A amídala do cérebro segregando nosso temor, mas sim o Senhor nos diz que não devemos temer, Ele sabe, Ele nos ajuda.

    Devemos ser provados

    Há irmãos que passaram terríveis perseguições. O irmão Richard Walguémbrant esteve quatorze anos preso na Romênia sob o governo comunista; sofreu muito; ele chegou a um ponto quando se esqueceu de tudo e do único que se lembrava era do Senhor Jesus; punham-no frente a alguma parede, levantado um giz entre o nariz e a parede e não podia deixar cair o giz da parede, porque se não, golpeavam-no e sem dormir; quando estava dormindo, acordavam-no. Terrível! Ele diz que esqueceu de tudo e do único que se lembrava era: Senhor Jesus! Tudo se esqueceu, menos o nome do Senhor Jesus; terrível sofrimento; só se lembrava do nome do Senhor Jesus; e ele diz: Centrem-se no Senhor Jesus, respire devagar, calmo, concentre-se no Senhor Jesus, não esteja temendo que vão fazer-me algo, concentrem-se no Senhor Jesus. O Senhor diz: “10Não temas o que vais padecer. Eis que o diabo lançará (o Senhor já o sabia e o deixou, se dão conta:) a alguns de vocês no cárcere, para que sejais provados, e tereis tribulação por dez dias”. Alguns, não são todos, mas o Senhor atribuiu que alguns vão a prisão; o Senhor anuncia cativeiro para alguns, não todos, mas alguns. Sempre há a possibilidade de que alguns vão, por alguma armadilha de Satanás, a parar no cárcere; há essa possibilidade; porque estamos falando não só da histórica Esmirna, nem só da era dos mártires, senão que o Espírito fala isto a todas as igrejas. Em qualquer momento pode suceder, mas então que diz ali? “Para que sejais provados”; essa é a explicação; o Senhor já explicou; devemos saber que qualquer pequena ou grande moléstia, qualquer surpresinha ou grande surpresa, é para que sejamos provados; não nos deve surpreender a situação; é para que sejamos provados; e o desejo dele e de todos os anjos, é que vençamos a prova; e Ele venceu, e vive, para que nós vivamos; Oxalá confiemos, oxalá creiamos. O Senhor não nos deixa enganar; neste mundo isso é o normal; o caminho é estreito.

    As dez perseguições

    1. Nero Cláudio César. “E tereis tribulação por dez dias”. Aparte desses dez dias da Esmirna histórica, a era dos mártires constou de dez grandes perseguições que estão profetizadas ali, projetadas nesses dez dias. Cada dia uma perseguição. A primeira, a de Nero, onde morreu Paulo que foi decapitado e Pedro que foi crucificado, e para não se sentir morrendo como o Senhor pediu que o pusesse cabeça abaixo, que o crucificassem cabeça para baixo. André morreu crucificado num madeiro em forma de alguém xis; por isso ao xis lhe chamam a cruz de Santo Andrés. São Lorenzo foi queimado, assado vivo; muitas outras coisas; podem-se contar multidões de mártires. Nero incendiou a cidade de Roma e jogou a culpa nos cristãos, e Satanás meteu uns preconceitos terríveis contra os cristãos. Diziam que os cristãos eram ateus, diziam que se reuniam em segredo e que punham um menino embaixo da farinha, e aos que os iniciavam, faziam-lhes fincar na farinha com uma faca e apagavam as luzes; não tinha luzes destas que temos, senão que tinham uns candelabros e que o candelabro estava amarrado a um cachorro e moviam o cachorro e o cachorro tombava o candelabro, e aí se começava a ter incesto e toda classe de orgias e comiam esses meninos. Isso cria a gente romana, porque isso era o que dizia as pessoas; e o mais triste era que principalmente eram os judeus que tinham recusado a Cristo os que soltavam esses contos para que as pessoas imaginassem o pior; pensavam que adoravam a cabeça de alguém asno e das coisas piores; o diabo fez crer às pessoas e as pessoas crêem no primeiro que lhes contam; diziam que eles estavam acostumados às lutas de gladiadores e das feras; agora queriam aos cristãos no circo; e quando Nero queimou a cidade de Roma, porque cria ser um grande arquiteto e queria fazer uma nova Roma feita por Nero, então jogou a culpa nos cristãos e começou a primeira grande perseguição em que morreram os apóstolos principais ali.

    2. Domiciano Tito Flavio. Depois, quando o apóstolo João, que foi da época do Apocalipse, veio Domiciano, que foi chamado de um segundo Nero, foi dito que Nero reviveu; ele mandou fazer uma imagem de si mesmo e mandava que lhe adorassem; por isso, quando os cristãos da igreja primitiva falavam da besta revivida, eles aplicavam primeiramente a Domiciano e à adoração de sua estátua, o qual era uma projeção antecipada de alguém tipo da perseguição final, da besta final; porque a besta era, mas não é e será; isto é, teve alguém cumprimento, mas só típico, porque o final está no futuro; ou seja que a linguagem de João servia para projetar a situação no futuro. Então este Domiciano foi o segundo grande perseguidor e foi o que mandou a João à ilha de Patmos. Quando ele morreu, então João foi liberto de Patmos; regressou a Éfeso, escreveu seu evangelho e escreveu mais três cartas que estão na Bíblia.

    3. Trajano Marco Ulpio. O terceiro foi Trajano; Plinio o jovem que servia como legado imperial em Bitínia, escreveu uma carta a Trajano dizendo-lhe: Eu não sei se vamos matar a todos os cristãos, sem que tenham cometido nenhum erro; não sei o que devo fazer, porque são quantidades e não são pessoas más; que faremos? Então Trajano lhe respondeu: Bom, se ninguém os denunciar, deixe-os calmos, mas se os denunciarem castiga-os. Que terrível justiça! Então Tertuliano, que era um advogado, escreveu uma apologia, uma defesa, defendendo dos cristãos; se dirigiu ao imperador mostrando-lhe como estavam sendo injustos; que não tinham por que persegui-los, porque eram pessoas boas, normais, por que então se alguém os denunciasse é que ele seriam castigados, mas se não os denunciavam, eles eram então deixados; se verdadeiramente são perigosos, tinha que os matar ou tinha que os encontrar e castigá-los, mas se os deixavam sem procurá-los, é porque realmente tinham consciência que eram inocentes; então, o que se perseguia era o nome cristão, não era porque tivesse matado, ou roubado; é cristão, então adore ao César: não, então diretamente para a morte. Ali na biblioteca temos as atas dos mártires; terrível é conhecer isto, mas é bom conhecê-lo, ainda que é terrível. Mas isso foi assim, e em toda a história da igreja teve perseguição em algum momento. Aqui mesmo na Colômbia, há irmãos de nossa geração que estão morrendo, que estão sendo assassinados; há irmãos nos Planos Orientais que têm sido serrados com moto serras; a um irmão lhe rançaram um olho com uma colher; a outros lhes obrigaram a cavar suas próprias sepulturas e depois os mataram; a outros queimam com gasolina. Coisas terríveis! Não estou falando só daquela época, também há perigo nesta época.

    4. Marco Aurélio. Foram dez perseguições: Nero, Domiciano, Trajano; depois veio Marco Aurélio, o famoso imperador filósofo, escritor de Meditações. Hoje os grandes estadistas lêem a Marco Aurélio, porque no papel, na filosofia, era muito bom; mas se vocês vissem as crueldades que se fizeram contra os cristãos; este grande imperador filósofo. Sêneca era um grande filósofo, foi o preceptor de Nero, mas que fez Nero? De que servia uma filosofia e uma ética sem Deus? Isso é o que demonstrou a ética sem Deus; melhore os homens, melhore os governantes; veja que os filósofos e os mais retos, foram os piores perseguidores do Cristianismo; nenhuma outra religião era perseguida. O império romano se jactava de ser civilizado. Quando iam açoitar a Paulo, Paulo disse: Se permite açoitar a algum cidadão romano? Imediatamente se assustaram, porque os romanos eram civilizados, aprovavam todas as religiões, ainda os judeus estavam aprovados, menos os cristãos; os cristãos eram os únicos perseguidos, porque era delito ser cristão; se se confessava cristão, merecia a morte, nada mais; e imperadores como Marco Aurélio, fizeram as perseguições mais terríveis; essa é a contradição da filosofia e da ética humana; eles não conhecem a Deus.

    5. Sétimo Severo Lucio. Veio o quinto que se chamou Sétimo Severo, foi a quinta perseguição.

    6. Maximino Trácio Caio Julio Vero. Depois veio um que, bom, nosso irmão Maximino vai querer mudar seu nome. O sexto imperador que fez uma perseguição terrível, chamou-se Maximino.

    7. Décio Caio Mesio Quinto Trajano. O sétimo imperador que foi também terrível foi Décio; a sétima perseguição geral contra os cristãos foi a do imperador romano Décio. 8. Valeriano Públio Licíinio. O oitavo se chamou Valeriano, foi terrível.

    9. Galério. O nono foi Galério.

    10. Diocleciano Caio Aurélio Valério. O décimo, que foi o mais terrível, ele se propôs sistematicamente varrer o cristianismo, matar a todos os cristãos, destruir os escritos cristãos, queimá-los; dez anos durou essa perseguição; foi a mais sistemática, a mais terrível. Diocleciano, essa foi a última daquelas perseguições, e só fez com que os cristãos se multiplicassem. Como dizia Tertuliano: o sangue dos cristãos é semente. A pessoas viam gente correta morrendo feliz com o Senhor, glorificando a Cristo, perdoando aos verdugos, e muitos se convertiam, inclusive alguns juízes; alguns soldados que os levavam aos tribunais, ao ver a inteireza, a alegria com que os cristãos iam à morte, viam seus rostos cheios de luz, de confiança, se maravilhavam. Uma vez um cristão débil negou ao Senhor, e um dos soldados viu que se tirava uma coroa, e disse o soldado: Eu quero essa coroa; e foi e morreu com o outro. Que coisa tremenda! Ninguém tire tua coroa. Sucederam histórias tremendas. Então diz: “Tereis tribulação por dez dias.” Aí está, dez grandes perseguições gerais do império romano na era dos mártires: Nero, Domiciano, Trajano, Marco Aurélio, Sétimo Severo, Maximino, Décio, Valeriano, Galério e Diocleciano, terríveis personagens que perseguiram ao Cristianismo; mas o Senhor diz: “Sê fiel até a morte”. Essa frase é importante, porque alguém diz: Até aqui, já não consigo mais. Não, até a morte. Eu estive morto, mas veja que estou vivo. Eu te darei a coroa da vida. “Sê fiel até a morte, e eu te darei a coroa da vida”. E diz: “11O que tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” Ou seja, Deus quer falar-nos a todos, e quer estar falando hoje. O número 10 das perseguições também representa a rejeição do mundo em geral, pois com o 10 se representa também à humanidade. E depois a recompensa é conforme a prova. Qual era a prova? A morte, a tribulação, o fogo, a espada, o cativeiro, o cárcere, o despojo, tiram-te as coisas, perdes tudo. “Até a morte, e eu te darei a coroa da vida”. Então, a recompensa tem haver com aquele tipo de luta.

    A RECOMPENSA

    Qual é a recompensa? “O que vencer”. O Senhor sempre apela aos vencedores; terá vencedores. “O que vencer, não sofrerá dano da segunda morte”. Como venceu a primeira morte, o Senhor o exime de passar pela segunda morte. Qual é a segunda morte? A segunda morte é o lago de fogo e enxofre, o lago que arde com fogo e enxofre. Em Apocalipse 20, você vê isso e o texto diz assim, no verso 15: “E o que não se achou inscrito no livro da vida foi lançado ao lago de fogo”; e no verso 14: “E a morte e o Hades foram lançados ao lago de fogo. Esta é a segunda morte”. Ser jogado no lago de fogo; o Hades não é ainda a Geena, que é o lago de fogo. As pessoas morrem; se morre em Cristo vai ao Paraíso; se morre sem Cristo vai ao Seol, e depois, depois do reino, do milênio, dos mil anos, virá o juízo do trono branco; e todos os seres humanos, todos os que morreram, vão ser apresentados no trono branco; o que a pessoa pensou, atuou, suas intenções, seus fatos, suas obras, estão escritas em livros; abriram-se os livros. Somente daqueles que reconheceram seus pecados e foram perdoados pelo sangue de Cristo, foram apagados dos livros os seus pecados. Como diz o Senhor: nunca mais me lembrarei de teus pecados; quando os reconheceu e pediu perdão; se não, tudo está exposto. Com que motivo fizeste as coisas? Que fizeste? Que disseste? Tudo está registrado; vem o juízo e o que não se achou inscrito será jogado no lago de fogo, e essa é a segunda morte; ou seja que a segunda morte é a Geena, a perdição eterna. No geral é a perdição eterna, mas há algo que se chama o dano da segunda morte.

    Dano da segunda morte

    Há a possibilidade de que algum cristão não vencedor conheça o dano da segunda morte de maneira temporária, diz a Escritura. É necessário entender isto; ou seja que se é alguém cristão, o Senhor lhe é fiel; mas se sendo cristão viveu como alguém mundano, tem que conhecer, pelo menos em parte, o que merece sua conduta. Por isso o Senhor diz: “O que vencer, não sofrerá dano da segunda morte”; mas não fala do que não vencer. Mas o que fala o Senhor do que não vencer? Vamos ler isso em Mateus; vamos ao evangelho de Mateus; palavras do Senhor Jesus para que nós temamos corretamente e não vivamos como cristãos uma vida irresponsável. Olhem o que diz o capítulo 5; primeiro lhes chamo a atenção ao início da conversa: “1Vendo a multidão, subiu ao morro; e sentando-se, vieram a ele seus discípulos. 2E abrindo sua boca lhes ensinava, dizendo...”. A quem lhe está falando o Senhor Jesus? Aos discípulos, aos seus; não ao mundo. Diz: Bem aventurados vocês, os que chorais, porque sereis consolados. Vocês os pobres de espírito, porque vosso é o reino. O está falando a seus discípulos é todo o Sermão no Monte, desde as bem-aventuranças, é tudo falando o Senhor Jesus aos discípulos. Vocês sois o sal da terra. Vocês sois a luz do mundo. Não penseis, vocês, discípulos, e então, chega o verso 21, no contexto do Sermão no Monte; Jesus falando aos discípulos, não aos incrédulos: “21Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e qualquer que matar será culpado de juízo. 22Mas eu vos digo que qualquer que se enojar contra seu irmão, será culpado de juízo; (está falando aos irmãos) e qualquer que diga: Néscio, (quanto mais algo pior) a seu irmão, será culpado ante o concílio; (será juízo, inclusive por várias pessoas) e qualquer que lhe diga: Louco, (como será algo pior) ficará exposto ao inferno de fogo”. Se tu vês essa palavra no grego, não diz Hades, senão Geena; ou seja, que ficará exposto ao dano da segunda morte. Se não vencer, ficará exposto ao lago de fogo. Agora, será isso eternamente? Não, é temporário, porque o Senhor morreu pela pessoa que creu, mas porque creu, o Senhor é fiel, mas porque o outro foi infiel, conhecerá um pouco do que experimenta o perdido. Por isso a seguir diz: “23Por tanto”; fixem-se no que vai dizer a seguir, tem base no anterior; Ele acaba de dizer que se nós pecamos desta maneira contra os irmãos, ou pode ser por exemplo, com a pornografia, se alguém olha uma mulher para cobiçá-la, já adulterou com ela em seu coração; e se ela se veste de forma a fazer-se cobiçar, também é responsável. E diz: melhor é do que entres no céu sem um olho; o diz a seus discípulos; que com ambos olhos ser jogado à Geena de fogo; isso, uma passagem temporário pelo fogo da Geena, chama-se o dano da segunda morte. O que vencer, não sofrerá dano da segunda morte, mas e o que não vencer? é como este irmão aqui, que é um irmão, que é um discípulo, mas que trata mal, odeia, aborrece a seu irmão, ou vive uma vida libertina dizendo que é cristão, diz que é irmão, mas se embebeda, fornica, mente, é egoísta, etc. etc., não luta contra si mesmo, senão que se dá a liberdade de pecar; sim, fala do Senhor, menciona ao Senhor, mas não corrige sua vida. O que vencer, esse sim, não sofrerá dano da segunda morte, mas e o que não vencer? “23Por tanto, (fixem-se em que Ele vem falando em continuidade; o que vai dizer a seguir, é sobre a base do que disse, não é algo diferente do que Ele está falando; Ele está desenvolvendo a mesma idéia) se trazes tua oferta ao altar, e ali te lembras de que teu irmão tem algo contra ti, 24deixa ali tua oferenda adiante do altar, e anda, reconcilia-te primeiro com teu irmão, e então vêem e apresenta tua oferta. 25Põe-te de acordo com teu adversário logo, (não é para ser lerdos em isto, não há que pensar que vamos ter muito tempo. Que é esse logo:) enquanto estás com ele a caminho, (enquanto não morreu nenhum dos dois ou não veio o Senhor, temos que nos arrumar porque se se acabou o caminho, morreu um, morreu o outro ou veio o Senhor, então que vai passar? Se não nos pusemos de acordo, se não arrumamos nossos problemas, se não confessamos nossos pecados e nos arrependemos, então que vai passar:) não seja que o adversário te entregue ao juiz.” Para que não pensemos que isso é injusto, nem sempre se faz correções imediatas, porque então ninguém escaparia, todo mundo estaria aterrorizado; cada vez que alguém pecasse, ia morrer de medo, então todos iriam obedecer a Deus, mas ninguém iria amá-lo. Então, as vezes parece que Ele não faz nada, mas de vez em quando faz algo, antes do juízo, para que a gente tema. Então diz aqui: “Não seja que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz ao verdugo, e sejas jogado no cárcere. 26Em verdade te digo que não sairás dali, até...” Graças a Deus que não disse: ponto; por isso estou dizendo que é temporário; este cárcere é aquele inferno de fogo. Se dão conta? O dano da segunda morte, não é a segunda morte definitiva, mas há o dano. Se a pessoa viveu como ímpio, conhecerá o que irá sofrer ímpio; mas como crente, quando tiver pago o último centavo, então sairá; mas até que não tenha pago o último centavo, não sairá dali: “Em verdade te digo que não sairá dali, (ali, o cárcere, e vem falando qual era esse cárcere: o inferno de fogo, ou seja, a Geena de fogo) até que pagues o último centavo”. Isso significa que o Senhor vai fazer justiça. O salmista diz que a afronta de cada pessoa se voltará sobre sua cabeça; como tu fizeste, se fará contigo; tudo o que saiu de ti, voltará sobre ti. Se sair ódio, receberás esse ódio; se julgaste com dureza, serás julgado com dureza. Se foste misericordioso, receberás misericórdia. Se não julgaste, não terás juízo, mas se julgaste, terás juízo com o mesmo juízo com que julgaste; ou seja que, irmãos, o dano da segunda morte quer dizer, algum castigo temporário; não diz que é eterno; diz: “até que pagues o último centavo”; é um castigo de servos.

    Servos fiéis e infiéis

    Vamos ao evangelho de Lucas 12:41. Aqui se fala não dos incrédulos, senão dos servos, dos discípulos, dos irmãos, dos filhos de Deus, dos nascidos de novo. Diz: “41Então Pedro disse: Senhor, dizes esta parábola a nós, ou também a todos? (a parábola do servo que devia estar esperando que seu senhor viesse; viver com a expectativa de encontrar ao Senhor) 42E disse o Senhor: Quem é o mordomo fiel e prudente ao qual seu senhor o porá sobre sua casa, para que a tempo lhes dê sua porção?” Está falando dos servos, do ministério mesmo; não está falando do mundo inteiro. Quem é o mordomo ao qual seu senhor pôs sobre sua casa, para que lhes dê o alimento a tempo? Fala de servos que têm encomenda de Deus, e depois diz: “43Bem-aventurado aquele servo ao qual, quando seu senhor vier, o achar fazendo assim.” Oxalá nos ache o Senhor dando alimento a Sua casa sempre. Diz o Senhor: “44Em verdade vos digo, que lhe porá sobre todos seus bens. 45Mas se aquele servo (esse mesmo) disser em seu coração: Meu senhor demora em vir; (vou dar uma relaxada; é só por pouco tempo, pode ser que o Senhor não venha enquanto estou aqui dançando) e começar a golpear aos criados (tratar mal aos outros servos do Senhor) e às criadas, e a comer e beber e embriagar-se, (viver para a carne) 46virá o senhor daquele servo em dia que este não espera, e à hora que não sabe, e lhe castigará duramente, e lhe porá com os infiéis”. Qual é o lugar dos infiéis? O cárcere, a Geena; “e lhe porá com os infiéis”; aos servos infiéis; ou seja que há castigo também; não só recompensa para os que vencerem, senão castigo para os que não vencerem de entre os servos. “47Aquele servo que conhecendo a vontade de seu senhor, não se preparou, (há que se preparar para servir ao Senhor e ser achado fiel; as vezes não o servimos porque não nos preparamos; há que se preparar para o servir e o receber) nem fez conforme a sua vontade, receberá muitos açoites”. Aqui não fala de eternidade, fala de parte e de muitos, não fala de eternidade, mas sim fala de castigo e castigo forte: “48Mas o que sem saber fizer coisas dignas de açoites, será açoitado pouco; (nem todos terão o mesmo número de açoites, senão segundo o que tenha feito enquanto estava no corpo, seja bom ou seja mau; e o Senhor pagará a cada um segundo foram suas obras) porque a todo aquele a quem se deu muito, muito se lhe demandará; (Senhor Jesus! Vocês não vêem que o Senhor demandará muito a nós:) e ao que muito se lhe tenha confiado, mais se lhe pedirá”. Se lhe deu cinco, que fizeste com os cinco? Se lhe deu dois, não vai dizer que fizeste com os cinco, senão que fizeste com os dois? se lhe deu um, que fizeste com o um?

    Salvo como por fogo

    Vamos a I Corintios 3. É somente para terminar de ilustrar um pouquinho isto ainda relativo à correção, o castigo, o dano que recebe o crente não vencedor. Em I Corintios 3:12 e seguintes, diz: “12E se sobre este fundamento (Jesus Cristo, o Senhor) alguém edificar ouro, prata, pedras preciosas, (são coisas de valor, ou se não) madeira, feno, palha, (o que fizemos para o Senhor foi pura palha) 13a obra de cada alguém se fará manifesta; porque o dia a declarará, pois pelo fogo será revelada; e a obra de cada um, o fogo a provará”. O ouro passa mais puro ao outro lado do fogo, o fogo não lhe faz nada, porém o purifica; o mesmo com a prata e com as pedras preciosas, saem mais preciosas; mas a madeira, o feno e a palha não saem do outro lado; eles ainda aumentam o fogo. “14Se permanecer a obra de alguém que sobre edificou, (estes são crentes, estão no fundamento) receberá recompensa. 15Se a obra de alguém se queimar, ele sofrerá perda”. Fixem-se na palavra “sofrer” e fixem-se na palavra “perda”, mas não é da salvação, é sofrimento e é perda, mas não é perda da salvação, senão do galardão que é o reino no milênio; então se perde o galardão que é no milênio, onde estará durante o milênio? No cárcere, sofrendo o dano da segunda morte. Então diz aqui: “15Se permanecer a obra de alguém que sobre edificou, receberá recompensa. 16Se a obra de alguém se queimar, ele sofrerá perda, conquanto ele mesmo será salvo, (é sofrimento, é perda, mas não da salvação, senão do galardão) como que pelo fogo”. Salvo pelo fogo, é alguém salvo que tem que passar pelo fogo. Coisa terrível! Então, irmãos, eu penso que o Senhor nos ajudou a entender um pouquinho. O que vencer não sofrerá dano da segunda morte. O Senhor não diz do que não vencer, mas aqui diz o que acontece com o servo mau, negligente, o que peca e não se arrepende, o que não corrige seus assuntos a tempo, entretanto está no caminho; então, irmãos, penso que essas palavras são importantes. Penso que por causa da hora, já não vou ter o tempo de ler o que ia ler. De maneira que vamos dar por findo aqui.

    *Continua com: Mensagem à igreja em Pérgamo.