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A MENSAGEM Á IGREJA EM LAODICÉIA
A MENSAGEM À IGREJA EM LAODICÉIA
“E escreve ao anjo da igreja em Laodicéia: Tenho aqui o amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus, diz isto”. Apocalipse 3:14.
Laodicéia é o escorregamento de Filadélfia
Vamos durante este tempo, estudar um pouco a palavra do Senhor. Hoje estamos chegando à sétima igreja, das sete desta profecia de Apocalipse 2 e 3. Hoje estamos chegando à consideração da igreja em Laodicéia. Apocalipse capítulo 3 desde o versículo 14. Se esta é a última das sete igrejas pelas quais o Senhor profetiza, quer dizer que esta igreja representa à igreja dos últimos tempos e é uma mensagem bastante séria. Eu não sei qual seja mais sério, se a de Tiatira ou a de Laodicéia; de qualquer jeito, a de Tiatira, que é tão grave, não foi lhe dito que poderia ser vomitada de Sua boca, mas a Laodicéia sim, se não se arrepender; ou seja, que esta última mensagem dada às igrejas, representando à igreja contemporânea, é uma mensagem séria; não há outra igreja depois desta; esta representa a última, a igreja dos tempos finais. A igreja de Éfeso representa aquele período apostólico imediatamente depois do apostolado original; a igreja em Esmirna representa o período das perseguições; a igreja de Pérgamo representa aquele período depois das perseguições, a partir de Constantino, quando a igreja e o Estado começaram a juntar-se e o cristianismo adotou parte do paganismo e o paganismo se cristianizou por fora, mas sem uma verdadeira conversão; depois a igreja em Tiatira representa aquela da idade média, aquelas épocas escuras da chamada “Pornocracia”, que não vamos falar dela; depois a igreja de Sardes representa à igreja da Reforma que saiu daquele período de escuridão, mas que não completou as coisas que deviam ser restauradas.
Por fim, a igreja em Filadélfia representa aquela visão no corpo de Cristo que supera as divisões denominacionais; uma igreja missionária, uma igreja cristocêntrica, uma igreja bíblica, uma igreja à qual o Senhor abre a porta. Mas encontramos que o Senhor nesta passagem que vamos ler, dizer à igreja em Filadélfia (3:11): “Eis que cedo venho; retém o que tens, para que ninguém tome tua coroa”; isto é, que era necessário que, o que o Senhor revelou a Filadélfia para superar a condição de Sardes, deve ser retido. Os vencedores o retêm, mas os que não o retêm caem numa situação que depois é expressada em Laodicéia. Laodicéia representa o escorregamento de Filadélfia porque Laodicéia já não é outra vez o protestantismo clássico que está representado ali em Sardes. Aqui, Laodicéia vem depois das revelações claras da centralidade de Cristo, da palavra de Deus, da unidade do corpo de Cristo, guardar a palavra da paciência, levar a cruz do Senhor; isto foi já revelado no período de Filadélfia e os vencedores chegarão até o fim: “Eis que cedo venho, retém o que tens”; isto é, os vencedores na posição de Filadélfia serão assim achados na vinda do Senhor; terão na vinda do Senhor pessoas que estarão na posição de Filadélfia espiritualmente falando, bem como terão pessoas que estarão na posição de Tiatira; a Tiatira é menciona a segunda vinda do Senhor, portanto, terão pessoas que serão achadas na situação católico-romana que é expressada por Tiatira, outros achados na situação de Sardes, do protestantismo; outros achados na situação de Filadélfia. Mas alguns deslizaram, não reteram o que o Espírito já deu à igreja e entraram numa questão que está aqui descrita como vamos ler em toda esta mensagem do Senhor a Laodicéia, que retrata de maneira profética estes tempos. Eu creio que, o que o Senhor diz aqui à igreja em Laodicéia é bastante sério. Então vamos fazer o seguimento desta mensagem a Laodicéia. Primeiro lhes digo que quanto à crítica textual não existem variações nos manuscritos; todos os manuscritos dizem bem como aparece nesta tradução, de maneira que não é necessário fazer aclarações a respeito.
Profundidade histórica de Laodicéia
Façamos a primeira aclaração quanto à cidade de Laodicéia. A cidade de Laodicéia foi fundada no século III antes de Cristo, por volta do ano 250 a.C., por um rei chamado Antíoco II, Seleuco Antíoco II, da dinastia dos antíocos; no caso dele, dos seléucidas de Antíocos, antes que se dividissem. Ele teve uma esposa que ele amou muito, que se chamou Laodicé; então ele fundou a cidade de Laodicéia em honra de sua esposa Laodicé. Há seis cidades chamadas Laodicéia, fundadas em honra a Laodicé, mas que são distintas uma das outras, porque esta é Laodicéia de Lico; há um rio chamado Lico e esta cidade fica ao sul do rio Lico, na Ásia Menor; esta de apocalipse, portanto, é conhecida como Laodicéia de Lico; ou seja que as outras Laodicéias não têm nada a ver com esta; esta é a cidade que foi fundada por Antíoco II no século III antes de Cristo. Esta cidade chegou a ser uma cidade muito forte durante o império romano, que foi o império que surgiu depois da era dos Antíocos. Digamos que os Romanos, como diz Daniel 11, tiraram a hegemonia dos Antíocos e estabeleceram a hegemonia romana. A cidade de Laodicéia fica num cruzamento de importantes vias, de maneira que chegou a ser uma capital muito grande; Laodicéia chegou a ser uma cidade rica, uma cidade comercial, uma cidade bancária, uma cidade onde tinha muitas indústrias, uma cidade onde se produzia muita roupa; era uma cidade rica, era uma cidade próspera; todas as principais estradas passavam por Laodicéia, tanto as que vinham do norte, como as do oriente, como as de ocidente, juntavam-se ali e todo o comércio se centralizava, de tal maneira que Laodicéia com o tempo chegou a ser como uma espécie de metrópoles que tinha 20 aldeias dependendo dela e se lhe chama nos documentos antigos: “Metrópoles de Laodicéia”. Exteriormente Laodicéia era uma cidade próspera, uma cidade rica, uma cidade de banca, de muitos estabelecimentos bancários, comerciais, industriais, e as pessoas seguramente estavam muito felizes; ali tinha trabalho, tinha dinheiro, tinha uma vida fácil na parte econômica.
Um grande terremoto
O curioso é que esta cidade foi várias vezes sacudida por contínuos terremotos até que foi destruída completamente; hoje em dia não existe a cidade de Laodicéia; Laodicéia foi varrida por um terremoto, a única coisa que ficou, foi umas ruínas, que ficam na Turquia, e os muçulmanos lhe puseram um nome muçulmano, que quer dizer “Castelo antigo”, na palavra muçulmana traduzida; ou seja, os restos de um grande castelo que tinha existido; isso é a única coisa que sobrou, isto é, foi totalmente destruída por sucessivos terremotos até que teve um que a derrubou de tal maneira, que nunca mais a voltaram a reedificar. É curioso porque a Bíblia, que fala do juízo do Senhor sobre Babilônia no tempo final, também diz que o Senhor se lembrou de Babilônia, e se elevou a ira no cálice e derramou o cálice, a sétima taça sobre Babilônia; diz que veio um terremoto a nível mundial, que arrasou com a grande cidade que era Roma, Babilônia, e com as outras cidades; inclusive mudou a geografia; muitas ilhas desapareceram, muitos morros mudaram de lugar. Isso é o que está profetizado ao final sobre Babilônia, sobre o que é a Laodicéia final, o que chegará a ser o ecumenismo final, com uma mistura de cristianismo com ocultismo e com outras coisas. Laodicéia antiga foi destruída por um terremoto, e a igreja final, o cristianismo infiel do tempo do fim, será destruído também por um terremoto mundial. Então, vejamos como a história qualifica a profecia.
Os direitos do povo
Agora sim, vamos ler a mensagem. Como não tem comentários textuais ou variantes textuais, vamos seguir lendo e comentando; primeiro o leremos e depois seguiremos comentando. Apocalipse 3:14 a 22. Faremos a leitura primeiro, de uma só vez, para que o Espírito fale a cada um de nós, e depois voltaremos e comentaremos, com a ajuda do Senhor: “E”; se dão conta, que não tinha dito até aqui “E”? Sempre era vírgula: Escreve ao anjo da igreja em Éfeso; escreve a Esmirna; escreve a Pérgamo, mas agora diz: “E”, como quem diz, depois de tantas vírgulas, esta é a última conjunção, então é a final: “E”. Esta palavra “E” é a palavra grega kai, que pode ser traduzida por: também ou finalmente ou por fim. “14E escreve ao anjo da igreja em Laodicéia”; quer dizer que existe um espírito tipicamente laodizaico dentro da cristandade, que está representado logicamente nas lideranças; mas o Senhor se dirige precisamente a esse espírito que caracteriza o que se pode chamar a época de Laodicéia. “14E escreve ao anjo da igreja em Laodicéia”. O que significa a palavra Laodicéia? A palavra Laodicéia vem de duas palavras gregas que são: laos e dikesis, que significam: Laos, o povo, os laicos; a palavra laicos vem de laos que é a palavra que significa o povo, e dikesis, que é a palavra que significa justiça ou direito. Se você escuta a palavra “teodicéia”, quer dizer: o direito divino; mas a palavra Laodicéia, são os direitos humanos, os direitos do povo; quer dizer que a palavra Laodicéia está representando a época final; e é curioso que o nome da palavra nomeia o espírito da época e é o espírito dos chamados “direitos humanos”. Quando foi que se tivemos notícia de que se tenha insistido tanto nos assuntos dos direitos humanos como nos últimos tempos? Digamos, desde a revolução francesa e da revolução americana pra cá, digamos assim, que começou a ser introduzido o espírito dos direitos humanos. Não é que tenha um pouco de mau nos direitos humanos, só que as vezes os direitos humanos pretendem ir além do direito divino, como se tivesse direito de negar a Deus, como se tivesse direito de negar a autoridade de Deus, como se tivesse direito de negar a palavra de Deus. Chegou a época em que as pessoas pretendem ter mais direitos legítimos.
A última palavra às igrejas
Quando dizemos que o espírito de Laodicéia é um espírito que o Senhor repreende, não queremos dizer que o Senhor não quer os direitos humanos. O que Ele não quer é que exista uma anarquia onde não seja reconhecida a autoridade da palavra do Senhor, Amém? Mas fixem-se em que só na palavra “Laodicéia”, se nos está mostrando o espírito tumultuoso, o espírito anárquico, o espírito competitivo do tempo do fim. Não foi assim em Tiatira. Tiatira foi terrível, mas Tiatira foi ditatorial; teve uma ditadura césaro-papista na Idade Média; também compare-o com essa época e você se dará conta de que Laodicéia e Tiatira são completamente diferentes, Amém? Como fala o Senhor então a Laodicéia? Ele está dando aqui a última palavra às igrejas; é a última palavra do Senhor às igrejas; depois vai falar dos selos, das trombetas, das taças da ira, mas aqui Ele está falando às igrejas, e é a última palavra do Senhor às igrejas, e por isso a nenhuma outra igreja Ele se apresenta como o Amém; mas aqui Ele está terminando; então olhem como se apresenta à igreja: “Isto diz o Amém...”; ou seja, a última palavra, assim é, assim seja, o Senhor é o Amém. Nos profetas, Deus é chamado de o Deus do Amém; é como dizer, o Ômega. Bem, como o Alfa é o princípio, a Ômega é o fim; o Senhor é o princípio e o fim; então sempre ao final se diz amém. Mas o Senhor diz que Ele é o Amém; ou seja, que Ele tem a última palavra; e esta é a última palavra à igreja em sua história universal.
O princípio da criação de Deus
Então diz o Senhor: “Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus, diz isto.” Esta expressão do Senhor também como o princípio tem criado dificuldades de entendimento a alguns; porque tinha dito o Amém e agora diz: o Princípio; em outras partes tinha dito o Primeiro e o Último, o Alfa e a Omega, o Princípio e o Fim; agora, como está ao final, diz primeiro o Amém, mas depois diz: o Princípio; porque Ele não é somente uma coisa, senão a outra, o que é o final é o que é o princípio. “O princípio da criação de Deus.” Esta expressão deu lugar a alguns maus entendidos, porque se interpretou de maneira isolada do resto da revelação. Que o Senhor Jesus Cristo se apresenta como o princípio da criação de Deus, não quer dizer que Ele seja a primeira criatura de Deus, porque Ele é Deus mesmo. No princípio era o Verbo, o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. A expressão “o princípio da criação de Deus” quer dizer que por meio dele todas as coisas foram criadas, que nada tem origem sem Ele. “Todas as coisas por ele foram feitas, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo. 1:3). Isso quer dizer que o Senhor, que é o Amém, é também o princípio da criação de Deus. Se tomamos a criação de Deus no sentido antigo, desde o nada até a existência, à nova criação, nos dois sentidos Ele é princípio da criação de Deus; tanto da velha como da nova; as duas são a criação de Deus; Ele é a origem de todas as coisas; sem Ele nada tem existência; agora este é o que fala; ou seja, este é o diagnóstico do Senhor à cristandade dos últimos tempos, a última palavra de Deus à Igreja.
Vomitar-te-ei da minha boca
“15Eu conheço tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem deras fosses frio ou quente! 16Mas porquanto és morno, e não frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca”. Palavra seríssima do Senhor; nunca o Senhor tinha falado palavras tão fortes. Que coisa mais desagradável é o vômito! Mas ser considerados como algo que lhe produz ao Senhor vômito, quer dizer que é algo que o Senhor considera asqueroso.
O que é o que o Senhor considera tão asqueroso? A indiferença, que não é nem água e nem limonada, nem fu nem fa; o Senhor quer que seja bem definido; Ele prefere que seja frio a que seja morno. Agora, que quer dizer frio? Frio quer dizer que não tem força, que não tem ânimo; Ele prefere que uma pessoa lhe diga: Senhor, não tenho forças, não sei nada; se tu não me ajudas, não posso nada; ou que esteja fervente, quente, em espírito, servindo-lhe, em verdadeiro espírito e verdade. Ele prefere que estejamos servindo do todo coração ou que estejamos reconhecendo nossa total impossibilidade, nossa total frieza e que estejamos a seus pés reconhecendo que não somos nada; mas o pretender ser e não ser; pretender que sejamos quentes, quando não somos tão quentes, somos mornos, isso ao Senhor lhe resulta em algo difícil. Sempre as coisas mornas são usadas para provocar vômitos; sempre se associou o água morna para produzir vômito. “16Mas porquanto és morno, e não és frio nem quente, te vomitarei de minha boca”; isto é, não posso engolir-te, não posso suportar-te nesta situação; como quem diz: se não vences isto..., graças a Deus que há vencedores da situação de Laodicéia, mas se não vences, que galardão vais ter? O galardão é para os que vencem; se não venceres, vomitar-te-ei de minha boca, não posso engolir-te, não posso aceitar-te nessa situação de indiferença. Que o Senhor nos ajude. A nenhuma outra igreja se chamou de morna, mas só a Laodicéia; quer dizer que o cristianismo dos últimos tempos não é um cristianismo consagrado; as pessoas se dizem cristãs sem serem verdadeiramente cristãs. Fixem-se no que o Senhor explica o que é a indiferença: “Porque (essa palavra “porque” aí está explicando a indiferença) tu dizes...” Ai, ai, ai! Aqui o Senhor está profetizando qual seria a confissão positiva da cristandade dos últimos tempos. Fixem-se: “tu dizes”; essa é uma confissão positiva; não está dizendo: sou magro, sou débil, preciso tua ajuda, não; sem ser verdadeiramente forte, está confessando coisas que não são. Quando em outra época se tinha ouvido falar tanto dos direitos humanos, da confissão positiva e da teologia da prosperidade como nesta época? Nenhuma outra época teve esta ênfase, mas por todas as partes que você for, você liga um televisor em programas de evangélicos e escuta uma quantidade de pregações de todas partes e esse é sua ênfase: confissão positiva, riqueza, propriedades, prosperidade, esse é a ênfase atual; e o Senhor já o tinha dito: “tu dizes”; essa é tua confissão; parece confissão positiva, mas o Senhor não ensina essa confissão; Ele diz que essa não é a realidade: “17Porque tu dizes: Eu sou rico, e me enriqueci”. Que outra época teve tanta riqueza, facilidades, geladeiras, aparelhos, tecnologia? “Tu dizes: Eu sou rico, e me enriqueci, e de nenhuma coisa tenho necessidade”. Se fosses frio, reconhecerias tua necessidade, mas não reconheces tua necessidade; está enganado, está enganando-se com sua própria auto-imagem que não é aprovada por Deus. “Dizes: Eu sou rico, e me enriqueci, e de nenhuma coisa tenho necessidade.” Que terrível é esta frase! O sentir-se satisfeito sem Deus, o sentir-se satisfeito com a riqueza material e não com Deus, isso é terrível. Dizes que não tens necessidade de nada, sentes-te satisfeito, estás feliz. Quantos parques há hoje em dia? Quando é que teve tantos parques como agora: como Disneylândia, Disneyworld, etc., televisão, novelas, distração? Ninguém tem que ter necessidade de Deus; “e não sabes”; isso quer dizer ignorância da realidade espiritual, uma época caracterizada pela ignorância espiritual. Pode ter cultura secular, cultura exterior, pode ser intelectual, mas não espiritual.
Riqueza material, pobreza espiritual
“Não sabes que tu és um desventurado”; um desventurado que diz ser rico, é melhor ser frio e dizer-lhe: Senhor, sou um desventurado; e saber que é um desventurado; então podes pedir-lhe ajuda, mas como diz que não é, sendo; sendo desventurado diz que é rico; Ele diz: “não sabes que tu és”; o Senhor diz: tu és um desventurado; ou seja, tua riqueza não é a verdadeira bem-aventurança; tua satisfação, tua comodidade, não é a verdadeira bem-aventurança.
“Não sabes que tu és um desventurado, miserável, pobre”. À igreja em Esmirna que passava perseguições, o Senhor diz: conheço tua pobreza; mas entre parêntese lhe diz: mas tu és rico; ainda que tinha pobreza material, era rico espiritualmente; do contrário, este era rico materialmente mas pobre espiritualmente. Dizes que és rico, mas não sabes que és pobre; ou seja, estás enganado; o que tu consideras de valor, o que tu estimas, é um engano. Paulo dizia: o que eu estimava como ganho, agora o considero uma perda com o objetivo de ganhar a Cristo. Paulo viu, mas Laodicéia não viu.
Que coisa séria é não ver! “Pobre, cego e nu”. Não vê; qualquer um vê sua vergonha, sua vergonha é pública. “18Por tanto, (aleluia! As últimas palavras do Senhor às igrejas) eu te aconselho que de mim (porque as riquezas que tens não são de mim, meu conselho é que de mim; tu dizes que és rico, mas essa não é verdadeira riqueza; verdadeiramente espiritualmente tu és pobre) compres ouro refinado em fogo”. Aqui o Senhor usa a palavra “compres”; quer dizer: paga o preço para ter a verdadeira riqueza espiritual.
Comprar é pagar o preço
Muita gente quer direitos humanos, quer riquezas, quer prosperidade; as palavras que sempre dizemos: saúde, dinheiro, amor, casa, carroça, bolsa, tudo fácil na terra, mas não quer a cruz, não quer o caminho estreito, não quer pagar o preço, e o Senhor a esta igreja lhe diz: “compres”; quer dizer: paga o preço, compra ouro; o ouro representa o metal mais valioso, que representa a natureza divina, o que é legítimo de Deus, o que é verdadeira riqueza espiritual. “Compres ouro refinado em fogo”; ou seja, o de Deus, que é capaz de passar a prova; o fogo é a prova; essa é a verdadeira riqueza, o que não se queima quando passa pelo fogo, essa é riqueza; mas o que se desfaz no fogo, o que quando vem a prova não permanece, é pura palha; mas o que passando a prova sobrevive, essa é verdadeira riqueza e essa se obtém com o pagar o preço; para obter do Senhor o que é o Senhor em nós e não nós somente.
“De mim”, isto é, eu sou o que tenho este ouro, que passa a prova do fogo. Eu passei pela prova, passei pela morte, mas veja que Eu vivo; compra, paga o preço para ter o meu e não te enganes com o teu; compra de meu ouro refinado em fogo, para que sejas rico.
Não é que o Senhor esteja no meio de uma teologia da prosperidade promovendo uma teologia da miséria, não; a alternativa da prosperidade não é a teologia da miséria, é a teologia da riqueza espiritual, essa é a alternativa, a riqueza da cruz; essa é a alternativa à teologia da prosperidade.
“Para que sejas rico”. O Senhor quer que sejas rico, mas verdadeiramente rico, como Ele disse: “19Não tenhais tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem corroem, e onde ladrões minam e furtam; 20senão ajuntai tesouros no céu, onde nem traça e nem a ferrugem corroem, e onde ladrões não minam nem furtam” (Mt.6:19-20). Essa é a verdadeira riqueza, Amém? Compra, paga o preço, para que não estejas satisfeito com o teu nem com o do mundo, senão com o que Eu te dê; o Meu é tua verdadeira riqueza; aí sim, serás verdadeiramente rico.
“E vestimentas brancas para vestir-te”. Veja que roupa o Senhor queira dar: vestimentas brancas! O que Ele está dizendo à igreja? Parece que nem sequer se lembra de estar justificada, parece que no meio de sua prosperidade, no meio de sua alegria do mundo, no meio de seu desfrute dos benefícios da terra, esquece-se de cuidar ou estar em paz com Deus; porque se o Senhor está dizendo que precisa comprar-lhe vestimentas brancas para que não vejam sua vergonha, quer dizer que seus pecados estão sendo vistos pelos anjos de Deus, pelos demônios, não só por Deus, e até pelos homens também, que ainda que somos cegos, mas as vezes vemos.
O preço das vestimentas
Então quando o Senhor diz: compres vestimentas brancas, é porque uma parte da cristandade está em pecado, está vivendo em pecado, não confessou seus pecados, não acertou suas contas com Deus, acostumou-se a viver com contas acumuladas em sua consciência, adormecido, narcotizado pela prosperidade do mundo. Ai, Senhor Jesus, que terrível! “Compres ouro refinado em fogo, para que sejas rico, e vestimentas brancas para vestires”. Há que pagar o preço para andar em vestimentas brancas; é por graça. Por isso o irmão Dietrich Bonhoeffer, que foi um mártir do Senhor na Alemanha, (foi morto durante o tempo de Hitler; o mataram por ser fiel a sua consciência cristã. Ele disse uma frase que foi colocada como título de um livro que ele escreveu, muito bom livro: “O preço da graça”. Alguém pensa que a graça é grátis, mas ele falava do preço da graça, o que custou ao Senhor para dar-nos a graça e o que custa a nós viver na graça e não no ego, nem no natural, o preço da graça; por isso lhe diz: compra ouro refinado em fogo, e vestimentas brancas para vestir-te. Não estou dizendo que o sacrifício de Cristo não nos perdoa gratuitamente, mas para viver na graça, há que negar a si mesmo; podemos viver em Cristo por graça. O que quiser, venha e beba gratuitamente da água da vida, mas as vezes preferimos viver no humano, no natural, na carne e não no Espírito. Então para receber essa graça temos que negar a nós mesmo, primeiro crer, mas estar disposto a viver na fé, no novo homem.
Então diz: “e que não se descubra a vergonha de tua nudez”. Esta palavra me parece tão misericordiosa, porque as vezes nós, quando somos um pouco legalistas, queremos que o Senhor envergonhe em público aos outros: Esse tem um pecado, como muito me agradaria que o Senhor lhe descobrisse a falta diante de todos. As vezes essa é nossa atitude e nos alegramos muito mais quando alguém é descoberto e envergonhado do que quando é guardado; alegro-me que o pilharam; mas o Senhor não é assim: O Senhor diz: “que não se descubra a vergonha de tua nudez”.
Deve ocorrer somente quando é já necessário envergonhar às pessoas, como aconteceu com Davi que fez as coisas escondidinhas e não queria se arrepender; o Senhor teve que trazer a Natan, para lhe dizer: Tu o fizeste em segredo, agora em público tuas mulheres vão ser violadas; por que? Porque o tinha feito em segredo; mas a intenção do Senhor é cobrir-nos; compra de mim vestimentas brancas para vestir-te, e estarás justificado e limpo; confessa teus pecados e arrepende-te, ponto, para que não se descubra a vergonha de tua nudez, não deixes tuas coisas escondidas, confessa-as ao Senhor; se falhaste com alguém, pede perdão e arruma e pronto, acabou-se; o sangue me limpou; nunca mais o Senhor se lembrará, nem quer que você se lembre também; esquece. Mas enquanto estivermos guardado, a palavra é: estás nu, estás com umas vergonhas visíveis, paga o preço para que andes com vestimentas brancas e não se descubra; essa é a misericórdia de Deus que não quer envergonhar-nos, quer cobrir-nos: “que não se descubra a vergonha de tua nudez, e unge teus olhos com colírio, para que vejas”. Quer dizer que com nossos olhos naturais não vemos a realidade; pensamos que vemos e o Senhor diz: não sabes que és cego. Uma pessoa que não sabe que é cega, é uma pessoa que pensa que vê, mas não está vendo a realidade, está vendo alucinações, está obcecado com alguma coisa, mas não conhece a realidade, por isso não sabe que é cega. Uma pessoa que sabe que é cega, diz: Sou cego, não entendo Senhor, não entendo. Mas porque dizes que sabes... Ai Senhor! É melhor dizer como Jó: não entendo, eu falava o que não entendia; então Deus poderá abrir os olhos a alguém; mas se alguém pensa que já entendeu tudo, não sabe que está cego.
O colírio de Deus
Tenha o Senhor misericórdia de nós, de mim e de todos nós. “Unge teus olhos com colírio”; isto é, aplica a teus olhos algo que te faça ver. Você pensa que está vendo, mas o que está vendo não é a realidade, está enganado com tuas imaginações; o colírio é algo diferente do natural, o colírio é algo que opera na vista, que não está na pessoa. Nós precisamos que o Senhor abra nossos olhos, unja nossos olhos; mas o Senhor diz que nós devemos ungir nossos olhos; ou seja, que temos que ir ao Senhor para que o Senhor nos abra os olhos. Quando alguém pensa que está vendo, irmãos, é tão terrível, porque esse alguém nunca tem a oportunidade de reconhecer seus erros. Eu recordo quando estava sob a influência do branhamismo, durante os anos 73 ao 75; eu pensava que estava correto; eu lia, parecia-me correto o que lia, parecia-me bíblico; e enquanto eu pensei isso, nunca me dei conta do erro. Um dia se me ocorreu uma dúvida que foi do Espírito Santo; fui e me apartei a um lugar para orar, e lhe disse: Senhor, a mim, isto parece correto, mas quem sabe eu possa estar equivocado e não me dei conta; tu és o que sabes; eu quero seguir-te, ensina-me a verdade. Se isto que me parece a verdade, é a verdade, confirma-me; mas se estou equivocado e eu não consigo me dar conta, mostra-me. Quando fiz essa oração com sinceridade ao Senhor, aí, pouco a pouco, o Senhor começou a mostrar-me os erros que eu estava metido, e pouco a pouco fui tendo luz, porque era terrível suportar tantos erros inesperadamente. Eu ia no ônibus e me vinha à mente: mas este versículo diz tal coisa e o irmão aqui, que eu tenho respeito, diz outra coisa; e começou esse conflito; mas se ele é um profeta de Deus e eu quem sou, mas a Bíblia segue dizendo isto; tinha que escolher entre o que diz a palavra de Deus e o que diz outra pessoa. E quando aceitei isso e tive que ser dissidente por honrar ao Senhor e à verdade, aí se me mostrou um outro pouquinho; se és fiel no pouco, se te dará mais. Outra coisa, aqui há outro erro, aqui neste assunto de casal, divórcio e poligamia, aqui há um erro; aqui neste assunto que nega a Trindade, aqui há outro erro; aqui neste assunto da segunda vinda de Cristo há outro erro; e me começou a mostrar erro depois de erro, um depois de outro; se fores fiel num pouquinho e dependeres dele, e só confiares Nele e não em sua própria prudência, Ele te poderá ungir os olhos com colírio. É o que diz Provérbios: “5Confia no Senhor de todo teu coração, e não te apóies em tua própria prudência. 6Reconhece-O em todos os teus caminhos, e Ele endireitará tuas veredas” (Prov. 3:5-6). Mas se alguém confia em sua própria prudência, que tudo está bem, sinto-me satisfeito; não tenho necessidade de nada, aqui estou contente, não vai ter mais. Que nunca fiquemos contentes com menos do que a plenitude de Cristo; que sempre procuremos mais de Cristo; que sempre tentemos ir mais adiante; ame mais ao Senhor que ao próprio ambiente, inclusive mais do que à Igreja; ame ao Senhor, avance em direção ao Senhor, siga ao Senhor, procure o Senhor. Senhor, preciso da tua luz; então Ele irá confirmar o que é Dele. Não há problema. Que perigo há? Nenhum; o que é Dele, Ele vai confirmar, mas o que não é dele, Ele vai mostrar e vai livrar-te. Temos que pô-lo em primeiro lugar em tudo; não temas ser dissidente se é por amor ao Senhor e sua Palavra, porque você não é nosso antes de ser do Senhor; você é do Senhor, amém? Primeiro o Senhor. Então quando eu digo ao Senhor: “faça o que o Senhor quiser”. Eu penso que está correto, mas pode ser que esteja equivocado e não me dou conta; aí Ele me mostra aos poucos; se for fiel a esse pouquinho, Ele me mostra outro pouquinho, depois outro pouquinho e outro pouquinho, e assim vai me mostrando e me corrigindo. Somos passiveis de erros e a pessoa fanática é a que pensam que vê e nunca duvida de que poderia estar equivocada; por isso é que temos que colocar o Senhor antes da nossa auto-complacência. Senhor, se estou enganado, desengana-me Senhor. Amém? Unge meus olhos com colírio para que veja, não aconteça que pense que estou vendo e sou cego, espiritualmente cego. Recomendo-lhes muito esse livro do irmão Austin Spark, “Ver - Visão espiritual, homens cujos olhos viram o rei”. Tremendo livro!
Deus castiga aos que ama
Agora, depois dessa palavra de que és cego, miserável, nu, morno, vomitar-te-ei, alguém pensaria, mas será que o Senhor está chateado comigo? Olhem o que diz: “19Eu repreendo e castigo a todos os que amo”. Quando uma pessoa é amada pelo Senhor passa por provas difíceis, não porque Deus não o ame, senão precisamente porque Ele o ama: “Eu repreendo”, e não só repreendo, “castigo”. Alguns dizem que Deus não castiga, mas aqui diz o Senhor que Ele castiga aos que ama: “repreendo e castigo a todos os que amo”. Há graus diferentes nas duas palavras. Repreender é admoestar, chamar a atenção, mas ainda não te acontece nada; mas se te chamou a atenção e não queres seguir ao Senhor, então tem que passar da repreensão ao castigo e o castigo pode ser uma coisa difícil que nos acontece, mas por que? Porque Ele nos ama, quer-nos livrar dos enganos; isto é, aos que amo, Eu os repreendo e os castigo. E diz mais: “Sê pois, zeloso”. Aqui zeloso é o contrário de morno. Morno é o que está satisfeito, não zeloso; o Senhor é zeloso e quer que nós sejamos zelosos. Uma pessoa zelosa é uma pessoa que quer as coisas puras e não misturadas nem mornas; o contrário de morno aqui é zeloso: “Sê pois zeloso, e arrepende-te”. O Senhor dá tempo à igreja em Laodicéia, à cristandade dos últimos tempos para arrepender-se e ser zelosa; isto é, ser uma pessoa que ama ao Senhor com cuidado: “20Eis que estou à porta e chamo”. Esta é uma das frases mais tremendas.
O Senhor do lado de fora da Igreja
O Senhor não diz que está dentro, senão fora; está querendo entrar mas nós estamos aqui com nossa festa, dizendo coisas, estando embriagados em nossas cobiças e o Senhor está batendo à porta. Ele não diz: estou dentro, não, estou à porta e chamo.
Que coisa terrível! As vezes ter programas, estruturas, ter de tudo e não ao Senhor mesmo; mas isso o diz o Senhor à igreja em Laodicéia; Ele quer entrar. Agora, neste apelo, Ele chama à igreja, mas como Ele sabe que não toda a igreja vai ser vencedora, então fala aos indivíduos. Diz assim: “Eu estou à porta e chamo; se algum ouve minha voz”. Se alguém distingue o que é o que verdadeiramente o Senhor diz e o que Ele quer, estará disposto a abrir-lhe a porta ao Senhor em vez de estar enganado pensando que vê e não vê. “Se alguém ouve minha voz”; porque é que alguns não ouvem; se tem ouvido, ouve, mas se alguém ouve, abrirá a porta ao Senhor. Ele fala a toda a igreja: “Escreve ao anjo da igreja em Laodicéia”, fala ao espírito da igreja do tempo final. Se no meio desse espírito, alguém ouve minha voz, minha voz, porque as vezes ouvimos muitas vozes e especialmente nos tempos finais está profetizado que se ouviriam muitas vozes, muitos falsos profetas e até milagres e sinais, mas não é a voz do Senhor; mas se no meio dessa batalha do engano final, alguém, um ou outro por aí, ouvir minha voz e depois de ouvir abrir a porta e não deixar ao Senhor de fora, senão que chamar ao Senhor para dentro, então o Senhor diz: “entrarei em sua casa”.
A cristandade de nome, sem o Senhor dentro, mas se me abrir a porta “entrarei em sua casa, e cearei com ele, e ele comigo”. Sempre o comer juntos era uma forma de como o Senhor representava a comunhão; a comunhão é comer juntos. “cearei com ele, e ele comigo”, cear juntos: “21Ao que vencer”. Isto sim é tremendo, terá vencedores nas condições de Laodicéia; e se você compara os galardões, a nenhuma igreja se lhe oferece um galardão tão grande como à igreja em Laodicéia; compare todos os galardões. A Éfeso, lhe darei a comer da árvore da vida. A Esmirna, não sofrerá dano da segunda morte. A Pérgamo, uma pedrinha branca. A Tiatira, lhe darei autoridade sobre as nações. A Filadélfia, o farei coluna no templo de meu Deus e nunca mais sairá de ali, mas aos vencedores do fim se lhes promete o maior galardão; olhem o que diz: “Ao que vencer, lhe darei que se sente comigo em Meu trono, (que coisa tremenda!) bem como eu venci, (ao que vencer como eu venci) e me sentei com meu Pai em Seu trono”. O Pai quer delegar ao Filho tudo, e o Filho quer delegar aos vencedores finais, tudo. “Ao que vencer, lhe darei que se sente comigo em Meu trono, bem como eu venci, e me sentei com Meu Pai em seu trono”. Esta sim é a verdadeira riqueza, esta se é a verdadeira glória. “22O que tem ouvido (para ouvir Sua voz) ouça o que o Espírito diz às igrejas”. Que o Senhor nos encontre despertos, conceda-nos arrepender da indiferença e nos conceda pagar o preço para ter ouro verdadeiramente espiritual, vestir-nos verdadeiramente com vestimentas brancas e ter os olhos ungidos para ver verdadeiramente. Que Deus nos ajude. A paz do Senhor Jesus seja com os irmãos. -
A MENSAGEM À IGREJA EM TIATIRA
MENSAGEM À IGREJA EM TIATIRA
“E escreve ao anjo da igreja em Tiatira: O Filho de Deus, o que tem olhos como chama de fogo, e pés semelhantes ao bronze polido, diz isto”. Apocalipse 2:18.
Uma misteriosa Babilônia.
Vamos ao Livro do Apocalipse capítulo 2, versículo 18. Estamos chegando com a ajuda do Senhor a Sua mensagem à igreja em Tiatira; isto é, Tiatira foi uma igreja histórica daquela época do Senhor Jesus, do apóstolo João, do Ásia Menor, o que hoje se chama Turquia. Subindo de Éfeso, passando por Esmirna, por Pérgamo, e agora tomamos a direção de Pérgamo para o sudeste, descendo um pouquinho obliquamente desde o norte de Anatólia ou Turquia para o sudeste, uns 32 quilômetros; não é tão longe de Pérgamo; ali estava a cidade histórica de Tiatira onde se deram umas condições sumamente dolorosas ao coração do Senhor e que devem sê-lo também ao coração nosso. Quiçá não tenha uma carta que reflita mais até onde pode cair a igreja, inclusive para provar o que são as profundidades de Satanás; no entanto, o Senhor Jesus a segue tratando de Igreja e segue sendo fiel e segue falando e dando saída; é profunda esta carta. Esta carta a Tiatira representa a maior descida na história da Igreja; se olhamos o que se costuma chamar “a idade das trevas”, eras da escuridão ou do obscurantismo, e não obscurantismo em relação com o chamado iluminismo, senão obscurantismo relativo à espiritualidade, com Cristo; porque hoje em dia algumas pessoas usam a palavra obscurantismo a partir da posição do chamado iluminismo e do racionalismo, mas eu não uso a palavra obscurantismo desde o iluminismo, senão desde a espiritualidade, desde a palavra de Deus. A nenhuma destas sete igreja, o Senhor falou tanto. Se você compara quantos versículos falou a Éfeso - sete; a Esmirna, uma igreja que estava em plena perseguição - quatro; a Pérgamo falou também poucos; depois vocês podem comparar, mas em Tiatira falou com uma dúzia de versículos; é a igreja que Ele mais fala, a que mais dirige Suas palavras; e no entanto, a igreja que caiu em maior profundeza. Antes de ler a mensagem a Tiatira, eu gostaria que lêssemos uma passagem que nos ilustra este processo das igrejas em descida, como depois também relativo à restauração. A igreja foi descendo desde Éfeso por Esmirna até Pérgamo e por Pérgamo até Tiatira; e depois começou a ser restaurada pouco a pouco desde Sardes, Filadélfia até os vencedores de Laodicéia. Laodicéia em si é uma igreja contra a qual o Senhor tem muitas queixas, mas há vencedores sobre essa situação. Para entender esse processo de decadência e restauração da igreja, vamos ao livro de Joel, vamos ler ali algumas expressões do Espírito Santo por este profeta. Primeiramente vamos ao capítulo 1; vou ler desde o versículo 2. Estas palavras foram ditas primeiramente pelo Senhor a Israel; isto aconteceu inicialmente com Israel, antes de serem levados cativos a Babilônia, e depois foram livrados de Babilônia, e regressaram à Jerusalém; mas vocês recordam que no Novo Testamento também há uma misteriosa Babilônia da qual sai e muda para uma Jerusalém celestial. A história de Israel é tipológica; assim que quando vemos esta profecia, tem um primeiro sentido primário gramático-histórico em relação a Israel e num segundo sentido, alegórico ou tipológico em relação à igreja.
Então vamos vê nos dois sentidos. Joel 1:2: “2Ouvi isto, anciãos, e escutai todos os moradores da terra. Aconteceu isto em vossos dias, ou nos dias de vossos pais?” Que boa pergunta. Que é o que aconteceu nos dias passados e que está acontecendo em nossos dias? É uma pergunta do Espírito. O Espírito nos pergunta sobre o que aconteceu no povo e diz aqui: “3Disto contareis a vossos filhos, e vossos filhos a seus filhos, e seus filhos à outra geração”. Deus diz que isto contaremos; Deus quer que ponhamos atenção ao sentido da história, da intervenção de Deus, também do diabo e na nossa história.
A árvore comida pela praga
Então diz assim: “4O que deixou o gafanhoto cortador comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador comeu-o o gafanhoto destruidor”; ou seja que estamos vendo uma degradação de uma árvore; essa árvore representa ao povo do Senhor, mas primeiro vem uma larva; deixaste teu primeiro amor, as obras dos nicolaítas, e começou essa larva, essa lagarta, a comer primeiro as folhinhas; mas diz: o que deixou a lagarta... A lagarta é a primeira etapa, a larva que começa a comer. Diz: o que ficou da lagarta comeu o migrador; depois já estamos vendo que em Esmirna aparece algo assim que se chama “a sinagoga de Satanás”; no meio da perseguição começa a comer mais e depois diz: “o que ficou do migrador comeu o devorador”; esse é outro animalzinho, já vemos em Pérgamo, que ao que antes era feitos, obras, dos Nicolaítas em Éfeso, sinagoga de Satanás em Esmirna, é doutrina de Balaão e doutrina dos nicolaítas em Pérgamo; e por fim diz: “e o destruidor comeu o que do devorador tinha ficado”; ou seja, o ataque de Satanás contra a árvore do Senhor. Ele disse que Ele era uma árvore e nós éramos os ramos dessa árvore. Ele disse: “Eu sou a videira, vocês os ramos” (João 15:5). Quando o estavam levando à cruz, as mulheres de Jerusalém choravam por Ele, e Ele disse: “28Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, senão chorai por vocês mesmas e por vossos filhos. 31Porque se com a árvore verde fazem estas coisas, o que se fará com o seco?” (Lucas 23:28,31). A árvore verde é a vida divina em toda sua preciosa manifestação; agora, Ele tinha que se manifestar na Igreja; nós somos os ramos da vida do Senhor, mas há um ataque de Satanás contra a Igreja, uma luta; bem como o Senhor foi morto na cruz, mas depois pela vida divina ressuscitou, assim também a vida divina que foi dada à Igreja é atacada por Satanás até levar à Igreja às profundidades de Satanás, como vamos ver aqui; no entanto, como o Senhor ressuscitou, começa então a restaurar e a recuperar a parte de Deus na Igreja até vencer. Os últimos vencedores serão vencedores de tudo; mas antes teve um processo de degradação até que o destruidor comeu o que deixou o devorador, que tinha comido o que deixou o migrador; que tinha comido o que deixou a lagarta. Já em Tiatira vemos a condição de máxima decadência da Igreja. O Senhor em vez de ficar calado foi a ela que Ele mais falou, reconheceu nela algumas coisas boas e lhe fez notório, os graves erros.
Crítica textual
Agora sim, vamos ler a mensagem a Tiatira de uma só vez para ter em conta os detalhes textuais, tendo revisado isto, porque cada vez o reviso para que os irmãos o conheçam, mas o importante é o texto. Depois voltamos ao texto sobre nossos passos. Leiamos primeiro de uma só vez a mensagem do Senhor para ter tudo presente ao seguir comentando.“18E escreve ao anjo da igreja em Tiatira: O Filho de Deus, o que tem olhos como chama de fogo, e pés semelhantes ao bronze polido, diz isto: 19Eu conheço tuas obras, e amor, e fé, e serviço, e tua paciência, e que tuas últimas obras são mais numerosas do que as primeiras. 20Mas tenho contra ti...” Esse “umas poucas coisas” mal alguns manuscritos o dizem, não todos; os mais antigos não o dizem, mas resulta que no grego não soa como bem entendido; então alguns escribas agregaram uma palavrinha que ali se traduz em três palavras como para fazê-lo mais gramatical. “Tenho contra ti: que toleras que essa mulher Jezabel”; alguns manuscritos não dizem: “essa”, senão “tua mulher Jezabel”. Uns dizem: “essa”, outros dizem “tua”, e ao comparar uns manuscritos com outros fica difícil decidir qual dos dois será o original. Se a alguns pareceu muito forte chamá-la “tua mulher” e lhe puseram “essa” ou foi ao contrário que dizia “essa” e o quiseram personalizar e disseram: “tua”. Os eruditos não sabem por qual dos dois tipos de manuscritos decidir, assim que deixo para que vocês decidam. Eu penso que ainda que seja uma ou outra coisa, terá muito o que dizer. “Tenho contra ti que essa (ou tua) mulher Jezabel, que se diz profetisa, ensine e seduza a meus servos a fornicar e a comer coisas sacrificadas aos ídolos. 21E lhe dei tempo para que se arrependa, mas não quer arrepender-se de sua fornicação. 22Tenho aqui, eu a jogo em cama, e em grande tribulação aos que com ela adulteram, se não se arrependerem das obras dela. 23E a seus filhos ferirei de morte, e todas as igrejas saberão que eu sou o que vasculha os rins e o coração; (claro, a palavra “mente” era mais entendível, mas o que disse Deus foi “rins”, ou seja, o mais profundo de teu ser; aqui dentro estão os rins. Os rins e o coração, disse o Senhor) e vos darei a cada um segundo vossas obras. 24Mas a vocês e aos demais que estão em Tiatira, a quantos não têm essa doutrina, e não conheceram o que eles chamam as profundidades de Satanás, eu vos digo: Não vos imporei outro ônus; 25mas o que tendes, retende-o até que eu venha. 26Ao que vencer e guardar minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações, 27e as regerá com vara de ferro, e serão quebradas como vaso do oleiro, como eu também a recebi de meu Pai; 28e lhe darei a estrela da manhã. 29O que tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas”.
Esta igreja de Tiatira é a primeira igreja à qual o Senhor apela primeiro aos vencedores. Até aqui o Senhor tinha apelado à igreja inteira. O que tem ouvido ouça o que o Espírito diz às igrejas; apela, chama a todas as igrejas e depois menciona aos vencedores. Depois a partir daqui, Tiatira, o Senhor começa a apelar primeiro aos vencedores; a igreja chegou a uma condição tão degradada que o Senhor tem que chamar a vencedores. Não sei se vocês se deram conta de que aparecem vários níveis de pessoas em Tiatira. Por um lado, o Senhor elogia as coisas boas, e por outro lado, repreende as coisas gravíssimas; e, no entanto, o Senhor a todos esses que levam o nome de cristão, que se dizem Seu povo, Ele fala a todos eles.
Sacrifício contínuo
Você encontra coisas muito preciosas como as que aparecem ali no primeiro versículo; diz: “Eu conheço tuas obras, e amor, e fé, e serviço, e tua paciência, e que tuas últimas obras são mais do que as primeiras”. Isto é um grande incentivo e é um incentivo por muitas coisas e o Senhor não iria dizer isso, se isso não existisse. Tanto na Tiatira histórica como no período da história da Igreja que profeticamente está representado pela mensagem a Tiatira, porque estas sete igrejas são tipologias proféticas, ou seja, essas igrejas históricas, o Senhor está falando a essas igrejas históricas e por essas igrejas históricas Ele está profetizando, porque este livro é uma profecia do princípio ao fim. Então temos que o interpretar não só historicamente, senão também profeticamente. Teve uma Tiatira histórica. A palavra Tiatira quer dizer: “sacrifício contínuo”; a palavra “tisiastério”, que é de onde vêm as raízes da palavra Tiatira, quer dizer o altar do incenso, o altar do louvor; então a palavra Tiatira significa “sacrifício contínuo”. Alguns, por causa da presença de Jezabel nesta profecia, chamaram-lhe “mulher dominante”; por causa de Jezabel então relacionaram Tiatira com mulher dominante, mas no grego é “sacrifício contínuo”. Nessa época foi quando se estabeleceu a missa como um sacrifício repetido e onde os alimentos, a farinha, o elemento água misturado com a farinha ou o azeite, o elemento veio (hóstia), foram adorados com adoração latréutica (excelência de Deus e submissão dos homens), como se fosse Deus mesmo, por causa de uma doutrina que surgiu na idade média, que é a doutrina da transubstanciação, com a qual se dizia que os elementos se convertiam na carne e no sangue de Cristo; então como tem que se adorar a Deus e adorá-lo em Cristo, eles então adoraram a hóstia, adoraram a farinha, adoraram o vinho, como se fora a Deus mesmo; isso sucedeu nessa época; e esse sacrifício constante de adoração, quando se levanta, isso é o que quer dizer a missa, um sacrifício contínuo; não o sacrifício único de Cristo que foi feito uma vez para sempre, senão continuado; então chegou a considerar-se um sacrifício contínuo, incessante e isso é o que significa Tiatira.
Pano de fundo geográfico e histórico
Agora, Tiatira era uma cidade que se caracterizava pelas pinturas; inclusive a palavra pintura e Tiatira têm uma relação. Vocês recordam que a primeira convertida de Tiatira foi Lídia; ela era uma vendedora de púrpura de Tiatira, somente que nesse momento estava em Filipos, porque ela, ainda que fosse de Tiatira, comerciava a partir de Tiatira; o que faziam em Tiatira era produzir tintura. Tinha uma raiz de uma planta que eles utilizavam e produziam umas tintas púrpuras e escarlatas, e eles faziam umas telas e as tingiam; esse era o principal negócio de Tiatira. Tiatira também está relacionada com Tiro, pois devido à localização geográfica de Tiatira, e devido ao comércio com Tiro, chegou a ser uma cidade importante, ainda que não tão poderosa como Pérgamo, como Esmirna e como Éfeso em outros assuntos. Tiatira chegou a ser forte no aspecto comercial e no aspecto militar. Por que no aspecto militar? Porque depois de Esmirna, Pérgamo, vinha Tiatira que estava fazendo limite entre o reino de Lisímaco que era para o norte e o de Selêuco que era para o sul; então ficava numa situação fronteiriça; e fixem-se no curioso da localização geográfica de Tiatira. Tiatira tem uma história de mudança constante de governo; há inconstância. Agora estava governando um determinado império, mas como ela ficava em zona fronteiriça, as vezes o outro império prevalecia, então dominava a Tiatira. Tiatira estava num vaivém constante; as vezes reinava o rei de Pérgamo; as vezes reinavam os descendentes de Selêuco, depois reinava outra vez Roma; ou seja que Tiatira estava sempre sob diferentes governos; estava como dizer num vaivém e era um lugar forte quanto a comércio, igual a Tiro. Vocês sabem que Jezabel era filha do rei de Tiro, e vocês sabem a quem se chama espiritualmente o rei de Tiro na Bíblia? Ao diabo. Se vocês quiserem ver, vamos a Ezequiel capítulo 28 e vocês vão dar conta de que por trás do rei de Tiro, o rei físico, estava o rei espiritual, os governadores das trevas deste século. Ezequiel capítulo 28, mostrando que o verdadeiro rei de Tiro não era o fantoche que aparecia como político, senão o espírito de Satanás mesmo que manejava. Vamos vê-lo em Ezequiel 28, e isto o menciono por causa da relação com Tiro e com Jezabel e a relação com o comércio e com Tiatira também. Agora, o que era que se vendia em Tiatira? Vendia telas de púrpura e de carmesim; a púrpura é o que veste o chamado purpurado que é o colégio episcopal, e o escarlata é do colégio cardenalicio; e justamente, isso aparece ali em Tiatira; e Lídia era vendedora das telas; mas essas telas se usavam para essas posições de honra no império romano que depois passaram a ser de honra nas hierarquias romano-papistas.Ezequiel 28:12: “12Filho de homem, levanta lamentações sobre o rei de Tiro”. O que vai falar aqui é de Satanás, porque Satanás é o verdadeiro rei espiritual que maneja ao rei de Tiro; é o personagem que expressa esse tipo de governo, que é a personalidade espiritual, o caráter de Satanás. O Senhor, ao identificar a Satanás por detrás deste rei de Tiro, já fala diretamente ao que está detrás. Fala ao que está detrás, e diz assim: “o rei de Tiro, e diz: Assim disse Jeová, o Senhor: Tu eras o selo da perfeição, cheio de sabedoria e acabamento de formosura. 13No Éden, no horto de Deus estiveste; de toda pedra preciosa era tua vestimenta; de rubi, topázio, diamante, crisólito, cornalina, jaspe, lazulita, turquesa, berilo; de ouro eram feitos os teus pingentes e as tuas lantejoulas.; os primores de teus tamboriles e flautas estiveram preparados para ti no dia de tua criação. 14Tu, querubim da guarda”. Agora vemos quem era o verdadeiro rei de Tiro; não era o fantoche senão o títere, o querubim. O rei físico era o fantoche, o títere era o querubim; por isso Paulo fala em Efésios dos governadores das trevas deste mundo; por isso em Daniel 10, o príncipe de Pérsia, títere, aparecia representado no príncipe da Pérsia natural. O príncipe de Grécia, títere, o espírito principado demoníaco, influenciava o império grego; aqui vemos o que influenciava o governo de Tiro, o comércio e tudo isso, era o mesmo querubim rebelde, o mesmo Satanás.
Pés semelhantes ao bronze polido
Vamos outra vez a Apocalipse 2 para seguir a mensagem a Tiatira; mas temos que ver tudo o que implica a palavra Tiatira, a história de Tiatira, como isso tem uma influência e como isso tem também uma tipologia. A igreja em Tiatira é a igreja numa situação muito difícil; nós lemos em Joel para mostrar até onde se degradou a igreja; e ainda o Senhor a segue chamando igreja. O Senhor diz: Escreve ao anjo da igreja em Tiatira, e diz que alguns chegaram às profundidades de Satanás; isso não aparece em Éfeso, nem em Esmirna, Pérgamo, Sardes, Filadélfia, e nem em Laodicéia; as profundidades de Satanás aparecem somente em Tiatira; e, no entanto, o Senhor a chama “a igreja” e é um candeeiro, e de ouro; mas isso por causa dos vencedores. Vamos ler ali muito lentamente. Como se apresenta o Senhor ao anjo da igreja em Tiatira e à igreja? “O Filho de Deus”; lá eles tinham o culto de Apolo e o culto de uma Sibila, e aqui diz: “O Filho de Deus, o que tem olhos como chama de fogo”; ou seja, o que penetra até o mais profundo, e por isso diz: o que vasculha os rins e o coração, os olhos como chama de fogo. E diz mais: “e pés semelhantes ao bronze polido”; que era uma das coisas que se produzia em Tiatira. Em Tiatira se produzia o bronze polido obtido com ligas de metais que se produzia justamente em Tiatira; faziam escudos de bronze polido, de maneira que as pessoas de Tiatira sabia o que era esse metal e o Senhor se mostra a eles como o que tem os pés de bronze polido; como quem diz: vocês conhecem o processo para que este metal aparece; e eu tenho pés disso, eu passei pelo forno, eu passei pelo juízo, eu vasculho todas as coisas. O pecado é juízo em mim; aqui é onde mais pecado se apresenta; então Ele se apresenta como o que julga o pecado, o que vasculha os rins e o coração; aqui diz “a mente”, mas o Senhor disse: os rins, nefrus, de onde vem a palavra nefritis, ou seja, inflamação dos rins. Essa é a palavra que o Senhor Jesus usou. O que vasculha os nefrus, os rins e o coração. “Olhos como chama de fogo, e seus pés semelhantes ao bronze polido”; é o Senhor que julga o pecado. Como o problema de Tiatira era pecado até o mais profundo, o Senhor se apresenta como o que julga o pecado e o que passou pelo juízo do pecado; é muito profundo. O Senhor faz as duas coisas: por um lado, o juízo do pecado; por isso ele trata com o pecado e por isso ele vai castigar. Diz: “eu a lanço em cama”, etc. “e a seus filhos ferirei de morte”. Ele é o Senhor que julga o pecado, os mais profundos pecados. Se se arrependerem podem ser livres. Por isso Ele diz: dei-lhes tempo para que se arrependesse; ou seja que o Senhor pode solucionar, se se arrependerem. Como é misericordioso o Senhor! Não só julga o pecado, senão que Ele sofreu pelo pecado para nos livrar do mais profundo pecado; e ainda das profundezas de Satanás o Senhor pode livrar porque Ele é o que tem pés como bronze polido; Ele foi até o Hades, o Seol, e tomou as chaves do inferno e da morte. Então fala aos que são fiéis em Tiatira. Pois apesar da situação tão terrível em que eles se encontravam, ainda assim tinha gente fiel; este período da igreja corresponde à chamada idade média; ou seja, mais ou menos depois do período patrístico. Depois de Constantino esse período patrístico representa a era de Pérgamo. Depois começou o que se chamou a pornocracia, o governo de papas corruptos, de papisas de Roma; até de mulheres, a papisa Joana, que era uma mulher disfarçada de papa e se chamava “João VIII” e era uma papisa; bem como aparece uma Jezabel nesses tempos de pornocracia papal, aparece uma mulher chamada Marosia e outra pessoa chamada Lucrecia Borja, das que vocês ouviram umas barbaridades que sucediam lá no papado, e todas essas prostituições e coisas; compravam o papado por meio de dinheiro, nomeavam a um menino de oito anos de cardeal porque com o posto de cardeal tinha se muitos benefícios que todos os Estados tinham que pagar; e teve papas até de onze anos, e teve papas filhos de papas, uma coisa terrível; ou seja, a igreja e o chamado cristianismo chegou à mais profunda degradação na idade média; inclusive teve papas como um dos Silvestres de quem dizem que foi mago negro; teve vários papas que foram acusados de bruxaria, outros de assassinato, de incesto; muitas coisas se deram; por isso se fala das profundidades de Satanás; isso se viu na história, na idade média, a idade das trevas, século VIII, século IX, século X, século XI, século XII, século XIII, século XIV, século XV; foram os séculos do pior tipo de gente que se dizia cristã, fazendo as piores coisas e se diziam cristãos.
Um remanescente fiel
No entanto, no meio de todo esse sistema, tinha gente santa que não estava nessa posição, mas que tolerava a Jezabel dizer-se o que não era, mas mantinham fidelidade; pessoas como Francisco de Assis, como Bernardo de Claraval, como os pré-reformadores anteriores à Reforma que a vez passada mencionei, como Arnaldo de Brescia, como Jerônimo Savonarola, como Pierre de Bruise, como Henrique de Lausana; estes foram líderes que estiveram subterraneamente sendo fiéis ao Senhor, ensinando a palavra, como também foram John Hus, John Wicleff; todos esses grandes homens de Deus tiveram que se enfrentar a todo esse sistema. Então o Senhor a um grupo fala de ser fiel; a esses diz o Senhor: “Conheço tuas obras, e amor, e fé, e serviço, e tua paciência, e que tuas ultimas obras são mais do que as primeiras. Mas tenho umas poucas coisas contra ti”; aqui está o que o Senhor desaprovava: “que toleras”. Fixa-te, tu vês muitos desses grandes homens santos, como São Francisco de Assis, no entanto, ele mesmo aceitava o papado, aceitava esse sistema, ainda que ele era um santo. Eu lhes contei uma vez a história como ele foi e pediu permissão ao papa Julio II para que se lhe permitisse fazer uma ordem para obedecer o evangelho; pedia permissão ao papa para obedecer o evangelho. O papa, como viu que a Pierre de Bruise e Pedro Valdo e os valdenses não lhes tinham dada permissão e eles tinham feito as coisas a sua maneira, então ele politicamente lhe deu permissão de obedecer o evangelho e aí surgiu a ordem dos franciscanos descalços que se vestiam com túnicas, sempre se amarravam com um cordão e somente comiam o que lhes davam; por isso os chamaram mendicantes, que foram os que evitaram que se perdesse a Europa para o cristianismo; porque se não tivesse tido a reação destes homens, era tal a maldade que tinha nos altos clérigos, que as pessoas teriam tornado ateias, se não tivesse esses grupinho que estavam ali; como dizer, os que não tinham essa doutrina que eles chamam as profundidades de Satanás; ou seja que teve alguns que foram fiéis, mas muitos dos que eram fiéis ao Senhor aceitavam a doutrina nicolaíta, aceitavam o catolicismo, aceitavam a hierarquia papal anti-bíblica; uns não, uns si; então o que o Senhor diz à igreja? “Tenho contra ti que toleras...”; ou seja, que há coisas que o Senhor não quer que toleremos na igreja, e o Senhor nos cobra.
A Jezabel histórica e a espiritual
Fixem-se em que o Senhor não falou com Jezabel; Ele queria que seus representantes, os que andam em Seu Espírito, fossem os que declarassem o que era Jezabel; mas eles a toleraram; então o Senhor diz: “tenho contra ti que toleras que essa mulher”; outros dizem “tua mulher Jezabel, que se diz profetisa”; não que fora, mas que se diz profetisa: “ensine e seduza a meus servos a fornicar e a comer coisas sacrificadas aos ídolos”. Aqui aparece primeiro uma Jezabel histórica, uma mulher chamada Jezabel ou que foi chamada pelo Senhor Jezabel para recordar quem era a Jezabel antiga; já teve uma Jezabel no passado. Quem era a Jezabel do passado nos tempos de Elias? Era a filha do rei de Tiro, uma mulher pagã, adoradora de Baal, adoradora de Astarté, que se casou com o rei Acabe em Samaria e que instaurou o culto a Baal, o culto a Astarté em Israel e perseguiu aos profetas de Deus, e o último que ficou foi Elias e também o procurava para matá-lo e jurou que mataria a Elias; disse-lhe: te matarei; e foi quando Elias teve que fugir ao Sinai caminhando tremendamente e depois teve que voltar outra vez. Essa mulher Jezabel era uma pagã, mas era uma pagã que estava em autoridade sobre o povo de Deus, era a esposa do rei Acabe e exerceu autoridade e impôs sua religião sobre o povo de Deus. Quando o Senhor utiliza esse nome, Ele está fazendo alusão a essa situação; a situação que teve em Israel em tempos de Acabe, quando uma mulher pagã, feiticeira, filha do rei de Tiro, que vocês sabem era o fantoche principal de Satanás nesse tempo, assuntos de comércio, ela se dizia profetisa; não que fora profetisa, mas dizia ser. A quem está comparando Jezabel? À grande prostituta que lemos da vez passada em Apocalipse 17, e que está comparando com esta Jezabel; é a pornocracia papal da idade média que se dizia ser como diz em Apocalipse 18; olhem o que diz essa mulher, Babilônia, a grande Roma; diz no verso 7: “Quanto a si mesma se glorificou e viveu em deleites, dai-lhe em igual medida tormento e pranto; porque diz em seu coração; eu estou sentada como rainha, e não sou viúva, e não verei pranto”. Isso é o que ela diz que está sentada como rainha, não sou viúva e não verei pranto. Ela pretende ser algo, ela não é uma profetisa de Deus, é falsa, não nasceu de novo, ela é pagã, ela não deve ser tolerada pela igreja, mas a igreja estava tolerando a essa mulher Jezabel, que se dizia profetisa, exercia autoridade sobre os servos de Deus, seduzia aos servos de Deus a fornicar e a comer coisas sacrificadas aos ídolos. A fornicação material qualifica a fornicação espiritual; a mistura da palavra de Deus com o paganismo, com o assunto do nepotismo, do dinheiro, dos parentes, da corrupção; tudo isso está qualificado em Jezabel.. Jezabel qualifica à igreja católica romana da idade média, da época do obscurantismo; é a que, quando leres estas palavras, não há outra que possa ser identificada como ela. É que talvez vocês não leram a história, mas tinha épocas onde inclusive até os cadáveres se desenterravam. Um papa desenterrava o cadáver do outro para tirar do cadáver os dedos da bênção e depois o atiravam no Tibre e desfaziam as ordenações eclesiásticas que tinha feito o papa anterior; às vezes tinha três papas brigando entre si. O que chegou a fazer o cristianismo foram coisas terríveis. Da grande prostituta Ele diz que está saciada com o sangue dos servos; instaurou a inquisição, a tortura; torturas terríveis eram feitas. A uma pessoa que estava sendo queimada lhe punham uma estátua da virgem no nariz, diga: salve rainha; o pobre morrendo lá, metiam-lhe a estátua de Maria pelo nariz para que invocasse a Maria, em vez de invocar a Cristo. Se vocês lessem o que foram realmente esses anos terríveis, que até os mesmos historiadores católicos o reconhecem. Nos Anais de Baronio, ali está toda esta história que estou contando e os mesmos o reconhecem; teve uma degradação: o gafanhoto comeu o que restava; teve aí seiva nas raízes para que depois brotasse, alguns clandestinos, perseguidos, como aqueles que mencionei que fizeram algo. Mas aparece Jezabel qualificando essa época, uma posição de governo, aquela grande prostituta, Roma, Babilônia, Jezabel, que se diz profetisa; isto é, pretende falar em nome de Deus e as pessoas a toleravam, inclusive os servos, muitos a toleravam, como mencionei Francisco de Assis, Bernardo de Claraval, eles toleravam o romanismo; foram homens fiéis, mas o Senhor disse: tenho contra ti que toleras esta mulher que se diz... o que dizia ela? Falar em nome de Deus, ser profetisa, que mais? Ensinava, mas o que ensinava? Idolatria e fornicação espiritual e material; então aí está retratada perfeitamente a pornocracia papal dos séculos médios; está perfeitamente profetizado; Jezabel que se diz profetisa e ensina a meus servos; o Senhor reconhece que servos seus estão enganados por esta rainha pagã que reina sobre o povo de Deus, que diz ser profetisa e ensina aos servos do Senhor. “E lhe dei tempo para que se arrependa”; olhem como é o Senhor, “dei-lhe tempo”. Sabem quanto durou essa época? Como mil anos durou o período de Tiatira, porque o período patrístico começa a passar para o período da idade média mais ou menos desde os anos 500 até o 1500, porque surgiu a Reforma; já a reforma é outra época que é a que segue: Sardes; mas como durou mil anos e por isso alguns católicos dizem que esse é o milênio, porque eles reinaram sobre os reis durante esses mil anos, então dizem que esse é o milênio; mas foi uma farsa do milênio, um pseudo-milênio, porque reinaram de forma terrível, não mártires, senão torturadores.“21E lhe dei tempo”; aí está o período que mais durou de todos estes períodos, é Tiatira; no período da igreja o que mais durou, era um cristianismo que o Senhor lhe permitiu séculos e séculos, para ver se se arrependia, mas não quis arrepender-se; o Senhor várias vezes a levou a arrepender-se; quantos concílios procurando reformar essa situação escandalosa e nada, sempre a justificavam. Qualquer que estude a história do catolicismo, a história dos concílios, dá-se conta de que muitas vezes se quis reformar e nunca foi possível. “Dei-lhe tempo”; foi o período mais longo de todos; o Senhor fala doze versículos, permite quase mil anos. “Dei-lhe tempo para que se arrependa, mas não quer arrepender-se de sua fornicação. Eis que Eu a arrojo em cama”; esta palavra cama no grego é clinen, de onde vem a palavra clínica; é cama de doença, arrojo-a em clínica; em cama, mas de clínica, leito de doença, leito de morte, leito de dor; ela tinha fornicado em sua cama, agora em sua cama vai sofrer as dores, na mesma cama onde ela fornicou; ali nessa mesma cama vai sofrer as dores.
Juízo à grande prostituta
Vamos ver um pouco de Apocalipse aqui; depois voltaremos com mais detalhe, mas para adiantar este aspecto, vejamos o que diz da grande prostituta no capítulo 17:16: “E os dez chifres que viste na besta, estes aborrecerão à prostituta”. Ela tinha fornicado com os reis da terra; sempre os núncios estão como os enviados dos embaixadores; sempre o protocolo mais elevado é o do Vaticano; inclusive até mesmo aos Presidentes é ordenado sair de costas e não de frente; e alguns lhe beijam o anel e tudo; fornicando com os reis da terra, sempre. Agora, o que vai acontecer? “Estes aborrecerão à prostituta, e a deixarão desolada e nua; e devorarão suas carnes, e a queimarão com fogo”. É possível, que num próximo conclave para eleger um novo papa ou num próximo concílio, que venham a colocar uma terrível bomba no Vaticano; não uma bomba dessas pequenas, senão uma grande; porque diz que a grande prostituta será devorada, consumida com fogo; esse é o juízo que Deus tem para ela; é muito provável que isso possa suceder. Já muitas vezes teve ataques ao Vaticano, mas aqui diz: será consumida com fogo; não será um incêndio somente, senão será consumida; a queimarão com fogo. Agora, isso não diz que procederá de Bin Laden, senão destes dez que têm o plano do anticristo. Diz que Deus pôs em seus corações o exercer o que Ele quis, pôr-se de acordo e dar seu reino à besta, até que se cumpram as palavras de Deus. Esses reinos europeus darão a autoridade ao anticristo, à besta; mas como não pode vir a besta enquanto não for tirada Roma, então ela será queimada, a prostituta, que é Roma, com fogo, e então virá o anticristo; isso era o que dizia Paulo aos Tessalonicenses.
Sabemos quem o detém até agora, até que seja tirado do meio; o império romano; não podia vir o império do anticristo, enquanto estivesse o romano; e não pode prosperar nem a besta, nem o anticristo, até que estes dez reinos queimem a Roma, a prostituta. João diz que a prostituta é Roma. Diz, essa mulher é a cidade que reina sobre os reis da terra, e essa era Roma, não nos equivoquemos; Roma é a grande prostituta, é a Jezabel que fornica com os reis da terra; inclusive servos de Deus, gente que quer servir ao Senhor, mas lhe dão posições na hierarquia e vão dando posições nos bancos: o Banco Ambrosiano, o Banco Vaticano, e uma série de coisas que não dá tempo para contar; demorar-me-ia muito a dizer esses dados. No entanto, vão-se corrompendo; ensina a meus servos a fornicar, e a comer coisas sacrificadas aos ídolos; a idolatria, o paganismo se misturou no cristianismo desde essas posições, desde Roma; isso está profetizado e se cumpriu tal como Deus disse: dei-lhe tempo, quanto tempo? E não quiseram arrepender-se: “Eis que Eu a arrojo em cama”, em clínica, em doença, “e em grande tribulação”. Recorde-se que o Senhor à igreja em Tiatira fala de sua segunda vinda. “25Mas o que tens, (fala aos fiéis) retém até que eu venha”. Que quer dizer: “até que eu venha”? Quer dizer que quando o Senhor vier terá os vencedores de Tiatira que serão recompensados. Quer dizer que o estado de Tiatira, o catolicismo romano, representado em Tiatira, continuará até a vinda de Cristo, porque o Senhor diz aos vencedores para que retenham o que têm até que Ele venha. Quando o Senhor vier, encontrará muita gente no estado de Tiatira. Muitas pessoas católico-romana, alguns ainda em seus negócios, vaticanos, etc., até com narcotráfico e com suicídio de banqueiros, e a pugna dos maçons e o opus-dei por controlar ao Vaticano; todas essas coisas, até que o Senhor venha, porque a grande prostituta será julgada pelo Senhor de duas maneiras: uma maneira, queimada com fogo; outra, o terremoto; o Senhor se lembrará de Babilônia e produzirá um terremoto mundial; o terremoto mundial que falamos aos irmãos. Diz a Bíblia que é por que o Senhor se lembra das fornicações de Babilônia; isso é o que produzirá o terremoto; isso o diz a sétima taça, que é esse terremoto mundial. “22Eis que Eu a lanço em cama, e em grande tribulação aos que com ela adulteram“; os que adulteram com a prostituta em ecumenismo, os que se metem nessas coisas, adulteram com ela; servos do Senhor misturados com ao Vaticano e seus negócios; entrarão em grande tribulação; aí diz, arrojo-os em grande tribulação aos que adulteram com ela. Temos que ter cuidado, não é mesmo irmãos? Não há que adulterar com Jezabel, porque então nos toca grande tribulação. “Se não se arrependerem de suas obras”. Aqui mostra que ela é a que faz essas obras, e que convida ao ecumenismo, faz os grandes negócios e é a que convida ao Vaticano aos pastores, também aos bruxos, também aos muçulmanos e aos rabinos, e lhes manda a passagem, dá-lhes dinheiro, “as obras dela”, ela é a líder. Por isso diz: aos que com ela adulteram, os arrojarei em grande tribulação; a ela em cama e a eles em grande tribulação; “se não se arrependerem de suas obras”. Há que se arrepender das obras de Jezabel, das obras da grande prostituta. “E a seus filhos”; a Jezabel histórica teve filhos naturais, mas a Jezabel espiritual, do período de Tiatira, a grande prostituta, tem filhos espirituais, tem seguidores, tem muitos cardeais, muitos arcebispos, muitos bispos, muitos padres e muitas freiras e pessoas que a segue: “E a seus filhos”, estes são os filhos da grande prostituta: “a seus filhos ferirei de morte”; por isso o Senhor disse: “Saí dela povo meu, para que não participes de seus pecados e não recebais parte de suas pragas”; as pragas são as sete taças da ira; vêm contra a grande prostituta; e se os filhos de Deus, do povo de Deus, não saírem de Babilônia, então sobre eles virão as pragas e essas pragas é a morte. “23E a seus filhos ferirei de morte e todas as igrejas saberão...”; quando virem o castigo de Deus a estas pessoas, “todas as igrejas saberão que eu sou o que vasculha os rins e o coração, e vos darei a cada um segundo vossas obras”. Agora, quer dizer que só teve essa perversidade? Não, teve gente fiel, aqui estão os fiéis, aqui está o remanescente, aqui estão aqueles cristãos que nessa época terrível tiveram que estar em clandestinidade, protestando, ensinando e sendo perseguidos: “Mas a vocês e aos demais que estão em Tiatira”; aqui vemos três níveis: vocês, que é a igreja em geral, a do meio; Jezabel, que é com a que estão fornicando, e os demais que estão em Tiatira, mas que são fiéis. São três níveis: vocês e os demais; tinha falado de Jezabel e seus filhos, que eles o toleram; ainda que não participam, toleram-na; não devem tolerá-la. “A vocês e aos demais que estão em Tiatira, a quantos não têm essa doutrina”. O ensino de fornicação e idolatria e de profecia da Jezabel que pretende ser algo, pretende falar em nome de Deus, diz: eu sou rainha, enriqueci-me, não verei pranto, não serei viúva. Os que não têm essa doutrina. Teve nessa época de Tiatira, nas cidades da idade média, pessoas que não foram romanista, que não foram papista, e o Senhor aqui está nomeando: “os demais que estão em Tiatira”, não eles, os demais que estão em Tiatira e não têm essa doutrina, “e não conheceram o que eles chamam de as profundezas de Satanás”. Para que o Senhor Jesus fale isso, Ele que conhece tudo o que se faz em segredo e para que Ele chegue a dizer que teve pessoas que falavam das profundezas de Satanás, mas teve alguns que não souberam disso, a esses que ignoraram isso, o Senhor os aprova. O Senhor diz: “e não conheceram o que eles chamam as profundezas de Satanás, eu vos digo: Não vos imporei outro ônus; mas o que tendes, retende-o até que eu venha.” Agora, qual era a situação destes vencedores? Clandestinidade, perseguição, a inquisição; então a estes que não estavam nos postos de poder, estes que eram perseguidos e clandestinos, a estes diz o Senhor: “Ao que vencer e guardar minhas obras”, as do Senhor; não é fazer o que passa na nossa cabeça, senão o que o Senhor tem preparado para Ele fazer conosco e nós com Ele. “Guardar minhas obras”; nós temos que guardar Suas obras, o que Ele preparou de antemão para Ele fazer conosco e nós com Ele; se o guardamos, se não deixamos que se perca essa oportunidade, senão que entendamos que isso preparou o Senhor para fazê-lo conosco e nós o fazermos com Ele, “E guardar minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações”; porque eles eram os perseguidos, os degradados, os clandestinos; “lhe darei autoridade”; agora a que dizia ser, irá para a cama de tribulação e fogo; aqui diz: “lhe darei autoridade sobre as nações, e as regerá com vara de ferro, e serão quebradas como o vaso do oleiro, como eu também a recebi de meu Pai”; como recebi autoridade das nações? Diz o Senhor: caminhando meu caminho; se vocês caminham meu caminho estreito, esta será vossa recompensa: autoridade sobre as nações, mas não só uma autoridade, sem mim, senão com este complemento: “e”, é o complemento, porque não se pode ter autoridade sem este complemento: “e lhe darei a estrela da manhã”; agora Jesus, vocês sabem que Ele mesmo se identificou a si mesmo como a estrela da manhã, ali em Apocalipse 22:16; o Senhor Jesus diz: “Eu Jesus enviei meu anjo para vos dar depoimento destas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a linhagem de Davi, a estrela resplandecente da manhã”. Agora, o Senhor é também o sol de justiça, mas por que não diz: lhe darei o sol de justiça? Porque o sol da justiça é quando Ele vier em Sua segunda vinda; mas antes que o Senhor venha em sua segunda vinda, Ele é a estrela da manhã. Ele é o que nos alumia na escuridão; estas pessoas foram as que tiveram que viver nos tempos escuros; então o Senhor será a luz dos vencedores nos tempos do obscurantismo, nos tempos das trevas. “Lhe darei a estrela da manhã”. Eu me darei a eles para alumiá-los na escuridão. Não só quando Ele vier, esse é o sol de justiça. Ele poderia apresentar-se de outra maneira, mas se apresentou como a estrela da manhã, o que alumia nas idades escuras, na escuridão. Por isso é que a alguns dos servos do Senhor, que foram servos de Deus antes da época da reforma, chamam-lhe por esse nome. Nos livros de história da Igreja, John Wicleff era chamado de o luzeiro da manhã ou a estrela da Reforma; antes de vir a época da Reforma, teve pré-reformadores que fizeram esse trabalho. O Senhor a esses vencedores lhes dará Seu próprio ser, mas neste sentido: “lhe darei a estrela da manhã”, autoridade e a estrela da manhã; e a que diz estar em autoridade, irá para cama em tribulação e morte, e os que estavam sendo perseguidos e clandestinos, mantendo um testemunho em meio às dificuldades, o Senhor não lhes adicionará mais ônus. “Lhe darei a estrela da manhã. O que tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas”. A nós nos diz isto o Espírito; não só a essa época. O que disse a essa época, o que disse a outras igrejas, diz a nós; temos que aprender do sentimento do Senhor a respeito destas coisas. Vamos orar e dar graças ao Senhor.
Continua com: Mensagem à igreja em Sardes. -
A MENSAGEM À IGREJA EM PÉRGAMO
A MENSAGEM À IGREJA EM PÉRGAMO
“E escreve ao anjo da igreja em Pérgamo: O que tem a espada aguda de dois fios, diz isto”. Apocalipse 2:12.
Detalhes da crítica textual
Vamos abrir a palavra do Senhor no Livro do Apocalipse 2:12 a 17, na mensagem correspondente à igreja em Pérgamo. Mensagem do Senhor Jesus à igreja em Pérgamo; portanto, do Espírito às igrejas; a todos nós. Vou fazer a primeira leitura de uma só vez como costumamos fazê-la e também para ter em conta os detalhes da crítica textual baseados nos manuscritos mais antigos. Então vou ler o capítulo 2 desde o verso 12 até terminar a mensagem a Pérgamo:
“12E escreve ao anjo da igreja em Pérgamo: O que tem a espada aguda de dois fios diz isto: “13Eu conheço onde moras”, (a palavra “tuas obras” não aparece nos manuscritos mais antigos, senão somente em alguns; parece que a intenção de alguns escribas era igualar a saudação em todas as igrejas, mas nos manuscritos mais antigos diz
. “12Eu conheço onde moras, onde está o trono de Satanás; mas reténs meu nome e não negaste minha fé, nem ainda nos dias em que Antipas minha testemunha fiel foi morto entre vocês, onde mora Satanás”. A palavra “nem ainda”, sim é original, mas ainda há discussões porque alguns manuscritos não a têm; porque a palavra “ainda,” ais no idioma grego, é similar à terminação ais da palavra anterior; então alguns escribas ao ver um ais, pensaram que já tinham escrito o segundo ais e a saltaram, mas em outros manuscritos aparece; aqui no Textus Receptus, que é no que se baseia a tradução Reina e Valera, está correto essa passagem: “nem ainda nos dias em que Antipas minha testemunha fiel foi morto entre vocês, onde mora Satanás. 14Mas tenho umas poucas coisas contra ti: que tens aí aos que retêm a doutrina de Balaão, que ensinava a Balaque a pôr tropeço ante os filhos de Israel, a comer de coisas sacrificadas aos ídolos, e a cometer fornicação. 15E também tens os que retêm a doutrina dos nicolaítas”. A expressão “a que eu aborreço” prove da mensagem a Éfeso onde é autêntica em todos os manuscritos; alguns escribas posteriores igualaram a expressão e a agregaram também a Pérgamo, mas não está nos manuscritos mais antigos. “16Por tanto, arrepende-te, pois se não virei a ti cedo, e brigarei contra eles com a espada de minha boca. 17O que tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer, darei do maná escondido”. A palavra “a comer”, é um arranjo, um enfeite que alguns escribas fizeram posteriormente; não está em todos os manuscritos. “E lhe darei uma pedrinha branca e na pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguem conhece senão aquele que o recebe”. Que mensagem tremenda é esse! Tanto à Pérgamo histórica, como ao período da Igreja que se corresponde com a mensagem a Pérgamo.
Apanhado histórico
Vamos primeiro falar um pouquinho da cidade de Pérgamo para ter uma visão histórica. Pérgamo ficava a menos de 100 quilômetros ao norte de Esmirna, na mesma linha que de baixo para cima vai de Éfeso a Esmirna e Pérgamo; e depois volta para o oriente, para Tiatira, e depois vai baixando outra vez para o sul.
Então Pérgamo também é uma cidade antiga, também foi uma cidade importante do império romano; mas o mais terrível é que na cidade de Pérgamo existia um acúmulo de cultos pagãos, maior do que existia em outras cidades; ali se adorava a muitos deuses, mas o do principal santuário era o de Asclépio ou Esculápio; é o mesmo nome; quando vocês o lerem na história: Asclépio, refere-se a Esculápio; é o mesmo. Esculápio era o deus serpente; e uma mulher chamada Nicágora, que era como uma espécie de bruxa, feiticeira, trouxe à cidade de Pérgamo uma tremenda serpente e foi entronizada na cidade de Pérgamo; mas para um lado da cidade de Pérgamo, tem um morro alto; e esse morro era cheio de templos e de altares às diferentes divindades, e ali estava o altar a Asclépio, ou seja a Esculápio, ou seja à serpente. Até hoje em dia, médicos e farmacêuticos, não sei se os dentistas também, têm um símbolo de uma serpente enrolada; umas são com duas cabeças, outros com uma cabeça chegando a beber de uma taça; vocês o vêem no escudo dessas carreiras; essa serpente é Esculápio, porque lá iam celebrar culto à serpente e a ser curados pela serpente; então se adorava à mesma serpente Esculápio; por isso o Senhor diz: “onde está o trono de Satanás”. Esse altar de Pérgamo depois foi roubado, porque realmente muitos dos países ocidentais roubaram os monumentos antigos do Egito, Arábia, Turquia, e os levaram a seus museus; ao de Londres ou ao do Louvre em Paris; no caso do altar de Pérgamo, ele foi levado a Berlim e hoje está no museu de Berlim; o altar do trono de Satanás foi levado a Berlim.
Depois o ocultismo nazista usou muito dessas coisas; vocês sabem que os nazistas foram ocultistas; estavam vinculados com a ordem de Thule, vinculados com os Iluminatis, através de Rudolph Hess, que se suicidou em Spandau; um dos mais famosos, e muito ocultismo; até hoje em dia se publicam aqui na Colômbia muitos livros de ocultismo nazista: “O cordão dourado”, “Kundalini”; todas essas coisas do ocultismo são muito comuns na Colômbia; gente anti-semita também há aqui na Colômbia; por isso há que se contar essas histórias. Em Berlim está esse altar de Pérgamo; ou seja, que lá se adorava a Satanás diretamente, e tinha outras deidades nesse morro onde estava aquele altar. Por isso é que o Senhor diz: “Eu sei onde moras, onde está o trono de Satanás, mas reténs meu nome”. Hoje em dia, a cidade de Pérgamo já não existe, foi totalmente varrida; como lhes disse da vez passada, somente há duas cidades destas sete que estão em pé, e são justamente aquelas às que o Senhor não lhes reprovou nada, que são Esmirna, que hoje em dia é a cidade de Izmir, e Filadélfia; estas duas cidades estão em pé hoje; as demais não existem.
Pérgamo não existe; abaixo do lugar onde ficava Pérgamo que era um planalto, há um vilarejo que recorda o nome de Pérgamo e que se chama Bérgama; hoje em dia existe um vilarejo, uma aldeia, perto de onde era Pérgamo, que se chama Bérgama. Agora vamos ver no sentido profético.
A fortaleza de Tróia
A raiz pergus quer dizer: fortaleza ou torre alta, porque era como a fortaleza; sabem de que cidade? De Tróia; a fortaleza da cidade de Tróia era Pérgamo, Pérgus; a antiga Tróia que vocês conhecem, pelas guerras de Tróia, ou de Homero e todas aquelas coisas; então a fortaleza dessa cidade que se chamava Pérgus, é Pérgamo. Ali, pois, em Pérgamo, estava a doutrina de Esculápio, ou seja, do mesmo diabo, e ali também se formou a escola de Pérgamo.
Teve uma escola famosa que se chamou a Escola de Pérgamo que foi uma escola que tomou a linha neoplatônico; o neoplatonismo teve essa escola filosófica que foi muito importante em Pérgamo, e dessa escola surgiu nada menos que Juliano o apóstata; não sei se vocês sabem quem era Juliano o apóstata. A pessoa que fundou essa escola foi Edésio da Capadócia, mas era também um discípulo de um personagem ocultista do passado; não sei se vocês ouviram falar de Orfeu, tudo o que é o ocultismo de Orfeu e dos babilônios; o ocultismo babilônio dos caldeus o trouxe a Grécia um homem que se chamou Jámblico; Jámblico foi o que passou as teurgias caldeias à mitologia grega e à filosofia grega; e um discípulo de Jámblico, Edésio, era o que trazia toda essa linha de Orfeu e de outros de antes.
Aglaofamus foi um personagem que trouxe de Egito a Grécia os mistérios Órficus e Jámblicos trouxe os mistérios caldeus e um discípulo de Jámblico cujo nome é Edésio foi o que fundou em Pérgamo esta famosa Escola de Pérgamo; ou seja, o ocultismo; a vertente ocultista passou por Pérgamo e dessa escola foi que surgiu esse imperador romano chamado Juliano o apóstata, que foi um imperador descendente de Constantino, que se chamou o apóstata porque quis restituir o paganismo depois de que as perseguições imperiais, pelo constantinismo, tinham passado. O tempo das perseguições corresponde a Esmirna; depois veio o tempo do período de Constantino e uma paganizacão do cristianismo e uma cristianização pagã do império que corresponde a Pérgamo; no entanto teve um descendente de Constantino que era desta Escola de Pérgamo. Quis refutar o cristianismo e reviver de novo o paganismo; inclusive quiseram levantar de novo à Babilônia e não puderam, porque uns raios e relâmpagos apareceram e não puderam restaurar a Babilônia, mas queriam restaurar Babilônia. Teve outro famoso neoplatônico também da Escola de Pérgamo que se chamou Salustio, o famoso Salustio; há obras clássicas de Salustio; era dessa linha de Pérgamo. Agora, à igreja em Pérgamo, como vemos aqui, lhes aparece o Senhor contando alguns detalhes que vamos ver agora melhor sobre o nicolaismo, sobre o balaismo. A história diz que a igreja histórica de Pérgamo cedeu ao gnosticismo; desgraçadamente cedeu ao gnosticismo; o gnosticismo conseguiu vencer aos que não se mantiveram fiéis e se misturaram com o gnosticismo.
Muito casado
Vejamos agora, parte por parte, a mensagem a Pérgamo no sentido histórico, e depois no sentido profético; então comecemos pelo princípio: “Escreve ao anjo da igreja em Pérgamo”. A palavra Pérgamo, que é aquela cidade histórica, tem um sentido etimológico que vem de per, que quer dizer muito; em química, por exemplo, fala-se de hiperclorito de tal coisa; a raiz per quer dizer muito. Soluço é pouco, per é muito. Gamo vem da palavra casamento; por exemplo, poligamia quer dizer casado com muitas mulheres; bem como uma mulher casada com muitos homens, poliandría. A palavra gameta, parte feminina das plantas. Então Pérgamo quer dizer: muito casado. O Senhor nesta mensagem à igreja está dizendo que está numa condição muito misturada e que Ele vai descrever aqui a seguir; mas já ao mencionar a palavra Pérgamo e escolher a Pérgamo para projetar a profecia, o Senhor está dizendo que é uma época de mistura. Sucedeu que Satanás não pôde vencer à igreja em muitos séculos de perseguições; a primeira geração dos primeiros apóstolos, com Nero e passando por todos aqueles 10 imperadores perseguidores, que da vez passada recordamos, terminando com Diocleciano, que foi o pior perseguidor, cuja perseguição durou dez anos e que se propôs acabar com o Cristianismo e queimar os livros sagrados; Satanás não pôde destruir o Cristianismo através da perseguição; provou-o muitas vezes e de muitas maneiras; então Satanás mudou de tática. Se não podia destruir o Cristianismo com perseguição, agora ia abrir-lhe as portas do mundo, as portas do Estado; ia permitir que o Cristianismo escalasse posições altas na sociedade. Os que antes eram os templos pagãos iam ser postos em mãos dos cristãos, e Satanás começou a misturar o cristianismo com o paganismo, com o poder, com a política, com o clero, com a classe alta, a elite, e começou a paganizacão do cristianismo; e esse período de paganizacão é o que está representado nesta igreja de Pérgamo, a igreja histórica e a igreja profética de Pérgamo, no período a partir do edital de Nantes com Constantino.
Casal idólatra
O imperador Constantino era um pagão, um adorador do sol invicto e de Mitra. O mitraísmo era uma religião muito comum no império romano; então este imperador teve uma experiência: ele viu uma cruz no céu e uma voz que lhe disse: com este sinal vencerás. A partir daí, ele começou a aprovar o Cristianismo; a partir daí Constantino venceu a Majencio, venceu a Licinio, que eram seus rivais no império; e ele chegou a tomar o poder do império romano e ditou o edital de tolerância, no qual o Cristianismo já não era perseguido, porque desde Nero até Diocleciano o Cristianismo era proibido. Ser cristão era um delito; não era roubar, matar, simplesmente ser cristão. Agora Constantino ditou a tolerância e depois entrou na moda o Cristianismo, ficou na moda entre os pagãos, e muitos começaram a aceitar o Cristianismo, ou pelo menos, a moda do Cristianismo. Uma coisa é nascer de novo e outra coisa é a moda; então teve cristãos legítimos a quem o Senhor mesmo reconhece, mas também teve uma paganizacão. Por exemplo, estava a estátua de Júpiter olímpico com um raio na mão, então lhe tiraram o raio e o chamaram São Pedro; então agora as pessoas vai a Roma e beija o pé da estátua de Júpiter Olímpico, dizendo que ele é São Pedro; já tem o pé agastado; ou seja, paganizando. Às coisas pagãs foram dando nomes cristãos. A antiga Semirámis, mulher de Nirode que deificou a Nirode e chegou a chamar-se “a rainha do céu” no paganismo antigo babilônico, e que foi a origem de Isis, de Izuara, de Astarté, de Astarote, que até hoje em dia se chama a rainha do céu, foi mudada para Maria; mas Maria, quando você lê no Novo Testamento, era muito singela, muito humilde; mas você via que tinha uma adoração à rainha do céu que depois foi sendo dada a Maria. A Maria foi dada uma adoração como se dava a Deus, e há muitas pessoas que quase adoram mais a Maria do que a Deus e à Cristo. Se você menciona a Deus, imediatamente mencionam a Maria como para pô-la no mesmo plano de Deus; isso foi uma paganizacão a partir dessa época, quando começou em Éfeso a ser engrandecida porque era uma adoração pagã que já existia; então como foi tirado o paganismo, tinha que tomar as festas pagãs.
O Cristianismo e a religião babilônica
Tinha a festa do sol invicto, então disseram: Como vamos acabar com as festas destas pessoas? Já faz tempo estão celebrando estas festas. Vamos dizer que Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, vamos celebrar o natal; então a festa do sol invicto é a festa que hoje em dia é o natal. Realmente Jesus não nasceu em dezembro, senão em outubro, ora, hoje se adora como se fosse o natal, porque era a festa do sol invicto que celebrava Constantino, como também muitas outras festas. Por exemplo, existiam as virgens vestais que eram as que cuidavam do fogo sagrado; então a algumas virgens, era proibido casar, ter relações; elas tinham que observar o celibato obrigatoriamente; então começou o celibato obrigatório e começaram as freiras e os monges, tomando algo cristão misturado com algo pagão para ir adaptando o cristão ao pagão, de maneira que o Cristianismo se tingia de paganismo e o paganismo de Cristianismo; isso é o que quer dizer Pérgamo: muito casado, muito misturado; eu estou sintetizando as coisas porque só podemos ver nos princípios gerais, mas se vocês querem ver enriquecimento disso, há muitos livros onde essas coisas se explicam com muito detalhe.
Por exemplo, recomendo-lhes o livro “As Duas Babilônias” de Alexander Hislop, onde mostra que a Babilônia pagã se infiltrou no Cristianismo e como o pagão se misturou com o cristão.
Também outra obra de Ralph Woodrow que se chama “Babilônia a religião dos mistérios”; é outra obra onde isso está ilustrado de uma maneira muito boa. Há outra obra que não a recomendo, mas a menciono, de Madame Blavasky, onde ela demonstra a identidade dos símbolos maçônicos e católicos. Terrível! Mostrando como isso vem do paganismo antigo e como chegam a ser similares, parecidos, e as vezes, idênticos. Isto só para ilustrar o que quer dizer Pérgamo; a situação de Satanás, já não usando a perseguição, senão usando a mistura, usando o ecleticismo, a mistura.
A espada de dois fios
Com essa situação, como tem que se apresentar o Senhor? O que tem a espada de dois fios haver com isto? Ante uma situação de mistura o Senhor tinha que apresentar como o que tinha a espada. Esmirna estava em perseguição, então Ele se apresentou como o que esteve morto e viveu. Mas de outra forma, Pérgamo estava em mistura, então Ele se apresentou naquilo que Pérgamo precisava. Que precisava Pérgamo? O que tem a espada de dois gumes, e que penetra até separar o alma e o espírito, as juntas e os ligamentos e discerne as intenções e os pensamentos do coração, como diz claramente ali em Hebreus 4:12. Ali o Senhor tem que separar o que é de Deus, do que é do homem, o que é do diabo; o que é santo do que é profano; o que é precioso do que é vil; o que é do Espírito do que é do alma; o que é da carne, o que é celestial do que é terrenal, o que é diabólico, porque tudo estava misturado; então como tem que se apresentar o Senhor quando a igreja está misturada? Qual é a necessidade da igreja? A palavra do Senhor que separa o que é sim do que não é; o verdadeiro do falso; essa era a necessidade de Pérgamo e assim se apresenta o Senhor: o que tem a espada de dois fios diz isto.
Sumo pontífice de Roma
Então começa o Senhor a dizer..., claro, o Senhor compreende por que Pérgamo é Pérgamo. Então Ele começa dizendo-lhe: “Eu conheço onde moras”; claro, é que em Pérgamo estava o trono de Satanás, “onde está o trono de Satanás”. Eu conheço onde moras, eu sei onde estás; estás no ambiente de maior ecleticismo, de maior paganismo, da filosofia pagã, do culto a Esculápio, etc. O Senhor conhece, eu conheço onde moras, onde está o trono de Satanás. Veja que o sumo sacerdócio babilônico que se transladava de sumo pontífice babilônico em sumo pontífice, porque o título “sumo pontífice” vem de Babilônia, então, quando o rei Atalo III de Pérgamo, porque ele era de Pérgamo, ele cedeu o reino de Pérgamo e parte da linha onde ele exercia autoridade, cedeu-o ao império romano; então os imperadores romanos assumiram o direito sobre Pérgamo e assumiram o sumo pontificado. Então o sumo pontífice de Babilônia, na época de Ciro venceu a Babilônia, os sumos sacerdotes de Babilônia fugiram para Pérgamo e estabeleceram o culto de Esculápio em Pérgamo. Então quanto Atalo III entregou Pérgamo ao Império Romano, o sumo sacerdócio babilônico que estava em Pérgamo passou ao César de Roma; então o César de Roma passou a ser chamado de o sumo pontífice, com as mesmas vestimentas que são usadas ainda hoje; que diz Apocalipses 17 da grande prostituta, que podemos ler ali. Depois veremos isso com mais detalhe, agora só para ilustrar.
A grande prostituta
Apocalipse 17:1: “1Veio então um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo dizendo-me: Vêem cá, e te mostrarei a sentença contra a grande prostituta, a que está sentada sobre muitas águas; 2com a qual fornicaram os reis da terra, e os moradores da terra se têm embriagado com o vinho de sua fornicação. 3E me levou no Espírito ao deserto; e vi a uma mulher sentada sobre uma besta escarlata cheia de nomes de blasfêmia, que tinha sete cabeças e dez chifres”. E fixem-se aqui, as vestimentas que usavam nessa época é a mesma que se usa ainda hoje em Roma. E diz: “4E a mulher estava vestida de púrpura e escarlata, e enfeitada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas, e tinha na mão um cálice de ouro cheio de abominações e da imundícia de sua fornicação; 5e em sua frente um nome escrito em mistério: Babilônia a grande, a mãe das prostitutas e das abominações da terra”.
Agora, se vocês querem ver quem é esta Babilônia no tempo de João, diz João no capítulo 17, verso 18: “E a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra”. Quem reinava sobre os reinos da terra quando João vivia? Roma era o império romano; então esta grande prostituta era Roma. Do sumo pontificado babilônico passou aos césares de Roma, e João está dizendo: Olhem-na, veste-se de púrpura, veste-se de escarlata, enfeita-se com ouro, pedras preciosas, tem um cálice de ouro, fornica com os reis da terra. É Roma, diz João; ainda não tinha existido já o papado; era o império romano quando João o assinalou, mas sucedeu que como o sumo pontificado de Babilônia por Pérgamo chegou a Roma, quando Constantino aceitou o Cristianismo, no entanto, seguiu sendo o sacerdote do paganismo; ainda Constantino exerceu os dois sacerdócios, porque ele usava a religião como instrumento da política endinheirada do império.
Depois morreu Constantino e seus filhos continuaram com o sacerdócio e seguiram sendo sumos pontífices até que um dos descendentes de Constantino, da idade média, que se chamou Graciano, o imperador Graciano sentiu-se muito incomodado ao ser chamando de sumo pontífice e renunciou ao título de sumo pontífice. Eles já tinham mudado de Roma para Constantinopla. Quando Graciano recusou o título de sumo pontífice, então o bispo Damaso de Roma, que está na lista dos Papas, assumiu o título, e desde aí foram inclusive adotando as mesmas vestimentas, essa mitra em forma de peixe que era a cabeça do peixe dos sacerdotes babilônicos e as mesmas vestimentas; até hoje vestem com púrpura; o colégio episcopal é púrpura, o cardenalicio é escarlata, com ouro, pedras preciosas; ou seja, está perfeitamente identificada na Bíblia.
Morando onde mora Satanás
Então, realmente, a palavra de Deus nos mostra que teve uma paganizacão do Cristianismo primitivo; como Satanás não pôde destruí-los com perseguição, misturou o paganismo; o que era bíblico, começou a tirá-lo, e o que era pagão começou a pô-lo; então em vez de confiar na palavra do Senhor, na Bíblia, começaram a confiar no sumo pontífice e aí se apartaram da palavra de Deus; no entanto, seguem-se chamando cristãos; então o que diz o Senhor? Diz: “Eu conheço onde moras, onde está o trono de Satanás; mas reténs meu nome”; seguem sendo chamados de cristãos; então eu me faço responsável, já que te chamas por meu nome, então eu tenho que te falar, eu tenho que assumir a responsabilidade já que te dizes que acreditas em mim, então eu vou tratar de falar-te e corrigir-te, porque eu repreendo e corrijo aos que amo. Ao que não é filho legítimo, não se reprende, ao bastardo não se corrige; ao próprio se corrige. Diz mais: “E não negaste minha fé”; se tu vês qual era a fé daquele período do concílio de Nicéia e os seguintes concílios de Constantinopla e da Calcedônia, era uma fé cristológica correta. “Não negaste minha fé”; aí se vê que a doutrina e o fundamento cristológico, foi correto; o concílio de Nicéia começou com Constantino, mas o que ele proclamou? A divindade de Cristo. Depois o Concílio de Constantinopla: a divindade do Espírito Santo. O concílio da Calcedônia: as duas naturezas: divina e humana da pessoa de Cristo; ou seja, que foi correto quanto ao nome e a fé do Senhor Jesus; nesse sentido, o Senhor ainda diz que está em Pérgamo, aonde mora Satanás, e vai repreender ainda outras coisas; reconhece que é cristão, que não negou Seu nome e que guardou Sua fé.
O depoimento de Antipas
Por isso diz: “e não negaste minha fé”, e diz: “nem ainda nos dias em que Antipas minha testemunha fiel foi morto entre vocês, onde mora Satanás.” Ou seja, na Pérgamo histórico, teve uma perseguição histórica e teve um nome histórico em Pérgamo que era o mesmo que dizer: o bispo de Pérgamo que se chamava Antipas. Há um irmão primitivo, que se chama Simão Metafrastes; ele traz notícias de Antipas de Pérgamo, aquele Antipas antigo. Ele diz que foi um homem de Deus, muito usado por Deus em Pérgamo, e que foi perseguido pelos sacerdotes satanistas de Esculápio, e que eles fabricaram um boi de bronze e o colocaram para ser cozido dentro desse boi e lá ele ficou orando e adorando a Deus enquanto era cozinhado; e morreu adorando e louvando ao Senhor.
Essa é a história de Antipas de Pérgamo, como a conta Simão Metafrastes. Há também outras notícias a respeito de um livro antigo que se chamava “Os Atos de Antipas”, mas realmente se perdeu, não sobreviveu até hoje, não se encontrou mais; existiu um livro “Atos de Antipas”. Andreas de Cesarea e Arastos mencionam esse livro; então foi um personagem histórico, do qual algumas notícias ficaram na antiga Pérgamo e na história primitiva. Este foi um mártir de Cristo e este mártir histórico da cidade de Pérgamo qualifica aos que foram fiéis no meio dessa situação de mistura; ainda que tivesse mistura tiveram alguns que foram fiéis e foram perseguidos. A palavra Antipas tem uma dupla etimologia grega que é anti que quer dizer: na contramão de, e pas que quer dizer: tudo, de onde vem panteísmo. Antipas, pois, quer dizer: na contramão de tudo; ou seja, que Antipas não aceitou essa condição e esteve na contramão dela, como se diz de muitos fiéis que, inclusive, quando viram a mezcolanza, foram ao deserto. Aí viveram os monges do deserto, e alguns foram mortos, foram perseguidos. Antipas qualifica a esses cristãos fiéis.
Outras testemunhas
Agora, a palavra Antipas é uma contração da palavra Antípater, bem como Silvano se contrai em Silas, Epafrodito se contrai em Epafras; assim Antipater se contrai em Antipas, mas Antípater é contra o papado; isso é o que quer dizer Antípater, contra o pai que se chama o pai dos pais; ou seja que Antipas foi como dizer o primeiro anti-papa, o primeiro que não esteve de acordo com a mistura do Cristianismo com o paganismo, o primeiro que foi fiel, mas foi perseguido; é o início daqueles remanescentes que tiveram que passar ao longo da história da igreja depois dos períodos quando a política e a religião cresceram na idade média, a idade escura; ou seja, o que depois veremos em Tiatira; teve sempre uma corrente subterrânea que manteve a fidelidade a Deus e aos textos sagrados e não esteve submetida ao sistema; por exemplo, o caso de Arnaldo de Breschia, Pierre de Bruise, Henrique de Lausana, o caso de Pedro Valdo e os valdenses; mas todos eles tinham já desde antes esta tipo de pensamento; o mais antigo deles é Cláudio de Turín. Cláudio de Turín é desta época, antes de passar a Tiatira propriamente dita.
Então, está muito bem profeticamente descrito o período desde Constantino até que surgiu o papado definitivo; ainda aqui era um processo do paganismo, ainda não tinha o papa como o teve depois; só Nicolau I foi o que depois a se mesmo colocou a coroa do céu, do purgatório e da terra, mas isso foi muito depois. Antes, o centro do Cristianismo não estava em Roma, senão que tinha vários patriarcas como o de Constantinopla, como o de Jerusalém, como o de Éfeso, como o de Alexandria, o de Antioquia, que são os que até hoje se chamam ortodoxos, lá no Oriente, que não aceitam o primado do papa; ou seja, um papa em cima deles, senão como era na antigüidade, todos iguais. Então, aqui está perfeitamente descrito esse período histórico da igreja.
A doutrina de Balaão
Agora fala o Senhor: “Mas tenho umas poucas coisas contra ti.” Aqui me chama a atenção que o Senhor diga: “poucas coisas”; não que seja pouca coisa, senão que as coisas são poucas; não tenho muito, mas o que tenho é definido são duas coisas que o Senhor não aprova duas coisas principais que Ele menciona aqui e são estas: “que tens aí aos que retêm a doutrina de Balaão, que ensinava a Balaque a pôr tropeço ante os filhos de Israel, a comer de coisas sacrificadas aos ídolos, e a cometer fornicação.” Quando estudamos o Livro das Jornadas e chegamos à jornada 42 (estudo feito com a igreja da Colômbia e transcrito; também do Gino), a dos Campos de Moabe, ali estivemos olhando a história de Balaão, em Números desde o capítulo 22; ali se nos conta tudo relativo à Balaão; agora, por causa do tempo, não podemos ler tudo, mas vocês em sua casa, depois, podem ler; somente fazemos menção de Números capítulo 22: O anjo e o asno de Balaão; no capítulo 23 Balaão abençoa a Israel; no capítulo 24: Profecias de Balaão; no capítulo 25 Israel vai a Baalpeor.
Na Bíblia se fala da doutrina de Balaão, do erro de Balaão e do caminho de Balaão. Fala em Apocalipse da doutrina de Balaão e em 2ª a Pedro e na epístola de Judas, do erro de Balaão e do caminho de Balaão; estas coisas estão relacionadas, ainda que não são o mesmo. A história de Balaão está aqui em Números desde o capítulo 22 até o 25. Ele era um profeta que tinha dons proféticos, e inclusive as profecias de Balaão aparecem na Bíblia e se cumpriram; ali onde diz: Profecias de Balaão, ele profetizou não só a respeito de Israel ele profetizou a respeito dos cananeus, dos assírios, e essas profecias tiveram cumprimento; inclusive no século passado, no século XX, uma missão holandesa de arqueologia em Peniel, Galaad, descobriu umas advertências de Balaão escritas num mural, e eu as incluí no livro Sefer Gitaim; ali os irmãos as têm. Balaão era um profeta que profetizava coisas verdadeiras e se cumpriam as palavras de Balaão; inclusive varias das profecias de Balaão estão registradas na Bíblia como da parte de Deus; inclusive sobre aquela estrela que surgiria de Jacó; uma profecia cristológica aparece precisamente nas profecias de Balaão; ou seja que Balaão tinha um apelo, tinha um dom, mas ele foi impuro, seus motivos eram impuros; ele queria a riqueza que se oferecia e queria as honras.
Balaque prometeu a Balaão, honras e riquezas, e ainda que ele ao princípio aparentasse, um não, eu não posso falar senão o que Deus me diga, ele fez toda a cortesia necessária para parecer um verdadeiro profeta, mas em seu coração ele amava o lucro.
O erro de Balaão
O Novo Testamento pelo Espírito Santo diz que o erro de Balaão foi que ele amou o lucro da mentira, ele misturou as coisas de Deus com outras coisas; misturou o amor ao dinheiro, o amor à fama; e justamente, nesse ambiente de Pérgamo, quando Satanás começava a oferecer o mundo à igreja para distraí-la, ali está retratado Balaão, perfeitamente. Então Balaão disse: vou ver que me volta a dizer Deus, como se Deus fosse mudar de opinião; aí se demonstra que ele queria ir e receber esses presentes, e receber essas coisas; então Balaão se foi, só que o anjo o resistiu e quando ia amaldiçoar, Deus lhe mudava a maldição e tinha que abençoar porque Deus não lhe deixava amaldiçoar, senão que mudava a maldição em bênção, porque Deus tinha abençoado a Seu povo e disse “Meu povo”. Olhem em que contexto o diz Deus e como o Espírito nos fala também para este tempo. Deus disse: Quão formosas são tuas tendas, oh Jacó, tuas habitações, oh Israel!” Não há iniqüidade em Jacó; ou seja, Deus via a seu povo através da expiação e disse: um povo que não será contado entre as gentes.
Um banquete ecumênico
O povo do Senhor é um povo separado, um povo próprio de Deus que o mundo não conta com ele, e isso o disse justamente por meio de Balaão; mas então Balaão criou uma maneira para que o povo fosse amaldiçoado; não se podia amaldiçoar ao povo diretamente, mas sim misturar. Se Deus aborrecia o paganismo e o tipo de vida daquelas nações pagãs, os moabitas e todos aqueles, então Balaão inventou um banquete ecumênico no qual se misturava o povo de Deus com o povo que não era de Deus e celebravam juntos; claro que ali se movia dinheiro, ali se movia a elite, e então Balaão fez essa festa; e disse a Balaque que fizesse uma festa e convidasse aos israelitas. Os israelitas foram à festa e começaram a fornicar na festa, a embebedar-se e a adorar ídolos, a comer coisas sacrificadas aos ídolos. É a idolatria misturada com a verdade da palavra de Deus.
Balaão provocou idolatria; olhem o que diz que ensinava Balaão, capítulo 2, verso 14: “Balaão, que ensinava a Balaque a pôr tropeço ante os filhos de Israel, a comer de coisas sacrificadas aos ídolos e a cometer fornicação”. A idolatria e a mistura com o paganismo foi a doutrina de Balaão; isto é, o ecumenismo; pessoas que querem dinheiro, andar de braços dados com as pessoas da classe alta, aparecer por lá no Vaticano, ou nesses lugares elevados, então não se mantêm fiéis à verdade, à Palavra, senão que cedem e depois querem guiar ao povo a isso mesmo; guiar ao povo ao banquete de Baal-peor, ao banquete da mistura, guiar ao povo ao ecumenismo. A unidade do corpo de Cristo é uma coisa muito diferente do ecumenismo. O ecumenismo é pôr numa mesma panela: sapos, cobras, asteriscos, exclamações, como se desenham; isso não é a unidade do corpo de Cristo, ao misturar ali vudu com islamismo, com animismo, com judaísmo, com budismo, com ateísmo, com rosa cruz e com Cristianismo; isso não, isso é eclecticismo, isso é ecumenismo falso, esse é o banquete de Baal-peor, esse é o tropeço, a arapuca; então o Senhor nos fala no contexto de Balaão; o Senhor diz que Seu povo é um povo que não será contado entre as gentes, separado para Deus; é fiel a Cristo e à palavra do Senhor. Há que deixar as pessoa impuras no seu lado e seguir com o Senhor, por outro lado. A espada separa o precioso do vil, o santo do comum e do mundano.
Denúncia do nicolaismo
Não somente tinha o Balaãoismo, como também o nicolaismo, que já tinha sido denunciado suas práticas em Éfeso e que agora em Pérgamo, eram mais do que fatos, era uma doutrina. Então diz: “E também tens aos que retêm a doutrina dos nicolaítas”. Em Éfeso tinha dito: “que eu aborreço” e que o escriba a adicionou também aqui. O nicolaismo já era doutrina em Pérgamo; tanto a imundícia da parte histórica que estivemos estudando, a parte histórica do nicolaismo histórico e no sentido profético etimológico: conquistador dos laicos, esse clericalismo que começou a subir, que o Senhor aborrecia em Éfeso; no entanto, em Pérgamo foi tolerado e foi aceita a doutrina nicolaíta, ou seja que os fatos, as atitudes, foram justificando, e quando foram justificando, ficaram comum e normal, e se tornou em doutrina; depois tornou instituição e se institucionalizou a conquista do laicado tirando os direitos do sacerdócio ao laicado e assumindo-o um clericado exclusivo; dizendo que só eles tinha a validez. Conquistar: Nicolau, conquistar os laicos, ao laicado; esse clericalismo foi ocorrendo desde Constantino; aí foi quando começou esse processo e se justificou; por isso se chama doutrina dos nicolaítas.
No aspecto histórico foi também um ramo gnóstico que prevaleceu em Pérgamo e destruiu a igreja em Pérgamo; então a cidade foi destruída também. No aspecto profético se mostra todo esse desenvolvimento dessa hierarquia que não existia em sua singeleza, no evangelho primitivo, mas que depois vemos na história da Igreja; chega ao ponto do papa exigir ter autoridade para nomear os reis, os imperadores; de tal maneira que se um imperador não se submetia ao papa, o papa liberava os súbditos da obediência ao imperador e por isso todos os imperadores tremiam; isso não aconteceu de um dia para o outro; teve um processo que começou a desenvolver precisamente neste período que se chama Pérgamo, a igreja católica antiga.
Não tolerar aos que retêm a doutrina
Diz agora o Senhor: “16Por tanto, arrepende-te”. Notem, aqui o Senhor não está dizendo a Balaão que se arrependa, nem aos nicolaítas que se arrependam, senão à igreja, aos cristãos que têm a doutrina de Balaão; não que a tenham eles, senão que toleram aos que a têm; fixem no que disse no verso 14: “Mas tenho umas poucas coisas contra ti: que tens aí aos que retêm a doutrina de Balaão”. O Senhor não está repreendendo aos da doutrina de Balaão, esses são pagãos; mas aos cristãos, os que reconhecem Seu nome e não negam Sua fé; no entanto, estão tolerando isso: tenho contra ti que tens aí, não deves tê-los, não deves permitir isso no meio de ti, sendo cristãos, tolerastes esse tipo de ecleticismo com o paganismo e essa tipo de clericalismo e de nicolaismo. Muitos cristãos legítimos, santos verdadeiros, toleravam esse sistema; inclusive, grandes homens de Deus que Deus usou em muitas coisas, você vê elementos pagãos, ainda em suas coisas. Por isso Ele esta dizendo: reténs isto aí e isto o tenho contra ti: “E também tens aos que retêm a doutrina dos nicolaítas”. O Senhor fala aos mais próximos; tu não a tens, mas reténs aos outros como se isso não fora nada mau. Um pouco de fermento leveda toda a massa. Senhor, tu não aceitas isso. Então diz: “Por tanto, arrepende-te”; ou seja, há que se arrepender de ter entre nós os que retêm a doutrina de Balaão e a doutrina dos nicolaítas. Há que se arrepender. Arrepender-se quer dizer: reconhecer que isso está mau e não o admitir em nosso meio. Não ser indiferente quando alguém está querendo é política, dinheiro; nada, manter distância. Um povo que não será contado entre as gentes.
A intervenção do Senhor
Então diz: “pois se não, virei a ti cedo”. O Senhor não se demora em intervir, e diz como vai intervir. Eu sei o que vou fazer: “Virei a ti cedo, e brigarei contra eles”. Notem, não diz contra ti, porque tu és minha igreja, tu estás suportando isso, mas eu não vou suportar; se tu continuas suportando, então eu vou ter que vir com a espada de minha boca contra eles, vêem? Mas o Senhor quer que nós façamos as coisas para que Ele não tenha que intervir; se não intervimos, Ele intervém. E diz: “e brigarei contra eles com a espada de minha boca”. O que era que se avizinhava depois do período de Pérgamo? Uma guerra entre os que eram instrumentos da palavra do Senhor e os que mantiveram essa questão misturada; tiveram que receber o depoimento dos fiéis, dos que denunciavam o clericalismo, o amor às riquezas e todo esse montão de clericalismo que tinha; sempre teve cristãos que usaram a palavra de Deus e brigaram contra eles. Virei e brigarei; aqui o Senhor usa aquele remanescente pequeno, aquele remanescente como Antipas para brigar. E diz mais: “O que tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas“. O Senhor fala a todas as igrejas. “Ao que vencer, darei do maná escondido”. Qual era o maná escondido? Quando os israelitas recolhiam o maná, Deus tinha dito que recolhessem só o que iam comer nesse dia porque no outro dia estaria estragado, decompunha-se. Quando alguém recolhia para o outro dia, ele se descompunha; no entanto, Deus disse a Arão que recolhesse um pouco de maná e o pusesse na urna, no arca do pacto, que esse maná não se corromperia, senão que esse maná estaria dentro da arca para memória da vitória de Deus; ou seja, Deus os libertou de Egito e lhes deu a comer pão do céu. O Senhor nos libertou do mundo e nos deu a comer Cristo; Cristo é o verdadeiro maná; ou seja, o maná incorruptível representa o Cristo ressuscitado; ao que vencer, isto é, ao que deixe de viver na carne misturado, o que se separar a viver por mim, “lhe darei do maná escondido”, ou seja, a vida fruto da ressurreição; a vida ressuscitada é para aqueles que se separam para Deus, aqueles que andam no Espírito, vivem a vida de ressurreição, alimentam-se da ressurreição e obviamente ressuscitarão com Cristo. O que comer de mim, Eu ressuscitarei no último dia.
O galardão em Pérgamo
Mas não somente o Senhor promete o maná escondido. O diz também. “e”, ou seja, que aqui o galardão é duplo: “lhe darei uma pedrinha branca e na pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguem conhece senão aquele que o recebe”. Que interessante a pedrinha branca! Na antigüidade se votava com pedrinhas brancas ou pretas. Por exemplo, aos juízes se apresentava um caso de um criminoso e fazia seu juízo; depois de examinar tudo, então vinham aqueles juízes e votavam; então o que votava a favor, positivamente, punha uma pedrinha branca: é inocente; o que votava na contramão, punha uma pedrinha preta: é culpado. Se tinha, por exemplo, sete juízes e cinco pedrinhas eram pretas, era culpada.
Agora, o Senhor nos diz que nos dará uma pedrinha branca é como quem diz: eu voto por tua aprovação, eu te declaro inocente; se vences te declaro inocente e te declaro herdeiro; mas não somente a pedrinha branca, porque a pedrinha branca ainda é muito impessoal. O Senhor porá na pedrinha branca que cada vencedor dará Sua aprovação, lhe porá um nome novo que ninguém conhece, senão o que o recebe; esse é o nome novo da pessoa. Um dos galardões é que terás o nome definitivo com o qual Deus te conheceu, porque conheceremos como fomos conhecidos; agora nós estamos em processo. Um dia, se seguirmos com o Senhor, e formos vencedores, e amadurecermos em Cristo, um dia seremos o que Ele sabia que íamos ser; esse dia Ele nos porá um nome que corresponde com o que nós somos.
Uma relação pessoal
Olhem, irmãos, o fato que ninguém conheça esse nome, quer dizer que a relação de Deus com cada pessoa é muito especial; Deus não tem relações em série, como dizer, Deus não nos fez como sabões, todos iguais; saem, e vão nos cortando e todos são iguais; não, cada pessoa é específica, cada pessoa tem uma história especial com Deus, cada pessoa tem uma personalidade específica, cada pessoa tem um lugar específico no plano de Deus, algo irrepetível; não há ninguém repetido; para o Senhor todos são irrepetíveis; por isso ninguém, senão Ele mesmo conhecerá sua verdadeira identidade, a que o Senhor conhece. Eu te dou um nome. O nome na Bíblia representa o que a pessoa é; esse nome vai dizer o que você significa para o Senhor; você especificamente, teu lugar, porque Ele tem relação com outros, mas Ele te criou a ti para teres uma relação específica contigo, irrepetível; você é especial para Deus; se você consegue vencer e consegue aquilo que Ele planejou, então Deus te dirá qual é o nome que diz o que tu significas para Ele. A pedrinha branca da aprovação de Deus vem com teu próprio nome, como quem diz: tu és para mim isto, eu te criei para isto, a ninguém mais fiz para isto. Quem tinha que fazer isto era você, tu o fizeste e és para mim isto, e ninguém mais o saberá, por que? Porque nossa relação é íntima e pessoal.
Nós conhecemos algumas coisas uns de outros, mas há algo que é só do Senhor e nós, porque essa é tua identidade, irrepetível, com uma relação irrepetível que Deus tem. Por isso, não é suficiente que tenha muitos que se salvem; é necessário que cada um se salve e seja vencedor. Alguém que falte é um esvaziamento, como dizia o irmão Rick Joyner: Se estão todos os filhos na mesa, cada um é especial; não porque está este vai suprir o lugar do outro; eu quero que também este venha, porque este é assim, este tem este temperamento, este outro, este outro e aqui está a cadeira vazia; não importa que as outras cadeiras estejam cheias, esta está vazia, esta há que ser cheia e quando se encher, este significa para ti isto, a este se encomenda isto, àquele lhe encomendas outra coisa; com cada um ten uma relação especial; e essa relação, esse significado teu para o Senhor, esse nome que expressa tua posição irrepetível no coração de Deus estará nesse nome; porque isso é que na Bíblia é o nome, dizer quem é para ti.
Por isso as vezes Deus mudava o nome das pessoas; antes Jacó era um enganador; o dia que Jacó foi honesto, venceu, então Deus lhe disse: já não vais chamar mais Jacó, agora vais chamar Israel; agora o nome Israel era o que Jacó tinha chegado a ser; bem como lhe mudou o nome a Jacó por Israel, a Simão por Pedro, assim vai fazer contigo; agora enquanto, eu sou Gino, tu és Jimena, tu és Marlene, tu és Jorge, tu és Angelita, cada um é cada um; mas quando chegares a ser o que Deus esperava que tu fosses e expressar o que Deus esperava de ti e vencesse, esse dia Deus te dirá quem és tu eternamente e definitivamente. Aí não serás mais Jacó, senão Israel; aí Deus te dará um nome de vencedor: “Ao que vencer lhe darei uma pedrinha branca”, ou seja, um voto de reconhecimento, uma bola positiva, amém? mas com teu próprio nome, que só tu e o Senhor conhecem, ninguém mais; quer dizer, tua relação irrepetível com Deus, teu lugar especial e por toda a eternidade, no reino de Deus. Que precioso isto! O que vencer darei isto. Amém! O Senhor nos abençoe, irmãos. Vamos agradecer ao Senhor.
Continua com: Mensagem à igreja em Tiatira.